ei você!
você mesma, que se imagina a criatura mais esperta do mundo...
você não sabe de nada. não consegue enxergar um palmo a frente do seu nariz.
antes de tentar tirar suas conclusões pelas aparências das coisas, deveria tentar perceber o que há realmente por dentro.
eu escrevo sobre o que eu quero, quando eu quero e como eu quero. não faço concessões sobre isso. sabe?
eu ouvi muitas e muitas vezes sobre alguém que queria escrever sobre o que quisesse.
bom... agora é a minha vez.
meus textos falam sobre o que eu quiser.
se você quiser conhecer a verdade sobre o que escrevo, venha perguntar a mim. é a mim que essa verdade pertence.
2.3.06
autopsicografia
o poeta é um fingidor.
finge tão completamente
que chega a fingir que é dor
a dor que deveras sente.
e os que lêem o que escreve,
na dor lida sentem bem,
não as duas que ele teve,
mas só a que eles não têm.
e assim nas calhas de roda
gira, a entreter a razão,
esse comboio de corda
que se chama coração.
fernando pessoa
28.2.06
eles sorriem, sob o efeito do vinho. eles deixam a comida no prato, não sentem fome...
ele olha para ela e não consegue deixar de perceber os pequenos detalhes que o deixam maravilhado... ele comenta algo sobre isso, causalmente.
ela sorri de uma forma encantadora, um sorriso proporcionado pela inibição do vinho.
eles contam sobre as vidas deles, falando de todos os erros e acertos, falando sobre amores e corações partidos.
respondem sempre "eu sei, eu também sou assim!", sinceramente entendendo-se.
ele vai embora no dia seguinte... e queria tanto saber dizer a ela o quanto amou os momentos que passou ao seu lado.
eles sorriem, em silêncio, numa noite de carnaval.
ele olha para ela e não consegue deixar de perceber os pequenos detalhes que o deixam maravilhado... ele comenta algo sobre isso, causalmente.
ela sorri de uma forma encantadora, um sorriso proporcionado pela inibição do vinho.
eles contam sobre as vidas deles, falando de todos os erros e acertos, falando sobre amores e corações partidos.
respondem sempre "eu sei, eu também sou assim!", sinceramente entendendo-se.
ele vai embora no dia seguinte... e queria tanto saber dizer a ela o quanto amou os momentos que passou ao seu lado.
eles sorriem, em silêncio, numa noite de carnaval.
23.2.06
dead girls
i have been in this line of work for a long time
and i have never seen anything so strange and so peculiar
its all so deranged
see for yourself
ladies and gentelmen of the jury
step right up and see the freak
we caught him red handed down by the morgue
where he sleeps
and if you think that "that's disgusting"
wait til you hear this
i never can do it justice
dead girls like me
dead girls like me
can't you see?
i don't expect you to understand me
i'm not an ordinary man
and i have seen things with these eyes
you'd never comprehend
see for yourself now
take those living women
they have never shown me any kindness of any kind
its not my fault i look this way
i try to talk to them
they look at me and walk away
so really is it so strange that
dead girls like me
can't you see?
only dead girls like me
oh, dead girls like me
can't you see?
only dead girls don't walk away from me
sad as it seems
have you ever tasted love like this?
cool and smooth have you ever been accepted unconditionaly?
have you ever loved someone who didn't hurt you, didn't harm you?
there's no pain and there's no pressure
no humiliation
there's no fear and there's no shame
there's no pulse now is it so strange?
dead girls like me
can't you see?
only dead girls like me
oh, dead girls like me
can't you see?
only dead girls don't walk away from me
sad as it seems
tô assim, hoje.
and i have never seen anything so strange and so peculiar
its all so deranged
see for yourself
ladies and gentelmen of the jury
step right up and see the freak
we caught him red handed down by the morgue
where he sleeps
and if you think that "that's disgusting"
wait til you hear this
i never can do it justice
dead girls like me
dead girls like me
can't you see?
i don't expect you to understand me
i'm not an ordinary man
and i have seen things with these eyes
you'd never comprehend
see for yourself now
take those living women
they have never shown me any kindness of any kind
its not my fault i look this way
i try to talk to them
they look at me and walk away
so really is it so strange that
dead girls like me
can't you see?
only dead girls like me
oh, dead girls like me
can't you see?
only dead girls don't walk away from me
sad as it seems
have you ever tasted love like this?
cool and smooth have you ever been accepted unconditionaly?
have you ever loved someone who didn't hurt you, didn't harm you?
there's no pain and there's no pressure
no humiliation
there's no fear and there's no shame
there's no pulse now is it so strange?
dead girls like me
can't you see?
only dead girls like me
oh, dead girls like me
can't you see?
only dead girls don't walk away from me
sad as it seems
voltaire - dead girls
tô assim, hoje.
22.2.06
lilya 4-ever
ela dorme, sonhando com um país distante... ouvindo ao longe os sons tão familiares do seu bairro.
crianças bricam de esconder, enquanto velhas senhoras discursam sobre os seus problemas de saúde.
o cheiro do café da manhã impregna o ar da cozinha do antigo apartamento. sua mãe canta uma antiga canção, ocupada em seus afazeres.
ela dorme e sonha...
mas o sonho termina em um quarto sujo, sem janelas, em um país que ela não conhece. não há sons, além dos seus próprios soluços e dos passos se aproximando, no corredor.
lilya tem 16 anos.
crianças bricam de esconder, enquanto velhas senhoras discursam sobre os seus problemas de saúde.
o cheiro do café da manhã impregna o ar da cozinha do antigo apartamento. sua mãe canta uma antiga canção, ocupada em seus afazeres.
ela dorme e sonha...
mas o sonho termina em um quarto sujo, sem janelas, em um país que ela não conhece. não há sons, além dos seus próprios soluços e dos passos se aproximando, no corredor.
lilya tem 16 anos.
ela sorri, vitoriosa, ao ir embora. usou as curvas de seu corpo para desenhar uma estratégia de conquista.
os olhares insinuantes, a jogada de cabelo, a cruzada de pernas... peças essenciais em um jogo de caça silencioso.
ela sorri, imaginando que ele passará a noite em claro, pensando nela, desejando o perfume da pele, o calor do beijo dela.
mas naquela noite, é ela quem passa a noite sonhando...
os olhares insinuantes, a jogada de cabelo, a cruzada de pernas... peças essenciais em um jogo de caça silencioso.
ela sorri, imaginando que ele passará a noite em claro, pensando nela, desejando o perfume da pele, o calor do beijo dela.
mas naquela noite, é ela quem passa a noite sonhando...
21.2.06
ela está sentada no quarto, lendo um livro antigo sobre sonhos de outra pessoa, quando ouve um barulho de batida, bastante baixo.
ela olha à sua volta, sem saber o que procura, até que seu olhar alcança a janela fechada.
uma mariposa de asas escuras está tentando sair do quarto, batendo em vão contra o vidro da janela.
a pequena criatura continua batendo e batendo, sem perceber a barreira invisível que a separa do mundo.
a menina vai até a janela, caminhando devagar, na ponta dos pés e abre a janela.
a mariposa observa a cena à distância, mas assi que o vidro é aberto, ela se põe a procurar a saída. ela sai pelo mundo, à procura de seu destino.
e a menina fica na janela, pensando na mariposa e no vidro...
ela olha à sua volta, sem saber o que procura, até que seu olhar alcança a janela fechada.
uma mariposa de asas escuras está tentando sair do quarto, batendo em vão contra o vidro da janela.
a pequena criatura continua batendo e batendo, sem perceber a barreira invisível que a separa do mundo.
a menina vai até a janela, caminhando devagar, na ponta dos pés e abre a janela.
a mariposa observa a cena à distância, mas assi que o vidro é aberto, ela se põe a procurar a saída. ela sai pelo mundo, à procura de seu destino.
e a menina fica na janela, pensando na mariposa e no vidro...
ele olha o espelho quebrado. só assim ele aplacou o enjôo que sentiu da pessoa que olhava para ele através do reflexo.
ele encara o vidro partido, e imagina a sua própria vida.
o sangue escorre do ferimento no punho, gotejando nos cacos no chão do banheiro.
e cada gota encerra um sonho.
ele encara o reflexo partido do que ele já foi.
ele encara o vidro partido, e imagina a sua própria vida.
o sangue escorre do ferimento no punho, gotejando nos cacos no chão do banheiro.
e cada gota encerra um sonho.
ele encara o reflexo partido do que ele já foi.
20.2.06
17.2.06
no meu silêncio carrego todas as dores,
todos os desencontros de todos os amores não correspondidos.
no meu silêncio carrego todos os desejos,
todos os "eu te amo", todos os "eu te quero".
no meu silêncio carrego todas as forças
de continuar a cada dia, sem perspectiva de um destino.
no meu silêncio carrego todas as palavras que não disse,
mas elas teimam em escorrer para o papel, teimam em se materializar em forma de luzes numa tela em branco.
eu vivo de todos os silêncios.
mas morreria em paz ouvindo o som de sua voz
o sussuro de suas palavras ao meu ouvido.
todos os desencontros de todos os amores não correspondidos.
no meu silêncio carrego todos os desejos,
todos os "eu te amo", todos os "eu te quero".
no meu silêncio carrego todas as forças
de continuar a cada dia, sem perspectiva de um destino.
no meu silêncio carrego todas as palavras que não disse,
mas elas teimam em escorrer para o papel, teimam em se materializar em forma de luzes numa tela em branco.
eu vivo de todos os silêncios.
mas morreria em paz ouvindo o som de sua voz
o sussuro de suas palavras ao meu ouvido.
alice de cabelos de fogo
ela sorri, um sorriso divertido, sem pretensões de nada, me mostrando seus desenhos.
e eu só consigo pensar por que ela me lembra tanto a alice do lewis carroll.
alice de cabelos de fogo.
e eu só consigo pensar por que ela me lembra tanto a alice do lewis carroll.
alice de cabelos de fogo.
éter
encontro-me só.
meus amigos me olham à distância, com olhares cheios de perguntas. não sou o mesmo que conheceram, apesar de ter em minha essência todos os momentos que passei com eles.
não sou o mesmo.
meus amores se foram, perdidos em juras de amor eterno diluídas em um mar de ressentimentos e entendimentos errados. seus olhares não me comtemplam mais. mas carregam um pedaço de mim.
sempre carregarão.
eu flutuo livre de todo o sentimento...
não sinto dor.
não sinto medo.
não sinto.
ao meu lado, as estrelas brilham antigas e frias, em caminhos invisíveis. seus olhares me acolhem no éter do universo.
é aqui o lugar onde pertenço.
meus amigos me olham à distância, com olhares cheios de perguntas. não sou o mesmo que conheceram, apesar de ter em minha essência todos os momentos que passei com eles.
não sou o mesmo.
meus amores se foram, perdidos em juras de amor eterno diluídas em um mar de ressentimentos e entendimentos errados. seus olhares não me comtemplam mais. mas carregam um pedaço de mim.
sempre carregarão.
eu flutuo livre de todo o sentimento...
não sinto dor.
não sinto medo.
não sinto.
ao meu lado, as estrelas brilham antigas e frias, em caminhos invisíveis. seus olhares me acolhem no éter do universo.
é aqui o lugar onde pertenço.
9.2.06
minuto de silêncio
em algum lugar do mundo, crianças se juntam, procurando o calor dos corpos uns dos outros em um apartamento parcialmente destruído em um bombardeio.
elas sonham com um lugar melhor, pedem em meio à lágrimas silenciosas para que tudo termine. rezam para encontrar os pais.
e no silêncio da cidade transformada em campo de batalha, por governantes estúpidos, não há nenhum deus para escutá-las.
elas sonham com um lugar melhor, pedem em meio à lágrimas silenciosas para que tudo termine. rezam para encontrar os pais.
e no silêncio da cidade transformada em campo de batalha, por governantes estúpidos, não há nenhum deus para escutá-las.
5.2.06
amar
(...)
este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
drummond - amar
porque viver vale a pena.
ele encosta no batente da porta entreaberta, olhando para dentro do quarto. um pequenino corpo se mexe, embaixo do edredon com desenhos de dinossauros.
o homem sorri, lembrando de momentos de sua própria vida em que acreditou que nada valia a pena. esteve desenganado do mundo muitas vezes. sentiu-se oprimido pelas pessoas, quis desistir de tudo. mas no fundo, acreditava que havia algo para ele, em algum lugar.
e ele descobriu um dia.
ele a ama com todas as forças... faria de tudo por ela... e agradece aos céus todos os dias que tem oportunidade de passar próximo a ela.
ele descobriu um dia que o mundo vale a pena... descobriu uma nova aventura, em viver.
e deve tudo à pequenina que dorme embaixo do edredon de dinossauros.
o homem sorri, lembrando de momentos de sua própria vida em que acreditou que nada valia a pena. esteve desenganado do mundo muitas vezes. sentiu-se oprimido pelas pessoas, quis desistir de tudo. mas no fundo, acreditava que havia algo para ele, em algum lugar.
e ele descobriu um dia.
ele a ama com todas as forças... faria de tudo por ela... e agradece aos céus todos os dias que tem oportunidade de passar próximo a ela.
ele descobriu um dia que o mundo vale a pena... descobriu uma nova aventura, em viver.
e deve tudo à pequenina que dorme embaixo do edredon de dinossauros.
better man
ela olha novamente para o relógio, as luzes piscam 4:00. as lágrimas formam uma mancha no travesseiro.
ela repete baixinho, para si mesma, as palavras.
"não! eu não vou aguentar mais isso."
"eu vou embora."
lá fora, as luzes da pick-up iluminam momentaneamente o quarto, como um presságio da chegada dele. ela sera os punhos: "nunca mais!"
ele entra na casa, o barulho das botas se aproximando.
ela rola para o lado e finge estar dormindo. ele para aos pés da cama e olha para ela.
ela aperta os olhos.
ele vai em direção ao banheiro... volta para o quarto e deita ao seu lado, dormindo quase imediatamente.
ela sente o cheiro de cigarro, álcool e outras mulheres, nele. ela chora baixinho, mentindo para si mesmo que ainda o ama... que não conseguiria encontrar alguém melhor.
ela dorme, exausta, e sonha.
sonha com a menina forte e corajosa, que acreditava no futuro, aguardando para si o melhor do mundo. sonha com uma menina que encontrou o melhor homem do mundo. ele lhe dá flores e promete amá-la para sempre.
ele quis ir embora, um dia, após uma briga. ela não deixou. mesmo machucada na alma e no corpo, ela pediu para ele ficar.
não conseguirua encontrar alguém melhor...
ela sonhou com um futuro juntos, mas tirou o filho dele quando disse a ele que estava grávida e tudo o que ouviu foi um palavrão.
mentiu para si mesmo, dizendo que ia acabar com tudo, mas ela não consegue ficar longe dele.
não quer ir embora assim...
no fundo ela ainda acredita nos dois.
e que ela não conseguiria encontrar alguém melhor...
ela repete baixinho, para si mesma, as palavras.
"não! eu não vou aguentar mais isso."
"eu vou embora."
lá fora, as luzes da pick-up iluminam momentaneamente o quarto, como um presságio da chegada dele. ela sera os punhos: "nunca mais!"
ele entra na casa, o barulho das botas se aproximando.
ela rola para o lado e finge estar dormindo. ele para aos pés da cama e olha para ela.
ela aperta os olhos.
ele vai em direção ao banheiro... volta para o quarto e deita ao seu lado, dormindo quase imediatamente.
ela sente o cheiro de cigarro, álcool e outras mulheres, nele. ela chora baixinho, mentindo para si mesmo que ainda o ama... que não conseguiria encontrar alguém melhor.
ela dorme, exausta, e sonha.
sonha com a menina forte e corajosa, que acreditava no futuro, aguardando para si o melhor do mundo. sonha com uma menina que encontrou o melhor homem do mundo. ele lhe dá flores e promete amá-la para sempre.
ele quis ir embora, um dia, após uma briga. ela não deixou. mesmo machucada na alma e no corpo, ela pediu para ele ficar.
não conseguirua encontrar alguém melhor...
ela sonhou com um futuro juntos, mas tirou o filho dele quando disse a ele que estava grávida e tudo o que ouviu foi um palavrão.
mentiu para si mesmo, dizendo que ia acabar com tudo, mas ela não consegue ficar longe dele.
não quer ir embora assim...
no fundo ela ainda acredita nos dois.
e que ela não conseguiria encontrar alguém melhor...
my eyes seek reality, my fingers seek my veins
um filete de sangue sobe pela seringa, quando ele perfura a veia. uma pontada de dor que ele deixou de sentir há tempos.
o sangue desce novamente em direção ao braço, quando ele injeta o líquido. sente o calor projetando-se pelo corpo, uma serpente correndo por seus vasos sanguíneos, carregada de veneno e promessas de prazer.
ele desata o garrote e espera, encolhido, tremendo um pouco, olhando para a mesa desarrumada. entre seringas usadas e colheres queimadas para produzir uma dose, um porta-retrato onde uma mulher e uma criança olham sorrindo para um futuro que nunca existirá.
o homem olha para a chama da vela, queimando em câmera lenta, criando fachos de luz que voam pelo quarto. ele pega um desses facho e o prende com as palmas das mãos fechadas... vai até a janela e solta a pequena chama, mas nada voa de sua mão. mais abaixo, os carros desenham formas nas ruas, um rio de formas e cores corre para baixo do apartamento.
as estrelas caminham pelo céu em forma de anjos e demônios.
ele mergulha num mar de águas transparentes, feitas de diamantes extraídos de estômagos de dragões. sente a pele descolar e danças em seu corpo, seguindo um ritmo próprio.
tudo fica escuro no mundo, menos a vela, que ilumina um porta-retrato manchado e velho, onde olhos brilhantes olham de um passado distante.
o homem deita-se em uma cama de formas e cores mutantes, que o agarra e engole, levando-o para longe do mundo, para longe dele mesmo.
ele chora lágrimas de gelo, chama pelo nome das duas, mas só consegue ouvir o barulho da serpente que devora os seus sonhos, correndo em suas veias, cheia de raiva e de desejo...
o sangue desce novamente em direção ao braço, quando ele injeta o líquido. sente o calor projetando-se pelo corpo, uma serpente correndo por seus vasos sanguíneos, carregada de veneno e promessas de prazer.
ele desata o garrote e espera, encolhido, tremendo um pouco, olhando para a mesa desarrumada. entre seringas usadas e colheres queimadas para produzir uma dose, um porta-retrato onde uma mulher e uma criança olham sorrindo para um futuro que nunca existirá.
o homem olha para a chama da vela, queimando em câmera lenta, criando fachos de luz que voam pelo quarto. ele pega um desses facho e o prende com as palmas das mãos fechadas... vai até a janela e solta a pequena chama, mas nada voa de sua mão. mais abaixo, os carros desenham formas nas ruas, um rio de formas e cores corre para baixo do apartamento.
as estrelas caminham pelo céu em forma de anjos e demônios.
ele mergulha num mar de águas transparentes, feitas de diamantes extraídos de estômagos de dragões. sente a pele descolar e danças em seu corpo, seguindo um ritmo próprio.
tudo fica escuro no mundo, menos a vela, que ilumina um porta-retrato manchado e velho, onde olhos brilhantes olham de um passado distante.
o homem deita-se em uma cama de formas e cores mutantes, que o agarra e engole, levando-o para longe do mundo, para longe dele mesmo.
ele chora lágrimas de gelo, chama pelo nome das duas, mas só consegue ouvir o barulho da serpente que devora os seus sonhos, correndo em suas veias, cheia de raiva e de desejo...
2.2.06
procurando memórias
os móveis estavam todos no lugar de sempre. mesmo sem ter estado ali por mais de 10 anos, era capaz de sentir a presença do lugar.
"a casa parecia um pouco menor", ele pensou, "do que quando eu era criança. mas ainda assim, é um lugar enorme. e antigo."
os móveis estavam cobertos com panos, dando um aspecto frio ao lugar. o cheiro havia mudado e o silêncio era penetrante.
o acidente marcou para sempre a vida dele. depois que os pais morreram, teve que viver a vida sozinho. deveria morar ali, segundo seus tios. a casa era valiosa e ele deveria mantê-la intacta. mas ele não aguentou. não com a presença quase onipotente dos pais em cada canto.
caminhou pelo hall, até alcançar a escada. o tapete que cobria os degraus estava um pouco desbotado, mas ainda mantinha muito de sua riqueza de detalhes. ele subiu os degraus em silêncio.
"pai! tá chato lá fora."
o garoto olhou pelo vão da porta, procurando o pai, encontrou-o no final do hall a meio caminho do andar superior.
"posso ir com você? não tem nada pra fazer no carro!"
"está bem. vem pra cá que eu te mostro meu antigo quarto."
"oba! tem muitos brinquedos lá?"
o garoto atravessou todo o hall e foi correndo subindo a escada com o pai. lá fora, o sol escondia-se por trás das montanhas, pintando as janelas da casa de tons de vermelho.
os dois chegaram até um quarto com papel de parede azul e vários cartazes colados. o menino correu para procurar coisas interessantes, para brincar.
"sabe, filho... quando eu era criança, não tínhamos muitas coisas modernas para brincar. a imaginação era a coisa mais importante, no fim das contas. era com ela que críavamos os mundos onde brincávamos de todas as coisas possíveis."
"sem videogames?"
"sem videogames e computador e carros de controle remoto."
"nossa... que chato, né?"
"eu gostava..."
o homem sentou-se na cama, observou a criança remexendo tudo e sentiu uma nostalgia dos tempos antigos.
o menino foi atá a cama com alguns brinquedos na mão e começou a brincar sobre o colchão. o homem olhou de perto e viu a antiga coleção de bonecos de chumbo.
"nossa! eu não os via há tanto tempo! eu costumava guardá-los em uma caixa que seu bisavô me deu, mas depois encontrei uma utilidade melhor para ela."
"como assim, pai?"
"quando eu era criança, eu comecei a perceber que eu esquecia as coisas muito facilmente. então eu resolvi um dia que iria guardar todas as minhas memórias em uma caixa e sempre que eu precisasse, elas estariam lá."
"guardar numa caixa? nunca ouvi isso! como você fazia? escrevia elas e colocava lá dentro?"
"não. vem comigo, eu vou te mostrar!"
eles se levantaram e o homem foi até o meio do corredor, onde parou e abriu uma pequena porta que havia no teto, que se desdobrava para formar degraus que levavam para o sótão.
"eu deixei a caixa aqui, há muito tempo atrás, quando descobri que no fim sempre havia alguém para me lembrar do que eu havia esquecido. cuidado, porque aqui em cima é escuro, tá?"
eles sobem para o cômodo que está iluminado apenas por uma janela arredondada, tingida de vermelho. o homem acende uma luz que ilumina pouco o lugar. o bastante apenas para que eles pudessem revirar as coisas que estavam ali. nessa hora, ele ouve o barulho de algo se movendo, do lado esquerdo.
"ratos."
teria que lembrar de desratizar a casa, se quisesse voltar a morar ali.
eles começaram a procurar, até que o homem percebe a caixa perto dos pés do menino. ele a pega e mostra a ele.
"era aqui que eu guardava tudo o que eu aprendia e queria guardar para sempre."
"nossa... posso ver, pai?"
"tá bem... mas cuidado, tá?"
"tá!"
ele entrega a caixa ao garoto, que começa a examinar o exterior do objeto, com um interesse enorme. o pai sorria um pouco, encantado com aquilo tudo.
o menino destravou a caixa e começou a abri-la.
foi quando uma pequena criatura, completamente negra, do tamanho de um gato e com olhos brilhantes saiu de trás de um antigo baú e correu para pegar a caixa, arrancando-a da mão do garoto.
o menino caiu no chão, com o susto e a criatura olhou intrigado para os dois, segurando a caixa com as duas mãos. de repente, ela se vira e corre para o canto oposto do sótão.
o menino levanta-se, olha por um segundo para o pai e corre atrás do vulto negro.
"devolve a caixa!"
os dois, criatura e menino correm em direção a uma antiga armação que um dia abrigou um espelho de quarto e atravessaram a moldura.
e os dois desapareceram.
o homem ainda não havia se recobrado de tudo aquilo, não acreditando no que acabara de presenciar. que animal era aquele? de onde veio? para onde ele e o seu filho foram???
correu para o canto do sótão. naquele momento a noite já havia baixado sobre o mundo e tudo parecia muito escuro, lá fora. o homem chamou por seu filho, revirando cada canto, cada caixa de papelão do sótão, sem encontrar sinal de seu filho. ele devia ter saído do sótão, enquanto ele estava distraído com tudo o que acontecera.
o homem desceu as escadas e procurou por toda a casa. não havia sinal do menino.
então ele teve uma idéia absurda. mas era a única que ele poderia ter, naquele momento.
subiu novamente a escada para o sótão. foi até o canto do cômodo.
olhou demoradamente a antiga armação do espelho. e então ele passou por ela.
e encontrou o outro lugar.
"a casa parecia um pouco menor", ele pensou, "do que quando eu era criança. mas ainda assim, é um lugar enorme. e antigo."
os móveis estavam cobertos com panos, dando um aspecto frio ao lugar. o cheiro havia mudado e o silêncio era penetrante.
o acidente marcou para sempre a vida dele. depois que os pais morreram, teve que viver a vida sozinho. deveria morar ali, segundo seus tios. a casa era valiosa e ele deveria mantê-la intacta. mas ele não aguentou. não com a presença quase onipotente dos pais em cada canto.
caminhou pelo hall, até alcançar a escada. o tapete que cobria os degraus estava um pouco desbotado, mas ainda mantinha muito de sua riqueza de detalhes. ele subiu os degraus em silêncio.
"pai! tá chato lá fora."
o garoto olhou pelo vão da porta, procurando o pai, encontrou-o no final do hall a meio caminho do andar superior.
"posso ir com você? não tem nada pra fazer no carro!"
"está bem. vem pra cá que eu te mostro meu antigo quarto."
"oba! tem muitos brinquedos lá?"
o garoto atravessou todo o hall e foi correndo subindo a escada com o pai. lá fora, o sol escondia-se por trás das montanhas, pintando as janelas da casa de tons de vermelho.
os dois chegaram até um quarto com papel de parede azul e vários cartazes colados. o menino correu para procurar coisas interessantes, para brincar.
"sabe, filho... quando eu era criança, não tínhamos muitas coisas modernas para brincar. a imaginação era a coisa mais importante, no fim das contas. era com ela que críavamos os mundos onde brincávamos de todas as coisas possíveis."
"sem videogames?"
"sem videogames e computador e carros de controle remoto."
"nossa... que chato, né?"
"eu gostava..."
o homem sentou-se na cama, observou a criança remexendo tudo e sentiu uma nostalgia dos tempos antigos.
o menino foi atá a cama com alguns brinquedos na mão e começou a brincar sobre o colchão. o homem olhou de perto e viu a antiga coleção de bonecos de chumbo.
"nossa! eu não os via há tanto tempo! eu costumava guardá-los em uma caixa que seu bisavô me deu, mas depois encontrei uma utilidade melhor para ela."
"como assim, pai?"
"quando eu era criança, eu comecei a perceber que eu esquecia as coisas muito facilmente. então eu resolvi um dia que iria guardar todas as minhas memórias em uma caixa e sempre que eu precisasse, elas estariam lá."
"guardar numa caixa? nunca ouvi isso! como você fazia? escrevia elas e colocava lá dentro?"
"não. vem comigo, eu vou te mostrar!"
eles se levantaram e o homem foi até o meio do corredor, onde parou e abriu uma pequena porta que havia no teto, que se desdobrava para formar degraus que levavam para o sótão.
"eu deixei a caixa aqui, há muito tempo atrás, quando descobri que no fim sempre havia alguém para me lembrar do que eu havia esquecido. cuidado, porque aqui em cima é escuro, tá?"
eles sobem para o cômodo que está iluminado apenas por uma janela arredondada, tingida de vermelho. o homem acende uma luz que ilumina pouco o lugar. o bastante apenas para que eles pudessem revirar as coisas que estavam ali. nessa hora, ele ouve o barulho de algo se movendo, do lado esquerdo.
"ratos."
teria que lembrar de desratizar a casa, se quisesse voltar a morar ali.
eles começaram a procurar, até que o homem percebe a caixa perto dos pés do menino. ele a pega e mostra a ele.
"era aqui que eu guardava tudo o que eu aprendia e queria guardar para sempre."
"nossa... posso ver, pai?"
"tá bem... mas cuidado, tá?"
"tá!"
ele entrega a caixa ao garoto, que começa a examinar o exterior do objeto, com um interesse enorme. o pai sorria um pouco, encantado com aquilo tudo.
o menino destravou a caixa e começou a abri-la.
foi quando uma pequena criatura, completamente negra, do tamanho de um gato e com olhos brilhantes saiu de trás de um antigo baú e correu para pegar a caixa, arrancando-a da mão do garoto.
o menino caiu no chão, com o susto e a criatura olhou intrigado para os dois, segurando a caixa com as duas mãos. de repente, ela se vira e corre para o canto oposto do sótão.
o menino levanta-se, olha por um segundo para o pai e corre atrás do vulto negro.
"devolve a caixa!"
os dois, criatura e menino correm em direção a uma antiga armação que um dia abrigou um espelho de quarto e atravessaram a moldura.
e os dois desapareceram.
o homem ainda não havia se recobrado de tudo aquilo, não acreditando no que acabara de presenciar. que animal era aquele? de onde veio? para onde ele e o seu filho foram???
correu para o canto do sótão. naquele momento a noite já havia baixado sobre o mundo e tudo parecia muito escuro, lá fora. o homem chamou por seu filho, revirando cada canto, cada caixa de papelão do sótão, sem encontrar sinal de seu filho. ele devia ter saído do sótão, enquanto ele estava distraído com tudo o que acontecera.
o homem desceu as escadas e procurou por toda a casa. não havia sinal do menino.
então ele teve uma idéia absurda. mas era a única que ele poderia ter, naquele momento.
subiu novamente a escada para o sótão. foi até o canto do cômodo.
olhou demoradamente a antiga armação do espelho. e então ele passou por ela.
e encontrou o outro lugar.
chuvas
anda chovendo demais, por aqui.
não que eu ache de todo ruim, gosto de tempestades, gosto de sentir a chuva no rosto...
mas o rio de janeiro fica um caos, quando chove tanto.
segunda feira eu estava no trabalho quando começou a chover muito. daquelas chuvas que deixam a visibilidade extremamente baixa.
fui até a janela pra apreciar o espetáculo. olhei para a rua e vi uma coisa engraçada: um velhinho com a família juntando uns bichos e colocando-os em um barco bem grande. cocei a cabeça e pensei:
"isso não vai terminar bem..."
não que eu ache de todo ruim, gosto de tempestades, gosto de sentir a chuva no rosto...
mas o rio de janeiro fica um caos, quando chove tanto.
segunda feira eu estava no trabalho quando começou a chover muito. daquelas chuvas que deixam a visibilidade extremamente baixa.
fui até a janela pra apreciar o espetáculo. olhei para a rua e vi uma coisa engraçada: um velhinho com a família juntando uns bichos e colocando-os em um barco bem grande. cocei a cabeça e pensei:
"isso não vai terminar bem..."
31.1.06
rorscharch
as gotas caem... o vermelho tinge o papel espalhado, formando padrões aleatórios.
ele está ajoelhado, com os olhos perdidos. o barulho do gotejar é tudo o que se houve no quarto desprovido de qualquer sinal reconhecível de que alguém vivia ali.
as paredes brancas, o chão branco, as roupas brancas espelhavam a feição impassível do garoto.
imagens invadem a cabeça dele... um quarto escuro... solidão... medo... um gigante envolto em sombra... dor... sempre a dor... não conseguia dormir... não conseguia nada... só sentir a dor...
eles o levaram para o quarto branco... deram remédios para ele, que faziam o mundo ficar distante... mas a dor continua lá...
mas ele encontrou um alívio.
ele observa as paredes brancas, com os olhos que não mostram nada.
em seu braço, rasgos na pele formam trilhas de vermelho que escorrem, gotejando no chão.
o sangue forma padrões nas folhas brancas no formato de um menino deitado em um quarto escuro.
ele está ajoelhado, com os olhos perdidos. o barulho do gotejar é tudo o que se houve no quarto desprovido de qualquer sinal reconhecível de que alguém vivia ali.
as paredes brancas, o chão branco, as roupas brancas espelhavam a feição impassível do garoto.
imagens invadem a cabeça dele... um quarto escuro... solidão... medo... um gigante envolto em sombra... dor... sempre a dor... não conseguia dormir... não conseguia nada... só sentir a dor...
eles o levaram para o quarto branco... deram remédios para ele, que faziam o mundo ficar distante... mas a dor continua lá...
mas ele encontrou um alívio.
ele observa as paredes brancas, com os olhos que não mostram nada.
em seu braço, rasgos na pele formam trilhas de vermelho que escorrem, gotejando no chão.
o sangue forma padrões nas folhas brancas no formato de um menino deitado em um quarto escuro.
29.1.06
no horizonte
ele olha o horizonte pela janela da casa...
nuvens cor de chumbo começam a se avolumar, à distância. por vários minutos, o mundo parece aguardar algo... tudo parece ficar mais claro... não há ventos... tudo parece mais quieto... esperando.
as nuvens continuam seu balé silencioso, tocando-se, uma engloba outra, numa orgia celestial. o azul vai pouco a pouco se tornando tênue, o sol perde seu brilho frente ao espetáculo que acontece abaixo.
uma brisa fria começa a soprar e o mundo começa a ganhar vida novamente... as árvores juntam-se ao bailar, curvando-se frente à harmonia dada pelo vento.
o céu escurece... o vento sopra mais forte a cada segundo, levando as folhas secas em direção ao céu... um tributo desse mundo aos senhores das nuvens...
ele ouve o primeiro trovão, carregado de energia, correndo pelo ar acima dele.
logo o primeiro relâmpago irrompe claro no horizonte. sua forma irregular e efêmera corta o ar... um portador do poder dos deuses.
os primeiros pingos caem do céu, tímidos... vacilantes...
e então mais e mais se juntam a eles... lavando a terra... expurgando a sujeira do mundo.
ele está na janela, de olhos fechados, sentindo o vento soprando frio, sentindo a chuva escorrer pela pele, levando tudo embora.
nuvens cor de chumbo começam a se avolumar, à distância. por vários minutos, o mundo parece aguardar algo... tudo parece ficar mais claro... não há ventos... tudo parece mais quieto... esperando.
as nuvens continuam seu balé silencioso, tocando-se, uma engloba outra, numa orgia celestial. o azul vai pouco a pouco se tornando tênue, o sol perde seu brilho frente ao espetáculo que acontece abaixo.
uma brisa fria começa a soprar e o mundo começa a ganhar vida novamente... as árvores juntam-se ao bailar, curvando-se frente à harmonia dada pelo vento.
o céu escurece... o vento sopra mais forte a cada segundo, levando as folhas secas em direção ao céu... um tributo desse mundo aos senhores das nuvens...
ele ouve o primeiro trovão, carregado de energia, correndo pelo ar acima dele.
logo o primeiro relâmpago irrompe claro no horizonte. sua forma irregular e efêmera corta o ar... um portador do poder dos deuses.
os primeiros pingos caem do céu, tímidos... vacilantes...
e então mais e mais se juntam a eles... lavando a terra... expurgando a sujeira do mundo.
ele está na janela, de olhos fechados, sentindo o vento soprando frio, sentindo a chuva escorrer pela pele, levando tudo embora.
alma gêmea quântica
em algum lugar do universo existe uma partícula... digamos, um múon! ela está lá, viajando por uma singularidade gravitacional, feliz da vida.
bom... a milhões de anos-luz dali, uma outra párticula do mesmo tipo está cuidando de sua vida (que é bem curta, diga-se de passagem).
só que... por uma questão cósmica, não importa o que uma das partículas faça, a outra se comporta de igual maneira.
no mesmo tempo!
são como almas gêmeas quânticas...
bom... a milhões de anos-luz dali, uma outra párticula do mesmo tipo está cuidando de sua vida (que é bem curta, diga-se de passagem).
só que... por uma questão cósmica, não importa o que uma das partículas faça, a outra se comporta de igual maneira.
no mesmo tempo!
são como almas gêmeas quânticas...
pin-ups II
ok, eu não ia escrever isso não, mas já que comecei com o assunto das pin-ups...
eu acho que vou começar uma série fotográfica, com poses no estilo pin-up.
tá, primeiro preciso encontrar alguém que se digne a posar como pin-up...
eu acho que vou começar uma série fotográfica, com poses no estilo pin-up.
tá, primeiro preciso encontrar alguém que se digne a posar como pin-up...
pin-ups
ok... momento confessional... sabe aquelas fotos e desenhos de meninas fazendo altas poses, com carinhas de anjo e vestindo lingerie que eram modas nos anos 40, 50 e 60, as pin-ups???
eu sempre gostei MUITO de pin-ups... desde que era moleque, eu ficava boquiaberto com elas... nem sei direito por quê, já que eu não sou contemporâneo dessas coisas... mas aquele visual me deixava realmente fascinado.
e eu descobri que estão fazendo um filme com a mais conhecida pin-up! a bettie page...
ok. esse eu tenho que assistir! (sorriso)
eu sempre gostei MUITO de pin-ups... desde que era moleque, eu ficava boquiaberto com elas... nem sei direito por quê, já que eu não sou contemporâneo dessas coisas... mas aquele visual me deixava realmente fascinado.
e eu descobri que estão fazendo um filme com a mais conhecida pin-up! a bettie page...
ok. esse eu tenho que assistir! (sorriso)
27.1.06
definição sobre mim na linguagem matemática
eu sei que sou igual a todo mundo... mas ainda assim, sei que sou deslocado.
devo ser o resultado de uma matriz de transformação aplicada sobre um humano normal.
devo ser o resultado de uma matriz de transformação aplicada sobre um humano normal.
como pode um encontro de algumas horas marcar dias da vida de uma pessoa?
ok. homens são animais visuais... eu vi a casca e achei interessante, de verdade... mas foram os poucos vislumbres do que havia por dentro que me deixaram intrigado.
sonhei com olhos que me eram os portais de um reino feito de carne e sangue... pulsando de desejos escondidos...
ok. homens são animais visuais... eu vi a casca e achei interessante, de verdade... mas foram os poucos vislumbres do que havia por dentro que me deixaram intrigado.
sonhei com olhos que me eram os portais de um reino feito de carne e sangue... pulsando de desejos escondidos...
acho que abri e fechei a página do blogger 3 vezes, hoje...
não sei se é o calor... não sei se são todas as coisas que estão passando em minha cabeça, agora... mas nesse momento, as coisas parecem um tanto quanto nebulosas...
não num sentido ruim... só que é mais ou menos uma daquelas horas em que vc precisa escolher um caminho. e sendo eu quem eu sou, é claro que esse caminho de alguma maneira envolve o meu coração.
é difícil, saber até quando uma impressão é só uma impressão. é difícil lembrar os caminhos tomados no passado, as coisas que eles ensinaram a não fazer...
mas é importante utilizar as coisas que os caminhos trilhados ensinam que são certas para nós...
mas eu continuo olhando para os vários caminhos que se apresentam, sem imaginar qual tomar... ia ser legal se eu pudesse ver no que eles vão dar.
alguém empresta uma delorean?
não rola, né?
ok...
fecho os olhos e sigo na direção que os meus outros sentidos me levarem...
onde eles me levarem... bom, é lá que vou estar.
não sei se é o calor... não sei se são todas as coisas que estão passando em minha cabeça, agora... mas nesse momento, as coisas parecem um tanto quanto nebulosas...
não num sentido ruim... só que é mais ou menos uma daquelas horas em que vc precisa escolher um caminho. e sendo eu quem eu sou, é claro que esse caminho de alguma maneira envolve o meu coração.
é difícil, saber até quando uma impressão é só uma impressão. é difícil lembrar os caminhos tomados no passado, as coisas que eles ensinaram a não fazer...
mas é importante utilizar as coisas que os caminhos trilhados ensinam que são certas para nós...
mas eu continuo olhando para os vários caminhos que se apresentam, sem imaginar qual tomar... ia ser legal se eu pudesse ver no que eles vão dar.
alguém empresta uma delorean?
não rola, né?
ok...
fecho os olhos e sigo na direção que os meus outros sentidos me levarem...
onde eles me levarem... bom, é lá que vou estar.
24.1.06
a fumaça preenchia o ar com cheiro de pólvora, enquanto os ouvidos dele ecoavam o barulho da revólver enferrujado.
no chão, um corpo parece estranhamente desprovido de humanidade, pela maneira como as pernas estavam dispostas. o sangue espesso e escuro formava uma poça, que refletia as luzes amarelas da iluminação de rua.
o homem com a arma não sentia nada. como o corpo estendido à sua frente, ele estava desprovido de alma.
ela lhe foi tomada aos poucos, diluída em copos cheios de bebida barata, em bares sujos onde ele se escondia da frustração de não conseguir mais trabalho.
ainda reside dentro dele uma lembrança que parece distante, sem foco, como um filme antigo: uma mulher (sua esposa?) reclamando de não ter comida em casa ela carregava uma criança nos braços e outra dentro de seu corpo (seus filhos? não se lembrava). eles discutiram. ele bateu nela.
ela revida com a faca...
o corpo dela e das crianças foi encontrado pelo vizinho, dias depois. o homem nunca voltou lá.
vivera na rua, desde então.
tornou-se viciado.
roubava para comprar mais pedras, pra queimar todas as dores do mundo na fumaça de um cachimbo improvisado de restos de lixo.
abaixou-se para pegar a carteira do homem. vasculhou-a, à procura de dinheiro. havia pouco. em um dos bolsos, uma foto de uma mulher e uma criança.
jogou-a fora.
levantou, dando uma última olhada para baixo. queria ter tido mais sorte... aquela grana ia dar para pouco crack.
colocou a arma por dentro da calça e se afastou.
não sente pena do homem.
ele também sabe o que é estar morto.
no chão, um corpo parece estranhamente desprovido de humanidade, pela maneira como as pernas estavam dispostas. o sangue espesso e escuro formava uma poça, que refletia as luzes amarelas da iluminação de rua.
o homem com a arma não sentia nada. como o corpo estendido à sua frente, ele estava desprovido de alma.
ela lhe foi tomada aos poucos, diluída em copos cheios de bebida barata, em bares sujos onde ele se escondia da frustração de não conseguir mais trabalho.
ainda reside dentro dele uma lembrança que parece distante, sem foco, como um filme antigo: uma mulher (sua esposa?) reclamando de não ter comida em casa ela carregava uma criança nos braços e outra dentro de seu corpo (seus filhos? não se lembrava). eles discutiram. ele bateu nela.
ela revida com a faca...
o corpo dela e das crianças foi encontrado pelo vizinho, dias depois. o homem nunca voltou lá.
vivera na rua, desde então.
tornou-se viciado.
roubava para comprar mais pedras, pra queimar todas as dores do mundo na fumaça de um cachimbo improvisado de restos de lixo.
abaixou-se para pegar a carteira do homem. vasculhou-a, à procura de dinheiro. havia pouco. em um dos bolsos, uma foto de uma mulher e uma criança.
jogou-a fora.
levantou, dando uma última olhada para baixo. queria ter tido mais sorte... aquela grana ia dar para pouco crack.
colocou a arma por dentro da calça e se afastou.
não sente pena do homem.
ele também sabe o que é estar morto.
uma pequena história...
o olhar dela parece procurar por sinais de que ele é mesmo o garoto que ela conhecera, no passado. os cabelos dele estavam curtos, os fios prateados brilhavam e lhe davam aparência de pessoa mais velho ao mesmo tempo em que contrastavam com o olhar curioso e carregado de significado de uma criança.
ele corria o olhar pelo mundo, sempre procurando, investigando e questionando as coisas que aconteciam a sua volta.
ela pensava algumas vezes que nada seria grande o bastante para ele, porque ele tinha uma alma que não saciava com nada.
ele imaginou no passado que havia algo que fosse preencher o buraco em sua alma... mas sabia agora que não havia uma só resposta. precisava encontrar respostas todos os dias...
a noite de verão estava amena. os cabelos dela balançavam ao sabor da brisa que vinha do mar... eles caminhavam lado a lado, quase sem dizer nada.
eles pararam por alguns momentos e ele mostrou a ela um banco. eles se sentaram.
o barulho das ondas quebrando de encontro à mureta era o tudo o que se podia ouvir.
ela pegou a mão dele, acariciando de leve os dedos, sentindo a pele... ele sempre ficava sem jeito com as manifestações de carinho gratuitas dela... sorriu um pouco sem jeito e voltou a olhar o oceano.
começaram a conversar... como não conversavam a tempos... sem pressa... sem hora para terminar... pela primeira vez os dois sentiram que estavam falando tudo e estavam sendo escutados.
a lua correu pelos céus, olhando pelos dois... parecia querer participar da conversa, da forma em que parecia mandar seus raios prateados na direção da praia.
ela chorou... por tudo o que acontecera antes... por tudo o que acontecera desde então... por tudo, enfim... ele a abraçou, forte, tomando-a toda em seus braços. ele a deitou e colocou a cabeça dela em seu colo, fazendo carinho em seus cabelos. ela adormeceu ali, nos braços dele.
e as ondas dançavam mais abaixo, iluminadas por uma lua de verão.
ele corria o olhar pelo mundo, sempre procurando, investigando e questionando as coisas que aconteciam a sua volta.
ela pensava algumas vezes que nada seria grande o bastante para ele, porque ele tinha uma alma que não saciava com nada.
ele imaginou no passado que havia algo que fosse preencher o buraco em sua alma... mas sabia agora que não havia uma só resposta. precisava encontrar respostas todos os dias...
a noite de verão estava amena. os cabelos dela balançavam ao sabor da brisa que vinha do mar... eles caminhavam lado a lado, quase sem dizer nada.
eles pararam por alguns momentos e ele mostrou a ela um banco. eles se sentaram.
o barulho das ondas quebrando de encontro à mureta era o tudo o que se podia ouvir.
ela pegou a mão dele, acariciando de leve os dedos, sentindo a pele... ele sempre ficava sem jeito com as manifestações de carinho gratuitas dela... sorriu um pouco sem jeito e voltou a olhar o oceano.
começaram a conversar... como não conversavam a tempos... sem pressa... sem hora para terminar... pela primeira vez os dois sentiram que estavam falando tudo e estavam sendo escutados.
a lua correu pelos céus, olhando pelos dois... parecia querer participar da conversa, da forma em que parecia mandar seus raios prateados na direção da praia.
ela chorou... por tudo o que acontecera antes... por tudo o que acontecera desde então... por tudo, enfim... ele a abraçou, forte, tomando-a toda em seus braços. ele a deitou e colocou a cabeça dela em seu colo, fazendo carinho em seus cabelos. ela adormeceu ali, nos braços dele.
e as ondas dançavam mais abaixo, iluminadas por uma lua de verão.
22.1.06
hell de janeiro
marcio olha para a tela em branco, à sua frente. o cursor pisca, impaciente, esperando por alguma idéia.
- droga! acho que meu cérebro derreteu...
- droga! acho que meu cérebro derreteu...
eu gostaria muito, muito, muito que um dia vc percebesse que o que eu te digo é porque eu me preocupo com vc...
mesmo que pareça tosco, pra vc... que seja muito contra os seus princípios...
eu tenho vontade de cuidar... me preocupo de verdade... é por isso que falo algumas coisas que vc não gosta.
mas vc não gosta de pensar que eu estou certo... então eu me sinto frustrado, porque eu sei que as coisas poderiam ser mais fáceis pra vc...
mas, olha... tenta só não se meter em encrencas, ok?
e se cuida. de verdade!
mesmo que pareça tosco, pra vc... que seja muito contra os seus princípios...
eu tenho vontade de cuidar... me preocupo de verdade... é por isso que falo algumas coisas que vc não gosta.
mas vc não gosta de pensar que eu estou certo... então eu me sinto frustrado, porque eu sei que as coisas poderiam ser mais fáceis pra vc...
mas, olha... tenta só não se meter em encrencas, ok?
e se cuida. de verdade!
21.1.06
raven's land
raven's land upon her hair
clouds adrift on her skin
a smile that tugs upon my soul
and whispers gently in my ear.
eyes of honey look me down
lips like roses line her mouth
steely arrows in the air
are wilted flowers at her toes
and if you ask me how i know
what she looks like, i will tell you,
"she left yesterday."
eyes are east and lips are west
pulls my head against her breast.
logic, north and lust is south,
pulls my fingers to her mouth
legs are firm as canyon walls
from leaping high above the moon.
when she drifts down on the air,
the ground can't wait to kiss her toes
clouds adrift on her skin
a smile that tugs upon my soul
and whispers gently in my ear.
eyes of honey look me down
lips like roses line her mouth
steely arrows in the air
are wilted flowers at her toes
and if you ask me how i know
what she looks like, i will tell you,
"she left yesterday."
eyes are east and lips are west
pulls my head against her breast.
logic, north and lust is south,
pulls my fingers to her mouth
legs are firm as canyon walls
from leaping high above the moon.
when she drifts down on the air,
the ground can't wait to kiss her toes
voltaire - raven's land
18.1.06
the edge
o vento sopra por sobre o abismo. o homem caminha em direção à beira, observando o horizonte, à distância.
ele sente o abraço dos ventos em seu corpo, sussuros de antigos sonhos chegam-lhe aos ouvidos... segredos revelados a poucos.
ele olha para o abismo, abaixo. o vento parece chamá-lo. uma doce voz feminina o encoraja, enquanto toca-lhe o rosto, em forma de brisa doce.
o homem abre os braços e se entrega aos ventos e ao abismo...
então, ele sente a mudança.
ele bate os braços, agora em forma de asas negras, e se eleva, brincando nas correntes de ar... ele está livre.
e um corvo parte em busca de novos caminhos, voando alto, com um brilho novo no olhar...
ele sente o abraço dos ventos em seu corpo, sussuros de antigos sonhos chegam-lhe aos ouvidos... segredos revelados a poucos.
ele olha para o abismo, abaixo. o vento parece chamá-lo. uma doce voz feminina o encoraja, enquanto toca-lhe o rosto, em forma de brisa doce.
o homem abre os braços e se entrega aos ventos e ao abismo...
então, ele sente a mudança.
ele bate os braços, agora em forma de asas negras, e se eleva, brincando nas correntes de ar... ele está livre.
e um corvo parte em busca de novos caminhos, voando alto, com um brilho novo no olhar...
bonfire
ele prepara o boneco de palha com carinho... em seu íntimo, deposita ali todos os sonhos que não puderam ser realizados... pequenas lembranças de dias felizes que nunca aconteceram... uma parte de sua alma habita agora o pequeno receptáculo em forma de um pequeno ser humano.
ele observa o fogo, o transformador. vida e morte em forma de energia pura.
e ele reza para o fogo... pede a ele que consuma a culpa e as dores... pede que a sua luz indique um caminho seguro à pequena alma do boneco.
as chamas dançam, e ele pensa em todos os fogos que foram acesos no passado.
o boneco é entregue ao fogo...
ele observa a palha se consumindo... "transformação", ele pensa. "porque tudo precisa mudar, precisa passar, para que o mundo e a vida continue."
a fumaça branca se eleva, rumo ao céu... carregando em seus braços etéreos promessas de novos dias.
ele observa o fogo, o transformador. vida e morte em forma de energia pura.
e ele reza para o fogo... pede a ele que consuma a culpa e as dores... pede que a sua luz indique um caminho seguro à pequena alma do boneco.
as chamas dançam, e ele pensa em todos os fogos que foram acesos no passado.
o boneco é entregue ao fogo...
ele observa a palha se consumindo... "transformação", ele pensa. "porque tudo precisa mudar, precisa passar, para que o mundo e a vida continue."
a fumaça branca se eleva, rumo ao céu... carregando em seus braços etéreos promessas de novos dias.
16.1.06
15.1.06
feathery wings
you, there on the bridge
where have you been, whats your name?
and you, there you on the wall
where will you go to once you fall?
you, lost at sea
do you need me, do you need directions?
hey, put down the gun
what are you thinking?
you were someone's son
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
a long, long time ago i fell to this place
from another dimension
and thrust amongst the beasts
and they way they behave borders on dementia
now through all these years
i can barely take it
i don't think i can make it
take me away from here
i want to go home
i'm so sick and tired of the
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
as you standing at the edge of your life
what do you remember?
was it all you wanted?
i'm trying to earn a set of feathery wings
i wish i could protect you here
oh, please don't cry
now smile as you're standing
at the edge of your life
your troubles are over
mine are just beginning
i'm trying to earn a set of feathery wings
to take me away from here
its me you leave behind
if only i could have been there
i'd be a hand for the sinking
if only i could have been there
i'd be a prayer for the dying
see the pain etched in my face
i'm so sick and tired of
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
as you're standing at the edge of your life
what do you remember was it all you wanted
i'm trying to earn a set of feathery wings
i wish i could protect you here
oh, please don't cry
now smile as you're standing
at the edge of your life
your troubles are over
mine are just beginning
i'm trying to earn a set of feathery wings
to take me away from here
its me you leave
you're gone from here
don't leave from here
don't leave me here
i hate it here
you're gone from here
don't leave me here
i need you here
i need to see you smile
voltaire - feathery wings
essa música é linda... linda.
where have you been, whats your name?
and you, there you on the wall
where will you go to once you fall?
you, lost at sea
do you need me, do you need directions?
hey, put down the gun
what are you thinking?
you were someone's son
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
a long, long time ago i fell to this place
from another dimension
and thrust amongst the beasts
and they way they behave borders on dementia
now through all these years
i can barely take it
i don't think i can make it
take me away from here
i want to go home
i'm so sick and tired of the
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
as you standing at the edge of your life
what do you remember?
was it all you wanted?
i'm trying to earn a set of feathery wings
i wish i could protect you here
oh, please don't cry
now smile as you're standing
at the edge of your life
your troubles are over
mine are just beginning
i'm trying to earn a set of feathery wings
to take me away from here
its me you leave behind
if only i could have been there
i'd be a hand for the sinking
if only i could have been there
i'd be a prayer for the dying
see the pain etched in my face
i'm so sick and tired of
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
as you're standing at the edge of your life
what do you remember was it all you wanted
i'm trying to earn a set of feathery wings
i wish i could protect you here
oh, please don't cry
now smile as you're standing
at the edge of your life
your troubles are over
mine are just beginning
i'm trying to earn a set of feathery wings
to take me away from here
its me you leave
you're gone from here
don't leave from here
don't leave me here
i hate it here
you're gone from here
don't leave me here
i need you here
i need to see you smile
voltaire - feathery wings
essa música é linda... linda.
14.1.06
eu estava em uma drogaria, procurando remédio para gripe, há umas semanas atrás (por falar nisso, eu não sei qual a diferença entre naldecon dia e naldecon noite. os dois tiveram o mesmo efeito em mim!) e aí vi uma velhinha caminhando por entre as prateleiras. resolvi ficar observando-a.
escondi-me por trás de alguns pacotes de fraldas e eu tenho que dizer que fiquei intrigado com o comportamento da dita senhora: ela parecia estar se divertindo, entre as milhares de embalagens de medicamentos. escolhendo entre o melhor remédio para pressão, vendo os lançamentos da área de antiinflamatórios, conversando com o balconista sobre qual o melhor expectorante levar para o marido com problema de tosse, em casa.
é um pouco engraçado, não sei se já perceberam, quando um grupo de velhinhos se encontra e começam a conversar... passam-se alguns minutos e um deles fala das dores na coluna, enquanto outra reclama de dificuldade de urinar. pra quem chega desavisado, parece que estão disputando qual deles tem maiores problemas de saúde.
acho que é um pouco uma briga por atenção. devem se sentir abandonados e quando encontram alguém disposto a conversar, acabam falando dos problemas.
uma bizarra maneira de chamar a atenção.
o fato é que a velhinha da farmácia parecia estar se deliciando com as explicações do balconista (certamente formado em farmácia, afinal, estava dando dicas a ela do que tomar).
- não. esse aqui a senhora toma 3 vezes ao dia, logo após uma refeição.
- hummm... e é pra que mesmo?
- pra coluna. é um antiinflamatório novo.
- ah! que bom. o que eu tomava já não tá fazendo efeito... precisava de uma coisa mais forte.
- bem... se a senhora quiser, tenho esse outro aqui, ó...
o rapaz puxou a velhinha para um canto e mostrou a ela uma caixa, olhando para os lados, preocupado.
- ó... tem esse outro aqui... coisa novíssima... direto do laboratório nos estados unidos. ainda estão testando em cobaias.
os olhos da velhinha brilharam de emoção.
- eu vou querer 2 caixas!
e foi, toda serelepe, para o caixa...
ouvi dizer que tem uma senhora em s. paulo que tá cultivando os seus próprios vírus e bactérias, tentando achar uma cepa totalmente nova, resistente aos antibióticos mais poderosos.
é praticamente uma guerra biológica...
escondi-me por trás de alguns pacotes de fraldas e eu tenho que dizer que fiquei intrigado com o comportamento da dita senhora: ela parecia estar se divertindo, entre as milhares de embalagens de medicamentos. escolhendo entre o melhor remédio para pressão, vendo os lançamentos da área de antiinflamatórios, conversando com o balconista sobre qual o melhor expectorante levar para o marido com problema de tosse, em casa.
é um pouco engraçado, não sei se já perceberam, quando um grupo de velhinhos se encontra e começam a conversar... passam-se alguns minutos e um deles fala das dores na coluna, enquanto outra reclama de dificuldade de urinar. pra quem chega desavisado, parece que estão disputando qual deles tem maiores problemas de saúde.
acho que é um pouco uma briga por atenção. devem se sentir abandonados e quando encontram alguém disposto a conversar, acabam falando dos problemas.
uma bizarra maneira de chamar a atenção.
o fato é que a velhinha da farmácia parecia estar se deliciando com as explicações do balconista (certamente formado em farmácia, afinal, estava dando dicas a ela do que tomar).
- não. esse aqui a senhora toma 3 vezes ao dia, logo após uma refeição.
- hummm... e é pra que mesmo?
- pra coluna. é um antiinflamatório novo.
- ah! que bom. o que eu tomava já não tá fazendo efeito... precisava de uma coisa mais forte.
- bem... se a senhora quiser, tenho esse outro aqui, ó...
o rapaz puxou a velhinha para um canto e mostrou a ela uma caixa, olhando para os lados, preocupado.
- ó... tem esse outro aqui... coisa novíssima... direto do laboratório nos estados unidos. ainda estão testando em cobaias.
os olhos da velhinha brilharam de emoção.
- eu vou querer 2 caixas!
e foi, toda serelepe, para o caixa...
ouvi dizer que tem uma senhora em s. paulo que tá cultivando os seus próprios vírus e bactérias, tentando achar uma cepa totalmente nova, resistente aos antibióticos mais poderosos.
é praticamente uma guerra biológica...
12.1.06
pecados dos pais
eles tocam as pontas das espadas, num segundo quase eterno, enquanto os olhos esquadrinham cada movimento do corpo do adversário.
ao redor dos dois, o som de metal e gritos humanos impera sob os céus escuros de nuvens do início do inverno. fumaça negra toma o ar, tornando a visão dos homens se digladiando quase como o cenário de um pesadelo.
o jovem vestindo a armadura da cor das nuvens de tempestade não ouve os sons da batalha à sua volta... não sente o cheiro de sangue e fumaça no ar... nada mais existe à sua volta, além de seu adversário, de tudo o que o homem à sua frente representa de todos os anos de ódio, abandono e rancor. ele viveu a vida inteira por esse momento.
e não será derrotado.
o grande rei avalia o inimigo que tem metade da sua idade. os olhos negros do rapaz estão vidrados, olhando algo que parece estar além. ele sabe que aqueles olhos só são capazes de enxergar a vingança que foi planejada por anos e que agora espera o momento final, como uma serpente espera o momento do bote, com os dentes repletos de veneno mortal. o grande rei sabe o que aquela batalha entre os dois representa.
e ele não pode ser derrotado.
os homens batem as espadas, golpe após golpe.
faíscas voam para o ar quando as duas lâminas se tocam. as histórias que narraram esses eventos falarão que os próprios deuses desceram dos céus para assistir ao imbate.
metal contra metal. força contra força. e nenhum dos dois afasta-se.
o jovem ataca sempre, procurando uma brecha entre as defesas do homem à sua frente. por instantes ele reconhece semblante do inimigo traços que ele mesmo carrega consigo. por trás das cicatrizes, está um rosto que ele reconhece como seu. e isso só aumenta o ódio e a força nos golpes.
o grande rei defende-se, tentando afastar os golpes do jovem. por dentro ele se culpa por nunca ter procurado aquela criança. o jovem só conheceu o esquecimento em sua vida. naquele momento, o grande rei quis terminar com a batalha. não havia sentido naquilo. mas ele se lembra dos caminhos que ele percorreu e de todos os erros que cometeu, em nome de um sonho que, ele agora sabe, nunca poderá ser realizado.
corvos sobrevoam o ar, esperando pelo fim de tudo, para levar embora a alma dos homens mortos e se alimentarem de seus corpos vazios.
o grande rei sente o fio da lâmina sobre o ombro esquerdo, seguido de um jorro quente que desce pelo braço. o corte não foi profundo demais, mas o braço agora está imobilizado. a dor o faz esquecer de quem ele está combatendo e ele se transforma no guerreiro de outrora, selvagem, quase inumano, tomado por um frenesi assassino, ele deseja o sangue do garoto em sua espada.
ele avança sobre o rapaz, golpe após golpe, gritando como um dos monstros das antigas lendas. naquele momento, o grande rei dos homens não havia mais. ali estava o rei urso, mortal... sedento de sangue.
a chuva começa a cair novamente, fazendo com que os dois homens percam o equilíbrio, dando a vantagem ao outro, por alguns instantes. mas nenhum dos dois esmorece. naquele local não havia espaço para a derrota.
o garoto levanta-se e avança em direçao ao homem, com a espada erguida, ele sente o seu golpe atravessar a cota de malha do inimigo. o sangue molha-lhe as mãos.
tudo fica escuro.
o jovem de cabelos e olhos negros sente o gosto do próprio sangue na boca. com os olhos arregalados, ele percebe a lâmina da espada real em seu peito.
os dois homens... os dois maiores guerreiros de todos os tempos se entreolham. dois corpos, unidos uma única vez em toda a vida, pelas lâminas de suas espadas, atravessadas em seus corpos.
o jovem olha para o grande rei e percebe, pela primeira vez na vida, que o ódio não foi o bastante. nunca seria o bastante.
o grande rei ajoelha-se enquanto ele olha para o jovem e um lágrima escorre-lhe os rosto, misturada com a chuva e o sangue.
os dois se abraçam, pela primeira vez.
pela primeira vez eles são pai e filho.
e pela última vez, o silêncio se fez no mundo.
ao redor dos dois, o som de metal e gritos humanos impera sob os céus escuros de nuvens do início do inverno. fumaça negra toma o ar, tornando a visão dos homens se digladiando quase como o cenário de um pesadelo.
o jovem vestindo a armadura da cor das nuvens de tempestade não ouve os sons da batalha à sua volta... não sente o cheiro de sangue e fumaça no ar... nada mais existe à sua volta, além de seu adversário, de tudo o que o homem à sua frente representa de todos os anos de ódio, abandono e rancor. ele viveu a vida inteira por esse momento.
e não será derrotado.
o grande rei avalia o inimigo que tem metade da sua idade. os olhos negros do rapaz estão vidrados, olhando algo que parece estar além. ele sabe que aqueles olhos só são capazes de enxergar a vingança que foi planejada por anos e que agora espera o momento final, como uma serpente espera o momento do bote, com os dentes repletos de veneno mortal. o grande rei sabe o que aquela batalha entre os dois representa.
e ele não pode ser derrotado.
os homens batem as espadas, golpe após golpe.
faíscas voam para o ar quando as duas lâminas se tocam. as histórias que narraram esses eventos falarão que os próprios deuses desceram dos céus para assistir ao imbate.
metal contra metal. força contra força. e nenhum dos dois afasta-se.
o jovem ataca sempre, procurando uma brecha entre as defesas do homem à sua frente. por instantes ele reconhece semblante do inimigo traços que ele mesmo carrega consigo. por trás das cicatrizes, está um rosto que ele reconhece como seu. e isso só aumenta o ódio e a força nos golpes.
o grande rei defende-se, tentando afastar os golpes do jovem. por dentro ele se culpa por nunca ter procurado aquela criança. o jovem só conheceu o esquecimento em sua vida. naquele momento, o grande rei quis terminar com a batalha. não havia sentido naquilo. mas ele se lembra dos caminhos que ele percorreu e de todos os erros que cometeu, em nome de um sonho que, ele agora sabe, nunca poderá ser realizado.
corvos sobrevoam o ar, esperando pelo fim de tudo, para levar embora a alma dos homens mortos e se alimentarem de seus corpos vazios.
o grande rei sente o fio da lâmina sobre o ombro esquerdo, seguido de um jorro quente que desce pelo braço. o corte não foi profundo demais, mas o braço agora está imobilizado. a dor o faz esquecer de quem ele está combatendo e ele se transforma no guerreiro de outrora, selvagem, quase inumano, tomado por um frenesi assassino, ele deseja o sangue do garoto em sua espada.
ele avança sobre o rapaz, golpe após golpe, gritando como um dos monstros das antigas lendas. naquele momento, o grande rei dos homens não havia mais. ali estava o rei urso, mortal... sedento de sangue.
a chuva começa a cair novamente, fazendo com que os dois homens percam o equilíbrio, dando a vantagem ao outro, por alguns instantes. mas nenhum dos dois esmorece. naquele local não havia espaço para a derrota.
o garoto levanta-se e avança em direçao ao homem, com a espada erguida, ele sente o seu golpe atravessar a cota de malha do inimigo. o sangue molha-lhe as mãos.
tudo fica escuro.
o jovem de cabelos e olhos negros sente o gosto do próprio sangue na boca. com os olhos arregalados, ele percebe a lâmina da espada real em seu peito.
os dois homens... os dois maiores guerreiros de todos os tempos se entreolham. dois corpos, unidos uma única vez em toda a vida, pelas lâminas de suas espadas, atravessadas em seus corpos.
o jovem olha para o grande rei e percebe, pela primeira vez na vida, que o ódio não foi o bastante. nunca seria o bastante.
o grande rei ajoelha-se enquanto ele olha para o jovem e um lágrima escorre-lhe os rosto, misturada com a chuva e o sangue.
os dois se abraçam, pela primeira vez.
pela primeira vez eles são pai e filho.
e pela última vez, o silêncio se fez no mundo.
9.1.06
e em algum lugar do passado, um menino tímido e calado senta-se no canto do sofá, para ler a enciclopédia do irmão mais velho.
ele devora os tópicos como só uma criança poderia fazer.
e ele deseja saber mais, conhecer mais, porque dentro dele queima um fogo que pede mais e mais combustível.
os pais não o entendem... o irmão mais velho o observa, tentando aceitar o comportamento do menino.
e o garoto tímido e calado observa a todos, criando mundinhos dentro de sua cabeça, com cada pedaço de informação que recebe do mundo...
e a fome nunca acabou...
ele devora os tópicos como só uma criança poderia fazer.
e ele deseja saber mais, conhecer mais, porque dentro dele queima um fogo que pede mais e mais combustível.
os pais não o entendem... o irmão mais velho o observa, tentando aceitar o comportamento do menino.
e o garoto tímido e calado observa a todos, criando mundinhos dentro de sua cabeça, com cada pedaço de informação que recebe do mundo...
e a fome nunca acabou...
como areia por entre os dedos
é engraçado como quando eu preciso dizer algo importante demais sobre o que sinto para alguém, eu fico sem palavras.
maldita timidez!
maldita timidez!
8.1.06
a vida no limiar
é... eu vivo no limiar.
por quê? porque eu não sei viver de outro jeito. só isso... :)
por quê? porque eu não sei viver de outro jeito. só isso... :)
os dedos acompanham o formato da lâmina, enquanto ele sente o toque tentador e frio do aço. ela encontra-se deitada, os olhos vendados, o corpo, coberto apenas por uma lingerie cor de vinho tinto, se expõe na cama. o brilho do luar ilumina a pele alva.
ele se aproxima, calmamente, tentando aproveitar cada segundo da experiência, ouve a respiração dela ficar um pouco mais rápida, quando ela sente a sua presença ao lado da cama.
ele segura a lâmina com destreza e a aproxima da pele dela lentamente.
ela sente o toque do metal e solta um gemido... a respiração fica um pouco mais ofegante...
a lâmina desliza sobre os seios dela, correndo por sobre a seda do sutiã... até que, com um movimento rápido, ele corta o tecido, fazendo com que a jovem sinta um espasmo involuntário de prazer.
ele sussura no ouvido dela...
ela morde os lábios, concordando com a cabeça...
a lâmina desliza por sobre o abdômen iluminado pelo luar... desce até a calcinha...
ela fala o nome dele, mas ele fica em silêncio.
o corte expõe a virilha dela, ele aproxima os lábios da pele e a beija, enquanto faz carinhos com a lâmina no corpo retesado de prazer, dela.
ele fica sobre ela e corta a venda que cobriam os olhos...
ele olha para ela com um olhar faminto... de predador... de amante.
eles se beijam... e ela se torna dele, naquela noite.
ele se aproxima, calmamente, tentando aproveitar cada segundo da experiência, ouve a respiração dela ficar um pouco mais rápida, quando ela sente a sua presença ao lado da cama.
ele segura a lâmina com destreza e a aproxima da pele dela lentamente.
ela sente o toque do metal e solta um gemido... a respiração fica um pouco mais ofegante...
a lâmina desliza sobre os seios dela, correndo por sobre a seda do sutiã... até que, com um movimento rápido, ele corta o tecido, fazendo com que a jovem sinta um espasmo involuntário de prazer.
ele sussura no ouvido dela...
ela morde os lábios, concordando com a cabeça...
a lâmina desliza por sobre o abdômen iluminado pelo luar... desce até a calcinha...
ela fala o nome dele, mas ele fica em silêncio.
o corte expõe a virilha dela, ele aproxima os lábios da pele e a beija, enquanto faz carinhos com a lâmina no corpo retesado de prazer, dela.
ele fica sobre ela e corta a venda que cobriam os olhos...
ele olha para ela com um olhar faminto... de predador... de amante.
eles se beijam... e ela se torna dele, naquela noite.
4.1.06
eu
eu que sou dispar
como o brilho no sorriso de uma criança
frente ao brilho da lâmina da adaga.
eu sou como o luar de verão,
sou como o vento do inverno.
fulgaz, ainda que misterioso
eu ando sobre os muros,
eu caminho no limiar,
o reino dos desejos.
o desejo de amar.
o desejo da carne, do corpo.
o desejo de viver e de morrer.
eu que sinto a falta do toque,
mas que fujo da mão que dá carinho.
mais por medo sofrer do que pelo sofrimento em si.
eu que fujo do sol e me exponho à noite,
vivo nas sombras, desejando a luz.
a luz que não machuca os olhos...
eu acaricio os cabelos do menino
com a mesma mão que empunhava a lâmina
com igual prazer.
eu revejo meus erros,
tento aprender com eles
mas esqueço todos os acertos.
eu que crio histórias,
eu que pinto diferentes mundos,
eu que desenho realidades.
sinto-me como um deus
que aprecia mais o ato de criar
do que o resultado da criação.
porque eu quero mais e mais
e sempre tudo é pouco
para a alma.
e apesar de tudo
eu sou humano.
pura e simplesmente humano.
como o brilho no sorriso de uma criança
frente ao brilho da lâmina da adaga.
eu sou como o luar de verão,
sou como o vento do inverno.
fulgaz, ainda que misterioso
eu ando sobre os muros,
eu caminho no limiar,
o reino dos desejos.
o desejo de amar.
o desejo da carne, do corpo.
o desejo de viver e de morrer.
eu que sinto a falta do toque,
mas que fujo da mão que dá carinho.
mais por medo sofrer do que pelo sofrimento em si.
eu que fujo do sol e me exponho à noite,
vivo nas sombras, desejando a luz.
a luz que não machuca os olhos...
eu acaricio os cabelos do menino
com a mesma mão que empunhava a lâmina
com igual prazer.
eu revejo meus erros,
tento aprender com eles
mas esqueço todos os acertos.
eu que crio histórias,
eu que pinto diferentes mundos,
eu que desenho realidades.
sinto-me como um deus
que aprecia mais o ato de criar
do que o resultado da criação.
porque eu quero mais e mais
e sempre tudo é pouco
para a alma.
e apesar de tudo
eu sou humano.
pura e simplesmente humano.
esse poema sou eu...
...
sentir tudo de todas as maneiras,
ter todas as opiniões,
ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
e amar as coisas como deus.
eu, que sou mais irmão de uma árvore que de um operário,
eu, que sinto mais a dor suposta do mar ao bater na praia
que a dor real das crianças em quem batem
(ah, como isto deve ser falso, pobres crianças em quem batem —
e por que é que as minhas sensações se revezam tão depressa?)
eu, enfim, que sou um diálogo continuo,
um falar-alto incompreensível, alta-noite na torre,
quando os sinos oscilam vagamente sem que mão lhes toque
e faz pena saber que há vida que viver amanhã.
eu, enfim, literalmente eu,
e eu metaforicamente também,
eu, o poeta sensacionista, enviado do acaso
as leis irrepreensíveis da vida,
eu, o fumador de cigarros por profissão adequada,
o indivíduo que fuma ópio, que toma absinto, mas que, enfim,
prefere pensar em fumar ópio a fumá-lo
e acha mais seu olhar para o absinto a beber que bebê-lo...
eu, este degenerado superior sem arquivos na alma,
sem personalidade com valor declarado,
eu, o investigador solene das coisas fúteis,
que era capaz de ir viver na sibéria só por embirrar com isso,
e que acho que não faz mal não ligar importância à pátria
porque não tenho raiz, como uma árvore, e portanto não tenho raiz
eu, que tantas vezes me sinto tão real como uma metáfora,
...
trecho de "passagem das horas" de álvaro de campos... ou fernando pessoa, para os íntimos... :)
sentir tudo de todas as maneiras,
ter todas as opiniões,
ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
e amar as coisas como deus.
eu, que sou mais irmão de uma árvore que de um operário,
eu, que sinto mais a dor suposta do mar ao bater na praia
que a dor real das crianças em quem batem
(ah, como isto deve ser falso, pobres crianças em quem batem —
e por que é que as minhas sensações se revezam tão depressa?)
eu, enfim, que sou um diálogo continuo,
um falar-alto incompreensível, alta-noite na torre,
quando os sinos oscilam vagamente sem que mão lhes toque
e faz pena saber que há vida que viver amanhã.
eu, enfim, literalmente eu,
e eu metaforicamente também,
eu, o poeta sensacionista, enviado do acaso
as leis irrepreensíveis da vida,
eu, o fumador de cigarros por profissão adequada,
o indivíduo que fuma ópio, que toma absinto, mas que, enfim,
prefere pensar em fumar ópio a fumá-lo
e acha mais seu olhar para o absinto a beber que bebê-lo...
eu, este degenerado superior sem arquivos na alma,
sem personalidade com valor declarado,
eu, o investigador solene das coisas fúteis,
que era capaz de ir viver na sibéria só por embirrar com isso,
e que acho que não faz mal não ligar importância à pátria
porque não tenho raiz, como uma árvore, e portanto não tenho raiz
eu, que tantas vezes me sinto tão real como uma metáfora,
...
trecho de "passagem das horas" de álvaro de campos... ou fernando pessoa, para os íntimos... :)
ela acorda cedo... na verdade dormiu pouquíssimo durante a noite. ao seu lado, o homem dorme despreocupadamente nu.
ela pensa na noite passada, como nas noites anteriores onde fora abatida pelo desejo de seu corpo. deixara que ele a cobrisse de carinho e atenção que ela sabia serem fulgazes. amor com duração programada.
gostaria que fosse mais... gostaria de se sentir segura nos braços dele... gostaria de poder confiar sua vida nas promessas dele. mas o vazio de alguma forma sempre está lá.
mesmo se entregando ao álcool, cigarros e à música alta, ela não consegue esquecer aquilo que a sua própria alma faz questão de lembrar.
ela agarra o travesseiro com força, lembrando-se de quando era tudo simples...
ela queria poder voltar atrás.
ela pensa na noite passada, como nas noites anteriores onde fora abatida pelo desejo de seu corpo. deixara que ele a cobrisse de carinho e atenção que ela sabia serem fulgazes. amor com duração programada.
gostaria que fosse mais... gostaria de se sentir segura nos braços dele... gostaria de poder confiar sua vida nas promessas dele. mas o vazio de alguma forma sempre está lá.
mesmo se entregando ao álcool, cigarros e à música alta, ela não consegue esquecer aquilo que a sua própria alma faz questão de lembrar.
ela agarra o travesseiro com força, lembrando-se de quando era tudo simples...
ela queria poder voltar atrás.
2.1.06
2006
quero muito que o 2006 seja cheio de papos bons demais... de confissões que não doem e de verdades faladas com carinho...
gosto demais quando as palavras não se perdem no meio do caminho delas...
gosto demais quando as palavras não se perdem no meio do caminho delas...
30.12.05
i know it's over
and it never really began
but in my heart it was so real
and you even spoke to me, and said :
"if you're so funny
then why are you on your own tonight ?
and if you're so clever
then why are you on your own tonight ?
if you're so very entertaining
then why are you on your own tonight ?
if you're so very good-looking
why do you sleep alone tonight ?
i know ...
'cause tonight is just like any other night
that's why you're on your own tonight
with your triumphs and your charms
while they're in each other's arms..."
and it never really began
but in my heart it was so real
and you even spoke to me, and said :
"if you're so funny
then why are you on your own tonight ?
and if you're so clever
then why are you on your own tonight ?
if you're so very entertaining
then why are you on your own tonight ?
if you're so very good-looking
why do you sleep alone tonight ?
i know ...
'cause tonight is just like any other night
that's why you're on your own tonight
with your triumphs and your charms
while they're in each other's arms..."
ela liga... ele fica surpreso com a ligação dela, mas atende assim mesmo. ela está um pouco triste com algumas coisas que deram errado. ele fala pra ela que não é tão ruim assim e que algumas vezes as coisas não dão certo da primeira vez.
ela é uma menina inteligente. desconversa, pois não quer entrar em muitos detalhes. diz que precisa desligar e fala que vai ligar mais tarde, mas não liga. ele sente que não haverá outra ligação, mas mesmo assim, uma fagulha de esperança acende nele.
ele quer muito entender o que acontece com ela. gostaria de poder ajudar, mas sempre que oferece ajuda, parece que ela pensa que ele está cobrando coisas dela. o rapaz gostaria muito de mudar isso, mas não sabe o que falar e sempre acaba pedindo desculpas por ter feito com que ela ficasse nervosa.
quer muito ligar... uma conversa, um ombro... era só o que ele precisava, essa noite. mas não toca no telefone. sabe que muito do que ela sente de insegurança partiu dele mesmo e não sabe ao certo o que fazer para reverter isso.
ele procura palavras para descrever tudo o que sente... quer falar pra ela das coisas legais que ele viu ultimamente, dos livros interessantes, mas sabe que quando ligar, vai acabar mudo frente às coisas que ela fala... não gosta da imagem de opressor que ela tem dele, mas não sabe o que fazer para acabar com ela.
essa noite, ele só queria um ombro para encostar...
ela é uma menina inteligente. desconversa, pois não quer entrar em muitos detalhes. diz que precisa desligar e fala que vai ligar mais tarde, mas não liga. ele sente que não haverá outra ligação, mas mesmo assim, uma fagulha de esperança acende nele.
ele quer muito entender o que acontece com ela. gostaria de poder ajudar, mas sempre que oferece ajuda, parece que ela pensa que ele está cobrando coisas dela. o rapaz gostaria muito de mudar isso, mas não sabe o que falar e sempre acaba pedindo desculpas por ter feito com que ela ficasse nervosa.
quer muito ligar... uma conversa, um ombro... era só o que ele precisava, essa noite. mas não toca no telefone. sabe que muito do que ela sente de insegurança partiu dele mesmo e não sabe ao certo o que fazer para reverter isso.
ele procura palavras para descrever tudo o que sente... quer falar pra ela das coisas legais que ele viu ultimamente, dos livros interessantes, mas sabe que quando ligar, vai acabar mudo frente às coisas que ela fala... não gosta da imagem de opressor que ela tem dele, mas não sabe o que fazer para acabar com ela.
essa noite, ele só queria um ombro para encostar...
25.12.05
24.12.05
eu comecei esse post pensando em mandar uma mensagem de natal... mas eu não sou muito de festas natalinas, então eu acho que vou falar outra coisa.
eu quero agradecer aos deuses (e aos perpétuos!) por me permitirem perceber tantas coisas, nos últimos tempos.
eu percebi que estou mais forte do que nunca hoje em dia. e mesmo assim, percebo que posso ser muito mais... e quero ser muito mais.
percebi que não devo me perder em um caminho que não pode ser percorrido por ninguém.
percebi que posso e devo querer mais sempre... mas que isso não deve atrapalhar o que tenho hoje (essa está sendo uma lição difícil de por em prática, mas acho que conseguirei!)
e percebi sobretudo a importância que os amigos têm na nossa vida... sei que sou um cara complicado e difícil de se conviver, mas podem ter certeza que conheço a importância de vocês na minha vida, hoje. não seria quem eu sou se não tivesse a oportunidade de compartilhar meus dias com vocês. obrigado, pessoal.
bons sonhos para todos...
eu quero agradecer aos deuses (e aos perpétuos!) por me permitirem perceber tantas coisas, nos últimos tempos.
eu percebi que estou mais forte do que nunca hoje em dia. e mesmo assim, percebo que posso ser muito mais... e quero ser muito mais.
percebi que não devo me perder em um caminho que não pode ser percorrido por ninguém.
percebi que posso e devo querer mais sempre... mas que isso não deve atrapalhar o que tenho hoje (essa está sendo uma lição difícil de por em prática, mas acho que conseguirei!)
e percebi sobretudo a importância que os amigos têm na nossa vida... sei que sou um cara complicado e difícil de se conviver, mas podem ter certeza que conheço a importância de vocês na minha vida, hoje. não seria quem eu sou se não tivesse a oportunidade de compartilhar meus dias com vocês. obrigado, pessoal.
bons sonhos para todos...
nicholas was...
older than sin, and his beard could grow no whiter. he wanted to die.
the dwarfish natives of the arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.
once every year they forced him, sobbing and protesting, into endless night. during the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves' invisible gifts by its bedside. the children slept, frozen into time.
he envied prometheus and loki, sisyphus and judas. his punishment was harsher.
ho.
ho.
ho.
the dwarfish natives of the arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.
once every year they forced him, sobbing and protesting, into endless night. during the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves' invisible gifts by its bedside. the children slept, frozen into time.
he envied prometheus and loki, sisyphus and judas. his punishment was harsher.
ho.
ho.
ho.
neil gaiman - texto retirado do site do autor (www.neilgaiman.com)
para celebrar a data!
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
santa's going to wear a black dress
just for me and you
santa's going to grunt in latin
and slay a dragon or two
rudolph, he will change his name
cuz rudolph just sounds really lame
now we'll call him ragnagord
the evil reindeer overlord
his nose it shall be red no more
it will be blackened to the core
his eyes will glow an evil glow
to guide the chariot through the snow
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
hope you'll have a gothic christmas too
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
santa's going to wear a black dress
just for me and you
santa's going to grunt in latin
and slay a dragon or two
rudolph, he will change his name
cuz rudolph just sounds really lame
now we'll call him ragnagord
the evil reindeer overlord
his nose it shall be red no more
it will be blackened to the core
his eyes will glow an evil glow
to guide the chariot through the snow
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
hope you'll have a gothic christmas too
within temptation - gothic christmas
23.12.05
22.12.05
o santo graal e o tema unificador
eu vivi a minha vida durante muito tempo imaginando estar atrás de um santo graal.
sempre disse pra todo mundo que eu sentia que existia alguma coisa, em algum lugar e que era essa coisa que eu procurei sempre.
e ficava triste... arrasado, por não ter idéia do que era essa coisa. ou de como encontrá-la.
e então eu ouvi falar sobre tema unificador. e acreditei que era isso o que esse graal seria na minha vida... o tema que unificaria cada parte de mim que parecia estar dissonante do todo.
e novamente, a incerteza sobre o santo graal e o tema unificador me tomaram e novamente eu fiquei mal...
e vivi anos da minha vida assim... ou não vivi, esperando encontrar esse graal, esse tema!
mas estou começando a acreditar que não existe, pelo menos para mim, um tema unificador, que o santo graal não é um destino específico. eu tenho tanta coisa dentro de mim. tantos desejos, vontades e sonhos que não acredito que exista uma única coisa que vá preencher todas as lacunas.
e começo a acreditar mesmo que eu preciso desse vazio... porque estou aprendendo que ele deve me impulsionar a tentar coisas novas... a viver coisas diferentes... a aprender e a buscar mais...
não quero só o graal... quero todos os tesouros da bretanha!!!
não tenho um tema unificador... tenho um quebra-cabeça de pequenas respostas e grandes perguntas...
e tenho uma alma que quer viver tudo isso.
sempre disse pra todo mundo que eu sentia que existia alguma coisa, em algum lugar e que era essa coisa que eu procurei sempre.
e ficava triste... arrasado, por não ter idéia do que era essa coisa. ou de como encontrá-la.
e então eu ouvi falar sobre tema unificador. e acreditei que era isso o que esse graal seria na minha vida... o tema que unificaria cada parte de mim que parecia estar dissonante do todo.
e novamente, a incerteza sobre o santo graal e o tema unificador me tomaram e novamente eu fiquei mal...
e vivi anos da minha vida assim... ou não vivi, esperando encontrar esse graal, esse tema!
mas estou começando a acreditar que não existe, pelo menos para mim, um tema unificador, que o santo graal não é um destino específico. eu tenho tanta coisa dentro de mim. tantos desejos, vontades e sonhos que não acredito que exista uma única coisa que vá preencher todas as lacunas.
e começo a acreditar mesmo que eu preciso desse vazio... porque estou aprendendo que ele deve me impulsionar a tentar coisas novas... a viver coisas diferentes... a aprender e a buscar mais...
não quero só o graal... quero todos os tesouros da bretanha!!!
não tenho um tema unificador... tenho um quebra-cabeça de pequenas respostas e grandes perguntas...
e tenho uma alma que quer viver tudo isso.
de adam smith
"por mais que se considere egoísta um indivíduo, existem evidentemente alguns princípios em sua natureza, que o fazem interessar-se pela sorte dos outros, tornando necessária para ele a felicidade desses outros, embora daí não advenha coisa alguma além do prazer de testemunhá-la."
21.12.05
i am the power of a man
strong like music
true like friendship
but without my friends there would be no music...
only spoken word
fucker!
i am able to change
so i live without regret,
without remorse
only a remix
i am drunk
i am sober.
heaven doesn't want me
and hells afraid i'll take over.
don't bother trying to censor me,
or shut me up because it won't work.
i am cold and distant
yet worm and close
to those who deserve to see that side of me
part of me..
the heart of me.
strong like music
true like friendship
but without my friends there would be no music...
only spoken word
fucker!
i am able to change
so i live without regret,
without remorse
only a remix
i am drunk
i am sober.
heaven doesn't want me
and hells afraid i'll take over.
don't bother trying to censor me,
or shut me up because it won't work.
i am cold and distant
yet worm and close
to those who deserve to see that side of me
part of me..
the heart of me.
18.12.05
eu tiro fotos de coisas e pessoas...
e quanto mais fotos eu tiro de pessoas e coisas mais eu percebo que o que eu acabo mostrando nas fotos sou eu mesmo.
é... eu sou megalomaníaco, às vezes... e até gosto de brincar com isso, às vezes...
mas nesse caso, acho que é isso.
acho que eu descobri na foto uma maneira nova de me expressar... de buscar no mundo lá fora alguma coisa que espelhe o mundo aqui de dentro.
é... de vez em quando eu sou meio estranho, mesmo... (sorriso)
e quanto mais fotos eu tiro de pessoas e coisas mais eu percebo que o que eu acabo mostrando nas fotos sou eu mesmo.
é... eu sou megalomaníaco, às vezes... e até gosto de brincar com isso, às vezes...
mas nesse caso, acho que é isso.
acho que eu descobri na foto uma maneira nova de me expressar... de buscar no mundo lá fora alguma coisa que espelhe o mundo aqui de dentro.
é... de vez em quando eu sou meio estranho, mesmo... (sorriso)
um poema
quero um poema que fale de amores e de dores,
um poema sobre o que é simples na vida.
quero um poema sobre o pôr-do-sol e o luar,
um poema sobre um primeiro beijo e sobre um último adeus.
quero um poema que me faça sentir com saudade
e aquela sensação boa de saber que tudo é passageiro.
quero um poema sobre o vinho, a música e o riso,
um poema sobre o gozo do amor verdadeiro.
quero um poema que me faça sentir
e sentir
e sentir
quero um poema sobre a chuva e o vento,
um poema sobre o toque da pele e o calor do corpo.
quero um poema sobre mim.
um poema sobre o que é simples na vida.
quero um poema sobre o pôr-do-sol e o luar,
um poema sobre um primeiro beijo e sobre um último adeus.
quero um poema que me faça sentir com saudade
e aquela sensação boa de saber que tudo é passageiro.
quero um poema sobre o vinho, a música e o riso,
um poema sobre o gozo do amor verdadeiro.
quero um poema que me faça sentir
e sentir
e sentir
quero um poema sobre a chuva e o vento,
um poema sobre o toque da pele e o calor do corpo.
quero um poema sobre mim.
dragões
ele passa a ponta da caneta no papel, observando a criação tomar forma na sua frente...
as poderosas asas abertas, impondo força e mobilidade. os dentes afiados desafiam qualquer um a tentar chegar perto sem ser destroçado. os músculos poderosos preparados para um ataque.
ele sempre gostou de dragões... sempre se lembra das histórias que lia, quando era criança... ficava fascinado pelas ilustrações dos animais cruzando os céus, majestosos e perigosos.
termina o desenho e observa o papel, absorvendo os detalhes...
as poderosas asas abertas, impondo força e mobilidade. os dentes afiados desafiam qualquer um a tentar chegar perto sem ser destroçado. os músculos poderosos preparados para um ataque.
ele sempre gostou de dragões... sempre se lembra das histórias que lia, quando era criança... ficava fascinado pelas ilustrações dos animais cruzando os céus, majestosos e perigosos.
termina o desenho e observa o papel, absorvendo os detalhes...
celular
tenho celular de novo!!!
é bom poder me comunicar de novo!!!
mas é ruim ficar disponível para o mundo 24 horas por dia.
bom... é a vida, não?
é bom poder me comunicar de novo!!!
mas é ruim ficar disponível para o mundo 24 horas por dia.
bom... é a vida, não?
17.12.05
when you're evil
when the devil is too busy,
and death's a bit too much,
they call on me - by name you see -
for my special touch.
to the gentlemen i'm miss fortune,
to the ladies i'm sir prize,
but call me by any name,
any way it's all the same...
i'm the fly in your soup,
i'm the pebble in your shoe,
i'm the pea beneath your bed,
i'm a bump on every head,
i'm the peel on which you slip,
i'm a pin in every hip,
i'm the thorn in your side,
makes you wriggle and writhe.
(chorus)
and it's so easy when you're evil...
this is the life, you see
the devil tips his hat to me.
i do it all because i'm evil,
and i do it all for free!
your tears are all the pay i'll ever need.
while there's children to make sad,
while there's candy to be had,
while there's pockets left to pick,
while there's grannies left to trip down the stairs
i'll be there, i'll be waiting round the corner
it's a game, i'm glad i'm in it
'cause there's one born every minute.
(chorus)
i pledge my allegiance to all things dark
and i promise on my damned soul
to do as i am told, lord beelzebub
has never seen a soldier quite like me,
not only does his job but does it happily.
i'm the fear that keeps you awake,
i'm the shadows on the wall,
i'm the monsters they become,
i'm the nightmare in your skull,
i'm a dagger in your back,
an extra turn upon the rack,
i'm the quivering in your heart,
a stabbing pain, a sudden start.
(chorus)
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
it gets so lonely being evil.
what i'd do to see a smile,
even for a little while,
and no one loves you when you're evil...
i'm lying though my teeth!
your tears are all the company i need!
and death's a bit too much,
they call on me - by name you see -
for my special touch.
to the gentlemen i'm miss fortune,
to the ladies i'm sir prize,
but call me by any name,
any way it's all the same...
i'm the fly in your soup,
i'm the pebble in your shoe,
i'm the pea beneath your bed,
i'm a bump on every head,
i'm the peel on which you slip,
i'm a pin in every hip,
i'm the thorn in your side,
makes you wriggle and writhe.
(chorus)
and it's so easy when you're evil...
this is the life, you see
the devil tips his hat to me.
i do it all because i'm evil,
and i do it all for free!
your tears are all the pay i'll ever need.
while there's children to make sad,
while there's candy to be had,
while there's pockets left to pick,
while there's grannies left to trip down the stairs
i'll be there, i'll be waiting round the corner
it's a game, i'm glad i'm in it
'cause there's one born every minute.
(chorus)
i pledge my allegiance to all things dark
and i promise on my damned soul
to do as i am told, lord beelzebub
has never seen a soldier quite like me,
not only does his job but does it happily.
i'm the fear that keeps you awake,
i'm the shadows on the wall,
i'm the monsters they become,
i'm the nightmare in your skull,
i'm a dagger in your back,
an extra turn upon the rack,
i'm the quivering in your heart,
a stabbing pain, a sudden start.
(chorus)
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
it gets so lonely being evil.
what i'd do to see a smile,
even for a little while,
and no one loves you when you're evil...
i'm lying though my teeth!
your tears are all the company i need!
voltaire - when you're evil
14.12.05
13.12.05
eu não sei me definir...
eu já escrevi e apaguei essas linhas aqui umas 10 vezes.
queria que hoje, a pessoa certa lesse meu blog... e que ela entendesse, hoje, tudo o que sempre quero dizer nas entrelinhas de tudo o que escrevo.
queria me sentir mais próximo de alguém, hoje.
é. hoje é um daqueles dias em que só vejo um abismo, entre mim e o resto do mundo...
tá. eu sou humano... sei que não sou diferente de ninguém que caminha por aí... mas eu também sei que tenho tantas coisas que pessoa alguma vê, sente ou percebe.
e essas coisas sempre são importantes, pra mim... só que acabam construindo esse abismo.
eu sei que hoje sou bem diferente do marcio de alguns meses atrás... mas sei também que em essência eu serei sempre a mesma pessoa. isso nada ou ninguém poderá mudar...
e eu gosto dessa essência... gosto mesmo...
mas de vez em quando acho chato demais ser uma pessoa solitária por natureza...
por quê?
porque paradoxalmente, eu sinto uma necessidade enorme de ter alguém perto de mim... cuidando de mim... sendo cuidada... ouvindo e sendo escutada...
e lidar com esse paradoxo sempre foi-me complicado demais. esses paradoxos são tão estranhos pra mim quanto podem parecer...
mas eu sou como sou. é assim que os deuses me fizeram... é assim que o mundo me fez... é assim que eu me fiz.
não sei se é bom ou mau... nem me importa muito agora, porque é isso o que eu tenho.
eu acho que estou crescendo... mas eu não sei me definir... acho que não saberei nunca...
mas apesar de tudo, eu sou eu.
queria que hoje, a pessoa certa lesse meu blog... e que ela entendesse, hoje, tudo o que sempre quero dizer nas entrelinhas de tudo o que escrevo.
queria me sentir mais próximo de alguém, hoje.
é. hoje é um daqueles dias em que só vejo um abismo, entre mim e o resto do mundo...
tá. eu sou humano... sei que não sou diferente de ninguém que caminha por aí... mas eu também sei que tenho tantas coisas que pessoa alguma vê, sente ou percebe.
e essas coisas sempre são importantes, pra mim... só que acabam construindo esse abismo.
eu sei que hoje sou bem diferente do marcio de alguns meses atrás... mas sei também que em essência eu serei sempre a mesma pessoa. isso nada ou ninguém poderá mudar...
e eu gosto dessa essência... gosto mesmo...
mas de vez em quando acho chato demais ser uma pessoa solitária por natureza...
por quê?
porque paradoxalmente, eu sinto uma necessidade enorme de ter alguém perto de mim... cuidando de mim... sendo cuidada... ouvindo e sendo escutada...
e lidar com esse paradoxo sempre foi-me complicado demais. esses paradoxos são tão estranhos pra mim quanto podem parecer...
mas eu sou como sou. é assim que os deuses me fizeram... é assim que o mundo me fez... é assim que eu me fiz.
não sei se é bom ou mau... nem me importa muito agora, porque é isso o que eu tenho.
eu acho que estou crescendo... mas eu não sei me definir... acho que não saberei nunca...
mas apesar de tudo, eu sou eu.
11.12.05
onde será .. ?
diálogo travado na tarde de domingo, em uma loja de aparelhos celulares:
marcio: oi, boa tarde. eu fui roubado e levaram o celular e os meus documentos. eu liguei para o serviço de atendimento da claro e eles bloquearam o número e me disseram que eu poderia vir em uma loja e comprar outro celular que vocês passariam a minha conta de um para o outro...
atendente: sim, senhor! basta o senhor trazer a identidade, cpf e o código de bloqueio do aparelho antigo! o comprovante de residência não precisa trazer que já está em nossos cadastros!
marcio: mas o meus documentos também foram...
atendente: pode pagar com cartão de débito, crédito, cheque ou crediário! pra fazer o crediário é só trazer a identidade e cpf!
marcio: mas os meus cartões também...
atendente: aqui está o número da senha para o senhor ser atendido!
marcio, olhando incrédulo: onde será que fica o botão de reset?
marcio: oi, boa tarde. eu fui roubado e levaram o celular e os meus documentos. eu liguei para o serviço de atendimento da claro e eles bloquearam o número e me disseram que eu poderia vir em uma loja e comprar outro celular que vocês passariam a minha conta de um para o outro...
atendente: sim, senhor! basta o senhor trazer a identidade, cpf e o código de bloqueio do aparelho antigo! o comprovante de residência não precisa trazer que já está em nossos cadastros!
marcio: mas o meus documentos também foram...
atendente: pode pagar com cartão de débito, crédito, cheque ou crediário! pra fazer o crediário é só trazer a identidade e cpf!
marcio: mas os meus cartões também...
atendente: aqui está o número da senha para o senhor ser atendido!
marcio, olhando incrédulo: onde será que fica o botão de reset?
casual
eles se encontraram quase sem querer. nenhum dos dois esperava ver o outro ali, naquele dia. ele olhava livros sobre histórias de terror e ela procurava coisas sobre música e cinema.
ele a viu primeiro (sempre olhava todas as pessoas que estavam a sua volta, era uma mania antiga) e prestou bastante atenção, pra ter certeza que não estava enganado. já havia visto fotos dela, mas nenhum encontro entre os dois passou do virtual.
ela olhou em direção a ele, curiosa com o olhar que parecia segui-la... depois de um segundo, reconheceu o rosto dele e sorriu em sua direção.
ele respondeu o sorriso, ainda sem saber exatamente o que falar. ela veio
em sua direção, ainda sorrindo.
- oi!
- oi, menina... hã... nossa, eu não esperava te encontrar por aqui.
ela concordou com a cabeça, olhando-o com um pouco de curiosidade (não esperava que ele fosse tão alto).
- o que vc tá fazendo aqui?
- ah... olhando alguns livros de vampiro... pra variar!
- eu tava olhando um livro sobre cinema.
começaram a conversa assim: falando coisas triviais. mas o papo foi se alongando e depois de uns minutos, parecia eles se conheciam há anos.
ele a convidou para tomar um cappuccino. ela pensou um pouquinho e decidiu acompanhá-lo.
conversaram horas sobre tudo... fizeram pequenas confissões sobre coisas que não falavam para ninguém... ele falou sobre as fotos que fazia e sobre as histórias que queria contar. ela falou sobre seus sonhos e sobre o teatro e com era bom atuar.
o dia foi terminando e nenhum dos dois queria ir embora. decidiram se encontrar de novo, na semana seguinte. ele lembrou que queria assistir uma exposição no ccbb... ela aceitou, dizendo que lá sempre foi um dos seus locais preferidos.
despediram-se com um abraço longo e ele ficou observando enquanto ela se afastava.
ele pôs-se a caminhar com as mãos nos bolsos da calça, cantando baixinho uma música e pensando o quão raro eram esses momentos que são simples demais e quem, por serem assim, são importantes demais...
ele a viu primeiro (sempre olhava todas as pessoas que estavam a sua volta, era uma mania antiga) e prestou bastante atenção, pra ter certeza que não estava enganado. já havia visto fotos dela, mas nenhum encontro entre os dois passou do virtual.
ela olhou em direção a ele, curiosa com o olhar que parecia segui-la... depois de um segundo, reconheceu o rosto dele e sorriu em sua direção.
ele respondeu o sorriso, ainda sem saber exatamente o que falar. ela veio
em sua direção, ainda sorrindo.
- oi!
- oi, menina... hã... nossa, eu não esperava te encontrar por aqui.
ela concordou com a cabeça, olhando-o com um pouco de curiosidade (não esperava que ele fosse tão alto).
- o que vc tá fazendo aqui?
- ah... olhando alguns livros de vampiro... pra variar!
- eu tava olhando um livro sobre cinema.
começaram a conversa assim: falando coisas triviais. mas o papo foi se alongando e depois de uns minutos, parecia eles se conheciam há anos.
ele a convidou para tomar um cappuccino. ela pensou um pouquinho e decidiu acompanhá-lo.
conversaram horas sobre tudo... fizeram pequenas confissões sobre coisas que não falavam para ninguém... ele falou sobre as fotos que fazia e sobre as histórias que queria contar. ela falou sobre seus sonhos e sobre o teatro e com era bom atuar.
o dia foi terminando e nenhum dos dois queria ir embora. decidiram se encontrar de novo, na semana seguinte. ele lembrou que queria assistir uma exposição no ccbb... ela aceitou, dizendo que lá sempre foi um dos seus locais preferidos.
despediram-se com um abraço longo e ele ficou observando enquanto ela se afastava.
ele pôs-se a caminhar com as mãos nos bolsos da calça, cantando baixinho uma música e pensando o quão raro eram esses momentos que são simples demais e quem, por serem assim, são importantes demais...
10.12.05
9.12.05
alice
ela caminha para o banheiro ainda sonolenta. a noite foi repleta de pesadelos, mas ela não se lembra.
ela nunca se lembra dos sonhos... parece que a acompanham por toda a vida, mas ela sempre os esquece, assim que acorda.
o quarto é pouco iluminado, mesmo durante o dia, porque a luz faz com que as dores de cabeça piorem... ela passa praticamente o tempo todo dentro da casa dos pais, lendo contos antigos e desenhando.
a sua mãe diz que essas não são tarefas de uma mulher, mas ela não se importa. pouca coisa no mundo importa... tudo parece tão distante, como se ela não pertencesse realmente àquela cidade...
a água fria escorre pelo rosto, levando os últimos sinais da noite... ela se senta no criado mudo e começa a escovar os cabelos longos e dourados.
e então, uma sombra parece passar pelo espelho. a menina vira-se rapidamente, sobressaltada, mas não há nada no quarto além dela.
imagina ter visto coisas...
mas novamente, algo se move e ela percebe que o que quer que seja, está dentro do espelho.
um vulto parece estar vigiando ela ao fundo... parece um animal... a calda balançando vagarosamente...
e um sorriso se forma, nas sombras...
"olá, alice!"
a menina grita, jogando a escova no espelho e caindo de joelhos no chão...
as imagens vêm todas à mente dela... o espelho... o sorriso... o outro lugar.
e de repente ela se recorda...
ela nunca se lembra dos sonhos... parece que a acompanham por toda a vida, mas ela sempre os esquece, assim que acorda.
o quarto é pouco iluminado, mesmo durante o dia, porque a luz faz com que as dores de cabeça piorem... ela passa praticamente o tempo todo dentro da casa dos pais, lendo contos antigos e desenhando.
a sua mãe diz que essas não são tarefas de uma mulher, mas ela não se importa. pouca coisa no mundo importa... tudo parece tão distante, como se ela não pertencesse realmente àquela cidade...
a água fria escorre pelo rosto, levando os últimos sinais da noite... ela se senta no criado mudo e começa a escovar os cabelos longos e dourados.
e então, uma sombra parece passar pelo espelho. a menina vira-se rapidamente, sobressaltada, mas não há nada no quarto além dela.
imagina ter visto coisas...
mas novamente, algo se move e ela percebe que o que quer que seja, está dentro do espelho.
um vulto parece estar vigiando ela ao fundo... parece um animal... a calda balançando vagarosamente...
e um sorriso se forma, nas sombras...
"olá, alice!"
a menina grita, jogando a escova no espelho e caindo de joelhos no chão...
as imagens vêm todas à mente dela... o espelho... o sorriso... o outro lugar.
e de repente ela se recorda...
6.12.05
alice
eu gosto de alice no país das maravilhas...
acho a história uma viagem completa... coisa de quem usava muito ópio...
mas a história é demais...
de vez em quando eu gostaria de saber o que aconteceu com aquela menininha, quando ela cresceu.
acho a história uma viagem completa... coisa de quem usava muito ópio...
mas a história é demais...
de vez em quando eu gostaria de saber o que aconteceu com aquela menininha, quando ela cresceu.
"fecha os olhos!"
"pra quê?"
"fecha e pensa em uma coisa boa!"
os dois estão sentados num banco, no meio de um jardim de plantas e pedras. ela fecha os olhos, sorrindo um pouco... tentando entender a brincadeira.
ele a olha por um instante em que ela parece ser a criatura mais bonita do mundo e se aproxima dos lábios entreabertos.
os dois se encontram em um beijo que dura pouco, mas que marcará os dois por toda a vida...
"pra quê?"
"fecha e pensa em uma coisa boa!"
os dois estão sentados num banco, no meio de um jardim de plantas e pedras. ela fecha os olhos, sorrindo um pouco... tentando entender a brincadeira.
ele a olha por um instante em que ela parece ser a criatura mais bonita do mundo e se aproxima dos lábios entreabertos.
os dois se encontram em um beijo que dura pouco, mas que marcará os dois por toda a vida...
esse ano vai ficar marcado para sempre...
por quê??? porque eu aprendi muitas e muitas lições esse ano... ou melhor, eu aprendi a entender melhor essas lições e não a vê-las somente como coisas inoportunas, ou que me faziam ficar triste...
claro... eu vou sofrer ainda muitas e muitas vezes... algumas por coisas bobas. isso é inevitável pra alguém que tem uma sensibilidade a algumas coisas da vida...
mas eu estou percebendo que essas dores podem ser usadas a meu favor...
com elas eu posso encontrar meus pontos fracos... e se eu for esperto o bastante, poderei encarar esses pontos fracos e crescer, aprendendo sobre eles.
é estranho, pra alguém como eu que sempre andou por aí procurando em vão encontrar algo que satisfizesse esse vazio enorme que sinto de vez em quando, de repente perceber que talvez esse vazio não possa nunca ser preenchido... mas que isso não importa tanto assim, porque existem muitas e muitas coisas lá fora a serem aprendidas...
e eu quero muito encontrá-las...
por quê??? porque eu aprendi muitas e muitas lições esse ano... ou melhor, eu aprendi a entender melhor essas lições e não a vê-las somente como coisas inoportunas, ou que me faziam ficar triste...
claro... eu vou sofrer ainda muitas e muitas vezes... algumas por coisas bobas. isso é inevitável pra alguém que tem uma sensibilidade a algumas coisas da vida...
mas eu estou percebendo que essas dores podem ser usadas a meu favor...
com elas eu posso encontrar meus pontos fracos... e se eu for esperto o bastante, poderei encarar esses pontos fracos e crescer, aprendendo sobre eles.
é estranho, pra alguém como eu que sempre andou por aí procurando em vão encontrar algo que satisfizesse esse vazio enorme que sinto de vez em quando, de repente perceber que talvez esse vazio não possa nunca ser preenchido... mas que isso não importa tanto assim, porque existem muitas e muitas coisas lá fora a serem aprendidas...
e eu quero muito encontrá-las...
1.12.05
é difícil para mim amar sem ser amado...
mas também é complicado o deixar-me ser amado...
porque eu sempre acabo achando (algumas vezes inconscientemente), que eu não sou merecedor de ser o alvo de tanto afeto...
porque eu sou completamente antisocial e solitário, e me sentir amado por alguém é sempre um choque...
porque eu sou um idiota, às vezes e demoro séculos pra perceber que sou amado de verdade...
ahhhhhhhh... por vários motivos...
mas eu acho que estou aprendendo... de verdade... como estou...
mas também é complicado o deixar-me ser amado...
porque eu sempre acabo achando (algumas vezes inconscientemente), que eu não sou merecedor de ser o alvo de tanto afeto...
porque eu sou completamente antisocial e solitário, e me sentir amado por alguém é sempre um choque...
porque eu sou um idiota, às vezes e demoro séculos pra perceber que sou amado de verdade...
ahhhhhhhh... por vários motivos...
mas eu acho que estou aprendendo... de verdade... como estou...
29.11.05
escritor solteiro procura
preciso de alguém para me ajudar em um novo projeto sobre vampiros, que deve render uma boa história, pelo menos...
então, se vc gosta de escrever histórias de terror, não tem medo de se aventurar em um projeto grande e tá a fim de possivelmente publicar uma história, manda uma mensagem pra mim!!!
currículos serão aceitos se enviados para o email do dono do blog...
inscrições limitadas!!!
:)
então, se vc gosta de escrever histórias de terror, não tem medo de se aventurar em um projeto grande e tá a fim de possivelmente publicar uma história, manda uma mensagem pra mim!!!
currículos serão aceitos se enviados para o email do dono do blog...
inscrições limitadas!!!
:)
anansi boys
ei...
se alguém quiser me dar um presente de natal, tem o livro novo do gaiman... eu bem vou adorar, se receber!
se alguém quiser me dar um presente de natal, tem o livro novo do gaiman... eu bem vou adorar, se receber!
Assinar:
Comentários (Atom)











