ela caminha...
em seu rastro a poeira se eleva até os céus, pontilhando a escuridão de estrelas...
20.10.06
19.10.06
13.10.06
12.10.06
the catcher
acabei de ler um artigo sobre "o apanhador no campo de centeio"...
e... putz! só o artigo já fez com que eu me identificasse muito com a história!
ok. eu estava precisando muito ler um livro desses que modifica a vida da gente.
e acho que o apanhador é esse livro.
e... putz! só o artigo já fez com que eu me identificasse muito com a história!
ok. eu estava precisando muito ler um livro desses que modifica a vida da gente.
e acho que o apanhador é esse livro.
2
- gostaria que houvesse uma maneira de entrar em seu mundo.
a expressão dele era quase de quem estivesse sonhando acordado. distante, olhando para o nada.
ela observou os olhos dele, longamente. queria de alguma maneira dizer a ele que o caminho não seria assim tão difícil.
- acho... vc, já foi bem distante, aqui.
ele sorriu.
- eu quero mais. ahhh... sempre quero mais!
- acho que é melhor assim. irmos com calma. sempre que me deixei levar, acabava numa cama, pensando que deveria haver mais, sentir mais.
ele a olhou, de forma intensa. um olhar de reconhecimento.
- eu entendo. já senti isso.
- você já amou alguém?
ele fita o chão, por um segundo, como se lembrasse de algo.
- já. e foi como aqueles amores de filmes antigos.
- e como é?
- você se sente totalmente à vontade com a pessoa e sabe que ela se sente assim com você também. é como se ela carregasse um pedaço de você que não está contigo. e a pessoa pode ter todos os erros, mas o que você sente sobrepuja isso.
- não sou boa em perdoar erros.
- eu também não. não mesmo. mas quando eu amo alguém, eu me entrego de uma maneira absurda.
ela fica quieta por um tempo, olhando a noite com um olhar um pouco triste.
- acho que nunca amei...
ele a abraça, apertando-a forte contra si, depois beija-a calma e longamente, fazendo carinhos no rosto dela. e então olha-a dentro dos olhos.
- eu quero fazer você feliz. quero que se sinta livre de todos os erros de antes. quero que se sinta leve. e quero que se sinta amada.
ela chora, encostada nos ombros dele. não é um choro ruim... é algo que ela não consegue explicar... mas, naquele instante, ela não gostaria de estar em nenhum outro lugar do mundo.
a expressão dele era quase de quem estivesse sonhando acordado. distante, olhando para o nada.
ela observou os olhos dele, longamente. queria de alguma maneira dizer a ele que o caminho não seria assim tão difícil.
- acho... vc, já foi bem distante, aqui.
ele sorriu.
- eu quero mais. ahhh... sempre quero mais!
- acho que é melhor assim. irmos com calma. sempre que me deixei levar, acabava numa cama, pensando que deveria haver mais, sentir mais.
ele a olhou, de forma intensa. um olhar de reconhecimento.
- eu entendo. já senti isso.
- você já amou alguém?
ele fita o chão, por um segundo, como se lembrasse de algo.
- já. e foi como aqueles amores de filmes antigos.
- e como é?
- você se sente totalmente à vontade com a pessoa e sabe que ela se sente assim com você também. é como se ela carregasse um pedaço de você que não está contigo. e a pessoa pode ter todos os erros, mas o que você sente sobrepuja isso.
- não sou boa em perdoar erros.
- eu também não. não mesmo. mas quando eu amo alguém, eu me entrego de uma maneira absurda.
ela fica quieta por um tempo, olhando a noite com um olhar um pouco triste.
- acho que nunca amei...
ele a abraça, apertando-a forte contra si, depois beija-a calma e longamente, fazendo carinhos no rosto dela. e então olha-a dentro dos olhos.
- eu quero fazer você feliz. quero que se sinta livre de todos os erros de antes. quero que se sinta leve. e quero que se sinta amada.
ela chora, encostada nos ombros dele. não é um choro ruim... é algo que ela não consegue explicar... mas, naquele instante, ela não gostaria de estar em nenhum outro lugar do mundo.
8.10.06
uma noite
ele a levou para longe da casa...
a praia estava completamente vazia, os últimos pássaros sobrevoavam o litoral
o barulho das ondas trazia uma calma diferente.
e
a praia estava completamente vazia, os últimos pássaros sobrevoavam o litoral
o barulho das ondas trazia uma calma diferente.
e
três momentos
a primeira vez foi carne.
bocas, respiração, transpiração e pernas.
sexo, sexo, sexo
a palavra não descreveria
era mais um turbilhão de líquidos e pele e desejo.
terminou rápido e forte, extasiante e cheio de força.
a segunda vez foi com o coração,
carinhos e frases no pé do ouvido,
brincadeiras e mãos percorrendo o corpo.
era um poema, era uma promessa.
terminou em suspiro e sorriso e abraço.
a terceira...
a terceira foi a vez da alma,
beijos que ultrapassavam a carne, olhares que queimavam por dentro,
tocaram-se onde ninguém havia alcançado antes, em silêncio, orquestrados pelos gemidos.
era tudo, era o mundo inteiro, cada parte da eternidade.
e terminou em amor.
bocas, respiração, transpiração e pernas.
sexo, sexo, sexo
a palavra não descreveria
era mais um turbilhão de líquidos e pele e desejo.
terminou rápido e forte, extasiante e cheio de força.
a segunda vez foi com o coração,
carinhos e frases no pé do ouvido,
brincadeiras e mãos percorrendo o corpo.
era um poema, era uma promessa.
terminou em suspiro e sorriso e abraço.
a terceira...
a terceira foi a vez da alma,
beijos que ultrapassavam a carne, olhares que queimavam por dentro,
tocaram-se onde ninguém havia alcançado antes, em silêncio, orquestrados pelos gemidos.
era tudo, era o mundo inteiro, cada parte da eternidade.
e terminou em amor.
limiar
ele fecha os olhos e começa a caminhar...
passo após passo, ele sente o vento soprar-lhe aos ouvidos.
os pés alinham-se, entre a terra e o vazio.
passo a passo, ele caminha no limite do abismo, testando a si mesmo.
há anos ele faz isso. há anos, ele deseja perder o rumo de si mesmo.
e ele caminha, passo a passo, testando a si mesmo.
mas hoje, hoje algo acontece.
um sussurro... uma voz diz seu nome... uma mão toca-lhe delicadamente o ombro.
hoje, os passos se distanciam lentamente do limiar...
seus pés alcançam um terreno mais seguro.
ele abre os olhos, que se inundam com a visão de um mundo diferente, cheio de novas cores...
passo após passo, ele sente o vento soprar-lhe aos ouvidos.
os pés alinham-se, entre a terra e o vazio.
passo a passo, ele caminha no limite do abismo, testando a si mesmo.
há anos ele faz isso. há anos, ele deseja perder o rumo de si mesmo.
e ele caminha, passo a passo, testando a si mesmo.
mas hoje, hoje algo acontece.
um sussurro... uma voz diz seu nome... uma mão toca-lhe delicadamente o ombro.
hoje, os passos se distanciam lentamente do limiar...
seus pés alcançam um terreno mais seguro.
ele abre os olhos, que se inundam com a visão de um mundo diferente, cheio de novas cores...
ela fala sobre o dia dela, com uma voz misturada, de menina e mulher e uma energia que passa através da linha telefônica e encontra um canto, dentro da minha cabeça.
eu escuto, imaginando as caras que ela faz. sorrio, com o ouvido encostado no telefone.
solto um "hummm...", quase sem querer.
ela pára, acho que tentando imaginar o que eu estou pensando.
eu fico sem jeito. quero falar, mas me pego pensando coisas demais...
"calma, marcio", penso... "vai haver uma hora pra isso tudo."
e no itunes, bowie canta "little wonder".
eu escuto, imaginando as caras que ela faz. sorrio, com o ouvido encostado no telefone.
solto um "hummm...", quase sem querer.
ela pára, acho que tentando imaginar o que eu estou pensando.
eu fico sem jeito. quero falar, mas me pego pensando coisas demais...
"calma, marcio", penso... "vai haver uma hora pra isso tudo."
e no itunes, bowie canta "little wonder".
1.10.06
strangers in the night
a pista está lotada... o calor dos corpos e o som pesado dos amplificadores preenchem o ar.
eles se beijam. as mãos percorrem os corpos, apertando-se um contra o outro.
eles desejam estar sozinhos...
e desejam um ao outro.
eles se beijam. as mãos percorrem os corpos, apertando-se um contra o outro.
eles desejam estar sozinhos...
e desejam um ao outro.
ruas desertas
eles caminhavam pelas ruas vazias, na madrugada de um domingo cinzento.
conversam sobre si mesmos e sobre o mundo. ela tem uma urgência em falar sobre si mesma, mas algumas palavras simplesmente não saem.
ele a observa, prestando atenção no rosto dela, encantado com o brilho que ela emana dos olhos. percebe uma confusão em seus pensamentos, como se ela estivesse tentando lhe dizer um monte de coisas, mas não se importa muito com isso.
eles entram em uma padaria... ela pede um café e ele bebe água mineral. conversam sobre suas vidas, querendo conhecer mais, um do outro.
aos poucos o dia fica claro e eles decidem ir embora.
eles se abraçam, longa e fortemente. ela olha para ele em silêncio. e se beijam carinhosamente.
ele quer que ela fique. ela quer que ele peça para ela não ir.
o dia amanhece um domingo cinza.
eles vão para casa, cheios de pensamentos e sentimentos novos.
conversam sobre si mesmos e sobre o mundo. ela tem uma urgência em falar sobre si mesma, mas algumas palavras simplesmente não saem.
ele a observa, prestando atenção no rosto dela, encantado com o brilho que ela emana dos olhos. percebe uma confusão em seus pensamentos, como se ela estivesse tentando lhe dizer um monte de coisas, mas não se importa muito com isso.
eles entram em uma padaria... ela pede um café e ele bebe água mineral. conversam sobre suas vidas, querendo conhecer mais, um do outro.
aos poucos o dia fica claro e eles decidem ir embora.
eles se abraçam, longa e fortemente. ela olha para ele em silêncio. e se beijam carinhosamente.
ele quer que ela fique. ela quer que ele peça para ela não ir.
o dia amanhece um domingo cinza.
eles vão para casa, cheios de pensamentos e sentimentos novos.
27.9.06
23.9.06
ele deseja as vestes do paraíso
tivesse eu as bordadas vestes do paraíso,
tecidas com a luz do ouro e da prata,
o azul e o sombrio e as vestes negras da noite
e a luz e o crepúsculo,
eu espalharia as vestes sob seus pés.
mas, sendo eu pobre, tenho apenas meus sonhos.
tendo eu espalhado meus sonhos sob seus pés,
pisa suavemente,
porque caminhas sobre os meus sonhos.
tecidas com a luz do ouro e da prata,
o azul e o sombrio e as vestes negras da noite
e a luz e o crepúsculo,
eu espalharia as vestes sob seus pés.
mas, sendo eu pobre, tenho apenas meus sonhos.
tendo eu espalhado meus sonhos sob seus pés,
pisa suavemente,
porque caminhas sobre os meus sonhos.
w. b. yeats - he wishes for the clothes of heaven
tradução: marcio carvalho
tradução: marcio carvalho
22.9.06
20.9.06
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