eu sei que sou igual a todo mundo... mas ainda assim, sei que sou deslocado.
devo ser o resultado de uma matriz de transformação aplicada sobre um humano normal.
27.1.06
como pode um encontro de algumas horas marcar dias da vida de uma pessoa?
ok. homens são animais visuais... eu vi a casca e achei interessante, de verdade... mas foram os poucos vislumbres do que havia por dentro que me deixaram intrigado.
sonhei com olhos que me eram os portais de um reino feito de carne e sangue... pulsando de desejos escondidos...
ok. homens são animais visuais... eu vi a casca e achei interessante, de verdade... mas foram os poucos vislumbres do que havia por dentro que me deixaram intrigado.
sonhei com olhos que me eram os portais de um reino feito de carne e sangue... pulsando de desejos escondidos...
acho que abri e fechei a página do blogger 3 vezes, hoje...
não sei se é o calor... não sei se são todas as coisas que estão passando em minha cabeça, agora... mas nesse momento, as coisas parecem um tanto quanto nebulosas...
não num sentido ruim... só que é mais ou menos uma daquelas horas em que vc precisa escolher um caminho. e sendo eu quem eu sou, é claro que esse caminho de alguma maneira envolve o meu coração.
é difícil, saber até quando uma impressão é só uma impressão. é difícil lembrar os caminhos tomados no passado, as coisas que eles ensinaram a não fazer...
mas é importante utilizar as coisas que os caminhos trilhados ensinam que são certas para nós...
mas eu continuo olhando para os vários caminhos que se apresentam, sem imaginar qual tomar... ia ser legal se eu pudesse ver no que eles vão dar.
alguém empresta uma delorean?
não rola, né?
ok...
fecho os olhos e sigo na direção que os meus outros sentidos me levarem...
onde eles me levarem... bom, é lá que vou estar.
não sei se é o calor... não sei se são todas as coisas que estão passando em minha cabeça, agora... mas nesse momento, as coisas parecem um tanto quanto nebulosas...
não num sentido ruim... só que é mais ou menos uma daquelas horas em que vc precisa escolher um caminho. e sendo eu quem eu sou, é claro que esse caminho de alguma maneira envolve o meu coração.
é difícil, saber até quando uma impressão é só uma impressão. é difícil lembrar os caminhos tomados no passado, as coisas que eles ensinaram a não fazer...
mas é importante utilizar as coisas que os caminhos trilhados ensinam que são certas para nós...
mas eu continuo olhando para os vários caminhos que se apresentam, sem imaginar qual tomar... ia ser legal se eu pudesse ver no que eles vão dar.
alguém empresta uma delorean?
não rola, né?
ok...
fecho os olhos e sigo na direção que os meus outros sentidos me levarem...
onde eles me levarem... bom, é lá que vou estar.
24.1.06
a fumaça preenchia o ar com cheiro de pólvora, enquanto os ouvidos dele ecoavam o barulho da revólver enferrujado.
no chão, um corpo parece estranhamente desprovido de humanidade, pela maneira como as pernas estavam dispostas. o sangue espesso e escuro formava uma poça, que refletia as luzes amarelas da iluminação de rua.
o homem com a arma não sentia nada. como o corpo estendido à sua frente, ele estava desprovido de alma.
ela lhe foi tomada aos poucos, diluída em copos cheios de bebida barata, em bares sujos onde ele se escondia da frustração de não conseguir mais trabalho.
ainda reside dentro dele uma lembrança que parece distante, sem foco, como um filme antigo: uma mulher (sua esposa?) reclamando de não ter comida em casa ela carregava uma criança nos braços e outra dentro de seu corpo (seus filhos? não se lembrava). eles discutiram. ele bateu nela.
ela revida com a faca...
o corpo dela e das crianças foi encontrado pelo vizinho, dias depois. o homem nunca voltou lá.
vivera na rua, desde então.
tornou-se viciado.
roubava para comprar mais pedras, pra queimar todas as dores do mundo na fumaça de um cachimbo improvisado de restos de lixo.
abaixou-se para pegar a carteira do homem. vasculhou-a, à procura de dinheiro. havia pouco. em um dos bolsos, uma foto de uma mulher e uma criança.
jogou-a fora.
levantou, dando uma última olhada para baixo. queria ter tido mais sorte... aquela grana ia dar para pouco crack.
colocou a arma por dentro da calça e se afastou.
não sente pena do homem.
ele também sabe o que é estar morto.
no chão, um corpo parece estranhamente desprovido de humanidade, pela maneira como as pernas estavam dispostas. o sangue espesso e escuro formava uma poça, que refletia as luzes amarelas da iluminação de rua.
o homem com a arma não sentia nada. como o corpo estendido à sua frente, ele estava desprovido de alma.
ela lhe foi tomada aos poucos, diluída em copos cheios de bebida barata, em bares sujos onde ele se escondia da frustração de não conseguir mais trabalho.
ainda reside dentro dele uma lembrança que parece distante, sem foco, como um filme antigo: uma mulher (sua esposa?) reclamando de não ter comida em casa ela carregava uma criança nos braços e outra dentro de seu corpo (seus filhos? não se lembrava). eles discutiram. ele bateu nela.
ela revida com a faca...
o corpo dela e das crianças foi encontrado pelo vizinho, dias depois. o homem nunca voltou lá.
vivera na rua, desde então.
tornou-se viciado.
roubava para comprar mais pedras, pra queimar todas as dores do mundo na fumaça de um cachimbo improvisado de restos de lixo.
abaixou-se para pegar a carteira do homem. vasculhou-a, à procura de dinheiro. havia pouco. em um dos bolsos, uma foto de uma mulher e uma criança.
jogou-a fora.
levantou, dando uma última olhada para baixo. queria ter tido mais sorte... aquela grana ia dar para pouco crack.
colocou a arma por dentro da calça e se afastou.
não sente pena do homem.
ele também sabe o que é estar morto.
uma pequena história...
o olhar dela parece procurar por sinais de que ele é mesmo o garoto que ela conhecera, no passado. os cabelos dele estavam curtos, os fios prateados brilhavam e lhe davam aparência de pessoa mais velho ao mesmo tempo em que contrastavam com o olhar curioso e carregado de significado de uma criança.
ele corria o olhar pelo mundo, sempre procurando, investigando e questionando as coisas que aconteciam a sua volta.
ela pensava algumas vezes que nada seria grande o bastante para ele, porque ele tinha uma alma que não saciava com nada.
ele imaginou no passado que havia algo que fosse preencher o buraco em sua alma... mas sabia agora que não havia uma só resposta. precisava encontrar respostas todos os dias...
a noite de verão estava amena. os cabelos dela balançavam ao sabor da brisa que vinha do mar... eles caminhavam lado a lado, quase sem dizer nada.
eles pararam por alguns momentos e ele mostrou a ela um banco. eles se sentaram.
o barulho das ondas quebrando de encontro à mureta era o tudo o que se podia ouvir.
ela pegou a mão dele, acariciando de leve os dedos, sentindo a pele... ele sempre ficava sem jeito com as manifestações de carinho gratuitas dela... sorriu um pouco sem jeito e voltou a olhar o oceano.
começaram a conversar... como não conversavam a tempos... sem pressa... sem hora para terminar... pela primeira vez os dois sentiram que estavam falando tudo e estavam sendo escutados.
a lua correu pelos céus, olhando pelos dois... parecia querer participar da conversa, da forma em que parecia mandar seus raios prateados na direção da praia.
ela chorou... por tudo o que acontecera antes... por tudo o que acontecera desde então... por tudo, enfim... ele a abraçou, forte, tomando-a toda em seus braços. ele a deitou e colocou a cabeça dela em seu colo, fazendo carinho em seus cabelos. ela adormeceu ali, nos braços dele.
e as ondas dançavam mais abaixo, iluminadas por uma lua de verão.
ele corria o olhar pelo mundo, sempre procurando, investigando e questionando as coisas que aconteciam a sua volta.
ela pensava algumas vezes que nada seria grande o bastante para ele, porque ele tinha uma alma que não saciava com nada.
ele imaginou no passado que havia algo que fosse preencher o buraco em sua alma... mas sabia agora que não havia uma só resposta. precisava encontrar respostas todos os dias...
a noite de verão estava amena. os cabelos dela balançavam ao sabor da brisa que vinha do mar... eles caminhavam lado a lado, quase sem dizer nada.
eles pararam por alguns momentos e ele mostrou a ela um banco. eles se sentaram.
o barulho das ondas quebrando de encontro à mureta era o tudo o que se podia ouvir.
ela pegou a mão dele, acariciando de leve os dedos, sentindo a pele... ele sempre ficava sem jeito com as manifestações de carinho gratuitas dela... sorriu um pouco sem jeito e voltou a olhar o oceano.
começaram a conversar... como não conversavam a tempos... sem pressa... sem hora para terminar... pela primeira vez os dois sentiram que estavam falando tudo e estavam sendo escutados.
a lua correu pelos céus, olhando pelos dois... parecia querer participar da conversa, da forma em que parecia mandar seus raios prateados na direção da praia.
ela chorou... por tudo o que acontecera antes... por tudo o que acontecera desde então... por tudo, enfim... ele a abraçou, forte, tomando-a toda em seus braços. ele a deitou e colocou a cabeça dela em seu colo, fazendo carinho em seus cabelos. ela adormeceu ali, nos braços dele.
e as ondas dançavam mais abaixo, iluminadas por uma lua de verão.
22.1.06
hell de janeiro
marcio olha para a tela em branco, à sua frente. o cursor pisca, impaciente, esperando por alguma idéia.
- droga! acho que meu cérebro derreteu...
- droga! acho que meu cérebro derreteu...
eu gostaria muito, muito, muito que um dia vc percebesse que o que eu te digo é porque eu me preocupo com vc...
mesmo que pareça tosco, pra vc... que seja muito contra os seus princípios...
eu tenho vontade de cuidar... me preocupo de verdade... é por isso que falo algumas coisas que vc não gosta.
mas vc não gosta de pensar que eu estou certo... então eu me sinto frustrado, porque eu sei que as coisas poderiam ser mais fáceis pra vc...
mas, olha... tenta só não se meter em encrencas, ok?
e se cuida. de verdade!
mesmo que pareça tosco, pra vc... que seja muito contra os seus princípios...
eu tenho vontade de cuidar... me preocupo de verdade... é por isso que falo algumas coisas que vc não gosta.
mas vc não gosta de pensar que eu estou certo... então eu me sinto frustrado, porque eu sei que as coisas poderiam ser mais fáceis pra vc...
mas, olha... tenta só não se meter em encrencas, ok?
e se cuida. de verdade!
21.1.06
raven's land
raven's land upon her hair
clouds adrift on her skin
a smile that tugs upon my soul
and whispers gently in my ear.
eyes of honey look me down
lips like roses line her mouth
steely arrows in the air
are wilted flowers at her toes
and if you ask me how i know
what she looks like, i will tell you,
"she left yesterday."
eyes are east and lips are west
pulls my head against her breast.
logic, north and lust is south,
pulls my fingers to her mouth
legs are firm as canyon walls
from leaping high above the moon.
when she drifts down on the air,
the ground can't wait to kiss her toes
clouds adrift on her skin
a smile that tugs upon my soul
and whispers gently in my ear.
eyes of honey look me down
lips like roses line her mouth
steely arrows in the air
are wilted flowers at her toes
and if you ask me how i know
what she looks like, i will tell you,
"she left yesterday."
eyes are east and lips are west
pulls my head against her breast.
logic, north and lust is south,
pulls my fingers to her mouth
legs are firm as canyon walls
from leaping high above the moon.
when she drifts down on the air,
the ground can't wait to kiss her toes
voltaire - raven's land
18.1.06
the edge
o vento sopra por sobre o abismo. o homem caminha em direção à beira, observando o horizonte, à distância.
ele sente o abraço dos ventos em seu corpo, sussuros de antigos sonhos chegam-lhe aos ouvidos... segredos revelados a poucos.
ele olha para o abismo, abaixo. o vento parece chamá-lo. uma doce voz feminina o encoraja, enquanto toca-lhe o rosto, em forma de brisa doce.
o homem abre os braços e se entrega aos ventos e ao abismo...
então, ele sente a mudança.
ele bate os braços, agora em forma de asas negras, e se eleva, brincando nas correntes de ar... ele está livre.
e um corvo parte em busca de novos caminhos, voando alto, com um brilho novo no olhar...
ele sente o abraço dos ventos em seu corpo, sussuros de antigos sonhos chegam-lhe aos ouvidos... segredos revelados a poucos.
ele olha para o abismo, abaixo. o vento parece chamá-lo. uma doce voz feminina o encoraja, enquanto toca-lhe o rosto, em forma de brisa doce.
o homem abre os braços e se entrega aos ventos e ao abismo...
então, ele sente a mudança.
ele bate os braços, agora em forma de asas negras, e se eleva, brincando nas correntes de ar... ele está livre.
e um corvo parte em busca de novos caminhos, voando alto, com um brilho novo no olhar...
bonfire
ele prepara o boneco de palha com carinho... em seu íntimo, deposita ali todos os sonhos que não puderam ser realizados... pequenas lembranças de dias felizes que nunca aconteceram... uma parte de sua alma habita agora o pequeno receptáculo em forma de um pequeno ser humano.
ele observa o fogo, o transformador. vida e morte em forma de energia pura.
e ele reza para o fogo... pede a ele que consuma a culpa e as dores... pede que a sua luz indique um caminho seguro à pequena alma do boneco.
as chamas dançam, e ele pensa em todos os fogos que foram acesos no passado.
o boneco é entregue ao fogo...
ele observa a palha se consumindo... "transformação", ele pensa. "porque tudo precisa mudar, precisa passar, para que o mundo e a vida continue."
a fumaça branca se eleva, rumo ao céu... carregando em seus braços etéreos promessas de novos dias.
ele observa o fogo, o transformador. vida e morte em forma de energia pura.
e ele reza para o fogo... pede a ele que consuma a culpa e as dores... pede que a sua luz indique um caminho seguro à pequena alma do boneco.
as chamas dançam, e ele pensa em todos os fogos que foram acesos no passado.
o boneco é entregue ao fogo...
ele observa a palha se consumindo... "transformação", ele pensa. "porque tudo precisa mudar, precisa passar, para que o mundo e a vida continue."
a fumaça branca se eleva, rumo ao céu... carregando em seus braços etéreos promessas de novos dias.
16.1.06
15.1.06
feathery wings
you, there on the bridge
where have you been, whats your name?
and you, there you on the wall
where will you go to once you fall?
you, lost at sea
do you need me, do you need directions?
hey, put down the gun
what are you thinking?
you were someone's son
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
a long, long time ago i fell to this place
from another dimension
and thrust amongst the beasts
and they way they behave borders on dementia
now through all these years
i can barely take it
i don't think i can make it
take me away from here
i want to go home
i'm so sick and tired of the
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
as you standing at the edge of your life
what do you remember?
was it all you wanted?
i'm trying to earn a set of feathery wings
i wish i could protect you here
oh, please don't cry
now smile as you're standing
at the edge of your life
your troubles are over
mine are just beginning
i'm trying to earn a set of feathery wings
to take me away from here
its me you leave behind
if only i could have been there
i'd be a hand for the sinking
if only i could have been there
i'd be a prayer for the dying
see the pain etched in my face
i'm so sick and tired of
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
as you're standing at the edge of your life
what do you remember was it all you wanted
i'm trying to earn a set of feathery wings
i wish i could protect you here
oh, please don't cry
now smile as you're standing
at the edge of your life
your troubles are over
mine are just beginning
i'm trying to earn a set of feathery wings
to take me away from here
its me you leave
you're gone from here
don't leave from here
don't leave me here
i hate it here
you're gone from here
don't leave me here
i need you here
i need to see you smile
voltaire - feathery wings
essa música é linda... linda.
where have you been, whats your name?
and you, there you on the wall
where will you go to once you fall?
you, lost at sea
do you need me, do you need directions?
hey, put down the gun
what are you thinking?
you were someone's son
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
a long, long time ago i fell to this place
from another dimension
and thrust amongst the beasts
and they way they behave borders on dementia
now through all these years
i can barely take it
i don't think i can make it
take me away from here
i want to go home
i'm so sick and tired of the
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
as you standing at the edge of your life
what do you remember?
was it all you wanted?
i'm trying to earn a set of feathery wings
i wish i could protect you here
oh, please don't cry
now smile as you're standing
at the edge of your life
your troubles are over
mine are just beginning
i'm trying to earn a set of feathery wings
to take me away from here
its me you leave behind
if only i could have been there
i'd be a hand for the sinking
if only i could have been there
i'd be a prayer for the dying
see the pain etched in my face
i'm so sick and tired of
the taste of tears
the sting of pain
the smell of fear
the sounds of crying
as you're standing at the edge of your life
what do you remember was it all you wanted
i'm trying to earn a set of feathery wings
i wish i could protect you here
oh, please don't cry
now smile as you're standing
at the edge of your life
your troubles are over
mine are just beginning
i'm trying to earn a set of feathery wings
to take me away from here
its me you leave
you're gone from here
don't leave from here
don't leave me here
i hate it here
you're gone from here
don't leave me here
i need you here
i need to see you smile
voltaire - feathery wings
essa música é linda... linda.
14.1.06
eu estava em uma drogaria, procurando remédio para gripe, há umas semanas atrás (por falar nisso, eu não sei qual a diferença entre naldecon dia e naldecon noite. os dois tiveram o mesmo efeito em mim!) e aí vi uma velhinha caminhando por entre as prateleiras. resolvi ficar observando-a.
escondi-me por trás de alguns pacotes de fraldas e eu tenho que dizer que fiquei intrigado com o comportamento da dita senhora: ela parecia estar se divertindo, entre as milhares de embalagens de medicamentos. escolhendo entre o melhor remédio para pressão, vendo os lançamentos da área de antiinflamatórios, conversando com o balconista sobre qual o melhor expectorante levar para o marido com problema de tosse, em casa.
é um pouco engraçado, não sei se já perceberam, quando um grupo de velhinhos se encontra e começam a conversar... passam-se alguns minutos e um deles fala das dores na coluna, enquanto outra reclama de dificuldade de urinar. pra quem chega desavisado, parece que estão disputando qual deles tem maiores problemas de saúde.
acho que é um pouco uma briga por atenção. devem se sentir abandonados e quando encontram alguém disposto a conversar, acabam falando dos problemas.
uma bizarra maneira de chamar a atenção.
o fato é que a velhinha da farmácia parecia estar se deliciando com as explicações do balconista (certamente formado em farmácia, afinal, estava dando dicas a ela do que tomar).
- não. esse aqui a senhora toma 3 vezes ao dia, logo após uma refeição.
- hummm... e é pra que mesmo?
- pra coluna. é um antiinflamatório novo.
- ah! que bom. o que eu tomava já não tá fazendo efeito... precisava de uma coisa mais forte.
- bem... se a senhora quiser, tenho esse outro aqui, ó...
o rapaz puxou a velhinha para um canto e mostrou a ela uma caixa, olhando para os lados, preocupado.
- ó... tem esse outro aqui... coisa novíssima... direto do laboratório nos estados unidos. ainda estão testando em cobaias.
os olhos da velhinha brilharam de emoção.
- eu vou querer 2 caixas!
e foi, toda serelepe, para o caixa...
ouvi dizer que tem uma senhora em s. paulo que tá cultivando os seus próprios vírus e bactérias, tentando achar uma cepa totalmente nova, resistente aos antibióticos mais poderosos.
é praticamente uma guerra biológica...
escondi-me por trás de alguns pacotes de fraldas e eu tenho que dizer que fiquei intrigado com o comportamento da dita senhora: ela parecia estar se divertindo, entre as milhares de embalagens de medicamentos. escolhendo entre o melhor remédio para pressão, vendo os lançamentos da área de antiinflamatórios, conversando com o balconista sobre qual o melhor expectorante levar para o marido com problema de tosse, em casa.
é um pouco engraçado, não sei se já perceberam, quando um grupo de velhinhos se encontra e começam a conversar... passam-se alguns minutos e um deles fala das dores na coluna, enquanto outra reclama de dificuldade de urinar. pra quem chega desavisado, parece que estão disputando qual deles tem maiores problemas de saúde.
acho que é um pouco uma briga por atenção. devem se sentir abandonados e quando encontram alguém disposto a conversar, acabam falando dos problemas.
uma bizarra maneira de chamar a atenção.
o fato é que a velhinha da farmácia parecia estar se deliciando com as explicações do balconista (certamente formado em farmácia, afinal, estava dando dicas a ela do que tomar).
- não. esse aqui a senhora toma 3 vezes ao dia, logo após uma refeição.
- hummm... e é pra que mesmo?
- pra coluna. é um antiinflamatório novo.
- ah! que bom. o que eu tomava já não tá fazendo efeito... precisava de uma coisa mais forte.
- bem... se a senhora quiser, tenho esse outro aqui, ó...
o rapaz puxou a velhinha para um canto e mostrou a ela uma caixa, olhando para os lados, preocupado.
- ó... tem esse outro aqui... coisa novíssima... direto do laboratório nos estados unidos. ainda estão testando em cobaias.
os olhos da velhinha brilharam de emoção.
- eu vou querer 2 caixas!
e foi, toda serelepe, para o caixa...
ouvi dizer que tem uma senhora em s. paulo que tá cultivando os seus próprios vírus e bactérias, tentando achar uma cepa totalmente nova, resistente aos antibióticos mais poderosos.
é praticamente uma guerra biológica...
12.1.06
pecados dos pais
eles tocam as pontas das espadas, num segundo quase eterno, enquanto os olhos esquadrinham cada movimento do corpo do adversário.
ao redor dos dois, o som de metal e gritos humanos impera sob os céus escuros de nuvens do início do inverno. fumaça negra toma o ar, tornando a visão dos homens se digladiando quase como o cenário de um pesadelo.
o jovem vestindo a armadura da cor das nuvens de tempestade não ouve os sons da batalha à sua volta... não sente o cheiro de sangue e fumaça no ar... nada mais existe à sua volta, além de seu adversário, de tudo o que o homem à sua frente representa de todos os anos de ódio, abandono e rancor. ele viveu a vida inteira por esse momento.
e não será derrotado.
o grande rei avalia o inimigo que tem metade da sua idade. os olhos negros do rapaz estão vidrados, olhando algo que parece estar além. ele sabe que aqueles olhos só são capazes de enxergar a vingança que foi planejada por anos e que agora espera o momento final, como uma serpente espera o momento do bote, com os dentes repletos de veneno mortal. o grande rei sabe o que aquela batalha entre os dois representa.
e ele não pode ser derrotado.
os homens batem as espadas, golpe após golpe.
faíscas voam para o ar quando as duas lâminas se tocam. as histórias que narraram esses eventos falarão que os próprios deuses desceram dos céus para assistir ao imbate.
metal contra metal. força contra força. e nenhum dos dois afasta-se.
o jovem ataca sempre, procurando uma brecha entre as defesas do homem à sua frente. por instantes ele reconhece semblante do inimigo traços que ele mesmo carrega consigo. por trás das cicatrizes, está um rosto que ele reconhece como seu. e isso só aumenta o ódio e a força nos golpes.
o grande rei defende-se, tentando afastar os golpes do jovem. por dentro ele se culpa por nunca ter procurado aquela criança. o jovem só conheceu o esquecimento em sua vida. naquele momento, o grande rei quis terminar com a batalha. não havia sentido naquilo. mas ele se lembra dos caminhos que ele percorreu e de todos os erros que cometeu, em nome de um sonho que, ele agora sabe, nunca poderá ser realizado.
corvos sobrevoam o ar, esperando pelo fim de tudo, para levar embora a alma dos homens mortos e se alimentarem de seus corpos vazios.
o grande rei sente o fio da lâmina sobre o ombro esquerdo, seguido de um jorro quente que desce pelo braço. o corte não foi profundo demais, mas o braço agora está imobilizado. a dor o faz esquecer de quem ele está combatendo e ele se transforma no guerreiro de outrora, selvagem, quase inumano, tomado por um frenesi assassino, ele deseja o sangue do garoto em sua espada.
ele avança sobre o rapaz, golpe após golpe, gritando como um dos monstros das antigas lendas. naquele momento, o grande rei dos homens não havia mais. ali estava o rei urso, mortal... sedento de sangue.
a chuva começa a cair novamente, fazendo com que os dois homens percam o equilíbrio, dando a vantagem ao outro, por alguns instantes. mas nenhum dos dois esmorece. naquele local não havia espaço para a derrota.
o garoto levanta-se e avança em direçao ao homem, com a espada erguida, ele sente o seu golpe atravessar a cota de malha do inimigo. o sangue molha-lhe as mãos.
tudo fica escuro.
o jovem de cabelos e olhos negros sente o gosto do próprio sangue na boca. com os olhos arregalados, ele percebe a lâmina da espada real em seu peito.
os dois homens... os dois maiores guerreiros de todos os tempos se entreolham. dois corpos, unidos uma única vez em toda a vida, pelas lâminas de suas espadas, atravessadas em seus corpos.
o jovem olha para o grande rei e percebe, pela primeira vez na vida, que o ódio não foi o bastante. nunca seria o bastante.
o grande rei ajoelha-se enquanto ele olha para o jovem e um lágrima escorre-lhe os rosto, misturada com a chuva e o sangue.
os dois se abraçam, pela primeira vez.
pela primeira vez eles são pai e filho.
e pela última vez, o silêncio se fez no mundo.
ao redor dos dois, o som de metal e gritos humanos impera sob os céus escuros de nuvens do início do inverno. fumaça negra toma o ar, tornando a visão dos homens se digladiando quase como o cenário de um pesadelo.
o jovem vestindo a armadura da cor das nuvens de tempestade não ouve os sons da batalha à sua volta... não sente o cheiro de sangue e fumaça no ar... nada mais existe à sua volta, além de seu adversário, de tudo o que o homem à sua frente representa de todos os anos de ódio, abandono e rancor. ele viveu a vida inteira por esse momento.
e não será derrotado.
o grande rei avalia o inimigo que tem metade da sua idade. os olhos negros do rapaz estão vidrados, olhando algo que parece estar além. ele sabe que aqueles olhos só são capazes de enxergar a vingança que foi planejada por anos e que agora espera o momento final, como uma serpente espera o momento do bote, com os dentes repletos de veneno mortal. o grande rei sabe o que aquela batalha entre os dois representa.
e ele não pode ser derrotado.
os homens batem as espadas, golpe após golpe.
faíscas voam para o ar quando as duas lâminas se tocam. as histórias que narraram esses eventos falarão que os próprios deuses desceram dos céus para assistir ao imbate.
metal contra metal. força contra força. e nenhum dos dois afasta-se.
o jovem ataca sempre, procurando uma brecha entre as defesas do homem à sua frente. por instantes ele reconhece semblante do inimigo traços que ele mesmo carrega consigo. por trás das cicatrizes, está um rosto que ele reconhece como seu. e isso só aumenta o ódio e a força nos golpes.
o grande rei defende-se, tentando afastar os golpes do jovem. por dentro ele se culpa por nunca ter procurado aquela criança. o jovem só conheceu o esquecimento em sua vida. naquele momento, o grande rei quis terminar com a batalha. não havia sentido naquilo. mas ele se lembra dos caminhos que ele percorreu e de todos os erros que cometeu, em nome de um sonho que, ele agora sabe, nunca poderá ser realizado.
corvos sobrevoam o ar, esperando pelo fim de tudo, para levar embora a alma dos homens mortos e se alimentarem de seus corpos vazios.
o grande rei sente o fio da lâmina sobre o ombro esquerdo, seguido de um jorro quente que desce pelo braço. o corte não foi profundo demais, mas o braço agora está imobilizado. a dor o faz esquecer de quem ele está combatendo e ele se transforma no guerreiro de outrora, selvagem, quase inumano, tomado por um frenesi assassino, ele deseja o sangue do garoto em sua espada.
ele avança sobre o rapaz, golpe após golpe, gritando como um dos monstros das antigas lendas. naquele momento, o grande rei dos homens não havia mais. ali estava o rei urso, mortal... sedento de sangue.
a chuva começa a cair novamente, fazendo com que os dois homens percam o equilíbrio, dando a vantagem ao outro, por alguns instantes. mas nenhum dos dois esmorece. naquele local não havia espaço para a derrota.
o garoto levanta-se e avança em direçao ao homem, com a espada erguida, ele sente o seu golpe atravessar a cota de malha do inimigo. o sangue molha-lhe as mãos.
tudo fica escuro.
o jovem de cabelos e olhos negros sente o gosto do próprio sangue na boca. com os olhos arregalados, ele percebe a lâmina da espada real em seu peito.
os dois homens... os dois maiores guerreiros de todos os tempos se entreolham. dois corpos, unidos uma única vez em toda a vida, pelas lâminas de suas espadas, atravessadas em seus corpos.
o jovem olha para o grande rei e percebe, pela primeira vez na vida, que o ódio não foi o bastante. nunca seria o bastante.
o grande rei ajoelha-se enquanto ele olha para o jovem e um lágrima escorre-lhe os rosto, misturada com a chuva e o sangue.
os dois se abraçam, pela primeira vez.
pela primeira vez eles são pai e filho.
e pela última vez, o silêncio se fez no mundo.
9.1.06
e em algum lugar do passado, um menino tímido e calado senta-se no canto do sofá, para ler a enciclopédia do irmão mais velho.
ele devora os tópicos como só uma criança poderia fazer.
e ele deseja saber mais, conhecer mais, porque dentro dele queima um fogo que pede mais e mais combustível.
os pais não o entendem... o irmão mais velho o observa, tentando aceitar o comportamento do menino.
e o garoto tímido e calado observa a todos, criando mundinhos dentro de sua cabeça, com cada pedaço de informação que recebe do mundo...
e a fome nunca acabou...
ele devora os tópicos como só uma criança poderia fazer.
e ele deseja saber mais, conhecer mais, porque dentro dele queima um fogo que pede mais e mais combustível.
os pais não o entendem... o irmão mais velho o observa, tentando aceitar o comportamento do menino.
e o garoto tímido e calado observa a todos, criando mundinhos dentro de sua cabeça, com cada pedaço de informação que recebe do mundo...
e a fome nunca acabou...
como areia por entre os dedos
é engraçado como quando eu preciso dizer algo importante demais sobre o que sinto para alguém, eu fico sem palavras.
maldita timidez!
maldita timidez!
8.1.06
a vida no limiar
é... eu vivo no limiar.
por quê? porque eu não sei viver de outro jeito. só isso... :)
por quê? porque eu não sei viver de outro jeito. só isso... :)
os dedos acompanham o formato da lâmina, enquanto ele sente o toque tentador e frio do aço. ela encontra-se deitada, os olhos vendados, o corpo, coberto apenas por uma lingerie cor de vinho tinto, se expõe na cama. o brilho do luar ilumina a pele alva.
ele se aproxima, calmamente, tentando aproveitar cada segundo da experiência, ouve a respiração dela ficar um pouco mais rápida, quando ela sente a sua presença ao lado da cama.
ele segura a lâmina com destreza e a aproxima da pele dela lentamente.
ela sente o toque do metal e solta um gemido... a respiração fica um pouco mais ofegante...
a lâmina desliza sobre os seios dela, correndo por sobre a seda do sutiã... até que, com um movimento rápido, ele corta o tecido, fazendo com que a jovem sinta um espasmo involuntário de prazer.
ele sussura no ouvido dela...
ela morde os lábios, concordando com a cabeça...
a lâmina desliza por sobre o abdômen iluminado pelo luar... desce até a calcinha...
ela fala o nome dele, mas ele fica em silêncio.
o corte expõe a virilha dela, ele aproxima os lábios da pele e a beija, enquanto faz carinhos com a lâmina no corpo retesado de prazer, dela.
ele fica sobre ela e corta a venda que cobriam os olhos...
ele olha para ela com um olhar faminto... de predador... de amante.
eles se beijam... e ela se torna dele, naquela noite.
ele se aproxima, calmamente, tentando aproveitar cada segundo da experiência, ouve a respiração dela ficar um pouco mais rápida, quando ela sente a sua presença ao lado da cama.
ele segura a lâmina com destreza e a aproxima da pele dela lentamente.
ela sente o toque do metal e solta um gemido... a respiração fica um pouco mais ofegante...
a lâmina desliza sobre os seios dela, correndo por sobre a seda do sutiã... até que, com um movimento rápido, ele corta o tecido, fazendo com que a jovem sinta um espasmo involuntário de prazer.
ele sussura no ouvido dela...
ela morde os lábios, concordando com a cabeça...
a lâmina desliza por sobre o abdômen iluminado pelo luar... desce até a calcinha...
ela fala o nome dele, mas ele fica em silêncio.
o corte expõe a virilha dela, ele aproxima os lábios da pele e a beija, enquanto faz carinhos com a lâmina no corpo retesado de prazer, dela.
ele fica sobre ela e corta a venda que cobriam os olhos...
ele olha para ela com um olhar faminto... de predador... de amante.
eles se beijam... e ela se torna dele, naquela noite.
4.1.06
eu
eu que sou dispar
como o brilho no sorriso de uma criança
frente ao brilho da lâmina da adaga.
eu sou como o luar de verão,
sou como o vento do inverno.
fulgaz, ainda que misterioso
eu ando sobre os muros,
eu caminho no limiar,
o reino dos desejos.
o desejo de amar.
o desejo da carne, do corpo.
o desejo de viver e de morrer.
eu que sinto a falta do toque,
mas que fujo da mão que dá carinho.
mais por medo sofrer do que pelo sofrimento em si.
eu que fujo do sol e me exponho à noite,
vivo nas sombras, desejando a luz.
a luz que não machuca os olhos...
eu acaricio os cabelos do menino
com a mesma mão que empunhava a lâmina
com igual prazer.
eu revejo meus erros,
tento aprender com eles
mas esqueço todos os acertos.
eu que crio histórias,
eu que pinto diferentes mundos,
eu que desenho realidades.
sinto-me como um deus
que aprecia mais o ato de criar
do que o resultado da criação.
porque eu quero mais e mais
e sempre tudo é pouco
para a alma.
e apesar de tudo
eu sou humano.
pura e simplesmente humano.
como o brilho no sorriso de uma criança
frente ao brilho da lâmina da adaga.
eu sou como o luar de verão,
sou como o vento do inverno.
fulgaz, ainda que misterioso
eu ando sobre os muros,
eu caminho no limiar,
o reino dos desejos.
o desejo de amar.
o desejo da carne, do corpo.
o desejo de viver e de morrer.
eu que sinto a falta do toque,
mas que fujo da mão que dá carinho.
mais por medo sofrer do que pelo sofrimento em si.
eu que fujo do sol e me exponho à noite,
vivo nas sombras, desejando a luz.
a luz que não machuca os olhos...
eu acaricio os cabelos do menino
com a mesma mão que empunhava a lâmina
com igual prazer.
eu revejo meus erros,
tento aprender com eles
mas esqueço todos os acertos.
eu que crio histórias,
eu que pinto diferentes mundos,
eu que desenho realidades.
sinto-me como um deus
que aprecia mais o ato de criar
do que o resultado da criação.
porque eu quero mais e mais
e sempre tudo é pouco
para a alma.
e apesar de tudo
eu sou humano.
pura e simplesmente humano.
esse poema sou eu...
...
sentir tudo de todas as maneiras,
ter todas as opiniões,
ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
e amar as coisas como deus.
eu, que sou mais irmão de uma árvore que de um operário,
eu, que sinto mais a dor suposta do mar ao bater na praia
que a dor real das crianças em quem batem
(ah, como isto deve ser falso, pobres crianças em quem batem —
e por que é que as minhas sensações se revezam tão depressa?)
eu, enfim, que sou um diálogo continuo,
um falar-alto incompreensível, alta-noite na torre,
quando os sinos oscilam vagamente sem que mão lhes toque
e faz pena saber que há vida que viver amanhã.
eu, enfim, literalmente eu,
e eu metaforicamente também,
eu, o poeta sensacionista, enviado do acaso
as leis irrepreensíveis da vida,
eu, o fumador de cigarros por profissão adequada,
o indivíduo que fuma ópio, que toma absinto, mas que, enfim,
prefere pensar em fumar ópio a fumá-lo
e acha mais seu olhar para o absinto a beber que bebê-lo...
eu, este degenerado superior sem arquivos na alma,
sem personalidade com valor declarado,
eu, o investigador solene das coisas fúteis,
que era capaz de ir viver na sibéria só por embirrar com isso,
e que acho que não faz mal não ligar importância à pátria
porque não tenho raiz, como uma árvore, e portanto não tenho raiz
eu, que tantas vezes me sinto tão real como uma metáfora,
...
trecho de "passagem das horas" de álvaro de campos... ou fernando pessoa, para os íntimos... :)
sentir tudo de todas as maneiras,
ter todas as opiniões,
ser sincero contradizendo-se a cada minuto,
desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito,
e amar as coisas como deus.
eu, que sou mais irmão de uma árvore que de um operário,
eu, que sinto mais a dor suposta do mar ao bater na praia
que a dor real das crianças em quem batem
(ah, como isto deve ser falso, pobres crianças em quem batem —
e por que é que as minhas sensações se revezam tão depressa?)
eu, enfim, que sou um diálogo continuo,
um falar-alto incompreensível, alta-noite na torre,
quando os sinos oscilam vagamente sem que mão lhes toque
e faz pena saber que há vida que viver amanhã.
eu, enfim, literalmente eu,
e eu metaforicamente também,
eu, o poeta sensacionista, enviado do acaso
as leis irrepreensíveis da vida,
eu, o fumador de cigarros por profissão adequada,
o indivíduo que fuma ópio, que toma absinto, mas que, enfim,
prefere pensar em fumar ópio a fumá-lo
e acha mais seu olhar para o absinto a beber que bebê-lo...
eu, este degenerado superior sem arquivos na alma,
sem personalidade com valor declarado,
eu, o investigador solene das coisas fúteis,
que era capaz de ir viver na sibéria só por embirrar com isso,
e que acho que não faz mal não ligar importância à pátria
porque não tenho raiz, como uma árvore, e portanto não tenho raiz
eu, que tantas vezes me sinto tão real como uma metáfora,
...
trecho de "passagem das horas" de álvaro de campos... ou fernando pessoa, para os íntimos... :)
ela acorda cedo... na verdade dormiu pouquíssimo durante a noite. ao seu lado, o homem dorme despreocupadamente nu.
ela pensa na noite passada, como nas noites anteriores onde fora abatida pelo desejo de seu corpo. deixara que ele a cobrisse de carinho e atenção que ela sabia serem fulgazes. amor com duração programada.
gostaria que fosse mais... gostaria de se sentir segura nos braços dele... gostaria de poder confiar sua vida nas promessas dele. mas o vazio de alguma forma sempre está lá.
mesmo se entregando ao álcool, cigarros e à música alta, ela não consegue esquecer aquilo que a sua própria alma faz questão de lembrar.
ela agarra o travesseiro com força, lembrando-se de quando era tudo simples...
ela queria poder voltar atrás.
ela pensa na noite passada, como nas noites anteriores onde fora abatida pelo desejo de seu corpo. deixara que ele a cobrisse de carinho e atenção que ela sabia serem fulgazes. amor com duração programada.
gostaria que fosse mais... gostaria de se sentir segura nos braços dele... gostaria de poder confiar sua vida nas promessas dele. mas o vazio de alguma forma sempre está lá.
mesmo se entregando ao álcool, cigarros e à música alta, ela não consegue esquecer aquilo que a sua própria alma faz questão de lembrar.
ela agarra o travesseiro com força, lembrando-se de quando era tudo simples...
ela queria poder voltar atrás.
2.1.06
2006
quero muito que o 2006 seja cheio de papos bons demais... de confissões que não doem e de verdades faladas com carinho...
gosto demais quando as palavras não se perdem no meio do caminho delas...
gosto demais quando as palavras não se perdem no meio do caminho delas...
30.12.05
i know it's over
and it never really began
but in my heart it was so real
and you even spoke to me, and said :
"if you're so funny
then why are you on your own tonight ?
and if you're so clever
then why are you on your own tonight ?
if you're so very entertaining
then why are you on your own tonight ?
if you're so very good-looking
why do you sleep alone tonight ?
i know ...
'cause tonight is just like any other night
that's why you're on your own tonight
with your triumphs and your charms
while they're in each other's arms..."
and it never really began
but in my heart it was so real
and you even spoke to me, and said :
"if you're so funny
then why are you on your own tonight ?
and if you're so clever
then why are you on your own tonight ?
if you're so very entertaining
then why are you on your own tonight ?
if you're so very good-looking
why do you sleep alone tonight ?
i know ...
'cause tonight is just like any other night
that's why you're on your own tonight
with your triumphs and your charms
while they're in each other's arms..."
ela liga... ele fica surpreso com a ligação dela, mas atende assim mesmo. ela está um pouco triste com algumas coisas que deram errado. ele fala pra ela que não é tão ruim assim e que algumas vezes as coisas não dão certo da primeira vez.
ela é uma menina inteligente. desconversa, pois não quer entrar em muitos detalhes. diz que precisa desligar e fala que vai ligar mais tarde, mas não liga. ele sente que não haverá outra ligação, mas mesmo assim, uma fagulha de esperança acende nele.
ele quer muito entender o que acontece com ela. gostaria de poder ajudar, mas sempre que oferece ajuda, parece que ela pensa que ele está cobrando coisas dela. o rapaz gostaria muito de mudar isso, mas não sabe o que falar e sempre acaba pedindo desculpas por ter feito com que ela ficasse nervosa.
quer muito ligar... uma conversa, um ombro... era só o que ele precisava, essa noite. mas não toca no telefone. sabe que muito do que ela sente de insegurança partiu dele mesmo e não sabe ao certo o que fazer para reverter isso.
ele procura palavras para descrever tudo o que sente... quer falar pra ela das coisas legais que ele viu ultimamente, dos livros interessantes, mas sabe que quando ligar, vai acabar mudo frente às coisas que ela fala... não gosta da imagem de opressor que ela tem dele, mas não sabe o que fazer para acabar com ela.
essa noite, ele só queria um ombro para encostar...
ela é uma menina inteligente. desconversa, pois não quer entrar em muitos detalhes. diz que precisa desligar e fala que vai ligar mais tarde, mas não liga. ele sente que não haverá outra ligação, mas mesmo assim, uma fagulha de esperança acende nele.
ele quer muito entender o que acontece com ela. gostaria de poder ajudar, mas sempre que oferece ajuda, parece que ela pensa que ele está cobrando coisas dela. o rapaz gostaria muito de mudar isso, mas não sabe o que falar e sempre acaba pedindo desculpas por ter feito com que ela ficasse nervosa.
quer muito ligar... uma conversa, um ombro... era só o que ele precisava, essa noite. mas não toca no telefone. sabe que muito do que ela sente de insegurança partiu dele mesmo e não sabe ao certo o que fazer para reverter isso.
ele procura palavras para descrever tudo o que sente... quer falar pra ela das coisas legais que ele viu ultimamente, dos livros interessantes, mas sabe que quando ligar, vai acabar mudo frente às coisas que ela fala... não gosta da imagem de opressor que ela tem dele, mas não sabe o que fazer para acabar com ela.
essa noite, ele só queria um ombro para encostar...
25.12.05
24.12.05
eu comecei esse post pensando em mandar uma mensagem de natal... mas eu não sou muito de festas natalinas, então eu acho que vou falar outra coisa.
eu quero agradecer aos deuses (e aos perpétuos!) por me permitirem perceber tantas coisas, nos últimos tempos.
eu percebi que estou mais forte do que nunca hoje em dia. e mesmo assim, percebo que posso ser muito mais... e quero ser muito mais.
percebi que não devo me perder em um caminho que não pode ser percorrido por ninguém.
percebi que posso e devo querer mais sempre... mas que isso não deve atrapalhar o que tenho hoje (essa está sendo uma lição difícil de por em prática, mas acho que conseguirei!)
e percebi sobretudo a importância que os amigos têm na nossa vida... sei que sou um cara complicado e difícil de se conviver, mas podem ter certeza que conheço a importância de vocês na minha vida, hoje. não seria quem eu sou se não tivesse a oportunidade de compartilhar meus dias com vocês. obrigado, pessoal.
bons sonhos para todos...
eu quero agradecer aos deuses (e aos perpétuos!) por me permitirem perceber tantas coisas, nos últimos tempos.
eu percebi que estou mais forte do que nunca hoje em dia. e mesmo assim, percebo que posso ser muito mais... e quero ser muito mais.
percebi que não devo me perder em um caminho que não pode ser percorrido por ninguém.
percebi que posso e devo querer mais sempre... mas que isso não deve atrapalhar o que tenho hoje (essa está sendo uma lição difícil de por em prática, mas acho que conseguirei!)
e percebi sobretudo a importância que os amigos têm na nossa vida... sei que sou um cara complicado e difícil de se conviver, mas podem ter certeza que conheço a importância de vocês na minha vida, hoje. não seria quem eu sou se não tivesse a oportunidade de compartilhar meus dias com vocês. obrigado, pessoal.
bons sonhos para todos...
nicholas was...
older than sin, and his beard could grow no whiter. he wanted to die.
the dwarfish natives of the arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.
once every year they forced him, sobbing and protesting, into endless night. during the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves' invisible gifts by its bedside. the children slept, frozen into time.
he envied prometheus and loki, sisyphus and judas. his punishment was harsher.
ho.
ho.
ho.
the dwarfish natives of the arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.
once every year they forced him, sobbing and protesting, into endless night. during the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves' invisible gifts by its bedside. the children slept, frozen into time.
he envied prometheus and loki, sisyphus and judas. his punishment was harsher.
ho.
ho.
ho.
neil gaiman - texto retirado do site do autor (www.neilgaiman.com)
para celebrar a data!
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
santa's going to wear a black dress
just for me and you
santa's going to grunt in latin
and slay a dragon or two
rudolph, he will change his name
cuz rudolph just sounds really lame
now we'll call him ragnagord
the evil reindeer overlord
his nose it shall be red no more
it will be blackened to the core
his eyes will glow an evil glow
to guide the chariot through the snow
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
hope you'll have a gothic christmas too
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
santa's going to wear a black dress
just for me and you
santa's going to grunt in latin
and slay a dragon or two
rudolph, he will change his name
cuz rudolph just sounds really lame
now we'll call him ragnagord
the evil reindeer overlord
his nose it shall be red no more
it will be blackened to the core
his eyes will glow an evil glow
to guide the chariot through the snow
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
hope you'll have a gothic christmas too
within temptation - gothic christmas
23.12.05
22.12.05
o santo graal e o tema unificador
eu vivi a minha vida durante muito tempo imaginando estar atrás de um santo graal.
sempre disse pra todo mundo que eu sentia que existia alguma coisa, em algum lugar e que era essa coisa que eu procurei sempre.
e ficava triste... arrasado, por não ter idéia do que era essa coisa. ou de como encontrá-la.
e então eu ouvi falar sobre tema unificador. e acreditei que era isso o que esse graal seria na minha vida... o tema que unificaria cada parte de mim que parecia estar dissonante do todo.
e novamente, a incerteza sobre o santo graal e o tema unificador me tomaram e novamente eu fiquei mal...
e vivi anos da minha vida assim... ou não vivi, esperando encontrar esse graal, esse tema!
mas estou começando a acreditar que não existe, pelo menos para mim, um tema unificador, que o santo graal não é um destino específico. eu tenho tanta coisa dentro de mim. tantos desejos, vontades e sonhos que não acredito que exista uma única coisa que vá preencher todas as lacunas.
e começo a acreditar mesmo que eu preciso desse vazio... porque estou aprendendo que ele deve me impulsionar a tentar coisas novas... a viver coisas diferentes... a aprender e a buscar mais...
não quero só o graal... quero todos os tesouros da bretanha!!!
não tenho um tema unificador... tenho um quebra-cabeça de pequenas respostas e grandes perguntas...
e tenho uma alma que quer viver tudo isso.
sempre disse pra todo mundo que eu sentia que existia alguma coisa, em algum lugar e que era essa coisa que eu procurei sempre.
e ficava triste... arrasado, por não ter idéia do que era essa coisa. ou de como encontrá-la.
e então eu ouvi falar sobre tema unificador. e acreditei que era isso o que esse graal seria na minha vida... o tema que unificaria cada parte de mim que parecia estar dissonante do todo.
e novamente, a incerteza sobre o santo graal e o tema unificador me tomaram e novamente eu fiquei mal...
e vivi anos da minha vida assim... ou não vivi, esperando encontrar esse graal, esse tema!
mas estou começando a acreditar que não existe, pelo menos para mim, um tema unificador, que o santo graal não é um destino específico. eu tenho tanta coisa dentro de mim. tantos desejos, vontades e sonhos que não acredito que exista uma única coisa que vá preencher todas as lacunas.
e começo a acreditar mesmo que eu preciso desse vazio... porque estou aprendendo que ele deve me impulsionar a tentar coisas novas... a viver coisas diferentes... a aprender e a buscar mais...
não quero só o graal... quero todos os tesouros da bretanha!!!
não tenho um tema unificador... tenho um quebra-cabeça de pequenas respostas e grandes perguntas...
e tenho uma alma que quer viver tudo isso.
de adam smith
"por mais que se considere egoísta um indivíduo, existem evidentemente alguns princípios em sua natureza, que o fazem interessar-se pela sorte dos outros, tornando necessária para ele a felicidade desses outros, embora daí não advenha coisa alguma além do prazer de testemunhá-la."
21.12.05
i am the power of a man
strong like music
true like friendship
but without my friends there would be no music...
only spoken word
fucker!
i am able to change
so i live without regret,
without remorse
only a remix
i am drunk
i am sober.
heaven doesn't want me
and hells afraid i'll take over.
don't bother trying to censor me,
or shut me up because it won't work.
i am cold and distant
yet worm and close
to those who deserve to see that side of me
part of me..
the heart of me.
strong like music
true like friendship
but without my friends there would be no music...
only spoken word
fucker!
i am able to change
so i live without regret,
without remorse
only a remix
i am drunk
i am sober.
heaven doesn't want me
and hells afraid i'll take over.
don't bother trying to censor me,
or shut me up because it won't work.
i am cold and distant
yet worm and close
to those who deserve to see that side of me
part of me..
the heart of me.
18.12.05
eu tiro fotos de coisas e pessoas...
e quanto mais fotos eu tiro de pessoas e coisas mais eu percebo que o que eu acabo mostrando nas fotos sou eu mesmo.
é... eu sou megalomaníaco, às vezes... e até gosto de brincar com isso, às vezes...
mas nesse caso, acho que é isso.
acho que eu descobri na foto uma maneira nova de me expressar... de buscar no mundo lá fora alguma coisa que espelhe o mundo aqui de dentro.
é... de vez em quando eu sou meio estranho, mesmo... (sorriso)
e quanto mais fotos eu tiro de pessoas e coisas mais eu percebo que o que eu acabo mostrando nas fotos sou eu mesmo.
é... eu sou megalomaníaco, às vezes... e até gosto de brincar com isso, às vezes...
mas nesse caso, acho que é isso.
acho que eu descobri na foto uma maneira nova de me expressar... de buscar no mundo lá fora alguma coisa que espelhe o mundo aqui de dentro.
é... de vez em quando eu sou meio estranho, mesmo... (sorriso)
um poema
quero um poema que fale de amores e de dores,
um poema sobre o que é simples na vida.
quero um poema sobre o pôr-do-sol e o luar,
um poema sobre um primeiro beijo e sobre um último adeus.
quero um poema que me faça sentir com saudade
e aquela sensação boa de saber que tudo é passageiro.
quero um poema sobre o vinho, a música e o riso,
um poema sobre o gozo do amor verdadeiro.
quero um poema que me faça sentir
e sentir
e sentir
quero um poema sobre a chuva e o vento,
um poema sobre o toque da pele e o calor do corpo.
quero um poema sobre mim.
um poema sobre o que é simples na vida.
quero um poema sobre o pôr-do-sol e o luar,
um poema sobre um primeiro beijo e sobre um último adeus.
quero um poema que me faça sentir com saudade
e aquela sensação boa de saber que tudo é passageiro.
quero um poema sobre o vinho, a música e o riso,
um poema sobre o gozo do amor verdadeiro.
quero um poema que me faça sentir
e sentir
e sentir
quero um poema sobre a chuva e o vento,
um poema sobre o toque da pele e o calor do corpo.
quero um poema sobre mim.
dragões
ele passa a ponta da caneta no papel, observando a criação tomar forma na sua frente...
as poderosas asas abertas, impondo força e mobilidade. os dentes afiados desafiam qualquer um a tentar chegar perto sem ser destroçado. os músculos poderosos preparados para um ataque.
ele sempre gostou de dragões... sempre se lembra das histórias que lia, quando era criança... ficava fascinado pelas ilustrações dos animais cruzando os céus, majestosos e perigosos.
termina o desenho e observa o papel, absorvendo os detalhes...
as poderosas asas abertas, impondo força e mobilidade. os dentes afiados desafiam qualquer um a tentar chegar perto sem ser destroçado. os músculos poderosos preparados para um ataque.
ele sempre gostou de dragões... sempre se lembra das histórias que lia, quando era criança... ficava fascinado pelas ilustrações dos animais cruzando os céus, majestosos e perigosos.
termina o desenho e observa o papel, absorvendo os detalhes...
celular
tenho celular de novo!!!
é bom poder me comunicar de novo!!!
mas é ruim ficar disponível para o mundo 24 horas por dia.
bom... é a vida, não?
é bom poder me comunicar de novo!!!
mas é ruim ficar disponível para o mundo 24 horas por dia.
bom... é a vida, não?
17.12.05
when you're evil
when the devil is too busy,
and death's a bit too much,
they call on me - by name you see -
for my special touch.
to the gentlemen i'm miss fortune,
to the ladies i'm sir prize,
but call me by any name,
any way it's all the same...
i'm the fly in your soup,
i'm the pebble in your shoe,
i'm the pea beneath your bed,
i'm a bump on every head,
i'm the peel on which you slip,
i'm a pin in every hip,
i'm the thorn in your side,
makes you wriggle and writhe.
(chorus)
and it's so easy when you're evil...
this is the life, you see
the devil tips his hat to me.
i do it all because i'm evil,
and i do it all for free!
your tears are all the pay i'll ever need.
while there's children to make sad,
while there's candy to be had,
while there's pockets left to pick,
while there's grannies left to trip down the stairs
i'll be there, i'll be waiting round the corner
it's a game, i'm glad i'm in it
'cause there's one born every minute.
(chorus)
i pledge my allegiance to all things dark
and i promise on my damned soul
to do as i am told, lord beelzebub
has never seen a soldier quite like me,
not only does his job but does it happily.
i'm the fear that keeps you awake,
i'm the shadows on the wall,
i'm the monsters they become,
i'm the nightmare in your skull,
i'm a dagger in your back,
an extra turn upon the rack,
i'm the quivering in your heart,
a stabbing pain, a sudden start.
(chorus)
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
it gets so lonely being evil.
what i'd do to see a smile,
even for a little while,
and no one loves you when you're evil...
i'm lying though my teeth!
your tears are all the company i need!
and death's a bit too much,
they call on me - by name you see -
for my special touch.
to the gentlemen i'm miss fortune,
to the ladies i'm sir prize,
but call me by any name,
any way it's all the same...
i'm the fly in your soup,
i'm the pebble in your shoe,
i'm the pea beneath your bed,
i'm a bump on every head,
i'm the peel on which you slip,
i'm a pin in every hip,
i'm the thorn in your side,
makes you wriggle and writhe.
(chorus)
and it's so easy when you're evil...
this is the life, you see
the devil tips his hat to me.
i do it all because i'm evil,
and i do it all for free!
your tears are all the pay i'll ever need.
while there's children to make sad,
while there's candy to be had,
while there's pockets left to pick,
while there's grannies left to trip down the stairs
i'll be there, i'll be waiting round the corner
it's a game, i'm glad i'm in it
'cause there's one born every minute.
(chorus)
i pledge my allegiance to all things dark
and i promise on my damned soul
to do as i am told, lord beelzebub
has never seen a soldier quite like me,
not only does his job but does it happily.
i'm the fear that keeps you awake,
i'm the shadows on the wall,
i'm the monsters they become,
i'm the nightmare in your skull,
i'm a dagger in your back,
an extra turn upon the rack,
i'm the quivering in your heart,
a stabbing pain, a sudden start.
(chorus)
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
it gets so lonely being evil.
what i'd do to see a smile,
even for a little while,
and no one loves you when you're evil...
i'm lying though my teeth!
your tears are all the company i need!
voltaire - when you're evil
14.12.05
13.12.05
eu não sei me definir...
eu já escrevi e apaguei essas linhas aqui umas 10 vezes.
queria que hoje, a pessoa certa lesse meu blog... e que ela entendesse, hoje, tudo o que sempre quero dizer nas entrelinhas de tudo o que escrevo.
queria me sentir mais próximo de alguém, hoje.
é. hoje é um daqueles dias em que só vejo um abismo, entre mim e o resto do mundo...
tá. eu sou humano... sei que não sou diferente de ninguém que caminha por aí... mas eu também sei que tenho tantas coisas que pessoa alguma vê, sente ou percebe.
e essas coisas sempre são importantes, pra mim... só que acabam construindo esse abismo.
eu sei que hoje sou bem diferente do marcio de alguns meses atrás... mas sei também que em essência eu serei sempre a mesma pessoa. isso nada ou ninguém poderá mudar...
e eu gosto dessa essência... gosto mesmo...
mas de vez em quando acho chato demais ser uma pessoa solitária por natureza...
por quê?
porque paradoxalmente, eu sinto uma necessidade enorme de ter alguém perto de mim... cuidando de mim... sendo cuidada... ouvindo e sendo escutada...
e lidar com esse paradoxo sempre foi-me complicado demais. esses paradoxos são tão estranhos pra mim quanto podem parecer...
mas eu sou como sou. é assim que os deuses me fizeram... é assim que o mundo me fez... é assim que eu me fiz.
não sei se é bom ou mau... nem me importa muito agora, porque é isso o que eu tenho.
eu acho que estou crescendo... mas eu não sei me definir... acho que não saberei nunca...
mas apesar de tudo, eu sou eu.
queria que hoje, a pessoa certa lesse meu blog... e que ela entendesse, hoje, tudo o que sempre quero dizer nas entrelinhas de tudo o que escrevo.
queria me sentir mais próximo de alguém, hoje.
é. hoje é um daqueles dias em que só vejo um abismo, entre mim e o resto do mundo...
tá. eu sou humano... sei que não sou diferente de ninguém que caminha por aí... mas eu também sei que tenho tantas coisas que pessoa alguma vê, sente ou percebe.
e essas coisas sempre são importantes, pra mim... só que acabam construindo esse abismo.
eu sei que hoje sou bem diferente do marcio de alguns meses atrás... mas sei também que em essência eu serei sempre a mesma pessoa. isso nada ou ninguém poderá mudar...
e eu gosto dessa essência... gosto mesmo...
mas de vez em quando acho chato demais ser uma pessoa solitária por natureza...
por quê?
porque paradoxalmente, eu sinto uma necessidade enorme de ter alguém perto de mim... cuidando de mim... sendo cuidada... ouvindo e sendo escutada...
e lidar com esse paradoxo sempre foi-me complicado demais. esses paradoxos são tão estranhos pra mim quanto podem parecer...
mas eu sou como sou. é assim que os deuses me fizeram... é assim que o mundo me fez... é assim que eu me fiz.
não sei se é bom ou mau... nem me importa muito agora, porque é isso o que eu tenho.
eu acho que estou crescendo... mas eu não sei me definir... acho que não saberei nunca...
mas apesar de tudo, eu sou eu.
11.12.05
onde será .. ?
diálogo travado na tarde de domingo, em uma loja de aparelhos celulares:
marcio: oi, boa tarde. eu fui roubado e levaram o celular e os meus documentos. eu liguei para o serviço de atendimento da claro e eles bloquearam o número e me disseram que eu poderia vir em uma loja e comprar outro celular que vocês passariam a minha conta de um para o outro...
atendente: sim, senhor! basta o senhor trazer a identidade, cpf e o código de bloqueio do aparelho antigo! o comprovante de residência não precisa trazer que já está em nossos cadastros!
marcio: mas o meus documentos também foram...
atendente: pode pagar com cartão de débito, crédito, cheque ou crediário! pra fazer o crediário é só trazer a identidade e cpf!
marcio: mas os meus cartões também...
atendente: aqui está o número da senha para o senhor ser atendido!
marcio, olhando incrédulo: onde será que fica o botão de reset?
marcio: oi, boa tarde. eu fui roubado e levaram o celular e os meus documentos. eu liguei para o serviço de atendimento da claro e eles bloquearam o número e me disseram que eu poderia vir em uma loja e comprar outro celular que vocês passariam a minha conta de um para o outro...
atendente: sim, senhor! basta o senhor trazer a identidade, cpf e o código de bloqueio do aparelho antigo! o comprovante de residência não precisa trazer que já está em nossos cadastros!
marcio: mas o meus documentos também foram...
atendente: pode pagar com cartão de débito, crédito, cheque ou crediário! pra fazer o crediário é só trazer a identidade e cpf!
marcio: mas os meus cartões também...
atendente: aqui está o número da senha para o senhor ser atendido!
marcio, olhando incrédulo: onde será que fica o botão de reset?
casual
eles se encontraram quase sem querer. nenhum dos dois esperava ver o outro ali, naquele dia. ele olhava livros sobre histórias de terror e ela procurava coisas sobre música e cinema.
ele a viu primeiro (sempre olhava todas as pessoas que estavam a sua volta, era uma mania antiga) e prestou bastante atenção, pra ter certeza que não estava enganado. já havia visto fotos dela, mas nenhum encontro entre os dois passou do virtual.
ela olhou em direção a ele, curiosa com o olhar que parecia segui-la... depois de um segundo, reconheceu o rosto dele e sorriu em sua direção.
ele respondeu o sorriso, ainda sem saber exatamente o que falar. ela veio
em sua direção, ainda sorrindo.
- oi!
- oi, menina... hã... nossa, eu não esperava te encontrar por aqui.
ela concordou com a cabeça, olhando-o com um pouco de curiosidade (não esperava que ele fosse tão alto).
- o que vc tá fazendo aqui?
- ah... olhando alguns livros de vampiro... pra variar!
- eu tava olhando um livro sobre cinema.
começaram a conversa assim: falando coisas triviais. mas o papo foi se alongando e depois de uns minutos, parecia eles se conheciam há anos.
ele a convidou para tomar um cappuccino. ela pensou um pouquinho e decidiu acompanhá-lo.
conversaram horas sobre tudo... fizeram pequenas confissões sobre coisas que não falavam para ninguém... ele falou sobre as fotos que fazia e sobre as histórias que queria contar. ela falou sobre seus sonhos e sobre o teatro e com era bom atuar.
o dia foi terminando e nenhum dos dois queria ir embora. decidiram se encontrar de novo, na semana seguinte. ele lembrou que queria assistir uma exposição no ccbb... ela aceitou, dizendo que lá sempre foi um dos seus locais preferidos.
despediram-se com um abraço longo e ele ficou observando enquanto ela se afastava.
ele pôs-se a caminhar com as mãos nos bolsos da calça, cantando baixinho uma música e pensando o quão raro eram esses momentos que são simples demais e quem, por serem assim, são importantes demais...
ele a viu primeiro (sempre olhava todas as pessoas que estavam a sua volta, era uma mania antiga) e prestou bastante atenção, pra ter certeza que não estava enganado. já havia visto fotos dela, mas nenhum encontro entre os dois passou do virtual.
ela olhou em direção a ele, curiosa com o olhar que parecia segui-la... depois de um segundo, reconheceu o rosto dele e sorriu em sua direção.
ele respondeu o sorriso, ainda sem saber exatamente o que falar. ela veio
em sua direção, ainda sorrindo.
- oi!
- oi, menina... hã... nossa, eu não esperava te encontrar por aqui.
ela concordou com a cabeça, olhando-o com um pouco de curiosidade (não esperava que ele fosse tão alto).
- o que vc tá fazendo aqui?
- ah... olhando alguns livros de vampiro... pra variar!
- eu tava olhando um livro sobre cinema.
começaram a conversa assim: falando coisas triviais. mas o papo foi se alongando e depois de uns minutos, parecia eles se conheciam há anos.
ele a convidou para tomar um cappuccino. ela pensou um pouquinho e decidiu acompanhá-lo.
conversaram horas sobre tudo... fizeram pequenas confissões sobre coisas que não falavam para ninguém... ele falou sobre as fotos que fazia e sobre as histórias que queria contar. ela falou sobre seus sonhos e sobre o teatro e com era bom atuar.
o dia foi terminando e nenhum dos dois queria ir embora. decidiram se encontrar de novo, na semana seguinte. ele lembrou que queria assistir uma exposição no ccbb... ela aceitou, dizendo que lá sempre foi um dos seus locais preferidos.
despediram-se com um abraço longo e ele ficou observando enquanto ela se afastava.
ele pôs-se a caminhar com as mãos nos bolsos da calça, cantando baixinho uma música e pensando o quão raro eram esses momentos que são simples demais e quem, por serem assim, são importantes demais...
10.12.05
9.12.05
alice
ela caminha para o banheiro ainda sonolenta. a noite foi repleta de pesadelos, mas ela não se lembra.
ela nunca se lembra dos sonhos... parece que a acompanham por toda a vida, mas ela sempre os esquece, assim que acorda.
o quarto é pouco iluminado, mesmo durante o dia, porque a luz faz com que as dores de cabeça piorem... ela passa praticamente o tempo todo dentro da casa dos pais, lendo contos antigos e desenhando.
a sua mãe diz que essas não são tarefas de uma mulher, mas ela não se importa. pouca coisa no mundo importa... tudo parece tão distante, como se ela não pertencesse realmente àquela cidade...
a água fria escorre pelo rosto, levando os últimos sinais da noite... ela se senta no criado mudo e começa a escovar os cabelos longos e dourados.
e então, uma sombra parece passar pelo espelho. a menina vira-se rapidamente, sobressaltada, mas não há nada no quarto além dela.
imagina ter visto coisas...
mas novamente, algo se move e ela percebe que o que quer que seja, está dentro do espelho.
um vulto parece estar vigiando ela ao fundo... parece um animal... a calda balançando vagarosamente...
e um sorriso se forma, nas sombras...
"olá, alice!"
a menina grita, jogando a escova no espelho e caindo de joelhos no chão...
as imagens vêm todas à mente dela... o espelho... o sorriso... o outro lugar.
e de repente ela se recorda...
ela nunca se lembra dos sonhos... parece que a acompanham por toda a vida, mas ela sempre os esquece, assim que acorda.
o quarto é pouco iluminado, mesmo durante o dia, porque a luz faz com que as dores de cabeça piorem... ela passa praticamente o tempo todo dentro da casa dos pais, lendo contos antigos e desenhando.
a sua mãe diz que essas não são tarefas de uma mulher, mas ela não se importa. pouca coisa no mundo importa... tudo parece tão distante, como se ela não pertencesse realmente àquela cidade...
a água fria escorre pelo rosto, levando os últimos sinais da noite... ela se senta no criado mudo e começa a escovar os cabelos longos e dourados.
e então, uma sombra parece passar pelo espelho. a menina vira-se rapidamente, sobressaltada, mas não há nada no quarto além dela.
imagina ter visto coisas...
mas novamente, algo se move e ela percebe que o que quer que seja, está dentro do espelho.
um vulto parece estar vigiando ela ao fundo... parece um animal... a calda balançando vagarosamente...
e um sorriso se forma, nas sombras...
"olá, alice!"
a menina grita, jogando a escova no espelho e caindo de joelhos no chão...
as imagens vêm todas à mente dela... o espelho... o sorriso... o outro lugar.
e de repente ela se recorda...
6.12.05
alice
eu gosto de alice no país das maravilhas...
acho a história uma viagem completa... coisa de quem usava muito ópio...
mas a história é demais...
de vez em quando eu gostaria de saber o que aconteceu com aquela menininha, quando ela cresceu.
acho a história uma viagem completa... coisa de quem usava muito ópio...
mas a história é demais...
de vez em quando eu gostaria de saber o que aconteceu com aquela menininha, quando ela cresceu.
"fecha os olhos!"
"pra quê?"
"fecha e pensa em uma coisa boa!"
os dois estão sentados num banco, no meio de um jardim de plantas e pedras. ela fecha os olhos, sorrindo um pouco... tentando entender a brincadeira.
ele a olha por um instante em que ela parece ser a criatura mais bonita do mundo e se aproxima dos lábios entreabertos.
os dois se encontram em um beijo que dura pouco, mas que marcará os dois por toda a vida...
"pra quê?"
"fecha e pensa em uma coisa boa!"
os dois estão sentados num banco, no meio de um jardim de plantas e pedras. ela fecha os olhos, sorrindo um pouco... tentando entender a brincadeira.
ele a olha por um instante em que ela parece ser a criatura mais bonita do mundo e se aproxima dos lábios entreabertos.
os dois se encontram em um beijo que dura pouco, mas que marcará os dois por toda a vida...
esse ano vai ficar marcado para sempre...
por quê??? porque eu aprendi muitas e muitas lições esse ano... ou melhor, eu aprendi a entender melhor essas lições e não a vê-las somente como coisas inoportunas, ou que me faziam ficar triste...
claro... eu vou sofrer ainda muitas e muitas vezes... algumas por coisas bobas. isso é inevitável pra alguém que tem uma sensibilidade a algumas coisas da vida...
mas eu estou percebendo que essas dores podem ser usadas a meu favor...
com elas eu posso encontrar meus pontos fracos... e se eu for esperto o bastante, poderei encarar esses pontos fracos e crescer, aprendendo sobre eles.
é estranho, pra alguém como eu que sempre andou por aí procurando em vão encontrar algo que satisfizesse esse vazio enorme que sinto de vez em quando, de repente perceber que talvez esse vazio não possa nunca ser preenchido... mas que isso não importa tanto assim, porque existem muitas e muitas coisas lá fora a serem aprendidas...
e eu quero muito encontrá-las...
por quê??? porque eu aprendi muitas e muitas lições esse ano... ou melhor, eu aprendi a entender melhor essas lições e não a vê-las somente como coisas inoportunas, ou que me faziam ficar triste...
claro... eu vou sofrer ainda muitas e muitas vezes... algumas por coisas bobas. isso é inevitável pra alguém que tem uma sensibilidade a algumas coisas da vida...
mas eu estou percebendo que essas dores podem ser usadas a meu favor...
com elas eu posso encontrar meus pontos fracos... e se eu for esperto o bastante, poderei encarar esses pontos fracos e crescer, aprendendo sobre eles.
é estranho, pra alguém como eu que sempre andou por aí procurando em vão encontrar algo que satisfizesse esse vazio enorme que sinto de vez em quando, de repente perceber que talvez esse vazio não possa nunca ser preenchido... mas que isso não importa tanto assim, porque existem muitas e muitas coisas lá fora a serem aprendidas...
e eu quero muito encontrá-las...
1.12.05
é difícil para mim amar sem ser amado...
mas também é complicado o deixar-me ser amado...
porque eu sempre acabo achando (algumas vezes inconscientemente), que eu não sou merecedor de ser o alvo de tanto afeto...
porque eu sou completamente antisocial e solitário, e me sentir amado por alguém é sempre um choque...
porque eu sou um idiota, às vezes e demoro séculos pra perceber que sou amado de verdade...
ahhhhhhhh... por vários motivos...
mas eu acho que estou aprendendo... de verdade... como estou...
mas também é complicado o deixar-me ser amado...
porque eu sempre acabo achando (algumas vezes inconscientemente), que eu não sou merecedor de ser o alvo de tanto afeto...
porque eu sou completamente antisocial e solitário, e me sentir amado por alguém é sempre um choque...
porque eu sou um idiota, às vezes e demoro séculos pra perceber que sou amado de verdade...
ahhhhhhhh... por vários motivos...
mas eu acho que estou aprendendo... de verdade... como estou...
29.11.05
escritor solteiro procura
preciso de alguém para me ajudar em um novo projeto sobre vampiros, que deve render uma boa história, pelo menos...
então, se vc gosta de escrever histórias de terror, não tem medo de se aventurar em um projeto grande e tá a fim de possivelmente publicar uma história, manda uma mensagem pra mim!!!
currículos serão aceitos se enviados para o email do dono do blog...
inscrições limitadas!!!
:)
então, se vc gosta de escrever histórias de terror, não tem medo de se aventurar em um projeto grande e tá a fim de possivelmente publicar uma história, manda uma mensagem pra mim!!!
currículos serão aceitos se enviados para o email do dono do blog...
inscrições limitadas!!!
:)
anansi boys
ei...
se alguém quiser me dar um presente de natal, tem o livro novo do gaiman... eu bem vou adorar, se receber!
se alguém quiser me dar um presente de natal, tem o livro novo do gaiman... eu bem vou adorar, se receber!
frankenstein
acabei de assistir frankenstein...
ok, o filme não é muito bom.
mas me fez pensar em coisas...
nós somos todos meio como a criação do frankenstein, né??? quantas vezes em sua vida, vc ouviu falar "nossa! ele tem os olhos do pai!" ou "essa boca é igualzinha a da sua avó" ou outras coisas assim?
e essas são só as partes físicas nossas que não são apenas nossas...
temos todas as pessoas que nos ensinam coisas, na nossa vida... todos aqueles que passam em nossos caminhos... amigos, amores, inimigos, professores, etc...
somos esse amálgama de pessoas, costurado com o fio de nossas experiências sozinhos no mundo...
e é engraçado, como muitas vezes nós nos recusamos a aceitar isso... procuramos um caminho distante de tudo o que foi feito antes... mudamos nossa aparência... transgredimos... mas no fundo, temos tudo isso gravado em nós.
isso tudo torna difícil, ou melhor, impossível conhecer alguém por inteiro... mas é também o que torna também a experiência bastante agradável, né???
ok, o filme não é muito bom.
mas me fez pensar em coisas...
nós somos todos meio como a criação do frankenstein, né??? quantas vezes em sua vida, vc ouviu falar "nossa! ele tem os olhos do pai!" ou "essa boca é igualzinha a da sua avó" ou outras coisas assim?
e essas são só as partes físicas nossas que não são apenas nossas...
temos todas as pessoas que nos ensinam coisas, na nossa vida... todos aqueles que passam em nossos caminhos... amigos, amores, inimigos, professores, etc...
somos esse amálgama de pessoas, costurado com o fio de nossas experiências sozinhos no mundo...
e é engraçado, como muitas vezes nós nos recusamos a aceitar isso... procuramos um caminho distante de tudo o que foi feito antes... mudamos nossa aparência... transgredimos... mas no fundo, temos tudo isso gravado em nós.
isso tudo torna difícil, ou melhor, impossível conhecer alguém por inteiro... mas é também o que torna também a experiência bastante agradável, né???
27.11.05
dia de plantão
tô de plantão, hoje...
ouvindo morrissey, sem nada de importante pra fazer, a não ser pensar na vida (odeio os domingos de plantão).
trouxe um livro, mas como tá calor por aqui (todo plantão esquecem de ligar o ar condicionado) e tô meio que inquieto... acho que só vou conseguir ler à noite.
o msn tá aberto, mas não tem ninguém online... eu também nem estou com muita vontade de conversar sobre banalidades, hoje...
ahhhh... essa inquietação da alma enche o saco, de vez em quando... e eu estou realmente crescendo, acho, porque estou cada vez mais propenso a pensar que não importa o que eu pense ou faça, ela sempre vai existir, então o melhor que faço é conviver com ela harmoniosamente...
tá... eu e harmonia não somos muito chegados, mas eu sigo tentando...
vontade de estar em um café... sentado, ouvindo música interessante, conversando com gente interessante...
ahhhhhhhhhhhhhh... no fundo, eu acho mesmo que preciso é me apaixonar... cheguei à conclusão que eu funciono melhor quando estou assim. adoro sentir todas as sensações novas de se conhecer alguém.
mas... ando vivendo um paradoxo...
tô meio não querendo ficar sozinho... mas não tem ninguém perto com quem eu gostaria de ficar, agora... ficar num sentido mais íntimo... dividir coisas, mesmo...
acho que tudo tem a sua hora, né??? tudo que eu tenho que fazer é viver a minha vida, ficar na minha, cuidar para ficar bem e algo vai acontecer...
ouviram aí de cima??? algo VAI acontecer... ;)
/parênteses
ei, milady que anda distante... saudades de vc! nem me pede para explicar por quê... só ando me lembrando muito de vc, nos últimos dias... quando vier para esse país, lembra de mim, tá?
fecha parênteses/
passei o dia com meu sobrinho, antes de vir para o trabalho... foi MUITO legal... toda vez que eu ficava longe dele, ele gritava "tio macinho!!!" e vinha me procurar...
crianças são apaixonantes, né???
tô com umas idéias para um projeto. ainda não tenho certeza de como eu formatarei o que estou pensando, mas ia ser uma idéia interessante.
neil gaiman lançou o novo livro dele e eu ainda sem grana pra comprar... quero a edição em inglês...
e quero assistir mirrormask!!!
ouvindo morrissey, sem nada de importante pra fazer, a não ser pensar na vida (odeio os domingos de plantão).
trouxe um livro, mas como tá calor por aqui (todo plantão esquecem de ligar o ar condicionado) e tô meio que inquieto... acho que só vou conseguir ler à noite.
o msn tá aberto, mas não tem ninguém online... eu também nem estou com muita vontade de conversar sobre banalidades, hoje...
ahhhh... essa inquietação da alma enche o saco, de vez em quando... e eu estou realmente crescendo, acho, porque estou cada vez mais propenso a pensar que não importa o que eu pense ou faça, ela sempre vai existir, então o melhor que faço é conviver com ela harmoniosamente...
tá... eu e harmonia não somos muito chegados, mas eu sigo tentando...
vontade de estar em um café... sentado, ouvindo música interessante, conversando com gente interessante...
ahhhhhhhhhhhhhh... no fundo, eu acho mesmo que preciso é me apaixonar... cheguei à conclusão que eu funciono melhor quando estou assim. adoro sentir todas as sensações novas de se conhecer alguém.
mas... ando vivendo um paradoxo...
tô meio não querendo ficar sozinho... mas não tem ninguém perto com quem eu gostaria de ficar, agora... ficar num sentido mais íntimo... dividir coisas, mesmo...
acho que tudo tem a sua hora, né??? tudo que eu tenho que fazer é viver a minha vida, ficar na minha, cuidar para ficar bem e algo vai acontecer...
ouviram aí de cima??? algo VAI acontecer... ;)
/parênteses
ei, milady que anda distante... saudades de vc! nem me pede para explicar por quê... só ando me lembrando muito de vc, nos últimos dias... quando vier para esse país, lembra de mim, tá?
fecha parênteses/
passei o dia com meu sobrinho, antes de vir para o trabalho... foi MUITO legal... toda vez que eu ficava longe dele, ele gritava "tio macinho!!!" e vinha me procurar...
crianças são apaixonantes, né???
tô com umas idéias para um projeto. ainda não tenho certeza de como eu formatarei o que estou pensando, mas ia ser uma idéia interessante.
neil gaiman lançou o novo livro dele e eu ainda sem grana pra comprar... quero a edição em inglês...
e quero assistir mirrormask!!!
23.11.05
winter morning
ela acorda com um pouco de enxaqueca... odeia se sentir assim, mas infelizmente já se acostumou com o sofrimento insolúvel.
na janela do quarto, ela percebe que algo está diferente.
ela se aproxima e vê um mundo branco do lado de fora. os olhos brilham com a constatação: "nevou à noite!!!"
ela corre para se trocar. colocar uma roupa de frio e olhar o mundo é tudo em que ela consegue se concentrar, agora.
quando ela sai, é como se estivesse abrindo os olhos pela primeira vez em um outro mundo. todas as árvores, as casas e carros, as ruas estão cobertos de um manto branco.
ela sorri, sentindo o vento frio do início do inverno... maravilhada com tudo aquilo à sua volta.
os vizinhos passam, sem entender muito o porquê da alegria, afinal é só mais um inverno.
não. não é só mais um inverno...
mais tarde, ela vai para o bosque perto de sua casa. a neve cobre o mundo com uma sensação de calma e reverência. é hora do mundo se recolher.
é hora de introspecção.
e é hora de sonhar com novas estações...
na janela do quarto, ela percebe que algo está diferente.
ela se aproxima e vê um mundo branco do lado de fora. os olhos brilham com a constatação: "nevou à noite!!!"
ela corre para se trocar. colocar uma roupa de frio e olhar o mundo é tudo em que ela consegue se concentrar, agora.
quando ela sai, é como se estivesse abrindo os olhos pela primeira vez em um outro mundo. todas as árvores, as casas e carros, as ruas estão cobertos de um manto branco.
ela sorri, sentindo o vento frio do início do inverno... maravilhada com tudo aquilo à sua volta.
os vizinhos passam, sem entender muito o porquê da alegria, afinal é só mais um inverno.
não. não é só mais um inverno...
mais tarde, ela vai para o bosque perto de sua casa. a neve cobre o mundo com uma sensação de calma e reverência. é hora do mundo se recolher.
é hora de introspecção.
e é hora de sonhar com novas estações...
tem gente demais...
tem horas que eu olho enfurecido, entristecido, com poucas esperanças e penso:
- Tem gente demais no mundo!
- Tem gente demais no mundo!
21.11.05
guardando memórias.
no final do dia, ele sempre subia para o sótão. invariavelmente no mesmo horário, o rapaz abria a porta em forma de alçapão com uma escada embutida que levava para o cômodo escuro, subia e ficava lá por vários minutos.
os pais ficaram preocupados, no início. imaginavam o que o jovem poderia estar fazendo sozinho, naquele lugar. mas como as notas na escola continuaram boas e nada parecia ter mudado, eles acabaram aceitando aquilo como mais uma excentricidade do seu filho mais novo.
e todo crepúsculo era passado na solidão do sótão da casa antiga. lá, no cantinho mais distante da portinhola, o garoto ficava sentado, com uma caixa antiga de madeira, cheia de lindos entalhes, em seu colo.
aquela caixa era onde guardava suas memórias.
quando era criança, ele gostava muito de observar o mundo. praticamente todas as brincadeiras que inventava o levavam a tentar descobrir mais um pouco sobre aquele mundo cheio de coisas curiosas. o pai dizia que ele perguntava demais e a mãe passava a mão na cabeça dele, pedindo encarecidamente para ele parar um pouco com a metralhadora de questionamentos diários. mas o menino nunca se satisfazia com as respostas dadas. sempre havia mais e mais a descobrir!
mas uma tarde, quando ele fez 12 anos, algo terrível aconteceu: não conseguia lembrar o nome do 6º do sistema solar! ele pensou e pensou e pensou, mas não lembrava...
"como isso aconteceu? eu sabia o nome... como era mesmo???"
um pensamento ruim passou por sua mente: ele estava ficando velho! e os mais velhos viviam reclamando que esqueciam coisas o tempo todo.
"ah, não!"
o que fazer??? iria esquecer de tudo pelo que passou? de tudo o que aprendeu nos livros de escola e nas horas que passava na biblioteca do pai, lendo livros sobre curiosidades do mundo??
não podia deixar isso acontecer. e o menino pensou e pensou, até que uma idéia lhe passou pela cabeça.
"vou guardar tudo o que aprendo. assim não vou ter problemas, se a minha memória ficar ruim"
lembrou-se de uma antiga caixa que o avô lhe deu e onde ele guardava sua coleção de soldados de chumbo. aquela caixa seria perfeita para guardar as memórias. mas não seria pequena demais? não. chegou a conclusão que se elas cabiam na sua cabeça, caberiam na caixa.
ele subiu correndo as escadas até o quarto e apanhou a caixa. retirou todos os bonecos de metal de dentro e saiu com ela embaixo do braço. tinha que escolher um local seguro para guardar as memórias. elas não podiam ficar em qualquer lugar. eram coisas muito preciosas!
ele lembrou que quase nunca seus pais iam para o sótão. era o local perfeito para guardar a caixa.
e ele a deixou lá. e todos os dias ia até lá para guardar as memórias do que lhe havia acontecido.
e de vez em quando, procurava na caixa a memória de um dia específico. e sorria enquanto as memórias de momentos bons eram revividas...
os pais ficaram preocupados, no início. imaginavam o que o jovem poderia estar fazendo sozinho, naquele lugar. mas como as notas na escola continuaram boas e nada parecia ter mudado, eles acabaram aceitando aquilo como mais uma excentricidade do seu filho mais novo.
e todo crepúsculo era passado na solidão do sótão da casa antiga. lá, no cantinho mais distante da portinhola, o garoto ficava sentado, com uma caixa antiga de madeira, cheia de lindos entalhes, em seu colo.
aquela caixa era onde guardava suas memórias.
quando era criança, ele gostava muito de observar o mundo. praticamente todas as brincadeiras que inventava o levavam a tentar descobrir mais um pouco sobre aquele mundo cheio de coisas curiosas. o pai dizia que ele perguntava demais e a mãe passava a mão na cabeça dele, pedindo encarecidamente para ele parar um pouco com a metralhadora de questionamentos diários. mas o menino nunca se satisfazia com as respostas dadas. sempre havia mais e mais a descobrir!
mas uma tarde, quando ele fez 12 anos, algo terrível aconteceu: não conseguia lembrar o nome do 6º do sistema solar! ele pensou e pensou e pensou, mas não lembrava...
"como isso aconteceu? eu sabia o nome... como era mesmo???"
um pensamento ruim passou por sua mente: ele estava ficando velho! e os mais velhos viviam reclamando que esqueciam coisas o tempo todo.
"ah, não!"
o que fazer??? iria esquecer de tudo pelo que passou? de tudo o que aprendeu nos livros de escola e nas horas que passava na biblioteca do pai, lendo livros sobre curiosidades do mundo??
não podia deixar isso acontecer. e o menino pensou e pensou, até que uma idéia lhe passou pela cabeça.
"vou guardar tudo o que aprendo. assim não vou ter problemas, se a minha memória ficar ruim"
lembrou-se de uma antiga caixa que o avô lhe deu e onde ele guardava sua coleção de soldados de chumbo. aquela caixa seria perfeita para guardar as memórias. mas não seria pequena demais? não. chegou a conclusão que se elas cabiam na sua cabeça, caberiam na caixa.
ele subiu correndo as escadas até o quarto e apanhou a caixa. retirou todos os bonecos de metal de dentro e saiu com ela embaixo do braço. tinha que escolher um local seguro para guardar as memórias. elas não podiam ficar em qualquer lugar. eram coisas muito preciosas!
ele lembrou que quase nunca seus pais iam para o sótão. era o local perfeito para guardar a caixa.
e ele a deixou lá. e todos os dias ia até lá para guardar as memórias do que lhe havia acontecido.
e de vez em quando, procurava na caixa a memória de um dia específico. e sorria enquanto as memórias de momentos bons eram revividas...
roll the bones
todas as vezes que olho para você, vejo possibilidades.
você me olha e vê desperdício. e resolveu novamente apostar suas fichas no jogo.
"que rolem os dados", você pensa. "a minha sorte pode virar!"
e eles rolam... e continuam rolando a noite inteira.
mas o que você esquece, querida. é que a casa sempre ganha!
você me olha e vê desperdício. e resolveu novamente apostar suas fichas no jogo.
"que rolem os dados", você pensa. "a minha sorte pode virar!"
e eles rolam... e continuam rolando a noite inteira.
mas o que você esquece, querida. é que a casa sempre ganha!
19.11.05
querer
eu quero amar.
quero me perder no mar de sentimentos que me cerca, quando estou apaixonado.
quero sofrer de amor. porque se sofrer por amor é inevitável, que venha a dor! pelo menos é um sinal de que estou vivo.
mas não há sofrimento que não acabe e não há amor que a tudo supere, se não há medo... se não há mágoa.
quero caminhar sob a lua, sorrindo e falando de coisas bobas porque tudo tem importância, quando se vive o momento.
quero desfrutar de boas companhias; bebendo e comendo do melhor.
quero escutar música com amigos.
quero fazer amor à tarde.
quero sonhar acordado, os corpos nus e entregues ao momento.
quero chorar por despedidas inevitáveis e quero sentir o frio no estômago no momento do reencontro.
quero planos, quero filhos.
quero envelhecer junto.
quero caminhar na praia à noite de mão dada.
quero correr da chuvas de verão e sentir um beijo com gosto de chuva, embaixo de uma marquise.
quero ler junto. escrever junto.
quero bagunça no cinema. fins de noite em barzinhos cheio de caras conhecidas.
quero tudo... e quero muito.
quero me perder no mar de sentimentos que me cerca, quando estou apaixonado.
quero sofrer de amor. porque se sofrer por amor é inevitável, que venha a dor! pelo menos é um sinal de que estou vivo.
mas não há sofrimento que não acabe e não há amor que a tudo supere, se não há medo... se não há mágoa.
quero caminhar sob a lua, sorrindo e falando de coisas bobas porque tudo tem importância, quando se vive o momento.
quero desfrutar de boas companhias; bebendo e comendo do melhor.
quero escutar música com amigos.
quero fazer amor à tarde.
quero sonhar acordado, os corpos nus e entregues ao momento.
quero chorar por despedidas inevitáveis e quero sentir o frio no estômago no momento do reencontro.
quero planos, quero filhos.
quero envelhecer junto.
quero caminhar na praia à noite de mão dada.
quero correr da chuvas de verão e sentir um beijo com gosto de chuva, embaixo de uma marquise.
quero ler junto. escrever junto.
quero bagunça no cinema. fins de noite em barzinhos cheio de caras conhecidas.
quero tudo... e quero muito.
vinícius
eu assisti essa semana o documentário "vinícius", sobre vinícius de moraes.
recomendo a todos que assistam! é MUITO bom...
é sério... não sou grande fã de documentários, a menos que sejam bons de verdade (os pseudo-intelectuais que me desculpem, mas não dá pra aturar certas biografias em forma de filme).
bom... o filme mostra um monte de coisas sobre a vida do poetinha que eu não conhecia. e me deixou maravilhado com as interpretações de músicas e poemas deles, feitos em forma de pocket show.
mas meus olhos brilharam mesmo em determinados momentos do documentário, quando pessoas que conheceram o vinícius de perto falavam sobre como ele era na intimidade.
por quê? porque eu me descobri muito parecido em diversos aspectos com ele!
o chico buarque fala, em determinado momento, que o vinícius procurou a vida inteira por alguma coisa que ele não sabia o que era... PUTZ! eu vivo fazendo isso! sempre fiz!!!!
meus olhos brilharam muito, diversas vezes...
quem me conhece de verdade, vai encontrar coisas que lembram a mim em diversos depoimentos do filme.
muito, muito estranho e legal ao mesmo tempo.
como deu vontade de ter conhecido ele em vida. sei que ele era um porralouca dos maiores... mas alguém que escrevia como ele devia ter muitas e muitas coisas interessantes por falar, né?
bom... assistam... agora!
recomendo a todos que assistam! é MUITO bom...
é sério... não sou grande fã de documentários, a menos que sejam bons de verdade (os pseudo-intelectuais que me desculpem, mas não dá pra aturar certas biografias em forma de filme).
bom... o filme mostra um monte de coisas sobre a vida do poetinha que eu não conhecia. e me deixou maravilhado com as interpretações de músicas e poemas deles, feitos em forma de pocket show.
mas meus olhos brilharam mesmo em determinados momentos do documentário, quando pessoas que conheceram o vinícius de perto falavam sobre como ele era na intimidade.
por quê? porque eu me descobri muito parecido em diversos aspectos com ele!
o chico buarque fala, em determinado momento, que o vinícius procurou a vida inteira por alguma coisa que ele não sabia o que era... PUTZ! eu vivo fazendo isso! sempre fiz!!!!
meus olhos brilharam muito, diversas vezes...
quem me conhece de verdade, vai encontrar coisas que lembram a mim em diversos depoimentos do filme.
muito, muito estranho e legal ao mesmo tempo.
como deu vontade de ter conhecido ele em vida. sei que ele era um porralouca dos maiores... mas alguém que escrevia como ele devia ter muitas e muitas coisas interessantes por falar, né?
bom... assistam... agora!
14.11.05
sono
eu queria ter uma mega cama king size pro master, hoje... só pra poder me espalhar em todas as direções possíveis e dormir, dormir, dormir, dormir...
11.11.05
dias nublados
o rio de janeiro tem parecido mais com uma londres do que com o rio... chove quase todos os dias e e faz algum tempo que não vejo o sol...
não que eu esteja reclamando! de maneira nenhuma... eu adoro esses dias cinzas. vinte e poucos graus em pleno novembro é uma dádiva dos deuses...
mas acho que nós estamos realmente ferrando com o meio-ambiente...
não que eu esteja reclamando! de maneira nenhuma... eu adoro esses dias cinzas. vinte e poucos graus em pleno novembro é uma dádiva dos deuses...
mas acho que nós estamos realmente ferrando com o meio-ambiente...
8.11.05
a melodia antiga
ele esquece a correria do seu dia a dia quando, voltando para casa, é acolhido pela chuva fria de uma primavera atípica.
ele ouve a música do mundo, soprada nos ventos.
a água que escorre por seus cabelos é a essência do mundo.
e ele se deixa entregar ao fluxo da vida...
ele ouve a música do mundo, soprada nos ventos.
a água que escorre por seus cabelos é a essência do mundo.
e ele se deixa entregar ao fluxo da vida...
7.11.05
hunting ground
eu me sento em uma das mesas do canto. sempre procuro esse local.
a música é alta e os corpos de adolescentes e jovens adultos se movem, seguindo freneticamente o ritmo que jorra dos amplificadores.
a luz estroboscópica transforma o ambiente em uma macabra dança de espíritos, congelados em um flash.
lembro que eu mesmo, há alguns meses atrás estaria me juntando a eles. dançando para esquecer... bebendo para fazer a vida passar mais rápido... cada segundo parecia uma eternidade de tédio e dor.
mas isso foi antes.
eu os observo, misturado entre eles. eu gosto dessa sensação, de que posso me fazer passar por uma pessoa normal, perdida entre os garotos e garotas que estão aqui.
meus olhos seguem os movimentos de uma garota... a pele clara constrastando com o negro dos cabelos e do vestido. o olhar perdido está totalmente entregue aos deuses da noite.
eu a escolho.
algumas vezes imagino se alguém percebesse o que faço... observando meus movimentos, a maneira como me aproximo dela, como se nada mais existisse no mundo além de nós dois.
acho que a cena deve parecer muito com os documentários sobre leões caçando nas savanas.
a minha camuflagem é melhor que a deles, de qualquer maneira...
eu toco o ombro dela suavemente. ela se vira em minha direção, curiosa. os olhos dela encontram os meus. por um segundo, ela se cala... subitamente, um pequeno sorriso se abre.
agora ela é minha.
a música é alta e os corpos de adolescentes e jovens adultos se movem, seguindo freneticamente o ritmo que jorra dos amplificadores.
a luz estroboscópica transforma o ambiente em uma macabra dança de espíritos, congelados em um flash.
lembro que eu mesmo, há alguns meses atrás estaria me juntando a eles. dançando para esquecer... bebendo para fazer a vida passar mais rápido... cada segundo parecia uma eternidade de tédio e dor.
mas isso foi antes.
eu os observo, misturado entre eles. eu gosto dessa sensação, de que posso me fazer passar por uma pessoa normal, perdida entre os garotos e garotas que estão aqui.
meus olhos seguem os movimentos de uma garota... a pele clara constrastando com o negro dos cabelos e do vestido. o olhar perdido está totalmente entregue aos deuses da noite.
eu a escolho.
algumas vezes imagino se alguém percebesse o que faço... observando meus movimentos, a maneira como me aproximo dela, como se nada mais existisse no mundo além de nós dois.
acho que a cena deve parecer muito com os documentários sobre leões caçando nas savanas.
a minha camuflagem é melhor que a deles, de qualquer maneira...
eu toco o ombro dela suavemente. ela se vira em minha direção, curiosa. os olhos dela encontram os meus. por um segundo, ela se cala... subitamente, um pequeno sorriso se abre.
agora ela é minha.
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