i know it's over
and it never really began
but in my heart it was so real
and you even spoke to me, and said :
"if you're so funny
then why are you on your own tonight ?
and if you're so clever
then why are you on your own tonight ?
if you're so very entertaining
then why are you on your own tonight ?
if you're so very good-looking
why do you sleep alone tonight ?
i know ...
'cause tonight is just like any other night
that's why you're on your own tonight
with your triumphs and your charms
while they're in each other's arms..."
30.12.05
ela liga... ele fica surpreso com a ligação dela, mas atende assim mesmo. ela está um pouco triste com algumas coisas que deram errado. ele fala pra ela que não é tão ruim assim e que algumas vezes as coisas não dão certo da primeira vez.
ela é uma menina inteligente. desconversa, pois não quer entrar em muitos detalhes. diz que precisa desligar e fala que vai ligar mais tarde, mas não liga. ele sente que não haverá outra ligação, mas mesmo assim, uma fagulha de esperança acende nele.
ele quer muito entender o que acontece com ela. gostaria de poder ajudar, mas sempre que oferece ajuda, parece que ela pensa que ele está cobrando coisas dela. o rapaz gostaria muito de mudar isso, mas não sabe o que falar e sempre acaba pedindo desculpas por ter feito com que ela ficasse nervosa.
quer muito ligar... uma conversa, um ombro... era só o que ele precisava, essa noite. mas não toca no telefone. sabe que muito do que ela sente de insegurança partiu dele mesmo e não sabe ao certo o que fazer para reverter isso.
ele procura palavras para descrever tudo o que sente... quer falar pra ela das coisas legais que ele viu ultimamente, dos livros interessantes, mas sabe que quando ligar, vai acabar mudo frente às coisas que ela fala... não gosta da imagem de opressor que ela tem dele, mas não sabe o que fazer para acabar com ela.
essa noite, ele só queria um ombro para encostar...
ela é uma menina inteligente. desconversa, pois não quer entrar em muitos detalhes. diz que precisa desligar e fala que vai ligar mais tarde, mas não liga. ele sente que não haverá outra ligação, mas mesmo assim, uma fagulha de esperança acende nele.
ele quer muito entender o que acontece com ela. gostaria de poder ajudar, mas sempre que oferece ajuda, parece que ela pensa que ele está cobrando coisas dela. o rapaz gostaria muito de mudar isso, mas não sabe o que falar e sempre acaba pedindo desculpas por ter feito com que ela ficasse nervosa.
quer muito ligar... uma conversa, um ombro... era só o que ele precisava, essa noite. mas não toca no telefone. sabe que muito do que ela sente de insegurança partiu dele mesmo e não sabe ao certo o que fazer para reverter isso.
ele procura palavras para descrever tudo o que sente... quer falar pra ela das coisas legais que ele viu ultimamente, dos livros interessantes, mas sabe que quando ligar, vai acabar mudo frente às coisas que ela fala... não gosta da imagem de opressor que ela tem dele, mas não sabe o que fazer para acabar com ela.
essa noite, ele só queria um ombro para encostar...
25.12.05
24.12.05
eu comecei esse post pensando em mandar uma mensagem de natal... mas eu não sou muito de festas natalinas, então eu acho que vou falar outra coisa.
eu quero agradecer aos deuses (e aos perpétuos!) por me permitirem perceber tantas coisas, nos últimos tempos.
eu percebi que estou mais forte do que nunca hoje em dia. e mesmo assim, percebo que posso ser muito mais... e quero ser muito mais.
percebi que não devo me perder em um caminho que não pode ser percorrido por ninguém.
percebi que posso e devo querer mais sempre... mas que isso não deve atrapalhar o que tenho hoje (essa está sendo uma lição difícil de por em prática, mas acho que conseguirei!)
e percebi sobretudo a importância que os amigos têm na nossa vida... sei que sou um cara complicado e difícil de se conviver, mas podem ter certeza que conheço a importância de vocês na minha vida, hoje. não seria quem eu sou se não tivesse a oportunidade de compartilhar meus dias com vocês. obrigado, pessoal.
bons sonhos para todos...
eu quero agradecer aos deuses (e aos perpétuos!) por me permitirem perceber tantas coisas, nos últimos tempos.
eu percebi que estou mais forte do que nunca hoje em dia. e mesmo assim, percebo que posso ser muito mais... e quero ser muito mais.
percebi que não devo me perder em um caminho que não pode ser percorrido por ninguém.
percebi que posso e devo querer mais sempre... mas que isso não deve atrapalhar o que tenho hoje (essa está sendo uma lição difícil de por em prática, mas acho que conseguirei!)
e percebi sobretudo a importância que os amigos têm na nossa vida... sei que sou um cara complicado e difícil de se conviver, mas podem ter certeza que conheço a importância de vocês na minha vida, hoje. não seria quem eu sou se não tivesse a oportunidade de compartilhar meus dias com vocês. obrigado, pessoal.
bons sonhos para todos...
nicholas was...
older than sin, and his beard could grow no whiter. he wanted to die.
the dwarfish natives of the arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.
once every year they forced him, sobbing and protesting, into endless night. during the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves' invisible gifts by its bedside. the children slept, frozen into time.
he envied prometheus and loki, sisyphus and judas. his punishment was harsher.
ho.
ho.
ho.
the dwarfish natives of the arctic caverns did not speak his language, but conversed in their own, twittering tongue, conducted incomprehensible rituals, when they were not actually working in the factories.
once every year they forced him, sobbing and protesting, into endless night. during the journey he would stand near every child in the world, leave one of the dwarves' invisible gifts by its bedside. the children slept, frozen into time.
he envied prometheus and loki, sisyphus and judas. his punishment was harsher.
ho.
ho.
ho.
neil gaiman - texto retirado do site do autor (www.neilgaiman.com)
para celebrar a data!
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
santa's going to wear a black dress
just for me and you
santa's going to grunt in latin
and slay a dragon or two
rudolph, he will change his name
cuz rudolph just sounds really lame
now we'll call him ragnagord
the evil reindeer overlord
his nose it shall be red no more
it will be blackened to the core
his eyes will glow an evil glow
to guide the chariot through the snow
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
hope you'll have a gothic christmas too
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
santa's going to wear a black dress
just for me and you
santa's going to grunt in latin
and slay a dragon or two
rudolph, he will change his name
cuz rudolph just sounds really lame
now we'll call him ragnagord
the evil reindeer overlord
his nose it shall be red no more
it will be blackened to the core
his eyes will glow an evil glow
to guide the chariot through the snow
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we're gonna have a gothic christmas
that is what we'll do
we're gonna have a gothic christmas
hope you'll have one too
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
we want to wish you a gothic christmas
hope you'll have a gothic christmas too
within temptation - gothic christmas
23.12.05
22.12.05
o santo graal e o tema unificador
eu vivi a minha vida durante muito tempo imaginando estar atrás de um santo graal.
sempre disse pra todo mundo que eu sentia que existia alguma coisa, em algum lugar e que era essa coisa que eu procurei sempre.
e ficava triste... arrasado, por não ter idéia do que era essa coisa. ou de como encontrá-la.
e então eu ouvi falar sobre tema unificador. e acreditei que era isso o que esse graal seria na minha vida... o tema que unificaria cada parte de mim que parecia estar dissonante do todo.
e novamente, a incerteza sobre o santo graal e o tema unificador me tomaram e novamente eu fiquei mal...
e vivi anos da minha vida assim... ou não vivi, esperando encontrar esse graal, esse tema!
mas estou começando a acreditar que não existe, pelo menos para mim, um tema unificador, que o santo graal não é um destino específico. eu tenho tanta coisa dentro de mim. tantos desejos, vontades e sonhos que não acredito que exista uma única coisa que vá preencher todas as lacunas.
e começo a acreditar mesmo que eu preciso desse vazio... porque estou aprendendo que ele deve me impulsionar a tentar coisas novas... a viver coisas diferentes... a aprender e a buscar mais...
não quero só o graal... quero todos os tesouros da bretanha!!!
não tenho um tema unificador... tenho um quebra-cabeça de pequenas respostas e grandes perguntas...
e tenho uma alma que quer viver tudo isso.
sempre disse pra todo mundo que eu sentia que existia alguma coisa, em algum lugar e que era essa coisa que eu procurei sempre.
e ficava triste... arrasado, por não ter idéia do que era essa coisa. ou de como encontrá-la.
e então eu ouvi falar sobre tema unificador. e acreditei que era isso o que esse graal seria na minha vida... o tema que unificaria cada parte de mim que parecia estar dissonante do todo.
e novamente, a incerteza sobre o santo graal e o tema unificador me tomaram e novamente eu fiquei mal...
e vivi anos da minha vida assim... ou não vivi, esperando encontrar esse graal, esse tema!
mas estou começando a acreditar que não existe, pelo menos para mim, um tema unificador, que o santo graal não é um destino específico. eu tenho tanta coisa dentro de mim. tantos desejos, vontades e sonhos que não acredito que exista uma única coisa que vá preencher todas as lacunas.
e começo a acreditar mesmo que eu preciso desse vazio... porque estou aprendendo que ele deve me impulsionar a tentar coisas novas... a viver coisas diferentes... a aprender e a buscar mais...
não quero só o graal... quero todos os tesouros da bretanha!!!
não tenho um tema unificador... tenho um quebra-cabeça de pequenas respostas e grandes perguntas...
e tenho uma alma que quer viver tudo isso.
de adam smith
"por mais que se considere egoísta um indivíduo, existem evidentemente alguns princípios em sua natureza, que o fazem interessar-se pela sorte dos outros, tornando necessária para ele a felicidade desses outros, embora daí não advenha coisa alguma além do prazer de testemunhá-la."
21.12.05
i am the power of a man
strong like music
true like friendship
but without my friends there would be no music...
only spoken word
fucker!
i am able to change
so i live without regret,
without remorse
only a remix
i am drunk
i am sober.
heaven doesn't want me
and hells afraid i'll take over.
don't bother trying to censor me,
or shut me up because it won't work.
i am cold and distant
yet worm and close
to those who deserve to see that side of me
part of me..
the heart of me.
strong like music
true like friendship
but without my friends there would be no music...
only spoken word
fucker!
i am able to change
so i live without regret,
without remorse
only a remix
i am drunk
i am sober.
heaven doesn't want me
and hells afraid i'll take over.
don't bother trying to censor me,
or shut me up because it won't work.
i am cold and distant
yet worm and close
to those who deserve to see that side of me
part of me..
the heart of me.
18.12.05
eu tiro fotos de coisas e pessoas...
e quanto mais fotos eu tiro de pessoas e coisas mais eu percebo que o que eu acabo mostrando nas fotos sou eu mesmo.
é... eu sou megalomaníaco, às vezes... e até gosto de brincar com isso, às vezes...
mas nesse caso, acho que é isso.
acho que eu descobri na foto uma maneira nova de me expressar... de buscar no mundo lá fora alguma coisa que espelhe o mundo aqui de dentro.
é... de vez em quando eu sou meio estranho, mesmo... (sorriso)
e quanto mais fotos eu tiro de pessoas e coisas mais eu percebo que o que eu acabo mostrando nas fotos sou eu mesmo.
é... eu sou megalomaníaco, às vezes... e até gosto de brincar com isso, às vezes...
mas nesse caso, acho que é isso.
acho que eu descobri na foto uma maneira nova de me expressar... de buscar no mundo lá fora alguma coisa que espelhe o mundo aqui de dentro.
é... de vez em quando eu sou meio estranho, mesmo... (sorriso)
um poema
quero um poema que fale de amores e de dores,
um poema sobre o que é simples na vida.
quero um poema sobre o pôr-do-sol e o luar,
um poema sobre um primeiro beijo e sobre um último adeus.
quero um poema que me faça sentir com saudade
e aquela sensação boa de saber que tudo é passageiro.
quero um poema sobre o vinho, a música e o riso,
um poema sobre o gozo do amor verdadeiro.
quero um poema que me faça sentir
e sentir
e sentir
quero um poema sobre a chuva e o vento,
um poema sobre o toque da pele e o calor do corpo.
quero um poema sobre mim.
um poema sobre o que é simples na vida.
quero um poema sobre o pôr-do-sol e o luar,
um poema sobre um primeiro beijo e sobre um último adeus.
quero um poema que me faça sentir com saudade
e aquela sensação boa de saber que tudo é passageiro.
quero um poema sobre o vinho, a música e o riso,
um poema sobre o gozo do amor verdadeiro.
quero um poema que me faça sentir
e sentir
e sentir
quero um poema sobre a chuva e o vento,
um poema sobre o toque da pele e o calor do corpo.
quero um poema sobre mim.
dragões
ele passa a ponta da caneta no papel, observando a criação tomar forma na sua frente...
as poderosas asas abertas, impondo força e mobilidade. os dentes afiados desafiam qualquer um a tentar chegar perto sem ser destroçado. os músculos poderosos preparados para um ataque.
ele sempre gostou de dragões... sempre se lembra das histórias que lia, quando era criança... ficava fascinado pelas ilustrações dos animais cruzando os céus, majestosos e perigosos.
termina o desenho e observa o papel, absorvendo os detalhes...
as poderosas asas abertas, impondo força e mobilidade. os dentes afiados desafiam qualquer um a tentar chegar perto sem ser destroçado. os músculos poderosos preparados para um ataque.
ele sempre gostou de dragões... sempre se lembra das histórias que lia, quando era criança... ficava fascinado pelas ilustrações dos animais cruzando os céus, majestosos e perigosos.
termina o desenho e observa o papel, absorvendo os detalhes...
celular
tenho celular de novo!!!
é bom poder me comunicar de novo!!!
mas é ruim ficar disponível para o mundo 24 horas por dia.
bom... é a vida, não?
é bom poder me comunicar de novo!!!
mas é ruim ficar disponível para o mundo 24 horas por dia.
bom... é a vida, não?
17.12.05
when you're evil
when the devil is too busy,
and death's a bit too much,
they call on me - by name you see -
for my special touch.
to the gentlemen i'm miss fortune,
to the ladies i'm sir prize,
but call me by any name,
any way it's all the same...
i'm the fly in your soup,
i'm the pebble in your shoe,
i'm the pea beneath your bed,
i'm a bump on every head,
i'm the peel on which you slip,
i'm a pin in every hip,
i'm the thorn in your side,
makes you wriggle and writhe.
(chorus)
and it's so easy when you're evil...
this is the life, you see
the devil tips his hat to me.
i do it all because i'm evil,
and i do it all for free!
your tears are all the pay i'll ever need.
while there's children to make sad,
while there's candy to be had,
while there's pockets left to pick,
while there's grannies left to trip down the stairs
i'll be there, i'll be waiting round the corner
it's a game, i'm glad i'm in it
'cause there's one born every minute.
(chorus)
i pledge my allegiance to all things dark
and i promise on my damned soul
to do as i am told, lord beelzebub
has never seen a soldier quite like me,
not only does his job but does it happily.
i'm the fear that keeps you awake,
i'm the shadows on the wall,
i'm the monsters they become,
i'm the nightmare in your skull,
i'm a dagger in your back,
an extra turn upon the rack,
i'm the quivering in your heart,
a stabbing pain, a sudden start.
(chorus)
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
it gets so lonely being evil.
what i'd do to see a smile,
even for a little while,
and no one loves you when you're evil...
i'm lying though my teeth!
your tears are all the company i need!
and death's a bit too much,
they call on me - by name you see -
for my special touch.
to the gentlemen i'm miss fortune,
to the ladies i'm sir prize,
but call me by any name,
any way it's all the same...
i'm the fly in your soup,
i'm the pebble in your shoe,
i'm the pea beneath your bed,
i'm a bump on every head,
i'm the peel on which you slip,
i'm a pin in every hip,
i'm the thorn in your side,
makes you wriggle and writhe.
(chorus)
and it's so easy when you're evil...
this is the life, you see
the devil tips his hat to me.
i do it all because i'm evil,
and i do it all for free!
your tears are all the pay i'll ever need.
while there's children to make sad,
while there's candy to be had,
while there's pockets left to pick,
while there's grannies left to trip down the stairs
i'll be there, i'll be waiting round the corner
it's a game, i'm glad i'm in it
'cause there's one born every minute.
(chorus)
i pledge my allegiance to all things dark
and i promise on my damned soul
to do as i am told, lord beelzebub
has never seen a soldier quite like me,
not only does his job but does it happily.
i'm the fear that keeps you awake,
i'm the shadows on the wall,
i'm the monsters they become,
i'm the nightmare in your skull,
i'm a dagger in your back,
an extra turn upon the rack,
i'm the quivering in your heart,
a stabbing pain, a sudden start.
(chorus)
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
and i'd do it all for free,
your tears are all the pay i'll ever need.
it gets so lonely being evil.
what i'd do to see a smile,
even for a little while,
and no one loves you when you're evil...
i'm lying though my teeth!
your tears are all the company i need!
voltaire - when you're evil
14.12.05
13.12.05
eu não sei me definir...
eu já escrevi e apaguei essas linhas aqui umas 10 vezes.
queria que hoje, a pessoa certa lesse meu blog... e que ela entendesse, hoje, tudo o que sempre quero dizer nas entrelinhas de tudo o que escrevo.
queria me sentir mais próximo de alguém, hoje.
é. hoje é um daqueles dias em que só vejo um abismo, entre mim e o resto do mundo...
tá. eu sou humano... sei que não sou diferente de ninguém que caminha por aí... mas eu também sei que tenho tantas coisas que pessoa alguma vê, sente ou percebe.
e essas coisas sempre são importantes, pra mim... só que acabam construindo esse abismo.
eu sei que hoje sou bem diferente do marcio de alguns meses atrás... mas sei também que em essência eu serei sempre a mesma pessoa. isso nada ou ninguém poderá mudar...
e eu gosto dessa essência... gosto mesmo...
mas de vez em quando acho chato demais ser uma pessoa solitária por natureza...
por quê?
porque paradoxalmente, eu sinto uma necessidade enorme de ter alguém perto de mim... cuidando de mim... sendo cuidada... ouvindo e sendo escutada...
e lidar com esse paradoxo sempre foi-me complicado demais. esses paradoxos são tão estranhos pra mim quanto podem parecer...
mas eu sou como sou. é assim que os deuses me fizeram... é assim que o mundo me fez... é assim que eu me fiz.
não sei se é bom ou mau... nem me importa muito agora, porque é isso o que eu tenho.
eu acho que estou crescendo... mas eu não sei me definir... acho que não saberei nunca...
mas apesar de tudo, eu sou eu.
queria que hoje, a pessoa certa lesse meu blog... e que ela entendesse, hoje, tudo o que sempre quero dizer nas entrelinhas de tudo o que escrevo.
queria me sentir mais próximo de alguém, hoje.
é. hoje é um daqueles dias em que só vejo um abismo, entre mim e o resto do mundo...
tá. eu sou humano... sei que não sou diferente de ninguém que caminha por aí... mas eu também sei que tenho tantas coisas que pessoa alguma vê, sente ou percebe.
e essas coisas sempre são importantes, pra mim... só que acabam construindo esse abismo.
eu sei que hoje sou bem diferente do marcio de alguns meses atrás... mas sei também que em essência eu serei sempre a mesma pessoa. isso nada ou ninguém poderá mudar...
e eu gosto dessa essência... gosto mesmo...
mas de vez em quando acho chato demais ser uma pessoa solitária por natureza...
por quê?
porque paradoxalmente, eu sinto uma necessidade enorme de ter alguém perto de mim... cuidando de mim... sendo cuidada... ouvindo e sendo escutada...
e lidar com esse paradoxo sempre foi-me complicado demais. esses paradoxos são tão estranhos pra mim quanto podem parecer...
mas eu sou como sou. é assim que os deuses me fizeram... é assim que o mundo me fez... é assim que eu me fiz.
não sei se é bom ou mau... nem me importa muito agora, porque é isso o que eu tenho.
eu acho que estou crescendo... mas eu não sei me definir... acho que não saberei nunca...
mas apesar de tudo, eu sou eu.
11.12.05
onde será .. ?
diálogo travado na tarde de domingo, em uma loja de aparelhos celulares:
marcio: oi, boa tarde. eu fui roubado e levaram o celular e os meus documentos. eu liguei para o serviço de atendimento da claro e eles bloquearam o número e me disseram que eu poderia vir em uma loja e comprar outro celular que vocês passariam a minha conta de um para o outro...
atendente: sim, senhor! basta o senhor trazer a identidade, cpf e o código de bloqueio do aparelho antigo! o comprovante de residência não precisa trazer que já está em nossos cadastros!
marcio: mas o meus documentos também foram...
atendente: pode pagar com cartão de débito, crédito, cheque ou crediário! pra fazer o crediário é só trazer a identidade e cpf!
marcio: mas os meus cartões também...
atendente: aqui está o número da senha para o senhor ser atendido!
marcio, olhando incrédulo: onde será que fica o botão de reset?
marcio: oi, boa tarde. eu fui roubado e levaram o celular e os meus documentos. eu liguei para o serviço de atendimento da claro e eles bloquearam o número e me disseram que eu poderia vir em uma loja e comprar outro celular que vocês passariam a minha conta de um para o outro...
atendente: sim, senhor! basta o senhor trazer a identidade, cpf e o código de bloqueio do aparelho antigo! o comprovante de residência não precisa trazer que já está em nossos cadastros!
marcio: mas o meus documentos também foram...
atendente: pode pagar com cartão de débito, crédito, cheque ou crediário! pra fazer o crediário é só trazer a identidade e cpf!
marcio: mas os meus cartões também...
atendente: aqui está o número da senha para o senhor ser atendido!
marcio, olhando incrédulo: onde será que fica o botão de reset?
casual
eles se encontraram quase sem querer. nenhum dos dois esperava ver o outro ali, naquele dia. ele olhava livros sobre histórias de terror e ela procurava coisas sobre música e cinema.
ele a viu primeiro (sempre olhava todas as pessoas que estavam a sua volta, era uma mania antiga) e prestou bastante atenção, pra ter certeza que não estava enganado. já havia visto fotos dela, mas nenhum encontro entre os dois passou do virtual.
ela olhou em direção a ele, curiosa com o olhar que parecia segui-la... depois de um segundo, reconheceu o rosto dele e sorriu em sua direção.
ele respondeu o sorriso, ainda sem saber exatamente o que falar. ela veio
em sua direção, ainda sorrindo.
- oi!
- oi, menina... hã... nossa, eu não esperava te encontrar por aqui.
ela concordou com a cabeça, olhando-o com um pouco de curiosidade (não esperava que ele fosse tão alto).
- o que vc tá fazendo aqui?
- ah... olhando alguns livros de vampiro... pra variar!
- eu tava olhando um livro sobre cinema.
começaram a conversa assim: falando coisas triviais. mas o papo foi se alongando e depois de uns minutos, parecia eles se conheciam há anos.
ele a convidou para tomar um cappuccino. ela pensou um pouquinho e decidiu acompanhá-lo.
conversaram horas sobre tudo... fizeram pequenas confissões sobre coisas que não falavam para ninguém... ele falou sobre as fotos que fazia e sobre as histórias que queria contar. ela falou sobre seus sonhos e sobre o teatro e com era bom atuar.
o dia foi terminando e nenhum dos dois queria ir embora. decidiram se encontrar de novo, na semana seguinte. ele lembrou que queria assistir uma exposição no ccbb... ela aceitou, dizendo que lá sempre foi um dos seus locais preferidos.
despediram-se com um abraço longo e ele ficou observando enquanto ela se afastava.
ele pôs-se a caminhar com as mãos nos bolsos da calça, cantando baixinho uma música e pensando o quão raro eram esses momentos que são simples demais e quem, por serem assim, são importantes demais...
ele a viu primeiro (sempre olhava todas as pessoas que estavam a sua volta, era uma mania antiga) e prestou bastante atenção, pra ter certeza que não estava enganado. já havia visto fotos dela, mas nenhum encontro entre os dois passou do virtual.
ela olhou em direção a ele, curiosa com o olhar que parecia segui-la... depois de um segundo, reconheceu o rosto dele e sorriu em sua direção.
ele respondeu o sorriso, ainda sem saber exatamente o que falar. ela veio
em sua direção, ainda sorrindo.
- oi!
- oi, menina... hã... nossa, eu não esperava te encontrar por aqui.
ela concordou com a cabeça, olhando-o com um pouco de curiosidade (não esperava que ele fosse tão alto).
- o que vc tá fazendo aqui?
- ah... olhando alguns livros de vampiro... pra variar!
- eu tava olhando um livro sobre cinema.
começaram a conversa assim: falando coisas triviais. mas o papo foi se alongando e depois de uns minutos, parecia eles se conheciam há anos.
ele a convidou para tomar um cappuccino. ela pensou um pouquinho e decidiu acompanhá-lo.
conversaram horas sobre tudo... fizeram pequenas confissões sobre coisas que não falavam para ninguém... ele falou sobre as fotos que fazia e sobre as histórias que queria contar. ela falou sobre seus sonhos e sobre o teatro e com era bom atuar.
o dia foi terminando e nenhum dos dois queria ir embora. decidiram se encontrar de novo, na semana seguinte. ele lembrou que queria assistir uma exposição no ccbb... ela aceitou, dizendo que lá sempre foi um dos seus locais preferidos.
despediram-se com um abraço longo e ele ficou observando enquanto ela se afastava.
ele pôs-se a caminhar com as mãos nos bolsos da calça, cantando baixinho uma música e pensando o quão raro eram esses momentos que são simples demais e quem, por serem assim, são importantes demais...
10.12.05
9.12.05
alice
ela caminha para o banheiro ainda sonolenta. a noite foi repleta de pesadelos, mas ela não se lembra.
ela nunca se lembra dos sonhos... parece que a acompanham por toda a vida, mas ela sempre os esquece, assim que acorda.
o quarto é pouco iluminado, mesmo durante o dia, porque a luz faz com que as dores de cabeça piorem... ela passa praticamente o tempo todo dentro da casa dos pais, lendo contos antigos e desenhando.
a sua mãe diz que essas não são tarefas de uma mulher, mas ela não se importa. pouca coisa no mundo importa... tudo parece tão distante, como se ela não pertencesse realmente àquela cidade...
a água fria escorre pelo rosto, levando os últimos sinais da noite... ela se senta no criado mudo e começa a escovar os cabelos longos e dourados.
e então, uma sombra parece passar pelo espelho. a menina vira-se rapidamente, sobressaltada, mas não há nada no quarto além dela.
imagina ter visto coisas...
mas novamente, algo se move e ela percebe que o que quer que seja, está dentro do espelho.
um vulto parece estar vigiando ela ao fundo... parece um animal... a calda balançando vagarosamente...
e um sorriso se forma, nas sombras...
"olá, alice!"
a menina grita, jogando a escova no espelho e caindo de joelhos no chão...
as imagens vêm todas à mente dela... o espelho... o sorriso... o outro lugar.
e de repente ela se recorda...
ela nunca se lembra dos sonhos... parece que a acompanham por toda a vida, mas ela sempre os esquece, assim que acorda.
o quarto é pouco iluminado, mesmo durante o dia, porque a luz faz com que as dores de cabeça piorem... ela passa praticamente o tempo todo dentro da casa dos pais, lendo contos antigos e desenhando.
a sua mãe diz que essas não são tarefas de uma mulher, mas ela não se importa. pouca coisa no mundo importa... tudo parece tão distante, como se ela não pertencesse realmente àquela cidade...
a água fria escorre pelo rosto, levando os últimos sinais da noite... ela se senta no criado mudo e começa a escovar os cabelos longos e dourados.
e então, uma sombra parece passar pelo espelho. a menina vira-se rapidamente, sobressaltada, mas não há nada no quarto além dela.
imagina ter visto coisas...
mas novamente, algo se move e ela percebe que o que quer que seja, está dentro do espelho.
um vulto parece estar vigiando ela ao fundo... parece um animal... a calda balançando vagarosamente...
e um sorriso se forma, nas sombras...
"olá, alice!"
a menina grita, jogando a escova no espelho e caindo de joelhos no chão...
as imagens vêm todas à mente dela... o espelho... o sorriso... o outro lugar.
e de repente ela se recorda...
6.12.05
alice
eu gosto de alice no país das maravilhas...
acho a história uma viagem completa... coisa de quem usava muito ópio...
mas a história é demais...
de vez em quando eu gostaria de saber o que aconteceu com aquela menininha, quando ela cresceu.
acho a história uma viagem completa... coisa de quem usava muito ópio...
mas a história é demais...
de vez em quando eu gostaria de saber o que aconteceu com aquela menininha, quando ela cresceu.
"fecha os olhos!"
"pra quê?"
"fecha e pensa em uma coisa boa!"
os dois estão sentados num banco, no meio de um jardim de plantas e pedras. ela fecha os olhos, sorrindo um pouco... tentando entender a brincadeira.
ele a olha por um instante em que ela parece ser a criatura mais bonita do mundo e se aproxima dos lábios entreabertos.
os dois se encontram em um beijo que dura pouco, mas que marcará os dois por toda a vida...
"pra quê?"
"fecha e pensa em uma coisa boa!"
os dois estão sentados num banco, no meio de um jardim de plantas e pedras. ela fecha os olhos, sorrindo um pouco... tentando entender a brincadeira.
ele a olha por um instante em que ela parece ser a criatura mais bonita do mundo e se aproxima dos lábios entreabertos.
os dois se encontram em um beijo que dura pouco, mas que marcará os dois por toda a vida...
esse ano vai ficar marcado para sempre...
por quê??? porque eu aprendi muitas e muitas lições esse ano... ou melhor, eu aprendi a entender melhor essas lições e não a vê-las somente como coisas inoportunas, ou que me faziam ficar triste...
claro... eu vou sofrer ainda muitas e muitas vezes... algumas por coisas bobas. isso é inevitável pra alguém que tem uma sensibilidade a algumas coisas da vida...
mas eu estou percebendo que essas dores podem ser usadas a meu favor...
com elas eu posso encontrar meus pontos fracos... e se eu for esperto o bastante, poderei encarar esses pontos fracos e crescer, aprendendo sobre eles.
é estranho, pra alguém como eu que sempre andou por aí procurando em vão encontrar algo que satisfizesse esse vazio enorme que sinto de vez em quando, de repente perceber que talvez esse vazio não possa nunca ser preenchido... mas que isso não importa tanto assim, porque existem muitas e muitas coisas lá fora a serem aprendidas...
e eu quero muito encontrá-las...
por quê??? porque eu aprendi muitas e muitas lições esse ano... ou melhor, eu aprendi a entender melhor essas lições e não a vê-las somente como coisas inoportunas, ou que me faziam ficar triste...
claro... eu vou sofrer ainda muitas e muitas vezes... algumas por coisas bobas. isso é inevitável pra alguém que tem uma sensibilidade a algumas coisas da vida...
mas eu estou percebendo que essas dores podem ser usadas a meu favor...
com elas eu posso encontrar meus pontos fracos... e se eu for esperto o bastante, poderei encarar esses pontos fracos e crescer, aprendendo sobre eles.
é estranho, pra alguém como eu que sempre andou por aí procurando em vão encontrar algo que satisfizesse esse vazio enorme que sinto de vez em quando, de repente perceber que talvez esse vazio não possa nunca ser preenchido... mas que isso não importa tanto assim, porque existem muitas e muitas coisas lá fora a serem aprendidas...
e eu quero muito encontrá-las...
1.12.05
é difícil para mim amar sem ser amado...
mas também é complicado o deixar-me ser amado...
porque eu sempre acabo achando (algumas vezes inconscientemente), que eu não sou merecedor de ser o alvo de tanto afeto...
porque eu sou completamente antisocial e solitário, e me sentir amado por alguém é sempre um choque...
porque eu sou um idiota, às vezes e demoro séculos pra perceber que sou amado de verdade...
ahhhhhhhh... por vários motivos...
mas eu acho que estou aprendendo... de verdade... como estou...
mas também é complicado o deixar-me ser amado...
porque eu sempre acabo achando (algumas vezes inconscientemente), que eu não sou merecedor de ser o alvo de tanto afeto...
porque eu sou completamente antisocial e solitário, e me sentir amado por alguém é sempre um choque...
porque eu sou um idiota, às vezes e demoro séculos pra perceber que sou amado de verdade...
ahhhhhhhh... por vários motivos...
mas eu acho que estou aprendendo... de verdade... como estou...
29.11.05
escritor solteiro procura
preciso de alguém para me ajudar em um novo projeto sobre vampiros, que deve render uma boa história, pelo menos...
então, se vc gosta de escrever histórias de terror, não tem medo de se aventurar em um projeto grande e tá a fim de possivelmente publicar uma história, manda uma mensagem pra mim!!!
currículos serão aceitos se enviados para o email do dono do blog...
inscrições limitadas!!!
:)
então, se vc gosta de escrever histórias de terror, não tem medo de se aventurar em um projeto grande e tá a fim de possivelmente publicar uma história, manda uma mensagem pra mim!!!
currículos serão aceitos se enviados para o email do dono do blog...
inscrições limitadas!!!
:)
anansi boys
ei...
se alguém quiser me dar um presente de natal, tem o livro novo do gaiman... eu bem vou adorar, se receber!
se alguém quiser me dar um presente de natal, tem o livro novo do gaiman... eu bem vou adorar, se receber!
frankenstein
acabei de assistir frankenstein...
ok, o filme não é muito bom.
mas me fez pensar em coisas...
nós somos todos meio como a criação do frankenstein, né??? quantas vezes em sua vida, vc ouviu falar "nossa! ele tem os olhos do pai!" ou "essa boca é igualzinha a da sua avó" ou outras coisas assim?
e essas são só as partes físicas nossas que não são apenas nossas...
temos todas as pessoas que nos ensinam coisas, na nossa vida... todos aqueles que passam em nossos caminhos... amigos, amores, inimigos, professores, etc...
somos esse amálgama de pessoas, costurado com o fio de nossas experiências sozinhos no mundo...
e é engraçado, como muitas vezes nós nos recusamos a aceitar isso... procuramos um caminho distante de tudo o que foi feito antes... mudamos nossa aparência... transgredimos... mas no fundo, temos tudo isso gravado em nós.
isso tudo torna difícil, ou melhor, impossível conhecer alguém por inteiro... mas é também o que torna também a experiência bastante agradável, né???
ok, o filme não é muito bom.
mas me fez pensar em coisas...
nós somos todos meio como a criação do frankenstein, né??? quantas vezes em sua vida, vc ouviu falar "nossa! ele tem os olhos do pai!" ou "essa boca é igualzinha a da sua avó" ou outras coisas assim?
e essas são só as partes físicas nossas que não são apenas nossas...
temos todas as pessoas que nos ensinam coisas, na nossa vida... todos aqueles que passam em nossos caminhos... amigos, amores, inimigos, professores, etc...
somos esse amálgama de pessoas, costurado com o fio de nossas experiências sozinhos no mundo...
e é engraçado, como muitas vezes nós nos recusamos a aceitar isso... procuramos um caminho distante de tudo o que foi feito antes... mudamos nossa aparência... transgredimos... mas no fundo, temos tudo isso gravado em nós.
isso tudo torna difícil, ou melhor, impossível conhecer alguém por inteiro... mas é também o que torna também a experiência bastante agradável, né???
27.11.05
dia de plantão
tô de plantão, hoje...
ouvindo morrissey, sem nada de importante pra fazer, a não ser pensar na vida (odeio os domingos de plantão).
trouxe um livro, mas como tá calor por aqui (todo plantão esquecem de ligar o ar condicionado) e tô meio que inquieto... acho que só vou conseguir ler à noite.
o msn tá aberto, mas não tem ninguém online... eu também nem estou com muita vontade de conversar sobre banalidades, hoje...
ahhhh... essa inquietação da alma enche o saco, de vez em quando... e eu estou realmente crescendo, acho, porque estou cada vez mais propenso a pensar que não importa o que eu pense ou faça, ela sempre vai existir, então o melhor que faço é conviver com ela harmoniosamente...
tá... eu e harmonia não somos muito chegados, mas eu sigo tentando...
vontade de estar em um café... sentado, ouvindo música interessante, conversando com gente interessante...
ahhhhhhhhhhhhhh... no fundo, eu acho mesmo que preciso é me apaixonar... cheguei à conclusão que eu funciono melhor quando estou assim. adoro sentir todas as sensações novas de se conhecer alguém.
mas... ando vivendo um paradoxo...
tô meio não querendo ficar sozinho... mas não tem ninguém perto com quem eu gostaria de ficar, agora... ficar num sentido mais íntimo... dividir coisas, mesmo...
acho que tudo tem a sua hora, né??? tudo que eu tenho que fazer é viver a minha vida, ficar na minha, cuidar para ficar bem e algo vai acontecer...
ouviram aí de cima??? algo VAI acontecer... ;)
/parênteses
ei, milady que anda distante... saudades de vc! nem me pede para explicar por quê... só ando me lembrando muito de vc, nos últimos dias... quando vier para esse país, lembra de mim, tá?
fecha parênteses/
passei o dia com meu sobrinho, antes de vir para o trabalho... foi MUITO legal... toda vez que eu ficava longe dele, ele gritava "tio macinho!!!" e vinha me procurar...
crianças são apaixonantes, né???
tô com umas idéias para um projeto. ainda não tenho certeza de como eu formatarei o que estou pensando, mas ia ser uma idéia interessante.
neil gaiman lançou o novo livro dele e eu ainda sem grana pra comprar... quero a edição em inglês...
e quero assistir mirrormask!!!
ouvindo morrissey, sem nada de importante pra fazer, a não ser pensar na vida (odeio os domingos de plantão).
trouxe um livro, mas como tá calor por aqui (todo plantão esquecem de ligar o ar condicionado) e tô meio que inquieto... acho que só vou conseguir ler à noite.
o msn tá aberto, mas não tem ninguém online... eu também nem estou com muita vontade de conversar sobre banalidades, hoje...
ahhhh... essa inquietação da alma enche o saco, de vez em quando... e eu estou realmente crescendo, acho, porque estou cada vez mais propenso a pensar que não importa o que eu pense ou faça, ela sempre vai existir, então o melhor que faço é conviver com ela harmoniosamente...
tá... eu e harmonia não somos muito chegados, mas eu sigo tentando...
vontade de estar em um café... sentado, ouvindo música interessante, conversando com gente interessante...
ahhhhhhhhhhhhhh... no fundo, eu acho mesmo que preciso é me apaixonar... cheguei à conclusão que eu funciono melhor quando estou assim. adoro sentir todas as sensações novas de se conhecer alguém.
mas... ando vivendo um paradoxo...
tô meio não querendo ficar sozinho... mas não tem ninguém perto com quem eu gostaria de ficar, agora... ficar num sentido mais íntimo... dividir coisas, mesmo...
acho que tudo tem a sua hora, né??? tudo que eu tenho que fazer é viver a minha vida, ficar na minha, cuidar para ficar bem e algo vai acontecer...
ouviram aí de cima??? algo VAI acontecer... ;)
/parênteses
ei, milady que anda distante... saudades de vc! nem me pede para explicar por quê... só ando me lembrando muito de vc, nos últimos dias... quando vier para esse país, lembra de mim, tá?
fecha parênteses/
passei o dia com meu sobrinho, antes de vir para o trabalho... foi MUITO legal... toda vez que eu ficava longe dele, ele gritava "tio macinho!!!" e vinha me procurar...
crianças são apaixonantes, né???
tô com umas idéias para um projeto. ainda não tenho certeza de como eu formatarei o que estou pensando, mas ia ser uma idéia interessante.
neil gaiman lançou o novo livro dele e eu ainda sem grana pra comprar... quero a edição em inglês...
e quero assistir mirrormask!!!
23.11.05
winter morning
ela acorda com um pouco de enxaqueca... odeia se sentir assim, mas infelizmente já se acostumou com o sofrimento insolúvel.
na janela do quarto, ela percebe que algo está diferente.
ela se aproxima e vê um mundo branco do lado de fora. os olhos brilham com a constatação: "nevou à noite!!!"
ela corre para se trocar. colocar uma roupa de frio e olhar o mundo é tudo em que ela consegue se concentrar, agora.
quando ela sai, é como se estivesse abrindo os olhos pela primeira vez em um outro mundo. todas as árvores, as casas e carros, as ruas estão cobertos de um manto branco.
ela sorri, sentindo o vento frio do início do inverno... maravilhada com tudo aquilo à sua volta.
os vizinhos passam, sem entender muito o porquê da alegria, afinal é só mais um inverno.
não. não é só mais um inverno...
mais tarde, ela vai para o bosque perto de sua casa. a neve cobre o mundo com uma sensação de calma e reverência. é hora do mundo se recolher.
é hora de introspecção.
e é hora de sonhar com novas estações...
na janela do quarto, ela percebe que algo está diferente.
ela se aproxima e vê um mundo branco do lado de fora. os olhos brilham com a constatação: "nevou à noite!!!"
ela corre para se trocar. colocar uma roupa de frio e olhar o mundo é tudo em que ela consegue se concentrar, agora.
quando ela sai, é como se estivesse abrindo os olhos pela primeira vez em um outro mundo. todas as árvores, as casas e carros, as ruas estão cobertos de um manto branco.
ela sorri, sentindo o vento frio do início do inverno... maravilhada com tudo aquilo à sua volta.
os vizinhos passam, sem entender muito o porquê da alegria, afinal é só mais um inverno.
não. não é só mais um inverno...
mais tarde, ela vai para o bosque perto de sua casa. a neve cobre o mundo com uma sensação de calma e reverência. é hora do mundo se recolher.
é hora de introspecção.
e é hora de sonhar com novas estações...
tem gente demais...
tem horas que eu olho enfurecido, entristecido, com poucas esperanças e penso:
- Tem gente demais no mundo!
- Tem gente demais no mundo!
21.11.05
guardando memórias.
no final do dia, ele sempre subia para o sótão. invariavelmente no mesmo horário, o rapaz abria a porta em forma de alçapão com uma escada embutida que levava para o cômodo escuro, subia e ficava lá por vários minutos.
os pais ficaram preocupados, no início. imaginavam o que o jovem poderia estar fazendo sozinho, naquele lugar. mas como as notas na escola continuaram boas e nada parecia ter mudado, eles acabaram aceitando aquilo como mais uma excentricidade do seu filho mais novo.
e todo crepúsculo era passado na solidão do sótão da casa antiga. lá, no cantinho mais distante da portinhola, o garoto ficava sentado, com uma caixa antiga de madeira, cheia de lindos entalhes, em seu colo.
aquela caixa era onde guardava suas memórias.
quando era criança, ele gostava muito de observar o mundo. praticamente todas as brincadeiras que inventava o levavam a tentar descobrir mais um pouco sobre aquele mundo cheio de coisas curiosas. o pai dizia que ele perguntava demais e a mãe passava a mão na cabeça dele, pedindo encarecidamente para ele parar um pouco com a metralhadora de questionamentos diários. mas o menino nunca se satisfazia com as respostas dadas. sempre havia mais e mais a descobrir!
mas uma tarde, quando ele fez 12 anos, algo terrível aconteceu: não conseguia lembrar o nome do 6º do sistema solar! ele pensou e pensou e pensou, mas não lembrava...
"como isso aconteceu? eu sabia o nome... como era mesmo???"
um pensamento ruim passou por sua mente: ele estava ficando velho! e os mais velhos viviam reclamando que esqueciam coisas o tempo todo.
"ah, não!"
o que fazer??? iria esquecer de tudo pelo que passou? de tudo o que aprendeu nos livros de escola e nas horas que passava na biblioteca do pai, lendo livros sobre curiosidades do mundo??
não podia deixar isso acontecer. e o menino pensou e pensou, até que uma idéia lhe passou pela cabeça.
"vou guardar tudo o que aprendo. assim não vou ter problemas, se a minha memória ficar ruim"
lembrou-se de uma antiga caixa que o avô lhe deu e onde ele guardava sua coleção de soldados de chumbo. aquela caixa seria perfeita para guardar as memórias. mas não seria pequena demais? não. chegou a conclusão que se elas cabiam na sua cabeça, caberiam na caixa.
ele subiu correndo as escadas até o quarto e apanhou a caixa. retirou todos os bonecos de metal de dentro e saiu com ela embaixo do braço. tinha que escolher um local seguro para guardar as memórias. elas não podiam ficar em qualquer lugar. eram coisas muito preciosas!
ele lembrou que quase nunca seus pais iam para o sótão. era o local perfeito para guardar a caixa.
e ele a deixou lá. e todos os dias ia até lá para guardar as memórias do que lhe havia acontecido.
e de vez em quando, procurava na caixa a memória de um dia específico. e sorria enquanto as memórias de momentos bons eram revividas...
os pais ficaram preocupados, no início. imaginavam o que o jovem poderia estar fazendo sozinho, naquele lugar. mas como as notas na escola continuaram boas e nada parecia ter mudado, eles acabaram aceitando aquilo como mais uma excentricidade do seu filho mais novo.
e todo crepúsculo era passado na solidão do sótão da casa antiga. lá, no cantinho mais distante da portinhola, o garoto ficava sentado, com uma caixa antiga de madeira, cheia de lindos entalhes, em seu colo.
aquela caixa era onde guardava suas memórias.
quando era criança, ele gostava muito de observar o mundo. praticamente todas as brincadeiras que inventava o levavam a tentar descobrir mais um pouco sobre aquele mundo cheio de coisas curiosas. o pai dizia que ele perguntava demais e a mãe passava a mão na cabeça dele, pedindo encarecidamente para ele parar um pouco com a metralhadora de questionamentos diários. mas o menino nunca se satisfazia com as respostas dadas. sempre havia mais e mais a descobrir!
mas uma tarde, quando ele fez 12 anos, algo terrível aconteceu: não conseguia lembrar o nome do 6º do sistema solar! ele pensou e pensou e pensou, mas não lembrava...
"como isso aconteceu? eu sabia o nome... como era mesmo???"
um pensamento ruim passou por sua mente: ele estava ficando velho! e os mais velhos viviam reclamando que esqueciam coisas o tempo todo.
"ah, não!"
o que fazer??? iria esquecer de tudo pelo que passou? de tudo o que aprendeu nos livros de escola e nas horas que passava na biblioteca do pai, lendo livros sobre curiosidades do mundo??
não podia deixar isso acontecer. e o menino pensou e pensou, até que uma idéia lhe passou pela cabeça.
"vou guardar tudo o que aprendo. assim não vou ter problemas, se a minha memória ficar ruim"
lembrou-se de uma antiga caixa que o avô lhe deu e onde ele guardava sua coleção de soldados de chumbo. aquela caixa seria perfeita para guardar as memórias. mas não seria pequena demais? não. chegou a conclusão que se elas cabiam na sua cabeça, caberiam na caixa.
ele subiu correndo as escadas até o quarto e apanhou a caixa. retirou todos os bonecos de metal de dentro e saiu com ela embaixo do braço. tinha que escolher um local seguro para guardar as memórias. elas não podiam ficar em qualquer lugar. eram coisas muito preciosas!
ele lembrou que quase nunca seus pais iam para o sótão. era o local perfeito para guardar a caixa.
e ele a deixou lá. e todos os dias ia até lá para guardar as memórias do que lhe havia acontecido.
e de vez em quando, procurava na caixa a memória de um dia específico. e sorria enquanto as memórias de momentos bons eram revividas...
roll the bones
todas as vezes que olho para você, vejo possibilidades.
você me olha e vê desperdício. e resolveu novamente apostar suas fichas no jogo.
"que rolem os dados", você pensa. "a minha sorte pode virar!"
e eles rolam... e continuam rolando a noite inteira.
mas o que você esquece, querida. é que a casa sempre ganha!
você me olha e vê desperdício. e resolveu novamente apostar suas fichas no jogo.
"que rolem os dados", você pensa. "a minha sorte pode virar!"
e eles rolam... e continuam rolando a noite inteira.
mas o que você esquece, querida. é que a casa sempre ganha!
19.11.05
querer
eu quero amar.
quero me perder no mar de sentimentos que me cerca, quando estou apaixonado.
quero sofrer de amor. porque se sofrer por amor é inevitável, que venha a dor! pelo menos é um sinal de que estou vivo.
mas não há sofrimento que não acabe e não há amor que a tudo supere, se não há medo... se não há mágoa.
quero caminhar sob a lua, sorrindo e falando de coisas bobas porque tudo tem importância, quando se vive o momento.
quero desfrutar de boas companhias; bebendo e comendo do melhor.
quero escutar música com amigos.
quero fazer amor à tarde.
quero sonhar acordado, os corpos nus e entregues ao momento.
quero chorar por despedidas inevitáveis e quero sentir o frio no estômago no momento do reencontro.
quero planos, quero filhos.
quero envelhecer junto.
quero caminhar na praia à noite de mão dada.
quero correr da chuvas de verão e sentir um beijo com gosto de chuva, embaixo de uma marquise.
quero ler junto. escrever junto.
quero bagunça no cinema. fins de noite em barzinhos cheio de caras conhecidas.
quero tudo... e quero muito.
quero me perder no mar de sentimentos que me cerca, quando estou apaixonado.
quero sofrer de amor. porque se sofrer por amor é inevitável, que venha a dor! pelo menos é um sinal de que estou vivo.
mas não há sofrimento que não acabe e não há amor que a tudo supere, se não há medo... se não há mágoa.
quero caminhar sob a lua, sorrindo e falando de coisas bobas porque tudo tem importância, quando se vive o momento.
quero desfrutar de boas companhias; bebendo e comendo do melhor.
quero escutar música com amigos.
quero fazer amor à tarde.
quero sonhar acordado, os corpos nus e entregues ao momento.
quero chorar por despedidas inevitáveis e quero sentir o frio no estômago no momento do reencontro.
quero planos, quero filhos.
quero envelhecer junto.
quero caminhar na praia à noite de mão dada.
quero correr da chuvas de verão e sentir um beijo com gosto de chuva, embaixo de uma marquise.
quero ler junto. escrever junto.
quero bagunça no cinema. fins de noite em barzinhos cheio de caras conhecidas.
quero tudo... e quero muito.
vinícius
eu assisti essa semana o documentário "vinícius", sobre vinícius de moraes.
recomendo a todos que assistam! é MUITO bom...
é sério... não sou grande fã de documentários, a menos que sejam bons de verdade (os pseudo-intelectuais que me desculpem, mas não dá pra aturar certas biografias em forma de filme).
bom... o filme mostra um monte de coisas sobre a vida do poetinha que eu não conhecia. e me deixou maravilhado com as interpretações de músicas e poemas deles, feitos em forma de pocket show.
mas meus olhos brilharam mesmo em determinados momentos do documentário, quando pessoas que conheceram o vinícius de perto falavam sobre como ele era na intimidade.
por quê? porque eu me descobri muito parecido em diversos aspectos com ele!
o chico buarque fala, em determinado momento, que o vinícius procurou a vida inteira por alguma coisa que ele não sabia o que era... PUTZ! eu vivo fazendo isso! sempre fiz!!!!
meus olhos brilharam muito, diversas vezes...
quem me conhece de verdade, vai encontrar coisas que lembram a mim em diversos depoimentos do filme.
muito, muito estranho e legal ao mesmo tempo.
como deu vontade de ter conhecido ele em vida. sei que ele era um porralouca dos maiores... mas alguém que escrevia como ele devia ter muitas e muitas coisas interessantes por falar, né?
bom... assistam... agora!
recomendo a todos que assistam! é MUITO bom...
é sério... não sou grande fã de documentários, a menos que sejam bons de verdade (os pseudo-intelectuais que me desculpem, mas não dá pra aturar certas biografias em forma de filme).
bom... o filme mostra um monte de coisas sobre a vida do poetinha que eu não conhecia. e me deixou maravilhado com as interpretações de músicas e poemas deles, feitos em forma de pocket show.
mas meus olhos brilharam mesmo em determinados momentos do documentário, quando pessoas que conheceram o vinícius de perto falavam sobre como ele era na intimidade.
por quê? porque eu me descobri muito parecido em diversos aspectos com ele!
o chico buarque fala, em determinado momento, que o vinícius procurou a vida inteira por alguma coisa que ele não sabia o que era... PUTZ! eu vivo fazendo isso! sempre fiz!!!!
meus olhos brilharam muito, diversas vezes...
quem me conhece de verdade, vai encontrar coisas que lembram a mim em diversos depoimentos do filme.
muito, muito estranho e legal ao mesmo tempo.
como deu vontade de ter conhecido ele em vida. sei que ele era um porralouca dos maiores... mas alguém que escrevia como ele devia ter muitas e muitas coisas interessantes por falar, né?
bom... assistam... agora!
14.11.05
sono
eu queria ter uma mega cama king size pro master, hoje... só pra poder me espalhar em todas as direções possíveis e dormir, dormir, dormir, dormir...
11.11.05
dias nublados
o rio de janeiro tem parecido mais com uma londres do que com o rio... chove quase todos os dias e e faz algum tempo que não vejo o sol...
não que eu esteja reclamando! de maneira nenhuma... eu adoro esses dias cinzas. vinte e poucos graus em pleno novembro é uma dádiva dos deuses...
mas acho que nós estamos realmente ferrando com o meio-ambiente...
não que eu esteja reclamando! de maneira nenhuma... eu adoro esses dias cinzas. vinte e poucos graus em pleno novembro é uma dádiva dos deuses...
mas acho que nós estamos realmente ferrando com o meio-ambiente...
8.11.05
a melodia antiga
ele esquece a correria do seu dia a dia quando, voltando para casa, é acolhido pela chuva fria de uma primavera atípica.
ele ouve a música do mundo, soprada nos ventos.
a água que escorre por seus cabelos é a essência do mundo.
e ele se deixa entregar ao fluxo da vida...
ele ouve a música do mundo, soprada nos ventos.
a água que escorre por seus cabelos é a essência do mundo.
e ele se deixa entregar ao fluxo da vida...
7.11.05
hunting ground
eu me sento em uma das mesas do canto. sempre procuro esse local.
a música é alta e os corpos de adolescentes e jovens adultos se movem, seguindo freneticamente o ritmo que jorra dos amplificadores.
a luz estroboscópica transforma o ambiente em uma macabra dança de espíritos, congelados em um flash.
lembro que eu mesmo, há alguns meses atrás estaria me juntando a eles. dançando para esquecer... bebendo para fazer a vida passar mais rápido... cada segundo parecia uma eternidade de tédio e dor.
mas isso foi antes.
eu os observo, misturado entre eles. eu gosto dessa sensação, de que posso me fazer passar por uma pessoa normal, perdida entre os garotos e garotas que estão aqui.
meus olhos seguem os movimentos de uma garota... a pele clara constrastando com o negro dos cabelos e do vestido. o olhar perdido está totalmente entregue aos deuses da noite.
eu a escolho.
algumas vezes imagino se alguém percebesse o que faço... observando meus movimentos, a maneira como me aproximo dela, como se nada mais existisse no mundo além de nós dois.
acho que a cena deve parecer muito com os documentários sobre leões caçando nas savanas.
a minha camuflagem é melhor que a deles, de qualquer maneira...
eu toco o ombro dela suavemente. ela se vira em minha direção, curiosa. os olhos dela encontram os meus. por um segundo, ela se cala... subitamente, um pequeno sorriso se abre.
agora ela é minha.
a música é alta e os corpos de adolescentes e jovens adultos se movem, seguindo freneticamente o ritmo que jorra dos amplificadores.
a luz estroboscópica transforma o ambiente em uma macabra dança de espíritos, congelados em um flash.
lembro que eu mesmo, há alguns meses atrás estaria me juntando a eles. dançando para esquecer... bebendo para fazer a vida passar mais rápido... cada segundo parecia uma eternidade de tédio e dor.
mas isso foi antes.
eu os observo, misturado entre eles. eu gosto dessa sensação, de que posso me fazer passar por uma pessoa normal, perdida entre os garotos e garotas que estão aqui.
meus olhos seguem os movimentos de uma garota... a pele clara constrastando com o negro dos cabelos e do vestido. o olhar perdido está totalmente entregue aos deuses da noite.
eu a escolho.
algumas vezes imagino se alguém percebesse o que faço... observando meus movimentos, a maneira como me aproximo dela, como se nada mais existisse no mundo além de nós dois.
acho que a cena deve parecer muito com os documentários sobre leões caçando nas savanas.
a minha camuflagem é melhor que a deles, de qualquer maneira...
eu toco o ombro dela suavemente. ela se vira em minha direção, curiosa. os olhos dela encontram os meus. por um segundo, ela se cala... subitamente, um pequeno sorriso se abre.
agora ela é minha.
5.11.05
i don't like you... i love you.
something in you caused me
to take a new tact with you
i was going through something
you had just about scraped through
why'd you think i let you get away
with the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
no one i ever knew
or have spoken to resembles you
this is good and bad
all depending on my general view
why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
magistrates who spend their lives
hiding their mistakes
they look at you and i
and envy makes them cry
envy makes them cry
forces of containment
they shove their fat faces into mine
you and i just smile
because we're thinking the same line
why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
you're not right in the head
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
this is why i like you, i like you, i like you
this is why i like you, i like you, i like you
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
this is why i like you, i like you, i like you...
to take a new tact with you
i was going through something
you had just about scraped through
why'd you think i let you get away
with the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
no one i ever knew
or have spoken to resembles you
this is good and bad
all depending on my general view
why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
magistrates who spend their lives
hiding their mistakes
they look at you and i
and envy makes them cry
envy makes them cry
forces of containment
they shove their fat faces into mine
you and i just smile
because we're thinking the same line
why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
you're not right in the head
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
this is why i like you, i like you, i like you
this is why i like you, i like you, i like you
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
this is why i like you, i like you, i like you...
3.11.05
luzes na noite
ele observa o próprio reflexo no vidro, sorrindo daquela pequena ironia. abaixo, as ruas da cidade pareciam fervilhar de vida. os brilhos dos faróis dos automóveis flutuavam e se espalhavam em todas as direções, como seres vivos.
ele fechou os olhos, voltando-se dentro. imaginou a mesma cidade como ela era, há séculos atrás. podia quase ver o fluxo de tempo seguindo, as antigas ruas de terra sendo substituídas por paralelepípedos e depois o asfalto. as carruagens perdendo espaço para os carros. as pessoas passeavam pelas ruas num ritmo frenético e somente ele estava lá pada observar e guardar tudo.
abriu os olhos novamente e foi como se o ritmo do tempo fosse diminuindo, até alcançar o momento exato em que a campainha do apartamento tocou.
ele olhou uma última vez para o seu reflexo e depois para a noite, lá fora. um quê de excitação e ansiedade tomou seu corpo.
ele ligou o som, que tocava um rock dos anos 80. algo exagerado sobre amor e morte, mas ele é um fã da época e da postura melancólica de muitas bandas.
a porta se abre e lá está ela. o vestido carmim moldava-lhe o corpo, como uma segunda pele. o cabelo de um tom próximo ao do vestido encobria parte do rosto, tornando o conjunto absolutamente irresistível.
"olá!"
"olá... bem vinda à minha casa."
eles não falam muito. ela é uma profissional e não demoram muito para que eles cheguem ao quarto.
ela tira lentamente a roupa, ele a observa, no escuro.
a lingerie de seda é suave ao toque. ele percorre o corpo dela sentindo a firmeza das curvas, o calor da pele...
eles se beijam... ela aperta o corpo contra o dele, enquanto ele retira o sutiã dela. ele começa a beijar os ombros e o pescoço dela... descendo até os seios alvos... brincando com os lábios na pele dela.
ela geme de prazer com as carícias dele... ele a toma nos braços e a leva para a cama.
ele se despe para ela... ela está a espera do corpo dele. logo os dois estão se entregando.
ele penetra o corpo dela, que treme de prazer com a estocada demorada. eles começam a se mover como um só...
os gemidos se tornam cada vez mais altos...
ela o segura entre as pernas, enquanto ele a abraça e a traz para perto de si... ele sente o prazer dela aumentando, enquanto ela se move cada vez mais rápido.
ele a beija, descendo os lábios até o pescoço. ela geme alto quando os dentes dele penetram-lhe a carne. de repente, ele se move mais forte e rápido para dentro dela, enquanto os lábios sugam avidamente o líquido que escorre da ferida aberta.
ela geme alto, sentindo ao mesmo tempo a dor e prazer daquela experiência. uma onda de calor toma sua púbis, subindo por todo o corpo, até se fixar em um ponto no lado direito do pescoço... ele a tem completamente. ela nunca se sentiu assim. deseja desesperadamente correr dali, mas não consegue imaginar sensação maior do que aquela.
ele a aperta de encontro ao seu corpo, numa estocada final. a boca ensanguentada solta um gemido alto e ele olha para os olhos dela, que estão subitamente perdendo o foco.
ela esquece quem é... esquece que seu corpo está ali... esquece a dor... naquele momento, o quarto todo é tomado por uma luz brilhante...
de repente a luz começa a diminuir e a última coisa de que ela se lembra é dos olhos dele... fixos... imponderáveis...
imortais...
ele fechou os olhos, voltando-se dentro. imaginou a mesma cidade como ela era, há séculos atrás. podia quase ver o fluxo de tempo seguindo, as antigas ruas de terra sendo substituídas por paralelepípedos e depois o asfalto. as carruagens perdendo espaço para os carros. as pessoas passeavam pelas ruas num ritmo frenético e somente ele estava lá pada observar e guardar tudo.
abriu os olhos novamente e foi como se o ritmo do tempo fosse diminuindo, até alcançar o momento exato em que a campainha do apartamento tocou.
ele olhou uma última vez para o seu reflexo e depois para a noite, lá fora. um quê de excitação e ansiedade tomou seu corpo.
ele ligou o som, que tocava um rock dos anos 80. algo exagerado sobre amor e morte, mas ele é um fã da época e da postura melancólica de muitas bandas.
a porta se abre e lá está ela. o vestido carmim moldava-lhe o corpo, como uma segunda pele. o cabelo de um tom próximo ao do vestido encobria parte do rosto, tornando o conjunto absolutamente irresistível.
"olá!"
"olá... bem vinda à minha casa."
eles não falam muito. ela é uma profissional e não demoram muito para que eles cheguem ao quarto.
ela tira lentamente a roupa, ele a observa, no escuro.
a lingerie de seda é suave ao toque. ele percorre o corpo dela sentindo a firmeza das curvas, o calor da pele...
eles se beijam... ela aperta o corpo contra o dele, enquanto ele retira o sutiã dela. ele começa a beijar os ombros e o pescoço dela... descendo até os seios alvos... brincando com os lábios na pele dela.
ela geme de prazer com as carícias dele... ele a toma nos braços e a leva para a cama.
ele se despe para ela... ela está a espera do corpo dele. logo os dois estão se entregando.
ele penetra o corpo dela, que treme de prazer com a estocada demorada. eles começam a se mover como um só...
os gemidos se tornam cada vez mais altos...
ela o segura entre as pernas, enquanto ele a abraça e a traz para perto de si... ele sente o prazer dela aumentando, enquanto ela se move cada vez mais rápido.
ele a beija, descendo os lábios até o pescoço. ela geme alto quando os dentes dele penetram-lhe a carne. de repente, ele se move mais forte e rápido para dentro dela, enquanto os lábios sugam avidamente o líquido que escorre da ferida aberta.
ela geme alto, sentindo ao mesmo tempo a dor e prazer daquela experiência. uma onda de calor toma sua púbis, subindo por todo o corpo, até se fixar em um ponto no lado direito do pescoço... ele a tem completamente. ela nunca se sentiu assim. deseja desesperadamente correr dali, mas não consegue imaginar sensação maior do que aquela.
ele a aperta de encontro ao seu corpo, numa estocada final. a boca ensanguentada solta um gemido alto e ele olha para os olhos dela, que estão subitamente perdendo o foco.
ela esquece quem é... esquece que seu corpo está ali... esquece a dor... naquele momento, o quarto todo é tomado por uma luz brilhante...
de repente a luz começa a diminuir e a última coisa de que ela se lembra é dos olhos dele... fixos... imponderáveis...
imortais...
1.11.05
para uma milady
saudades de uma pessoa... sei que ela está feliz, em seu novo reino. sei que ela passa os dias olhando o bosque perto de sua casa, vivendo seu sonho... mas ainda assim, sinto saudade.
imagino ela olhando pela janela e vendo os primeiros flocos de neve caindo do céu e sorrindo, pensando em um menino que ela conheceu há muito tempo e que vivia falando que desejava que nevasse no rio de janeiro.
sei que existe pouco daquele menino em mim, hoje em dia... mas eu lembro das horas de conversa que tínhamos e das risadas por coisas bobas.
espero que ela esteja muito feliz... que os dias passem leves e que a saudade que aperta o peito seja um estímulo para a sua arte.
peço aos deuses que a tratem bem, milady...
você é uma pessoa especial.
daquelas que vão sempre trazer uma saudade boa no coração...
cuide-se...
e seja feliz!
:)
imagino ela olhando pela janela e vendo os primeiros flocos de neve caindo do céu e sorrindo, pensando em um menino que ela conheceu há muito tempo e que vivia falando que desejava que nevasse no rio de janeiro.
sei que existe pouco daquele menino em mim, hoje em dia... mas eu lembro das horas de conversa que tínhamos e das risadas por coisas bobas.
espero que ela esteja muito feliz... que os dias passem leves e que a saudade que aperta o peito seja um estímulo para a sua arte.
peço aos deuses que a tratem bem, milady...
você é uma pessoa especial.
daquelas que vão sempre trazer uma saudade boa no coração...
cuide-se...
e seja feliz!
:)
escrito em uma folha de papel amassado
eu quero esquecer o passado. gostaria de poder encontrar você novamente e ser como na primeira vez. eu olharia fundo em seus olhos, tentando descobrir quem é você e porque você faz com que eu me sinta diferente.
queria ver novamente o seu sorriso de menina... seus olhares curiosos para mim, tentando descobrir o que se esconde em minha alma.
você riria das minhas manias. eu aprenderia a conhecer todos os seus jeitos.
e seria tudo novo, de novo.
você me pegaria olhando para você, durante a noite, com um sorriso bobo. eu iria sorrir e dar um beijo em seu rosto.
escutaríamos música juntos e você me mostraria os sons que fazem seu coração apertar no peito. eu mostraria minhas músicas pesadas, enquanto você sorriria da cara de mau nada convincente que eu faço.
pequenos atos... pequenos sonhos...
uma noite dessas, quem sabe... ?
queria ver novamente o seu sorriso de menina... seus olhares curiosos para mim, tentando descobrir o que se esconde em minha alma.
você riria das minhas manias. eu aprenderia a conhecer todos os seus jeitos.
e seria tudo novo, de novo.
você me pegaria olhando para você, durante a noite, com um sorriso bobo. eu iria sorrir e dar um beijo em seu rosto.
escutaríamos música juntos e você me mostraria os sons que fazem seu coração apertar no peito. eu mostraria minhas músicas pesadas, enquanto você sorriria da cara de mau nada convincente que eu faço.
pequenos atos... pequenos sonhos...
uma noite dessas, quem sabe... ?
31.10.05
o farol - parte I
os remos batiam contra a água com força, fazendo o pequeno barco avançar em direção à ilha. a tempestade da noite anterior havia sido bastante forte e o vento outonal tentava forçar o homem e seu barco em direção às pedras. mas o guia do veículo havia vivido sua vida inteira naquele lugar e conhecia bem as traições do mar.
sempre que olhava o antigo farol a essa distância, o homem imaginava estar vendo um gigante, olhando para o mar e imaginando o que nele se escondia. sempre fora assim, desde a primeira vez que o seu pai o levara até a torre onde ele ia todas as noites, para iluminar o caminho dos marinheiros, sinalizando que ali havia um local perigoso para as náus que por ali passavam.
o velho gostava de leva-lo até a borda do penhasco onde o farol, para sentar ao seu lado e conversar horas, contando histórias sobre o mar, fantasias sobre piratas, mundos em continentes perdidos e seres mitológicos.
depois que seu pai morreu, o prefeito decidiu fechar o farol. as velhas rotas de navios estavam sendo mudadas para o norte, onde um porto maior havia sido construído. o farol não era mais necessário.
o filho do antigo faroleiro comprou o terreno. ele sentia-se ligado demais ao farol e ao mar, para deixar que o local definhasse com o passar dos anos. ele se sentava nos finais de tarde na borda do penhasco e olhava para o mar e a praia e as focas que vinham para a ilha para se acasalar, talvez esperando para que as histórias que seu pai contava se tornassem realidade.
ele se sentia sozinho, vez ou outra. e aproveitava a falta de alguma coisa no farol para ir à cidade, buscar por companhia. mas no fim, quando ele retornava para o farol, estava sempre só no barco.
as ondas fizeram o barco virar para bombordo, forçando o homem a voltar para a realidade. ele olhou novamente em direção à ilha e percebeu que havia uma foca na areia da praia. havia algo de estranho, nisso, pois os animais não costumavam aparecer nessa época do ano. ele levantou-se no barco, tentando olhar melhor aquilo e percebeu que não era um animal que estava deitado na praia.
era uma pessoa. e havia sangue.
ele se apressou em manobrar o barco até a praia, lutando contra o vento e as ondas. procurou em todas as direções, tentando ver sinal de naufrágio, mas nada encontrou. porém não se preocupou com isso. ele precisava chegar até a pessoa que estava caída na praia, antes que fosse tarde.
o barco tocou a areia escura e um segundo depois o homem encontrava-se correndo em direção à mulher caída.
ela tinha uma coloração pálida. um cinza azulado, que denunciava que ela ficara muito tempo nas águas geladas. havia um ferimento em sua cabeça que sangrara bastante, mas que naquele momento havia coagulado. e não usava nenhuma roupa, o que só aumentava o mistério.
ele a levantou em seus braços e a carregou em direção à casa do farol. ela parecia estar muito mal e ele temia que o pior acontecesse àquela mulher...
sempre que olhava o antigo farol a essa distância, o homem imaginava estar vendo um gigante, olhando para o mar e imaginando o que nele se escondia. sempre fora assim, desde a primeira vez que o seu pai o levara até a torre onde ele ia todas as noites, para iluminar o caminho dos marinheiros, sinalizando que ali havia um local perigoso para as náus que por ali passavam.
o velho gostava de leva-lo até a borda do penhasco onde o farol, para sentar ao seu lado e conversar horas, contando histórias sobre o mar, fantasias sobre piratas, mundos em continentes perdidos e seres mitológicos.
depois que seu pai morreu, o prefeito decidiu fechar o farol. as velhas rotas de navios estavam sendo mudadas para o norte, onde um porto maior havia sido construído. o farol não era mais necessário.
o filho do antigo faroleiro comprou o terreno. ele sentia-se ligado demais ao farol e ao mar, para deixar que o local definhasse com o passar dos anos. ele se sentava nos finais de tarde na borda do penhasco e olhava para o mar e a praia e as focas que vinham para a ilha para se acasalar, talvez esperando para que as histórias que seu pai contava se tornassem realidade.
ele se sentia sozinho, vez ou outra. e aproveitava a falta de alguma coisa no farol para ir à cidade, buscar por companhia. mas no fim, quando ele retornava para o farol, estava sempre só no barco.
as ondas fizeram o barco virar para bombordo, forçando o homem a voltar para a realidade. ele olhou novamente em direção à ilha e percebeu que havia uma foca na areia da praia. havia algo de estranho, nisso, pois os animais não costumavam aparecer nessa época do ano. ele levantou-se no barco, tentando olhar melhor aquilo e percebeu que não era um animal que estava deitado na praia.
era uma pessoa. e havia sangue.
ele se apressou em manobrar o barco até a praia, lutando contra o vento e as ondas. procurou em todas as direções, tentando ver sinal de naufrágio, mas nada encontrou. porém não se preocupou com isso. ele precisava chegar até a pessoa que estava caída na praia, antes que fosse tarde.
o barco tocou a areia escura e um segundo depois o homem encontrava-se correndo em direção à mulher caída.
ela tinha uma coloração pálida. um cinza azulado, que denunciava que ela ficara muito tempo nas águas geladas. havia um ferimento em sua cabeça que sangrara bastante, mas que naquele momento havia coagulado. e não usava nenhuma roupa, o que só aumentava o mistério.
ele a levantou em seus braços e a carregou em direção à casa do farol. ela parecia estar muito mal e ele temia que o pior acontecesse àquela mulher...
this night
maybe i have indeed written many texts for you.
sadly, you don't even realized to who they were.
i don't really know if we'll watch the moon together, again.
this night i would be happy just for hugh you and confort you in my arms...
sadly, you don't even realized to who they were.
i don't really know if we'll watch the moon together, again.
this night i would be happy just for hugh you and confort you in my arms...
30.10.05
träume
enquanto viaja de volta, ele fecha os olhos por alguns instantes...
ele se deixa relaxar no banco plástico, enquanto pensa em muitas coisas.
de repente, ele sente um toque macio em seus lábios... ele reconhece o toque e, de olhos fechados, responde ao carinho, sentindo um gosto conhecido da outra boca na sua. o toque da mão dela em seu rosto, descendo gentilmente pelo pescoço, até o ombro.
ele estende o braço para tocá-la mas nada alcança... sem entender ele abre os olhos, apenas para se deparar com o vazio do vagão.
ele se deixa relaxar no banco plástico, enquanto pensa em muitas coisas.
de repente, ele sente um toque macio em seus lábios... ele reconhece o toque e, de olhos fechados, responde ao carinho, sentindo um gosto conhecido da outra boca na sua. o toque da mão dela em seu rosto, descendo gentilmente pelo pescoço, até o ombro.
ele estende o braço para tocá-la mas nada alcança... sem entender ele abre os olhos, apenas para se deparar com o vazio do vagão.
os sons do mar
ele pára de focalizar o mundo por detrás das lentes de sua câmera para observar o mar.
o céu cinza traz ventos que agitam os cabelos rebeldes... os fios cor de prata sobresaem-se em meio ao castanho escuro...
o rapaz senta-se na amurada, absorto em seu mundo interno... hipnotizado pelo movimento das ondas.
ele sente uma vontade grande de correr para as águas e se deixar abraçar pela imensidão do mar.
sempre se perde em pensamentos, quando vê o oceano... imagina-se em alto-mar, em busca de novos caminhos e novos mundos.
os primeiros pingos de chuva caem em seu rosto, trazendo-o de volta... ele dá uma última olhada para as ondas antes de se levantar e juntar-se aos amigos que procuram abrigo da tempestade que chega.
o céu cinza traz ventos que agitam os cabelos rebeldes... os fios cor de prata sobresaem-se em meio ao castanho escuro...
o rapaz senta-se na amurada, absorto em seu mundo interno... hipnotizado pelo movimento das ondas.
ele sente uma vontade grande de correr para as águas e se deixar abraçar pela imensidão do mar.
sempre se perde em pensamentos, quando vê o oceano... imagina-se em alto-mar, em busca de novos caminhos e novos mundos.
os primeiros pingos de chuva caem em seu rosto, trazendo-o de volta... ele dá uma última olhada para as ondas antes de se levantar e juntar-se aos amigos que procuram abrigo da tempestade que chega.
i like you
something in you caused me
to take a new tact with you
i was going through something
you had just about scraped through
why'd you think i let you get away
with the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
no one i ever knew
or have spoken to resembles you
this is good and bad
all depending on my general view
why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
magistrates who spend their lives
hiding their mistakes
they look at you and i
and envy makes them cry
envy makes them cry
forces of containment
they shove their fat faces into mine
you and i just smile
because we're thinking the same line
why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
you're not right in the head
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
this is why i like you, i like you, i like you
this is why i like you, i like you, i like you
to take a new tact with you
i was going through something
you had just about scraped through
why'd you think i let you get away
with the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
no one i ever knew
or have spoken to resembles you
this is good and bad
all depending on my general view
why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
magistrates who spend their lives
hiding their mistakes
they look at you and i
and envy makes them cry
envy makes them cry
forces of containment
they shove their fat faces into mine
you and i just smile
because we're thinking the same line
why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?
could it be
i like you?
so shameful of me
i like you
you're not right in the head
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
this is why i like you, i like you, i like you
this is why i like you, i like you, i like you
i like you - morrissey
29.10.05
26.10.05
palavras digitadas durante a madrugada,
frases trocadas, quase ao acaso.
sempre trivialidades.
ele gostaria de mais, sempre mais.
mas está aprendendo a se contentar com o que pode ter, por enquanto.
saber esperar é uma virtude que ele sempre desejou ter, mas que sempre achou que era para os outros e não para si mesmo.
mas ele está vendo que talvez seja apenas uma questão de saber que a vida é um grande ciclo... que as coisas vêm e passam e que nada é igual duas vezes... mas algumas vezes temos a chance de refazer uma jornada, escolhendo um caminho diferente.
ele pensa em jornadas, em caminhos e em esperança.
frases trocadas, quase ao acaso.
sempre trivialidades.
ele gostaria de mais, sempre mais.
mas está aprendendo a se contentar com o que pode ter, por enquanto.
saber esperar é uma virtude que ele sempre desejou ter, mas que sempre achou que era para os outros e não para si mesmo.
mas ele está vendo que talvez seja apenas uma questão de saber que a vida é um grande ciclo... que as coisas vêm e passam e que nada é igual duas vezes... mas algumas vezes temos a chance de refazer uma jornada, escolhendo um caminho diferente.
ele pensa em jornadas, em caminhos e em esperança.
bater de asas
em algum lugar distante, um pássaro levanta vôo, procurando novos mundos para explorar.
sentimentos contrastantes
"ok... eu quero o meu canto, por agora!"
o rapaz pensa, enquanto avalia os últimos acontecimentos.
"mas por que eu fico tão mais feliz, quando ela aparece e nós conversamos?"
"eu sou muito estranho, mesmo!"
o rapaz pensa, enquanto avalia os últimos acontecimentos.
"mas por que eu fico tão mais feliz, quando ela aparece e nós conversamos?"
"eu sou muito estranho, mesmo!"
23.10.05
let me kiss you
close your eyes, and think of someone, you physically admire
and let me kiss you, let me kiss you
i've zig-zagged all over america, and i cannot find a safety haven
say, would you let me cry, on your shoulder
i've heard that you'll will try anything twice
close your eyes, and think of someone, you physically admire,
and let me kiss you, let me kiss you
but then you open your eyes, and you see someone, that you physically despise
but my heart is open
my heart is open to you
let me kiss you - morrissey
and let me kiss you, let me kiss you
i've zig-zagged all over america, and i cannot find a safety haven
say, would you let me cry, on your shoulder
i've heard that you'll will try anything twice
close your eyes, and think of someone, you physically admire,
and let me kiss you, let me kiss you
but then you open your eyes, and you see someone, that you physically despise
but my heart is open
my heart is open to you
let me kiss you - morrissey
sobre o que falar???
dias estranhos...
não dá pra classificar muito bem, esses últimos dias... queria mesmo saber o que dizer.
mas eu continuo caminhando...
não dá pra classificar muito bem, esses últimos dias... queria mesmo saber o que dizer.
mas eu continuo caminhando...
spiral turns
como a espiral, minha cabeça anda rodando e rodando...
e não consegui ficar com aquele layout...
então, aqui vai mais um...
tá mais com cara de marcio.
com a cara de todos os marcios que eu sou... (sorriso)
e não consegui ficar com aquele layout...
então, aqui vai mais um...
tá mais com cara de marcio.
com a cara de todos os marcios que eu sou... (sorriso)
21.10.05
em uma noite de primavera
eles conversam sempre sobre tantos assuntos... mas hoje, por alguma razão, eles parecem evitar coisas complicadas demais... amenidades sempre deixaram ele entediado, mas essa noite elas parecem ser as únicas coisas que eles não sentem receio de conversar.
eles sentam-se em um café. ela parece cansada e ele pensa que talvez não tenha sido uma boa idéia ter insistido para que eles saíssem... mas ele queria prolongar a conversa, pelo simples fato de dividir alguns momentos a mais, juntos.
ele pega bebiba para os dois, no balcão e eles bebem em um silêncio estranho.
aos poucos, a conversa volta a aparecer... por alguma razão que ele não lembra, ela vai em direção a um assunto perigoso.
"eu quero me divertir, sabe? não quero me preocupar com ninguém, agora. quero conhecer pessoas novas, fazer coisas."
ele olha para ela, com milhões de respostas na ponta da língua, mas só consegue fazer que sim com a cabeça. e concordar, falando com uma voz baixa.
olhando para o filme projetado na parede oposta a ela, ele tenta entender tudo o que foi dito com poucas palavras.
"entendo..."
ele mente. não entende bem isso. fala sobre ficar com pessoas e sobre a carência dele e a vontade nenhuma que ele tem de ficar com alguém como uma maneira de apenas acabar com uma carência ocasional. desiste, depois de olhar para ela e perceber que ela não entende bem a posição dele.
eles terminam a bebida. ele tem tanto para falar, mas acha que hoje não seria entendido... não gosta e não vai fazer coisas estúpidas. o tempo para isso já passou... hoje ele tenta apenas desfrutar da companhia.
ela parece cansada. ele pergunta se ela quer ir. ela responde que sim. eles caminham em direção ao calor da noite de primavera do rio.
ele gostaria de saber o que dizer, mas raramente sabe como se comportar...
quer que tudo fique bem e acredita no fundo que tudo vai ficar.
eles caminham, falando sobre amenidades.
ela sorri das brincadeiras que ele faz, tentando descontrair as coisas, sempre.
eles se entreolham, por um instante, ele deseja conseguir falar tudo o que pensa, com apenas um olhar...
mas os olhos se afastam... as amenidades voltam ao repertório, enquanto eles caminham.
ela faz uma brincadeira, implicando com ele. sorrindo, ele retruca, tentando parecer ameno.
ele imagina que se fosse possível transformar os pensamentos em idéias, poderia ser possível ver tempestades acontecendo na cabeça dele.
ele tenta limpar a mente, respirando fundo, lembra de apenas esperar do momento o que o momento pode dar.
ele sorri novamente para ela, feliz por poder passar essas horas ali. por algum tempo, para ele não precisa haver futuro... o agora é o bastante.
eles sentam-se em um café. ela parece cansada e ele pensa que talvez não tenha sido uma boa idéia ter insistido para que eles saíssem... mas ele queria prolongar a conversa, pelo simples fato de dividir alguns momentos a mais, juntos.
ele pega bebiba para os dois, no balcão e eles bebem em um silêncio estranho.
aos poucos, a conversa volta a aparecer... por alguma razão que ele não lembra, ela vai em direção a um assunto perigoso.
"eu quero me divertir, sabe? não quero me preocupar com ninguém, agora. quero conhecer pessoas novas, fazer coisas."
ele olha para ela, com milhões de respostas na ponta da língua, mas só consegue fazer que sim com a cabeça. e concordar, falando com uma voz baixa.
olhando para o filme projetado na parede oposta a ela, ele tenta entender tudo o que foi dito com poucas palavras.
"entendo..."
ele mente. não entende bem isso. fala sobre ficar com pessoas e sobre a carência dele e a vontade nenhuma que ele tem de ficar com alguém como uma maneira de apenas acabar com uma carência ocasional. desiste, depois de olhar para ela e perceber que ela não entende bem a posição dele.
eles terminam a bebida. ele tem tanto para falar, mas acha que hoje não seria entendido... não gosta e não vai fazer coisas estúpidas. o tempo para isso já passou... hoje ele tenta apenas desfrutar da companhia.
ela parece cansada. ele pergunta se ela quer ir. ela responde que sim. eles caminham em direção ao calor da noite de primavera do rio.
ele gostaria de saber o que dizer, mas raramente sabe como se comportar...
quer que tudo fique bem e acredita no fundo que tudo vai ficar.
eles caminham, falando sobre amenidades.
ela sorri das brincadeiras que ele faz, tentando descontrair as coisas, sempre.
eles se entreolham, por um instante, ele deseja conseguir falar tudo o que pensa, com apenas um olhar...
mas os olhos se afastam... as amenidades voltam ao repertório, enquanto eles caminham.
ela faz uma brincadeira, implicando com ele. sorrindo, ele retruca, tentando parecer ameno.
ele imagina que se fosse possível transformar os pensamentos em idéias, poderia ser possível ver tempestades acontecendo na cabeça dele.
ele tenta limpar a mente, respirando fundo, lembra de apenas esperar do momento o que o momento pode dar.
ele sorri novamente para ela, feliz por poder passar essas horas ali. por algum tempo, para ele não precisa haver futuro... o agora é o bastante.
18.10.05
break on through (to the other side)
you know the day destroys the night
night divides the day
tried to run
tried to hide
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
we chased our pleasures here
dug our treasures there
but can you still recall
the time we cried
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
everybody loves my baby
everybody loves my baby
she gets, she gets
she gets, she gets
i found an island in your arms
a country in your eyes
arms that chain us
eyes that lied
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
made the scene from week to week
day to day, hour to hour
the gate is straight
deep and wide
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through, break on through
break on through, break on through
yeah, yeah, yeah,
yeah, yeah, yeah...
night divides the day
tried to run
tried to hide
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
we chased our pleasures here
dug our treasures there
but can you still recall
the time we cried
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
everybody loves my baby
everybody loves my baby
she gets, she gets
she gets, she gets
i found an island in your arms
a country in your eyes
arms that chain us
eyes that lied
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
made the scene from week to week
day to day, hour to hour
the gate is straight
deep and wide
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through, break on through
break on through, break on through
yeah, yeah, yeah,
yeah, yeah, yeah...
break on through - the doors
fade and remain
and if i'd the spell to claim your existence
your clandestine thoughts; your soul's soft persistence
i'd follow the mirror aglow with your image
your water-grave eyes, and your lingering fragrance
but unknown by you; lost in the shadows
i fade and remain
love incarnate; mere irreligion
i fade and remain
my kind can dwell with infinite patience
my reverie thoughts can travel great distance
yet deign i embrace you, with meek adoration
your fragile humanity rised with contrition
love incarnate; lost in perfection
you fade and remain
youthful; timeless; deification
you fade and remain
your clandestine thoughts; your soul's soft persistence
i'd follow the mirror aglow with your image
your water-grave eyes, and your lingering fragrance
but unknown by you; lost in the shadows
i fade and remain
love incarnate; mere irreligion
i fade and remain
my kind can dwell with infinite patience
my reverie thoughts can travel great distance
yet deign i embrace you, with meek adoration
your fragile humanity rised with contrition
love incarnate; lost in perfection
you fade and remain
youthful; timeless; deification
you fade and remain
fade and remain - faith and the muse
cantando, a toda altura
hear me
and if I close my mind in fear
please pry it open
see me
and if my face becomes sincere
beware
hold me
and when i start to come undone
stitch me together
save me
and when you see me strut, remind me of what left this outlaw torn...
and if I close my mind in fear
please pry it open
see me
and if my face becomes sincere
beware
hold me
and when i start to come undone
stitch me together
save me
and when you see me strut, remind me of what left this outlaw torn...
16.10.05
palavras não ditas
ele se deita na cama e diversas imagens do dia passam por sua cabeça...
flashes de tudo o que foi e não foi dito.
ele se lembra do momento de ir embora... não queria descer do metrô... e teria ficado, se as palavras certas tivessem sido ditas, mas elas não foram.
ao invés disso, ouviu-se apenas uma despedida tímida. uma troca de olhares que diziam muito, sem dizer nada foi a última coisa que ele se lembra.
não virou as costas ao ir embora... não queria descobrir se ela olhava em outra direção, enquanto ele se afastava.
na cama, ele se vira, imaginando novas cenas. imagina se algum dia tudo o que ficou guardado será dito...
flashes de tudo o que foi e não foi dito.
ele se lembra do momento de ir embora... não queria descer do metrô... e teria ficado, se as palavras certas tivessem sido ditas, mas elas não foram.
ao invés disso, ouviu-se apenas uma despedida tímida. uma troca de olhares que diziam muito, sem dizer nada foi a última coisa que ele se lembra.
não virou as costas ao ir embora... não queria descobrir se ela olhava em outra direção, enquanto ele se afastava.
na cama, ele se vira, imaginando novas cenas. imagina se algum dia tudo o que ficou guardado será dito...
eu tenho o mundo inteiro pra salvar e pensar em você é kriptonita.
homenagem à menina das borboletas. essa frase é perfeita!
Assinar:
Comentários (Atom)




































