a menina brinca, mostrando seus atributos em movimentos quase desinteressados. ela carrega o fogo das descobertas no coração, a inquietude que queima na pele.
o homem a olha, à distância. ele acompanha os gestos dela com o olhar. seus modos são seguros e cada ato é calculado antes da execução. seus olhos trazem a profundidade do conhecimento do mundo, o corpo tem a impetuosidade marcada na pele.
os olhares se encontram. os sorrisos se seguem. os corpos se atraem.
as bocas trocam frases e beijos. os corpos se enroscam, conhecem um ao outro. trocam a experiência um do outro.
eles se despedem na manhã seguinte. há um ar de melancolia no ar. não sabem se encontram-se novamente.
mas os dois carregam dentro de si uma vontade de mais.
30.5.06
28.5.06
every you and every me
sucker love is heaven sent.
you pucker up, our passion's spent.
my hearts a tart, your body's rent.
my body's broken, yours is bent.
carve your name into my arm.
instead of stressed, i lie here charmed.
cuz there's nothing else to do,
every me and every you.
sucker love, a box i choose.
no other box i choose to use.
another love i would abuse,
no circumstances could excuse.
in the shape of things to come.
too much poison come undone.
cuz there's nothing else to do,
every me and every you.
every me and every you,
every me... he
sucker love is known to swing.
prone to cling and waste these things.
pucker up for heavens sake.
there's never been so much at stake.
i serve my head up on a plate.
it's only comfort, calling late.
cuz there's nothing else to do,
every me and every you.
every me and every you,
every me... he
every me and every you,
every me... he
like the naked leads the blind.
i know i'm selfish, i'm unkind.
sucker love i always find,
someone to bruise and leaves behind.
all alone in space and time.
there's nothing here but what here's mine.
something borrowed, something blue.
every me and every you.
every me and every you,
every me... he
every me and every you,
every me... he
you pucker up, our passion's spent.
my hearts a tart, your body's rent.
my body's broken, yours is bent.
carve your name into my arm.
instead of stressed, i lie here charmed.
cuz there's nothing else to do,
every me and every you.
sucker love, a box i choose.
no other box i choose to use.
another love i would abuse,
no circumstances could excuse.
in the shape of things to come.
too much poison come undone.
cuz there's nothing else to do,
every me and every you.
every me and every you,
every me... he
sucker love is known to swing.
prone to cling and waste these things.
pucker up for heavens sake.
there's never been so much at stake.
i serve my head up on a plate.
it's only comfort, calling late.
cuz there's nothing else to do,
every me and every you.
every me and every you,
every me... he
every me and every you,
every me... he
like the naked leads the blind.
i know i'm selfish, i'm unkind.
sucker love i always find,
someone to bruise and leaves behind.
all alone in space and time.
there's nothing here but what here's mine.
something borrowed, something blue.
every me and every you.
every me and every you,
every me... he
every me and every you,
every me... he
placebo - every you and every me
23.5.06
"eu te amo."
ele mente para ela. sem razão. poderia amá-la. ela era boa para ele. ouvia-lhe, era sincera, gostava da companhia dele e ele gostava de estar com ela.
mas ela era simples.
não conseguia amar a simplicidade e ainda assim, tentava, ingênuo que era (ou teimoso, diriam alguns). queria amar as coisas simples que ela fazia, mas os olhos sempre pareciam vagar em direção ao nada.
queria algo que lhe fizesse sofrer um pouco... que lhe fizesse discordar e discutir.
gostava, principalmente, do sexo depois de uma briga. gostava de se sentir irracional, emoção pura, sem pensamentos, só vontade.
gostava da melancolia que lhe cortava o coração... mesmo que irreal, às vezes, gostava de pensar que era uma pessoa melancólica (achava que se enquadrava assim no hall de pessoas melancólicas que tanto admirara, quando garoto).
a simplicidade de uma flor o apaixonaria... por alguns instantes...
mas uma tempestade o faria chorar só pela beleza do caos.
precisava do caos, no mundo de fora, porque era assim que ele via o seu mundo interior.
e principalmente...
sentir-se melancólico, estranho e atormentado, fazia com que ele sonhasse...
ele mente para ela. sem razão. poderia amá-la. ela era boa para ele. ouvia-lhe, era sincera, gostava da companhia dele e ele gostava de estar com ela.
mas ela era simples.
não conseguia amar a simplicidade e ainda assim, tentava, ingênuo que era (ou teimoso, diriam alguns). queria amar as coisas simples que ela fazia, mas os olhos sempre pareciam vagar em direção ao nada.
queria algo que lhe fizesse sofrer um pouco... que lhe fizesse discordar e discutir.
gostava, principalmente, do sexo depois de uma briga. gostava de se sentir irracional, emoção pura, sem pensamentos, só vontade.
gostava da melancolia que lhe cortava o coração... mesmo que irreal, às vezes, gostava de pensar que era uma pessoa melancólica (achava que se enquadrava assim no hall de pessoas melancólicas que tanto admirara, quando garoto).
a simplicidade de uma flor o apaixonaria... por alguns instantes...
mas uma tempestade o faria chorar só pela beleza do caos.
precisava do caos, no mundo de fora, porque era assim que ele via o seu mundo interior.
e principalmente...
sentir-se melancólico, estranho e atormentado, fazia com que ele sonhasse...
a dança
ele apreciava a dança. sabia olhar nos olhos da parceira, entendia na linguagem do corpo dela o próximo passo, o gesto que se seguiria.
imaginava-se acompanhando-a, sem tocá-la, a milímetros da pele dela.
a precisão era fundamental.
aprendera essa dança há pouco tempo. sempre achara que precisavam dançar juntos, um levando o outro, o tempo todo. mas entendeu que ele se fosse realmente preciso, ela não perceberia o que estava dançando até estar totalmente envolvida no ritmo.
ele precisava conhecê-la primeiro. dirigia-lhe um olhar ou outro... algo quase casual. aproximava-se de leve, despretensioso.
até que ele mudava o olhar (era especialista nisso). esse olhar era misterioso, profundo.
e principalmente, penetrante.
caminhava em direção a ela, ainda de forma despretensiosa, mas o olhar se mantinha fixo.
parava bruscamente, à frente dela. e esperava.
ela nunca sabia o que fazer, à princípio... não conseguia definir o olhar que recebia... seu rosto ficava quente, precisava fazer algo.
então, em algum lugar na mente dela, começava a ouvir um ritmo... algo que parecia antigo... tambores? não conseguia definir... mas não aguentava mais...
e então a dança começava.
ia em direção a ele, para tocá-lo, mas ele se afastava (era imprescindível, nesse momento, se manter a uma distância precisa).
os movimentos dela eram instintivos, agora. tentava se aproximar, os olhos não viam nada além do parceiro.
ele sorri, um sorriso fugidio... adorava cada passo.
o ritmo aumenta de volume e fica mais rápido.
os dois se movem, giram.
a música toma o ar.
ele então faz seu ato final. quando ela não pode mais se livrar, ele a toca, puxando o corpo frágil em direção ao seu, colando-a junto a si.
ele a beija.
outra dança tem início.
imaginava-se acompanhando-a, sem tocá-la, a milímetros da pele dela.
a precisão era fundamental.
aprendera essa dança há pouco tempo. sempre achara que precisavam dançar juntos, um levando o outro, o tempo todo. mas entendeu que ele se fosse realmente preciso, ela não perceberia o que estava dançando até estar totalmente envolvida no ritmo.
ele precisava conhecê-la primeiro. dirigia-lhe um olhar ou outro... algo quase casual. aproximava-se de leve, despretensioso.
até que ele mudava o olhar (era especialista nisso). esse olhar era misterioso, profundo.
e principalmente, penetrante.
caminhava em direção a ela, ainda de forma despretensiosa, mas o olhar se mantinha fixo.
parava bruscamente, à frente dela. e esperava.
ela nunca sabia o que fazer, à princípio... não conseguia definir o olhar que recebia... seu rosto ficava quente, precisava fazer algo.
então, em algum lugar na mente dela, começava a ouvir um ritmo... algo que parecia antigo... tambores? não conseguia definir... mas não aguentava mais...
e então a dança começava.
ia em direção a ele, para tocá-lo, mas ele se afastava (era imprescindível, nesse momento, se manter a uma distância precisa).
os movimentos dela eram instintivos, agora. tentava se aproximar, os olhos não viam nada além do parceiro.
ele sorri, um sorriso fugidio... adorava cada passo.
o ritmo aumenta de volume e fica mais rápido.
os dois se movem, giram.
a música toma o ar.
ele então faz seu ato final. quando ela não pode mais se livrar, ele a toca, puxando o corpo frágil em direção ao seu, colando-a junto a si.
ele a beija.
outra dança tem início.
20.5.06
16.5.06
hell de janeiro
são paulo está tomada. sitiada por bandidos.
na boa... pra mim isso é terrorismo pura e simplesmente.
fico receoso de que isso aconteça no rio. porque será igual ou pior do que em s. paulo.
e eu odeio de verdade quem fica falando que isso aqui é o melhor lugar pra se morar. quem fala algo assim ou é um hipócrita, ou tem uma memória MUITO seletiva...
melhor lugar do mundo... claro. sobe uma favela vestido de policial, à noite... vc vai ter a noite da sua vida.
na boa... pra mim isso é terrorismo pura e simplesmente.
fico receoso de que isso aconteça no rio. porque será igual ou pior do que em s. paulo.
e eu odeio de verdade quem fica falando que isso aqui é o melhor lugar pra se morar. quem fala algo assim ou é um hipócrita, ou tem uma memória MUITO seletiva...
melhor lugar do mundo... claro. sobe uma favela vestido de policial, à noite... vc vai ter a noite da sua vida.
call of cthulhu
ele encontrou o livro no sótão da casa do avô. estava dentro de um baú, lacrado com uma espécie de selo feito com cera.
a capa era recoberta com couro negro. havia um cheiro estranho no livro. um cheiro de algo muito antigo. finalmente tomou coragem para quebrar o lacre. pareceu ter ouvido um sussuro, mas o sótão estava vazio.
só ele e o livro.
ele olha as páginas amareladas e grossas. de alguma maneira, ele reconhece o que está escrito. começa a ler... e não percebe quando deixar de ler em silêncio e começa a falar mais e mais alto.
em algum lugar, nas trevas, algo se move.
o garoto fecha os olhos, entoando mais e mais alto... não precisa mais ler o livro. ele sabe todas as palavras.
ele se vê em outro lugar. em outra época. à sua volta, homens e mulheres dançam de maneira alucinada, as vozes num coro uníssono. clamando, chamando.
ele grita para os céus, chamando um nome antigo.
nuvens cobrem os céus...
chamas queimam as fronteiras do mundo.
as trevas chegam.
ele abre os olhos. o sótão está vazio. o livro está aberto à sua frente.
ele o fecha e coloca dentro do baú. tenta esquecer o que aconteceu.
mas as vozes em sua mente não o deixam.
"ele está vindo", elas dizem.
"ctulhu está vindo".
o corpo do garoto foi encontrado, alguns meses depois. ele atirou na própria cabeça.
ele tentou silenciar as vozes.
a capa era recoberta com couro negro. havia um cheiro estranho no livro. um cheiro de algo muito antigo. finalmente tomou coragem para quebrar o lacre. pareceu ter ouvido um sussuro, mas o sótão estava vazio.
só ele e o livro.
ele olha as páginas amareladas e grossas. de alguma maneira, ele reconhece o que está escrito. começa a ler... e não percebe quando deixar de ler em silêncio e começa a falar mais e mais alto.
em algum lugar, nas trevas, algo se move.
o garoto fecha os olhos, entoando mais e mais alto... não precisa mais ler o livro. ele sabe todas as palavras.
ele se vê em outro lugar. em outra época. à sua volta, homens e mulheres dançam de maneira alucinada, as vozes num coro uníssono. clamando, chamando.
ele grita para os céus, chamando um nome antigo.
nuvens cobrem os céus...
chamas queimam as fronteiras do mundo.
as trevas chegam.
ele abre os olhos. o sótão está vazio. o livro está aberto à sua frente.
ele o fecha e coloca dentro do baú. tenta esquecer o que aconteceu.
mas as vozes em sua mente não o deixam.
"ele está vindo", elas dizem.
"ctulhu está vindo".
o corpo do garoto foi encontrado, alguns meses depois. ele atirou na própria cabeça.
ele tentou silenciar as vozes.
15.5.06
gutter
i once
dreamed of a world
without consequences
without reminders
of this
brutal
gutter
i am collapsed in
once i dreamed
but then
i
woke
up
dreamed of a world
without consequences
without reminders
of this
brutal
gutter
i am collapsed in
once i dreamed
but then
i
woke
up
otep - gutter
14.5.06
todas as coisas são ditas
eu te amo
odeio você
casa comigo
um dia ele vai embora
em cada casa, em cada mente,
existem frases que nunca foram dita.
elas vivem nas sombras,
alimentadas pelo medo.
elas são feitas de dor e sangue
e segredos
e mentiras.
elas sobrevivem, mesmo enterradas
elas sorriem de nós à noite,
quando a realidade parece ter cedido espaço ao sonho.
todas as coisas não ditas,
todas as coisas malditas.
odeio você
casa comigo
um dia ele vai embora
em cada casa, em cada mente,
existem frases que nunca foram dita.
elas vivem nas sombras,
alimentadas pelo medo.
elas são feitas de dor e sangue
e segredos
e mentiras.
elas sobrevivem, mesmo enterradas
elas sorriem de nós à noite,
quando a realidade parece ter cedido espaço ao sonho.
todas as coisas não ditas,
todas as coisas malditas.
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