às vezes (e não têm sido poucas) me sinto como se não pertencesse mesmo a esse lugar... me sinto distante de tanta coisa, distante de certos tipos de comportamentos, de ações...
mas ao mesmo tempo, tenho desejos, ambições e sonhos que todos os homens têm...
odeio ter que pensar que vou trabalhar na mesma profissão o resto da minha vida... que vou ter que agir da mesma maneira frente às pessoas da mesma maneira o resto da minha vida... às vezes fico me sentindo como se estivesse apenas esperando o relógio dar sua badalada final...
mas também sinto o desejo de ver mais do mundo, de compartilhar experiências e de sentir paixão por fazer coisas especiais...
eu não sei se alguém vai entender... mas para mim às vezes é difícil manter minha conexão com as coisas do mundo... eu sei que é um defeito meu... mas às vezes é isso mesmo que sinto...
23.9.04
20.9.04
sonhos...
fecho os olhos e me transporto para outro lugar... outro mundo, em uma época onde tudo é mais simples.
sinto a brisa do final de verão, com aromas que me trazem uma nostalgia tremenda... caminho por campos verdes, observando os antigos montes onde, dizem, encontram-se caminhos antigos para o reino dos deuses.
o sol da tarde toca as construções de pedra dos antigos, tingindo o cinza com tons de um vermelho triste e ao mesmo tempo bonito.
caminho em direção à floresta, escutando o som dos animais e vendo as oferendas do povo para os seres mágicos que ali vivem.
as sombras sempre em movimento formadas pelas árvores dão à paisagem um misticismo... sinto o toque dos deuses em mim, me levando a caminhar em direção ao coração daquele lugar.
de repente, a minha frente, uma clareira se abre por entre as árvores e vejo um lago antigo, escondido ali.
caminho em direção às águas e sinto em toda a sua extensão a força daquele lugar... é como se as vozes de antigos moradores da floresta me acolhessem.
olho para as pequenas ondas formadas nas pedras e penso em guerreiros antigos, indo depositar suas espadas nas águas do lago, esperando que elas precedessem sua entrada no reino dos mortos...
me deito aos pés de um carvalho e fecho novamente meus olhos, tentando tornar todo aquele sonho em realidade...
sinto a brisa do final de verão, com aromas que me trazem uma nostalgia tremenda... caminho por campos verdes, observando os antigos montes onde, dizem, encontram-se caminhos antigos para o reino dos deuses.
o sol da tarde toca as construções de pedra dos antigos, tingindo o cinza com tons de um vermelho triste e ao mesmo tempo bonito.
caminho em direção à floresta, escutando o som dos animais e vendo as oferendas do povo para os seres mágicos que ali vivem.
as sombras sempre em movimento formadas pelas árvores dão à paisagem um misticismo... sinto o toque dos deuses em mim, me levando a caminhar em direção ao coração daquele lugar.
de repente, a minha frente, uma clareira se abre por entre as árvores e vejo um lago antigo, escondido ali.
caminho em direção às águas e sinto em toda a sua extensão a força daquele lugar... é como se as vozes de antigos moradores da floresta me acolhessem.
olho para as pequenas ondas formadas nas pedras e penso em guerreiros antigos, indo depositar suas espadas nas águas do lago, esperando que elas precedessem sua entrada no reino dos mortos...
me deito aos pés de um carvalho e fecho novamente meus olhos, tentando tornar todo aquele sonho em realidade...
living in a large world
cansei de agir como se fosse vítima de tudo...
quero fazer coisas... quero ver lugares e conhecer pessoas especiais...
quero conquistar o mundo... pelo menos o meu mundo.
quero fazer coisas... quero ver lugares e conhecer pessoas especiais...
quero conquistar o mundo... pelo menos o meu mundo.
19.9.04
back...
oi... estou de volta... ainda sem muito para falar, mas pelo menos estou por aqui, não é?
e ouvindo say a little prayer... (sorriso)
e ouvindo say a little prayer... (sorriso)
15.9.04
eu devo parecer a criatura mais estranha do mundo...
quando vou para o trabalho, ou volto para casa... eu me sento num banco do ônibus e fico lá, no meu canto, ouvindo walkman, ou lendo um livro, ou uma revista...
eu sou assim... é o meu jeito de ser...
e não é porque eu não gosto de me misturar não... é porque eu já tentei me misturar um monte de vezes e nunca me encontrei... e acabava frustrado, no final... me sentindo mais sozinho ainda, porque eu havia me esforçado e tinha dado tudo errado...
mas hoje eu vejo que eu também preciso de outras pessoas... preciso ver caras novas... preciso sentir que existem mais pessoas no mundo que se importam com as mesmas coisas que eu... que gostam de coisas que eu gosto...
eu preciso aprender a conviver com esse vazio que sinto na alma... porque eu acho que isso não tem cura... e que preciso aprender a conviver com isso...
preciso aprender também a conviver com a intensidade com que sinto as coisas...
eu sei que vai parecer que estou inventando... mas algumas vezes, eu sinto tanto, algumas coisas, que chega a doer...
e... acho que fiquei um pouco viciado nisso, sabe? sentir essa dorzinha... porque ela é intensa... e é única...
mas isso não faz bem... e eu preciso mesmo aprender a conviver com isso...
ah... palavras, palavras... será que alguém que lê isso aqui entende algo do que escrevo???
quando vou para o trabalho, ou volto para casa... eu me sento num banco do ônibus e fico lá, no meu canto, ouvindo walkman, ou lendo um livro, ou uma revista...
eu sou assim... é o meu jeito de ser...
e não é porque eu não gosto de me misturar não... é porque eu já tentei me misturar um monte de vezes e nunca me encontrei... e acabava frustrado, no final... me sentindo mais sozinho ainda, porque eu havia me esforçado e tinha dado tudo errado...
mas hoje eu vejo que eu também preciso de outras pessoas... preciso ver caras novas... preciso sentir que existem mais pessoas no mundo que se importam com as mesmas coisas que eu... que gostam de coisas que eu gosto...
eu preciso aprender a conviver com esse vazio que sinto na alma... porque eu acho que isso não tem cura... e que preciso aprender a conviver com isso...
preciso aprender também a conviver com a intensidade com que sinto as coisas...
eu sei que vai parecer que estou inventando... mas algumas vezes, eu sinto tanto, algumas coisas, que chega a doer...
e... acho que fiquei um pouco viciado nisso, sabe? sentir essa dorzinha... porque ela é intensa... e é única...
mas isso não faz bem... e eu preciso mesmo aprender a conviver com isso...
ah... palavras, palavras... será que alguém que lê isso aqui entende algo do que escrevo???
tic, tac...
sentada na cama, ela tenta olhar para a escuridão, mas de alguma forma, a escuridão olha de volta.
o único som no quarto é a batida do relógio.
tic, tac.
ela segura o choro, como fez nos últimos meses, guardando dentro de si tudo o que sente.. ela pensa em todas as noites que passou sozinha naquele quarto, enquanto seus sonhos eram dissolvidos, um a um, junto com a substância que ela injetava em seu corpo para acabar com a dor.
no escuro, ela procura um objeto tão familiar. o canivete que ela ganhou do pai... quando mesmo? parecia ter sido uma vida passada.
ela passa os dedos pela lâmina, sentindo um resto de líquido, ainda ali.
o mesmo líquido que se espalha agora por seu colo.
o líquido que sai das aberturas em seu pulso.
ela não sente medo ou dor. ela só procura alívio de tudo.
sentada no escuro, ela espera e escuta as batidas do relógio.
tic, tac.
tic, tac.
tic, tac...
o único som no quarto é a batida do relógio.
tic, tac.
ela segura o choro, como fez nos últimos meses, guardando dentro de si tudo o que sente.. ela pensa em todas as noites que passou sozinha naquele quarto, enquanto seus sonhos eram dissolvidos, um a um, junto com a substância que ela injetava em seu corpo para acabar com a dor.
no escuro, ela procura um objeto tão familiar. o canivete que ela ganhou do pai... quando mesmo? parecia ter sido uma vida passada.
ela passa os dedos pela lâmina, sentindo um resto de líquido, ainda ali.
o mesmo líquido que se espalha agora por seu colo.
o líquido que sai das aberturas em seu pulso.
ela não sente medo ou dor. ela só procura alívio de tudo.
sentada no escuro, ela espera e escuta as batidas do relógio.
tic, tac.
tic, tac.
tic, tac...
odeio política
e odeio eleição para prefeito... é como se a cada ano de eleição eu visse clones dos mesmos candidatos... cara... quando vamos aprender que precisamos mudar as coisas... precisamos muito...
vc olha para a sua cidade, alguns meses antes da eleição e vê obras e mais obras acontecendo...
putz... eu acho isso ridículo...
todo mundo acha que o povo é idiota... mas o pior é que não existe mesmo ninguém diferente em quem votar...
e existem algumas ironias, né...
acho que todo mundo conhece o lindberg, né? aquele da une...
ele quer ser prefeito de nova iguaçu!!!! e pior é que tem boa chance disso...
mas... ele não é de nova iguaçu... não mora aqui... nunca visitou aqui, antes desse ano...
what the hell is happening????????
ah... whatever...
não acredito mais em política brasileira... de verdade... nós já institucionalizamos a corrupção...
as pessoas votam naquele que "rouba, mas faz..."
eu acho isso ridículo... vou achar sempre...
vc olha para a sua cidade, alguns meses antes da eleição e vê obras e mais obras acontecendo...
putz... eu acho isso ridículo...
todo mundo acha que o povo é idiota... mas o pior é que não existe mesmo ninguém diferente em quem votar...
e existem algumas ironias, né...
acho que todo mundo conhece o lindberg, né? aquele da une...
ele quer ser prefeito de nova iguaçu!!!! e pior é que tem boa chance disso...
mas... ele não é de nova iguaçu... não mora aqui... nunca visitou aqui, antes desse ano...
what the hell is happening????????
ah... whatever...
não acredito mais em política brasileira... de verdade... nós já institucionalizamos a corrupção...
as pessoas votam naquele que "rouba, mas faz..."
eu acho isso ridículo... vou achar sempre...
hello... are you there???
eu quero tomar chopp e jogar conversa fora sobre coisas legais...
quero entrar numa loja de quadrinhos e comentar sobre tudo o que existir de legal por lá...
quero poder sentar em um local e ficar olhando as estrelas, sem ter que me explicar porque isso...
quero poder passar a noite escutando música legal, bebendo vinho barato e filosofando sobre o movimento dos planetas...
quero poder ir no cinema, comentar sobre o filme e não receber olhares estranhos...
alguém se habilita à vaga de amigo??????
(sorriso)
quero entrar numa loja de quadrinhos e comentar sobre tudo o que existir de legal por lá...
quero poder sentar em um local e ficar olhando as estrelas, sem ter que me explicar porque isso...
quero poder passar a noite escutando música legal, bebendo vinho barato e filosofando sobre o movimento dos planetas...
quero poder ir no cinema, comentar sobre o filme e não receber olhares estranhos...
alguém se habilita à vaga de amigo??????
(sorriso)
11.9.04
the sound of a heart beat
o som de vozes preenche cada espaço do lugar... ele sente a estática no ar, toda a energia que está contida ali.
percebendo os olhares na escuridão, que percorrem cada centímetro de seu corpo, tentando penetrar em sua alma, ele se sente sufocado pela antecipação.
seu corpo é tomado por todas as emoções que inundam o palco onde ele e seus companheiros se encontram... um altar de veneração para milhares de súditos...
ali eles são mais que homens... são as personificações dos sonhos e esperanças de toda uma geração... eles são deuses, imortais num segundo infinito...
ele fecha os olhos, e lentamente percebe que todo o nervosismo vai embora...
um som toma os seus sentidos... um compasso que ele conhece bem... as batidas de seu coração...
e ele sente todos os conflitos se dissiparem, enquanto ele se entrega ao ritmo daquele som...
então, ao longe, outros sons se mesclam à batida surda em seu peito... ele reconhece a melodia que toma, subitamente o ar, buscando passagem por entre tudo...
e todos os que estão ali se calam, pois naquele segundo, ele também se torna aquele som... a voz de todos...
ele se torna a música.
percebendo os olhares na escuridão, que percorrem cada centímetro de seu corpo, tentando penetrar em sua alma, ele se sente sufocado pela antecipação.
seu corpo é tomado por todas as emoções que inundam o palco onde ele e seus companheiros se encontram... um altar de veneração para milhares de súditos...
ali eles são mais que homens... são as personificações dos sonhos e esperanças de toda uma geração... eles são deuses, imortais num segundo infinito...
ele fecha os olhos, e lentamente percebe que todo o nervosismo vai embora...
um som toma os seus sentidos... um compasso que ele conhece bem... as batidas de seu coração...
e ele sente todos os conflitos se dissiparem, enquanto ele se entrega ao ritmo daquele som...
então, ao longe, outros sons se mesclam à batida surda em seu peito... ele reconhece a melodia que toma, subitamente o ar, buscando passagem por entre tudo...
e todos os que estão ali se calam, pois naquele segundo, ele também se torna aquele som... a voz de todos...
ele se torna a música.
confuso
eu estou meio confuso com algumas coisas que andam acontecendo...
não queria me sentir assim não... mas sou péssimo em esperar por acontecimentos... acho a espera sem nenhuma resposta uma tortura mental...
de qualquer maneira... eu estou esperando... não muito pacientemente...
mas esperançosamente...
não queria me sentir assim não... mas sou péssimo em esperar por acontecimentos... acho a espera sem nenhuma resposta uma tortura mental...
de qualquer maneira... eu estou esperando... não muito pacientemente...
mas esperançosamente...
andando entre os vivos
algumas vezes, quando estou andando em um lugar amplo, onde estão várias pessoas, eu faço uma coisa...
eu ando, olhando para a maior quantidade de pessoas que consigo... tentando sentir cada uma... tentando entrar pelo menos um pouco em cada alma...
se vc prestar bastante atenção, consegue sentir a energia que é trocada entre os corpos... percebe quem carrega fardos grandes, só por sentir o peso na alma da pessoa, ou a alegria de alguém que está com a alma leve...
eu me sinto bem, quando faço isso... me sinto parte daquilo tudo... um dos raros momentos em que me sinto perto do mundo...
eu ando, olhando para a maior quantidade de pessoas que consigo... tentando sentir cada uma... tentando entrar pelo menos um pouco em cada alma...
se vc prestar bastante atenção, consegue sentir a energia que é trocada entre os corpos... percebe quem carrega fardos grandes, só por sentir o peso na alma da pessoa, ou a alegria de alguém que está com a alma leve...
eu me sinto bem, quando faço isso... me sinto parte daquilo tudo... um dos raros momentos em que me sinto perto do mundo...
7.9.04
through the window
enquanto observa os últimos móveis serem colocados dentro do caminhão, ele pensa em tudo o que havia acontecido nos últimos tempos...
não sem lembrava de quando se mudara para lá. sua mãe disse uma vez que foi logo após o seu aniversário de um ano.
enquanto crescia, aprendia todos os segredos daquele lugar que, ficara sabendo, foi contruído por um industrial para acomodar sua grande família. todos os quartos, o porão e o sotão (esse tinha um teto inclinado, que fazia com que qualquer adulto fossem até lá tivessem que se abaixar, para não bater a cabeça. foram diversas e diversas expedições exploratórias pelo jardim enorme, que terminava onde um bosque parecia criar uma cerca invisível, nos fundos.
dois dos homens que estavam carregando os móveis levavam agora a escriva do escritório, onde seu pai costumava passar o dia, escrevendo sobre coisas que o menino ainda não entendia.
ele sentiu uma pontada de tristeza tomar o seu coração, quando se lembrou que nunca mais veria o pai, novamente.
o funeral havia acontecido há algumas semanas mas parecia que tudo acontecera minutos atrás... os amigos de seu pai compraram uma coroa de flores com uma inscrição em negro sobre uma fita branca.
não sentira medo do mundo, naquele dia. apenas uma tristeza profunda e que parecia entorpecer todos os seus sentidos. seu pai havia ido sem que ele desvendasse todos os segredos da relação que eles tinham. sua mãe chorava muito. o menino sentiu que sua mãe sentia medo, pois naquela noite ela foi a seu quarto muitas vezes. ficava parada na porta, olhando-o enquanto ele fingia dormir. por duas vezes ela sentou ao lado do menino, chorando baixo. ele quis consolá-la mas não sabia o que dizer. sentia falta do pai mais do nunca, nessas horas.
quando a sua mãe ligou o carro e fechou os vidros, separando-os daquele que parecia um novo e estranho mundo, o menino colocou a mão no bolso do casaco e tocou o pequeno objeto, sentindo um pouco de calor chegar a seu coração.
o pequeno prisma de cristal com um pequeno globo incrustrado dentro sempre fora o objeto que mais chamava a sua atenção, na escrivaninha do pai... e agora era dele. uma lembrança de um mundo que havia terminado.
sabia que seu pai sempre estaria com ele, enquanto tivesse aquele prisma.
não sem lembrava de quando se mudara para lá. sua mãe disse uma vez que foi logo após o seu aniversário de um ano.
enquanto crescia, aprendia todos os segredos daquele lugar que, ficara sabendo, foi contruído por um industrial para acomodar sua grande família. todos os quartos, o porão e o sotão (esse tinha um teto inclinado, que fazia com que qualquer adulto fossem até lá tivessem que se abaixar, para não bater a cabeça. foram diversas e diversas expedições exploratórias pelo jardim enorme, que terminava onde um bosque parecia criar uma cerca invisível, nos fundos.
dois dos homens que estavam carregando os móveis levavam agora a escriva do escritório, onde seu pai costumava passar o dia, escrevendo sobre coisas que o menino ainda não entendia.
ele sentiu uma pontada de tristeza tomar o seu coração, quando se lembrou que nunca mais veria o pai, novamente.
o funeral havia acontecido há algumas semanas mas parecia que tudo acontecera minutos atrás... os amigos de seu pai compraram uma coroa de flores com uma inscrição em negro sobre uma fita branca.
não sentira medo do mundo, naquele dia. apenas uma tristeza profunda e que parecia entorpecer todos os seus sentidos. seu pai havia ido sem que ele desvendasse todos os segredos da relação que eles tinham. sua mãe chorava muito. o menino sentiu que sua mãe sentia medo, pois naquela noite ela foi a seu quarto muitas vezes. ficava parada na porta, olhando-o enquanto ele fingia dormir. por duas vezes ela sentou ao lado do menino, chorando baixo. ele quis consolá-la mas não sabia o que dizer. sentia falta do pai mais do nunca, nessas horas.
quando a sua mãe ligou o carro e fechou os vidros, separando-os daquele que parecia um novo e estranho mundo, o menino colocou a mão no bolso do casaco e tocou o pequeno objeto, sentindo um pouco de calor chegar a seu coração.
o pequeno prisma de cristal com um pequeno globo incrustrado dentro sempre fora o objeto que mais chamava a sua atenção, na escrivaninha do pai... e agora era dele. uma lembrança de um mundo que havia terminado.
sabia que seu pai sempre estaria com ele, enquanto tivesse aquele prisma.
5.9.04
white sound
a estática de um rádio sem sintonia é chamada de som branco... é quando sabemos que não há ninguém lá fora, se comunicando com a gente...
é assim que vejo a minha vida, de vez em quando... que tudo é estática... ruído branco...
algumas vezes eu preciso de algumas respostas... outras eu penso que não há resposta alguma, de verdade... só um monte de perguntas e incertezas... que tenho que me acostumar com isso...
tem dias que tenho vontade de sair caminhando por aí... de não parar até deixar o mundo inteiro para trás... mas eu acabo voltando para casa... sem nem mesmo saber por quê...
sei que eu erro muito... sei mesmo... mas algumas vezes parece que todos os erros são meus... e isso eu não acho muito legal... mas eu estou tentando não me importar com isso, agora... porque eu preciso aprender um monte de coisas, ainda... preciso trocar de estação... preciso aprender a me ver de outra maneira...
e acho que estou indo pelo caminho certo... :)
é assim que vejo a minha vida, de vez em quando... que tudo é estática... ruído branco...
algumas vezes eu preciso de algumas respostas... outras eu penso que não há resposta alguma, de verdade... só um monte de perguntas e incertezas... que tenho que me acostumar com isso...
tem dias que tenho vontade de sair caminhando por aí... de não parar até deixar o mundo inteiro para trás... mas eu acabo voltando para casa... sem nem mesmo saber por quê...
sei que eu erro muito... sei mesmo... mas algumas vezes parece que todos os erros são meus... e isso eu não acho muito legal... mas eu estou tentando não me importar com isso, agora... porque eu preciso aprender um monte de coisas, ainda... preciso trocar de estação... preciso aprender a me ver de outra maneira...
e acho que estou indo pelo caminho certo... :)
alguma coisa se move nas sombras
domingo à noite é uma das piores horas de toda a semana... não sei se é a proximidade com a segunda-feira, se é a sensação de fim de um ciclo, mas o domingo à noite é estranho...
welcome back, me!
oi... é isso mesmo... tô voltando a escrever... não sei se isso vai durar, ou se é mais uma coisa passageira... o que eu sei é que quero me sentir melhor... chega de ser só uma sombra de quem eu era... eu quero mais... quero ser melhor do que eu era...
e voltar a escrever é uma parte dessa tentativa...
espero que alguém aí entenda o que quero dizer...
(sorriso)
e voltar a escrever é uma parte dessa tentativa...
espero que alguém aí entenda o que quero dizer...
(sorriso)
before dawn
ele olha para os seus irmãos que ainda estão dormindo e reflete sobre sua própria vida. ele nunca conseguira dormir na véspera de uma batalha... se mantinha acordado, como um espírito, um fionúir, caminhando por entre as trevas, incapaz de descansar.
sentia no ar o cheiro das fogueiras que os druidas ascenderam, para fazer seus feitiços. queria ter perguntado a orthanach sobre o que os deuses disseram sobre o dia de amanhã, mas isso pouco importava para ele, agora.
presságios são para reis... guerreiros só precisam rezar para que suas vidas terminem rapidamente, em um campo de batalha...
guerreiro? sim... era isso que o pequeno lonán havia se tornado... poucos anos haviam se passado desde que os meninos da vila o chamavam de pássaro negro, por causa de seu cabelo escuro como a noite, mas os anos haviam trazido inúmeras batalhas à sua vida.
tudo o que acontecera de importante na vida de lonán acontecera durante as batalhas que assolavam interminantemente o solo da bretanha. todas as coisas boas e as ruins aconteceram durante o caos criado pelos guerreiros. ele imaginava se isso teria sido uma brincadeira dos deuses.
ah, os deuses pareciam estar brincando demais com a vida dos homens, nesses dias... principalmente os deuses do sangue e do fogo...
macha e seus corvos farão um banquete amanhã, levando embora em suas garras os olhos dos homens mortos...
mas a cabeça de loán não estava ali... ele passara a noite pensando se seu senhor chegara com segurança ao caer... se ele houvesse caído, nem mesmo os deuses poderiam proteger a bretanha de ser tomada pelos saxões. não havia em todo o mundo um homem que pudesse reunir novamente todas as tribos...
e se o homem que o criara como um filho houver morrido, não haveria mais ninguém capaz de proteger líobhan.
não... não deveria pensar em líobhan agora... não poderia se permitir sentir medo de perdê-la...
ele subiu um pequeno monte, perto de onde os homens haviam levantado acampamento e sentou-se, esperando a manhã... esperando a morte...
sentia no ar o cheiro das fogueiras que os druidas ascenderam, para fazer seus feitiços. queria ter perguntado a orthanach sobre o que os deuses disseram sobre o dia de amanhã, mas isso pouco importava para ele, agora.
presságios são para reis... guerreiros só precisam rezar para que suas vidas terminem rapidamente, em um campo de batalha...
guerreiro? sim... era isso que o pequeno lonán havia se tornado... poucos anos haviam se passado desde que os meninos da vila o chamavam de pássaro negro, por causa de seu cabelo escuro como a noite, mas os anos haviam trazido inúmeras batalhas à sua vida.
tudo o que acontecera de importante na vida de lonán acontecera durante as batalhas que assolavam interminantemente o solo da bretanha. todas as coisas boas e as ruins aconteceram durante o caos criado pelos guerreiros. ele imaginava se isso teria sido uma brincadeira dos deuses.
ah, os deuses pareciam estar brincando demais com a vida dos homens, nesses dias... principalmente os deuses do sangue e do fogo...
macha e seus corvos farão um banquete amanhã, levando embora em suas garras os olhos dos homens mortos...
mas a cabeça de loán não estava ali... ele passara a noite pensando se seu senhor chegara com segurança ao caer... se ele houvesse caído, nem mesmo os deuses poderiam proteger a bretanha de ser tomada pelos saxões. não havia em todo o mundo um homem que pudesse reunir novamente todas as tribos...
e se o homem que o criara como um filho houver morrido, não haveria mais ninguém capaz de proteger líobhan.
não... não deveria pensar em líobhan agora... não poderia se permitir sentir medo de perdê-la...
ele subiu um pequeno monte, perto de onde os homens haviam levantado acampamento e sentou-se, esperando a manhã... esperando a morte...
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