25.9.05

olho sempre para os céus, quando preciso pensar.

sei que as respostas para mim podem não estar lá... mas é um ótimo lugar, para se começar a procurar.
ok. alguém pode me explicar de onde vem essa ansiosidade que ando sentindo??? o que isso quer dizer???

the irony of living

sentiu coragem para dizer a ela o que sentia. não foi tão difícil quanto ele imaginava. achou que tudo já estava formulado, em seus pensamentos.

mas o surpreendente foi ter dito isso. sempre fora uma pessoa de guardar os sentimentos para si. porque não achava que a opinião dele fosse influenciar de verdade outra pessoa.

mas as palavras acabaram por sair, embora o resultado não fosse exatamente o que ele desejava, acreditou na resposta que ela deu. sempre fora sincera com ele, antes. não havia razão para estar mentindo.

a pequena dor que sobreveio da resposta dela não foi tão forte quanto ele poderia imaginar. é verdade que sentia-se um pouco anestesiado, agora, mas achou que a dor não seria grande, mesmo mais tarde.

despediu-se dela logo depois, indo caminhar entre pessoas... precisava ver rostos, ficar sozinho não era uma opção. foi a uma loja de cds e pediu ao dono para escutar um dos álbuns que estava em exposição. gostou da música e pensou em ligar para ela para falar do cd, mas desistiu da idéia. tinha que aprender muito, agora... precisava do seu próprio espaço. ele era um sozinho, novamente.

voltou para casa depois de uma hora de caminhada. enquanto o ônibus percorria a estrada, os olhos dele fitavam a paisagem que passava rápido.

ele sentia uma estranha vontade de rir das ironias da vida. estava cansado de tanta coisa, mas sentia-se com uma energia diferente dentro de si.

sentia vontade de começar algo. sentia-se com uma chama, por dentro.

sentia-se mais adulto...

curiosidade

eu sou o dono do gato que morreu por causa da curiosidade.

23.9.05

sob a luz da lua...

a pele dela é fina. ele gosta de passar os dedos, sentindo a textura devagar...
ele gosta da cor pálida dela. ele gosta de ficar observando o corpo dela, quando a luz da lua ilumina os dois no escuro. ele pensa que parece que a luz emana dela mesmo.

eles estão abraçados e quietos. a respiração dela agora é baixa e calma, constrastando com alguns momentos atrás, quando os dois faziam amor.

ele sente o coração dela desacelerando lentamente e de repente, uma calma toma conta dele.

as incertezas no coração dele vão todas embora

ele fecha os olhos e começa a dormir e sonhar...

coisas que fazem a vida valer a pena

sorriso de criança...
sentir a chuva no rosto...
sentar em frente ao fogo de uma fogueira, sentindo o calor e ouvindo o crepitar da madeira...
conversa interessante por toda a madrugada, até o nascer do sol ou até desmaiar de sono...
acordar ao lado de alguém que você ama...
os campos verdes da irlanda...
o rio de janeiro em dias nublados...
dormir embaixo de um edredon, enquanto tá frio...
ler um bom livro...
escutar música boa...
sair com os amigos...
carinho nos cabelos...
ser reconhecido pelo que você faz e não pelo que vc parece ser...
ganhar bons presentes...
saber que você influencia a vida de alguém...
caminhar no meio do mato...
fotografar. é demais, poder captar o mundo em imagens...
boas piadas...
um bom vinho...
encontrar alguém especial e ficar horas e horas jogando conversa fora, só pelo prazer da companhia...
o café colonial do ccbb...
viajar...
quadrinhos...
cinema...
olhar o céu, a qualquer hora do dia ou noite (se tiver sol, melhor ainda com óculos escuros)...
a lua...
estrelas...
o som de água...
o som do vento nas folhas das árvores...
o ronrronar dos gatos, quando vc os afaga nos braços...
usar a imaginação pra criar mundos só seus...

22.9.05

páginas

sentada nos degraus da escada no saguão do ccbb, ela olha para as pessoas, com um olhar distante, que parece atravessar tudo.

no seu peito, um sentimento estranho, toma conta de tudo. uma mistura de coisas que ela não consegue definir.

ela lembra da conversa que teve no início da semana. palavras trocadas de maneira vacilante... olhares silenciosos e tristes, que diziam muito mais a quem prestasse atenção aos dois. no bar, pessoas conversavam de maneira alegre, ignorando o casal na mesa escondida.

ela lembra dos primeiros encontros, do sentimento que fazia seu corpo tremer de calor e frio. dos assuntos intermináveis. da cumplicidade que só um casal apaixonado pode ter. de todos os novos sonhos que se formavam num coração já acostumado com coisas ruins.

onde fora tudo aquilo?

ela lembra das brigas, da falta de entendimento. lembra-se de passar noites em claro, perguntando o porquê de tudo parecer fora de sincronia.

as pessoas certas, no momento errado.

então ela lembra da apatia. da falta de perspectiva no futuro.

ela precisava dar um jeito. não queria terminar tudo como se fossem inimigos.

sentada na escada ela olha além, tentando definir o sentimento que toma seu peito.

no caderno em suas mãos ela escreve e escreve. as páginas sabem mais dela do que quase todos os que a conhecem.

de repente, ela olha uma página em branco, onde uma lágrima fez uma pequena mancha, que desaparece aos poucos.

e a página em branco diz para ela que de alguma forma, a vida precisa continuar.

ela pensa em tudo o que já fez na vida. nos caminhos que percorreu.

pensa na chama que queima o espírito.

sentada naquela escada ela olha para a página em branco e percebe que não existe um fim, até que o livro seja fechado.

ela olha para as pessoas, vendo os rostos, imaginando seus pensamentos.

e, para aqueles que prestarem atenção, um pequeno sorriso se formaria no rosto dela.

21.9.05

irish angel

three paths engraved

19.9.05

um conto de tempos antigos

o vento forte anunciava a chegada do inverno. toda a tribo se preparava para os festivais que anunciavam o sono dos deuses do verão, quando eles se retiravam do mundo para dentro das colinas.

era época de armazenar alimentos... época de se sentar em frente ao fogo e pedir aos deuses do mundo que existe abaixo para que o inverno não seja rigoroso e que todos possam sobreviver.

naquela tarde, os homens estavam caçando. havia muitos indícios de que a primeira neve cairia logo e era preciso ter pressa.

a caçada fora boa para todos; especialmente para teannáil macath, que havia apanhado 3 coelhos e um javali fêmea. tinha esse nome por causa de seus cabelos da cor de fogo e por ser o homem mais alto da tribo. teannáil era o líder da tribo há 3 anos, desde que seu pai fora morto em uma batalha contra os pictos. desde então, os deuses pareciam sorrir para a tribo, pois as colheitas foram boas e os pictos e os homens que vinham do mar não mais atacaram.

enquanto caminhava, teannáil ouviu o barulho de galhos quebrando. ele continuou caminhando através da neblina, o mais silenciosamente possível, até chegar à uma clareira que não se parecia com nenhum lugar que ele já tivesse visitado.

no centro da clareira, uma corsa de chifres escuros pastava calmamente, alheia ao caçador que se aproximava. teannáil abaixou-se, preparando para lançar a corsa. de repente, o animal olhou para ele, como se sentindo a presença do caçador.

e os olhos do animal encontraram os olhos do homem. e teannáil e a corsa ficaram em silêncio absoluto, paralisados pelo momento. e, não sabendo exatamente porque, o caçador levantou-se lentamente e abaixou a lança. a corsa continuava olhando para ele, sem mexer um músculo.

teannáil estava enfeitiçado pela beleza do animal. pela primeira vez na sua vida encontrara um animal que não queria caçar. ele se aproximou da corsa, até poder tocá-la com a ponta dos dedos. sentiu a respiração, o peito que subia e descia de forma rápida.

fechou os olhos, enquanto acariciava o pêlo do animal e quando os abriu, percebeu que estava tocando os cabelos negros de uma mulher.

ele ficou assustado com aquilo, mas a beleza da mulher era tamanha que teannáil não pôde exclamar nada.

a mulher o olhou, com os olhos da corsa e o tocou no rosto, beijando-o em seguida.

e teannáil tomou a mulher para sí na clareira e ela o aceitou e entregou-se sem falar nenhuma palavra.

e o caçador dormiu...

enquanto dormia, ele sonhou com a mulher...

ela estava agora coberta por um manto tão escuro quanto o seu cabelo e atrás dela ele percebeu que haviam outros, observando.

ela disse a ele que era uma deusa daquela floresta e que estava grávida da semente de teannáil. ele não veria a criança até o momento de maior necessidade da tribo. mas a visão do filho dos dois seria a morte para ele.

e teannáil acordou na clareira... a noite havia caído e os outros caçadores haviam saído em busca do líder.

e naquela noite, teannáil não conseguiu dormir mais...

three fires

fire in the head - inspiration

fire in the heart - courage

fire in the body - passion

celtic inspiration

celtic dragon triskele


celtic snake triskele

18.9.05

where the river goes

i wanna be as big as a mountain
i wanna fly as high as the sun
i wanna know what the rent’s like in heaven
i wanna know where the river goes

12.9.05

photo

ela se sentia um pouco desconfortável... não tanto pela nudez do corpo, mas por se sentir nua da alma. o jovem estava olhando para ela ali há vários segundos e ele parecia estar vendo através do corpo dela... o olhar dele penetrava em seu interior e a desvendava de uma maneira que a assustava e excitava ao mesmo tempo.

prometeu a ele que se deixaria fotografar. pensou em fazer poses como as das meninas góticas que ela via em fotos e mais fotos pela internet e achou divertido se imaginar desse jeito. quando ela chegou, encontrou-o descontraído, escrevendo algo no computador. ele sorriu para ela, pediu que ela sentasse e perguntou o que ela queria que ele fotografasse.

"não sei. você é o fotógrafo. está pensando em algo?"

"não. eu nunca penso muito sobre o que vou fotografar. eu simplesmente olho para alguma coisa que ache interessante e sinto essa necessidade de guardar aquilo de alguma maneira."

"bom, ela sorriu... eu não tenho certeza do que fazer..."

"relaxa! olha, tenta se descontrair."

e eles conversaram e tomaram vinho... ele fez algumas fotos, pra ver a luz, testar a cor da pele dela, coisas assim. ela não conseguia afastar o olhar dos olhos dele, que pareciam sempre inquietos, procurando algo, o tempo todo.

"é complicado posar, né?", ele disse com um sorriso largo. "eu me odeio em fotos!"

ela se levantou... estava um pouco inquieta com aquilo, caminhou para a janela, tentando respirar o ar da rua.

"fica assim."

"o quê?"

"fica nessa posição. tá lindo!"

achou bobo aquilo. não estava fazendo nada demais. mas ele gostou e estava abaixado, a alguns metros, fotografando.

ela caminhou alguns passos e sentou-se na cama ainda desarrumada, dele. ele rodeava ela e ela se lembrou dos documentários da televisão. o olhar dele parecia o dos predadores, esperando o momento certo para o ataque.

estava respirando rápido com o toque de excitação que esse último pensamento trouxe à mente dela. ela olhou para o chão e ele se abaixou a centímetros ela, para fotografar o rosto dela.

"posso..." falou, quase num sussurro. "posso tirar a minha roupa, se quiser..."

ele a olhou, a câmera na mão, ainda apontando para o rosto dela que acabara de ficar avermelhado.

"só se você quiser."

e ela começou a retirar a camiseta, devagar, pois tremia um pouco com tudo aquilo. nunca fez isso. nem mesmo se imaginou tirando fotos assim.

ele a olhava. ainda o mesmo olhar.

ela se deitou na cama e ele ficou parado por alguns instantes. e então voltou a fotografar, pequenos detalhes de pele. o rosto dela encostado no colchão, as curvas do quadril, a sombra dos seios sobre o lençol...

um calor percorria o corpo da jovem, queimando por baixo da pele, em ondas que subiam pelo abdômen, a partir da púbis. nudez absoluta... sentiu-se nua de verdade pela primeira vez, na frente de alguém.

dias depois eles se reencontraram para tomar um café. ele trazia as fotos em um envelope que entregou a ela, depois que sentou-se.

ela olhou para ele e se viu refletida nos óculos escuros que agora escondiam aqueles olhos.

"você está perfeita nelas."

"bobo!"

"ah! nem se pode falar a verdade!!!" falou, sorrindo.

a jovem passou vários minutos olhando e comentado cada foto. após um tempo, ela não aguentou e perguntou a ele:

"eu quis você comigo naquela cama aquele dia, sabia?"

"eu sei. eu vi nos seus olhos."

"e não fez nada."

"não..."

"por quê?"

"ah... eu ia estragar as fotos!" ele sorriu.

11.9.05

larger than life!

espólios de uma ddk ótima... estou me sentindo MUUUUUUUUUUUITO bem, hoje!!!!
candelária no sábado, 21:00. com a lua ao fundocinelândia no sábado, 21:30.largo da carioca no domingo, 05:30
av. rio branco no domingo, 05:40. já passearam pelo centro à essa hora??? é espetacular.
rua s. josé no domingo, 05:45. adorei a perspectiva!

9.9.05

a perfect day

uma tarde perfeita, no centro do rio, captada pelo celular... por que os dias não são sempre assim???

7.9.05

voltando para casa, ele caminha sentindo o ar frio da noite... as nuvens cobrem o céu, tornando-o cor de chumbo...

o vento agita as folhas das árvores, fazendo um barulho bom que leva os pensamentos do jovem para longe...

ele se sente feliz em noites assim... é como se lá, no meio das nuvens, os velhos deuses estivessem de olho no que os homens fazem aqui na terra...

é como se o vento a sua volta fosse o abraço de antigos espíritos, caminhando ao lado dele... sussurrando segredos antigos nos seus ouvidos...

ele gosta de noites assim... ele não se sente sozinho.

6.9.05

he shoots... he scores!!!






ganhamos um prêmio, hoje no trabalho!!!!!

um projeto nosso - foto em tempo real - foi premiado como a melhor idéia, do prêmio "idéias que fazem diferença", da infoglobo...

e eu fui receber o prêmio, do pessoal da diretoria!!!!!

ok, ok... sou blasé... mas é sempre muito bom ser reconhecido pelo que vc faz!!!!

hoje foi um dia bom... gosto de dias bons...

sistemas de produção rules!!!! (sorriso)

4.9.05

movimento

ele olha por um segundo a placa na beira da estrada, sem dar muita importância para o que está escrito em branco.

os carros passam ao seu lado rapidamente... ele gosta da ventania causada pelos veículos... gosta do movimento que os seus cabelos fazem... gosta de sentir o movimento.

a música toca alto nos fones de ouvido... ele ouve as guitarras e sorri, cantando baixinho o refrão de uma das suas músicas preferidas...

a estrada a sua frente parece longa... ele sente um pouco de medo, por não conhecer o destino... mas apaga o sentimento com uma olhada para as nuvens que se movem lentamente, o tempo todo...

ele queria ser uma nuvem...

um carro passa ao seu lado, levando consigo os pensamentos antigos que ainda acompanhavam o rapaz...

o vento bagunça o cabelo dele...

ele se sente vivo...

3.9.05


the reality within
o fogo queima dentro dele... um fogo que foi abafado por tempo demais...

um fogo que dança de forma sensual e mortal...

consumindo... transformando...

fogo de uma vida mantida em animação suspensa por tempo demais...

e que grita, se debate e procura por ar...

vida e fogo... desejo e nascimento...

todos se misturam hoje, no meu peito...

queimando...

consumindo... transformando