28.3.05
eu tenho que trabalhar, para comprar coisas que na maioria das vezes nem preciso direito, somente para manter o emprego de outras pessoas, que precisam comprar mais coisas desnecessárias, para manter o emprego de outras pessoas...
e dizem que isso é perfeitamente normal?
ok... alguém sabe onde é a adminitração desse hospício??? eu gostaria muito de conversar com o responsável, por aqui...
uma noite, vá para um local afastado da cidade... se for alto, melhor ainda...
quando chegar, escolha um lugar legal e deite-se, olhando para o céu...
olhe bem para as estrelas... observe bem tudo o que vc consegue enxergar...
eu consegui concluir rapidamente duas coisas, quando olhei para isso, da primeira vez:
1. se nós formos a única espécie inteligente, em toda essa imensidão, alguém está desperdiçando muito espaço...
2. eu deixei de acreditar que lá em cima, em algum lugar, existisse um velhinho de barba longa, sentado numa cadeira e que estivesse olhando cada um, somente para nos julgar quando nós tivermos morrido...
23.3.05
eu sou uma colcha de retalhos
então de vez em quando tenho que parar e começar a me costurar...
20.3.05
ela era muito pequena... por isso ninguém percebia...
todo dia ela tecia e tecia sua teia de seda...
era nela que os pensamentos de tommy ficavam guardados...
ele imaginava os pensamentos como pequenas moscas, voando dentro da sua cabeça...
até que eles caiam na pequena teia...
alguns fugiam... e essas eram as coisas que tommy acabava esquecendo... (como quando a sua mãe gritava para ele não esquecer de levar o agasalho quando saia para brincar)
tommy nunca viu realmente a aranha...
mas ele sabia que ela estava lá...
pois ele continuava aprendendo e aprendendo coisas...
19.3.05
alice and the cat
a não ser aquele sorriso...
e o par de olhos...
olhando de volta para mim.
...
this silence is the sound of a scream for help, if you know where to look...
17.3.05
cenas de uma noite qualquer
ouço o som ocasional de uma tosse... um casal conversa no banco atrás de mim, sobre os planos para um aniversário...
penso no meu próprio aniversário que chega... lembro de mais um ano que passa por entre meus olhos. o que eu fiz? o que realmente importou, nesse último ano?
por que me sinto sempre melancólico, quando volto para casa? por que acho no fundo de minha alma que está tudo errado, que tudo deveria ser diferente?
por que me sinto tão diferente?
"você pode fazer o que quiser... basta querer e você consegue!"
palavras... imagino o grupo seleto de pessoas que fizeram tudo o que quiseram... acho que consigo contá-los com os dedos de uma só mão.
eu olho novamente em volta, em busca de um olhar que cruze o meu... que indague... que procure... que questione...
mas é em vão...
eu penso demais... eu quero demais...
eu sou a lenda
durante o dia, me torno um deles.
seus hábitos, suas maneiras,
eles não suspeitam de mim.
não acreditam em minha existência.
sou uma lenda,
uma história para crianças,
sou a sombra de um passado mítico.
mas ainda assim, eles sentem minha existência,
escrevem livros sobre mim,
fazem filmes.
eu caminho por suas mentes, nas horas escuras.
eu espreito em cada curva de suas mentes,
me fortaleço do medo em suas almas,
eles me ouvem sussurrar junto aos seus ouvidos,
eles fogem de mim em seus sonhos.
pois eu sou a morte,
eu sou o assassino,
seu predador,
o pastor que oferece a ovelha em sacrifício ao seu deus.
e eu sou meu deus...
11.3.05
little one
ela observa o céu, por um tempo que parece enorme para ela, até que seus pequenos olhos não aguentam mais e ela cai no sono. sua mãe a pega e leva para a cama e lhe dá o beijo de boa noite... assim é todas as noites...
mas naquela noite, a menina percebe uma coisa diferente... uma das estrelas precipitava-se do céu...
ela arregala os olhos, e pede à estrela um desejo...
os anos se passam e a menina cresce... e o desejo é esquecido...
a sua vida é boa... mas ela reclama sempre com as amigas da filha, que insiste em ficar horas olhando para as estrelas, toda noite, até que cai no sono e deixa para ela a tarefa de colocá-la para dormir...
sunrise
os primeiros raios dourados irrompem à distância e o homem sente alguma coisa, como se alguém estivesse brincando dentro de seu estômago.
quando sente os raios tocando-lhe o corpo ele estende os braços, desejando que o calor o consuma...
mas ele continua ali...
e mais um dia nasce...
memento mori
algumas vezes eu não consigo conviver comigo... minha alma é uma colcha de retalhos de sentimentos e desejos tão grande e tão diversificada que algumas vezes eu realmente nem sei direito o que estou pensando...
10.3.05
o calor
se eu mandasse por aqui, ia mandar pelo menos um mês com neve por ano... (sorriso)
the quest
e eu continuo buscando...
7.3.05
eterno regresso
mas voltar a escrever sempre é bom... e, se alguém puder ler e entender e se sentir um pouquinho como eu, acho que vai ter valido a pena...
(momento totalmente piegas, mas enfim... regressos trazem sentimentos assim, mesmo)
13.2.05
distimia
trata-se de uma maneira de sentir a realidade com tonalidade afetiva depressiva e melancólica sem que, necessariamente, seja considerado uma doença franca continuada. portanto, não há aqui um severo prejuízo das qualidades de vida social ou ocupacional em um grau suficiente para atribuir um caráter patológico, mas a depressão aparece como uma característica existencial dessas pessoas. hoje, a denominação mais correta para esta afetividade depressiva solidamente atrelada à personalidade e sem características limitantes da vida é o chamado transtorno afetivo persisistente do tipo distimia.
conceitualmente entende-se como distimia uma depressão crônica, com sintomatologia não suficientemente grave para podermos classificá-la como transtorno depressivo recorrente.
a característica essencial do transtorno distímico é um humor cronicamente deprimido. na distimia as pessoas se auto-definem como tristes ou "na fossa". em crianças e em alguns adolescentes o humor, originariamente deprimido, pode ser irritável, rebelde ou opositor.
estudos naturalísticos mostram que o comprometimento do funcionamento social e ocupacional da distimia é maior do que o dos episódios depressivos.
