14.11.05

cenas de sábado (celular)

theatro municipal

show do acústika no farup

sono

eu queria ter uma mega cama king size pro master, hoje... só pra poder me espalhar em todas as direções possíveis e dormir, dormir, dormir, dormir...
- eu não consigo entender você!

- ah, menina... eu não entendo ninguém. vc tá em vantagem!

11.11.05

que morpheus nos traga muitos e bons sonhos...

eu sei que eu ando precisando... (sorriso)

cena minha (celular)

cenas por aí (celular)

na estrada

na água

cenas do rio (celular)




eu nunca me senti tão forte em toda a minha vida. de verdade...

essa semana foi bastante estranha... mas eu não estou melancólico, ou deprimido ou me colocando num cantinho...

por alguma razão, eu continuo achando que eu estou em meu caminho... embora eu não consiga vê-lo, agora.

dias nublados

o rio de janeiro tem parecido mais com uma londres do que com o rio... chove quase todos os dias e e faz algum tempo que não vejo o sol...

não que eu esteja reclamando! de maneira nenhuma... eu adoro esses dias cinzas. vinte e poucos graus em pleno novembro é uma dádiva dos deuses...

mas acho que nós estamos realmente ferrando com o meio-ambiente...

8.11.05

a lua espera pelos amantes...

a melodia antiga

ele esquece a correria do seu dia a dia quando, voltando para casa, é acolhido pela chuva fria de uma primavera atípica.

ele ouve a música do mundo, soprada nos ventos.

a água que escorre por seus cabelos é a essência do mundo.

e ele se deixa entregar ao fluxo da vida...

7.11.05

hunting ground

eu me sento em uma das mesas do canto. sempre procuro esse local.

a música é alta e os corpos de adolescentes e jovens adultos se movem, seguindo freneticamente o ritmo que jorra dos amplificadores.

a luz estroboscópica transforma o ambiente em uma macabra dança de espíritos, congelados em um flash.

lembro que eu mesmo, há alguns meses atrás estaria me juntando a eles. dançando para esquecer... bebendo para fazer a vida passar mais rápido... cada segundo parecia uma eternidade de tédio e dor.

mas isso foi antes.

eu os observo, misturado entre eles. eu gosto dessa sensação, de que posso me fazer passar por uma pessoa normal, perdida entre os garotos e garotas que estão aqui.

meus olhos seguem os movimentos de uma garota... a pele clara constrastando com o negro dos cabelos e do vestido. o olhar perdido está totalmente entregue aos deuses da noite.

eu a escolho.

algumas vezes imagino se alguém percebesse o que faço... observando meus movimentos, a maneira como me aproximo dela, como se nada mais existisse no mundo além de nós dois.

acho que a cena deve parecer muito com os documentários sobre leões caçando nas savanas.

a minha camuflagem é melhor que a deles, de qualquer maneira...

eu toco o ombro dela suavemente. ela se vira em minha direção, curiosa. os olhos dela encontram os meus. por um segundo, ela se cala... subitamente, um pequeno sorriso se abre.

agora ela é minha.

5.11.05

i don't like you... i love you.

something in you caused me
to take a new tact with you
i was going through something
you had just about scraped through

why'd you think i let you get away
with the things you say to me?

could it be
i like you?
so shameful of me
i like you

no one i ever knew
or have spoken to resembles you
this is good and bad
all depending on my general view

why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?

could it be
i like you?
so shameful of me
i like you

magistrates who spend their lives
hiding their mistakes
they look at you and i
and envy makes them cry
envy makes them cry

forces of containment
they shove their fat faces into mine
you and i just smile
because we're thinking the same line

why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?

could it be
i like you?
so shameful of me
i like you

you're not right in the head
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why

this is why i like you, i like you, i like you
this is why i like you, i like you, i like you

you're not right in the head,
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why

this is why i like you, i like you, i like you...

3.11.05

luzes na noite

ele observa o próprio reflexo no vidro, sorrindo daquela pequena ironia. abaixo, as ruas da cidade pareciam fervilhar de vida. os brilhos dos faróis dos automóveis flutuavam e se espalhavam em todas as direções, como seres vivos.

ele fechou os olhos, voltando-se dentro. imaginou a mesma cidade como ela era, há séculos atrás. podia quase ver o fluxo de tempo seguindo, as antigas ruas de terra sendo substituídas por paralelepípedos e depois o asfalto. as carruagens perdendo espaço para os carros. as pessoas passeavam pelas ruas num ritmo frenético e somente ele estava lá pada observar e guardar tudo.

abriu os olhos novamente e foi como se o ritmo do tempo fosse diminuindo, até alcançar o momento exato em que a campainha do apartamento tocou.

ele olhou uma última vez para o seu reflexo e depois para a noite, lá fora. um quê de excitação e ansiedade tomou seu corpo.

ele ligou o som, que tocava um rock dos anos 80. algo exagerado sobre amor e morte, mas ele é um fã da época e da postura melancólica de muitas bandas.

a porta se abre e lá está ela. o vestido carmim moldava-lhe o corpo, como uma segunda pele. o cabelo de um tom próximo ao do vestido encobria parte do rosto, tornando o conjunto absolutamente irresistível.

"olá!"

"olá... bem vinda à minha casa."

eles não falam muito. ela é uma profissional e não demoram muito para que eles cheguem ao quarto.
ela tira lentamente a roupa, ele a observa, no escuro.

a lingerie de seda é suave ao toque. ele percorre o corpo dela sentindo a firmeza das curvas, o calor da pele...

eles se beijam... ela aperta o corpo contra o dele, enquanto ele retira o sutiã dela. ele começa a beijar os ombros e o pescoço dela... descendo até os seios alvos... brincando com os lábios na pele dela.

ela geme de prazer com as carícias dele... ele a toma nos braços e a leva para a cama.

ele se despe para ela... ela está a espera do corpo dele. logo os dois estão se entregando.

ele penetra o corpo dela, que treme de prazer com a estocada demorada. eles começam a se mover como um só...

os gemidos se tornam cada vez mais altos...

ela o segura entre as pernas, enquanto ele a abraça e a traz para perto de si... ele sente o prazer dela aumentando, enquanto ela se move cada vez mais rápido.

ele a beija, descendo os lábios até o pescoço. ela geme alto quando os dentes dele penetram-lhe a carne. de repente, ele se move mais forte e rápido para dentro dela, enquanto os lábios sugam avidamente o líquido que escorre da ferida aberta.

ela geme alto, sentindo ao mesmo tempo a dor e prazer daquela experiência. uma onda de calor toma sua púbis, subindo por todo o corpo, até se fixar em um ponto no lado direito do pescoço... ele a tem completamente. ela nunca se sentiu assim. deseja desesperadamente correr dali, mas não consegue imaginar sensação maior do que aquela.

ele a aperta de encontro ao seu corpo, numa estocada final. a boca ensanguentada solta um gemido alto e ele olha para os olhos dela, que estão subitamente perdendo o foco.

ela esquece quem é... esquece que seu corpo está ali... esquece a dor... naquele momento, o quarto todo é tomado por uma luz brilhante...

de repente a luz começa a diminuir e a última coisa de que ela se lembra é dos olhos dele... fixos... imponderáveis...

imortais...

1.11.05

para uma milady

saudades de uma pessoa... sei que ela está feliz, em seu novo reino. sei que ela passa os dias olhando o bosque perto de sua casa, vivendo seu sonho... mas ainda assim, sinto saudade.

imagino ela olhando pela janela e vendo os primeiros flocos de neve caindo do céu e sorrindo, pensando em um menino que ela conheceu há muito tempo e que vivia falando que desejava que nevasse no rio de janeiro.

sei que existe pouco daquele menino em mim, hoje em dia... mas eu lembro das horas de conversa que tínhamos e das risadas por coisas bobas.

espero que ela esteja muito feliz... que os dias passem leves e que a saudade que aperta o peito seja um estímulo para a sua arte.

peço aos deuses que a tratem bem, milady...

você é uma pessoa especial.

daquelas que vão sempre trazer uma saudade boa no coração...

cuide-se...

e seja feliz!

:)
algumas vezes parece que eu tenho que percorrer meu caminho nesse mundo sozinho...

mas se isso é verdade, porque eu sinto tantas coisas???


e... pra falar a verdade, eu não gostaria que fosse assim não!

escrito em uma folha de papel amassado

eu quero esquecer o passado. gostaria de poder encontrar você novamente e ser como na primeira vez. eu olharia fundo em seus olhos, tentando descobrir quem é você e porque você faz com que eu me sinta diferente.

queria ver novamente o seu sorriso de menina... seus olhares curiosos para mim, tentando descobrir o que se esconde em minha alma.

você riria das minhas manias. eu aprenderia a conhecer todos os seus jeitos.

e seria tudo novo, de novo.

você me pegaria olhando para você, durante a noite, com um sorriso bobo. eu iria sorrir e dar um beijo em seu rosto.

escutaríamos música juntos e você me mostraria os sons que fazem seu coração apertar no peito. eu mostraria minhas músicas pesadas, enquanto você sorriria da cara de mau nada convincente que eu faço.

pequenos atos... pequenos sonhos...

uma noite dessas, quem sabe... ?

31.10.05

two fires burn on the hills, tonight...

o farol - parte I

os remos batiam contra a água com força, fazendo o pequeno barco avançar em direção à ilha. a tempestade da noite anterior havia sido bastante forte e o vento outonal tentava forçar o homem e seu barco em direção às pedras. mas o guia do veículo havia vivido sua vida inteira naquele lugar e conhecia bem as traições do mar.

sempre que olhava o antigo farol a essa distância, o homem imaginava estar vendo um gigante, olhando para o mar e imaginando o que nele se escondia. sempre fora assim, desde a primeira vez que o seu pai o levara até a torre onde ele ia todas as noites, para iluminar o caminho dos marinheiros, sinalizando que ali havia um local perigoso para as náus que por ali passavam.

o velho gostava de leva-lo até a borda do penhasco onde o farol, para sentar ao seu lado e conversar horas, contando histórias sobre o mar, fantasias sobre piratas, mundos em continentes perdidos e seres mitológicos.

depois que seu pai morreu, o prefeito decidiu fechar o farol. as velhas rotas de navios estavam sendo mudadas para o norte, onde um porto maior havia sido construído. o farol não era mais necessário.

o filho do antigo faroleiro comprou o terreno. ele sentia-se ligado demais ao farol e ao mar, para deixar que o local definhasse com o passar dos anos. ele se sentava nos finais de tarde na borda do penhasco e olhava para o mar e a praia e as focas que vinham para a ilha para se acasalar, talvez esperando para que as histórias que seu pai contava se tornassem realidade.

ele se sentia sozinho, vez ou outra. e aproveitava a falta de alguma coisa no farol para ir à cidade, buscar por companhia. mas no fim, quando ele retornava para o farol, estava sempre só no barco.

as ondas fizeram o barco virar para bombordo, forçando o homem a voltar para a realidade. ele olhou novamente em direção à ilha e percebeu que havia uma foca na areia da praia. havia algo de estranho, nisso, pois os animais não costumavam aparecer nessa época do ano. ele levantou-se no barco, tentando olhar melhor aquilo e percebeu que não era um animal que estava deitado na praia.

era uma pessoa. e havia sangue.

ele se apressou em manobrar o barco até a praia, lutando contra o vento e as ondas. procurou em todas as direções, tentando ver sinal de naufrágio, mas nada encontrou. porém não se preocupou com isso. ele precisava chegar até a pessoa que estava caída na praia, antes que fosse tarde.

o barco tocou a areia escura e um segundo depois o homem encontrava-se correndo em direção à mulher caída.

ela tinha uma coloração pálida. um cinza azulado, que denunciava que ela ficara muito tempo nas águas geladas. havia um ferimento em sua cabeça que sangrara bastante, mas que naquele momento havia coagulado. e não usava nenhuma roupa, o que só aumentava o mistério.

ele a levantou em seus braços e a carregou em direção à casa do farol. ela parecia estar muito mal e ele temia que o pior acontecesse àquela mulher...

this night

maybe i have indeed written many texts for you.

sadly, you don't even realized to who they were.

i don't really know if we'll watch the moon together, again.

this night i would be happy just for hugh you and confort you in my arms...

30.10.05

eu luto por uma causa impossível...


mas o que posso fazer? eu sempre fui um idealista...
como dizer algo, quando não se pode falar exatamente o que se passa dentro de vc?

träume

enquanto viaja de volta, ele fecha os olhos por alguns instantes...

ele se deixa relaxar no banco plástico, enquanto pensa em muitas coisas.

de repente, ele sente um toque macio em seus lábios... ele reconhece o toque e, de olhos fechados, responde ao carinho, sentindo um gosto conhecido da outra boca na sua. o toque da mão dela em seu rosto, descendo gentilmente pelo pescoço, até o ombro.


ele estende o braço para tocá-la mas nada alcança... sem entender ele abre os olhos, apenas para se deparar com o vazio do vagão.

os sons do mar

ele pára de focalizar o mundo por detrás das lentes de sua câmera para observar o mar.
o céu cinza traz ventos que agitam os cabelos rebeldes... os fios cor de prata sobresaem-se em meio ao castanho escuro...

o rapaz senta-se na amurada, absorto em seu mundo interno... hipnotizado pelo movimento das ondas.

ele sente uma vontade grande de correr para as águas e se deixar abraçar pela imensidão do mar.

sempre se perde em pensamentos, quando vê o oceano... imagina-se em alto-mar, em busca de novos caminhos e novos mundos.

os primeiros pingos de chuva caem em seu rosto, trazendo-o de volta... ele dá uma última olhada para as ondas antes de se levantar e juntar-se aos amigos que procuram abrigo da tempestade que chega.

imagens do rio






i like you

something in you caused me
to take a new tact with you
i was going through something
you had just about scraped through

why'd you think i let you get away
with the things you say to me?

could it be
i like you?
so shameful of me
i like you

no one i ever knew
or have spoken to resembles you
this is good and bad
all depending on my general view

why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?

could it be
i like you?
so shameful of me
i like you

magistrates who spend their lives
hiding their mistakes
they look at you and i
and envy makes them cry
envy makes them cry

forces of containment
they shove their fat faces into mine
you and i just smile
because we're thinking the same line

why'd you think i let you get away
with all the things you say to me?

could it be
i like you?
so shameful of me
i like you

you're not right in the head
and nor am i, and this is why
you're not right in the head,
and nor am i, and this is why

this is why i like you, i like you, i like you
this is why i like you, i like you, i like you
i like you - morrissey

29.10.05

this world, i am afraid, is designed for crashing bores
i am not one, i am not one
you don't understand, you don't understand, and yet you can
take me in your arms and love me, love me, and love me

26.10.05

palavras digitadas durante a madrugada,
frases trocadas, quase ao acaso.
sempre trivialidades.

ele gostaria de mais, sempre mais.
mas está aprendendo a se contentar com o que pode ter, por enquanto.

saber esperar é uma virtude que ele sempre desejou ter, mas que sempre achou que era para os outros e não para si mesmo.
mas ele está vendo que talvez seja apenas uma questão de saber que a vida é um grande ciclo... que as coisas vêm e passam e que nada é igual duas vezes... mas algumas vezes temos a chance de refazer uma jornada, escolhendo um caminho diferente.

ele pensa em jornadas, em caminhos e em esperança.

bater de asas

em algum lugar distante, um pássaro levanta vôo, procurando novos mundos para explorar.

sentimentos contrastantes

"ok... eu quero o meu canto, por agora!"

o rapaz pensa, enquanto avalia os últimos acontecimentos.

"mas por que eu fico tão mais feliz, quando ela aparece e nós conversamos?"

"eu sou muito estranho, mesmo!"

23.10.05

let me kiss you

close your eyes, and think of someone, you physically admire
and let me kiss you, let me kiss you

i've zig-zagged all over america, and i cannot find a safety haven
say, would you let me cry, on your shoulder
i've heard that you'll will try anything twice

close your eyes, and think of someone, you physically admire,
and let me kiss you, let me kiss you

but then you open your eyes, and you see someone, that you physically despise
but my heart is open
my heart is open to you

let me kiss you - morrissey

sobre o que falar???

dias estranhos...

não dá pra classificar muito bem, esses últimos dias... queria mesmo saber o que dizer.

mas eu continuo caminhando...

spiral turns

como a espiral, minha cabeça anda rodando e rodando...

e não consegui ficar com aquele layout...

então, aqui vai mais um...

tá mais com cara de marcio.

com a cara de todos os marcios que eu sou... (sorriso)

21.10.05

eu gosto de fazer caretas em frente ao espelho!!! (sorriso)

em uma noite de primavera

eles conversam sempre sobre tantos assuntos... mas hoje, por alguma razão, eles parecem evitar coisas complicadas demais... amenidades sempre deixaram ele entediado, mas essa noite elas parecem ser as únicas coisas que eles não sentem receio de conversar.

eles sentam-se em um café. ela parece cansada e ele pensa que talvez não tenha sido uma boa idéia ter insistido para que eles saíssem... mas ele queria prolongar a conversa, pelo simples fato de dividir alguns momentos a mais, juntos.

ele pega bebiba para os dois, no balcão e eles bebem em um silêncio estranho.

aos poucos, a conversa volta a aparecer... por alguma razão que ele não lembra, ela vai em direção a um assunto perigoso.

"eu quero me divertir, sabe? não quero me preocupar com ninguém, agora. quero conhecer pessoas novas, fazer coisas."

ele olha para ela, com milhões de respostas na ponta da língua, mas só consegue fazer que sim com a cabeça. e concordar, falando com uma voz baixa.

olhando para o filme projetado na parede oposta a ela, ele tenta entender tudo o que foi dito com poucas palavras.

"entendo..."

ele mente. não entende bem isso. fala sobre ficar com pessoas e sobre a carência dele e a vontade nenhuma que ele tem de ficar com alguém como uma maneira de apenas acabar com uma carência ocasional. desiste, depois de olhar para ela e perceber que ela não entende bem a posição dele.

eles terminam a bebida. ele tem tanto para falar, mas acha que hoje não seria entendido... não gosta e não vai fazer coisas estúpidas. o tempo para isso já passou... hoje ele tenta apenas desfrutar da companhia.

ela parece cansada. ele pergunta se ela quer ir. ela responde que sim. eles caminham em direção ao calor da noite de primavera do rio.

ele gostaria de saber o que dizer, mas raramente sabe como se comportar...

quer que tudo fique bem e acredita no fundo que tudo vai ficar.

eles caminham, falando sobre amenidades.

ela sorri das brincadeiras que ele faz, tentando descontrair as coisas, sempre.

eles se entreolham, por um instante, ele deseja conseguir falar tudo o que pensa, com apenas um olhar...

mas os olhos se afastam... as amenidades voltam ao repertório, enquanto eles caminham.

ela faz uma brincadeira, implicando com ele. sorrindo, ele retruca, tentando parecer ameno.

ele imagina que se fosse possível transformar os pensamentos em idéias, poderia ser possível ver tempestades acontecendo na cabeça dele.

ele tenta limpar a mente, respirando fundo, lembra de apenas esperar do momento o que o momento pode dar.

ele sorri novamente para ela, feliz por poder passar essas horas ali. por algum tempo, para ele não precisa haver futuro... o agora é o bastante.

18.10.05

break on through (to the other side)

you know the day destroys the night
night divides the day
tried to run
tried to hide
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side

we chased our pleasures here
dug our treasures there
but can you still recall
the time we cried
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side

everybody loves my baby
everybody loves my baby
she gets, she gets
she gets, she gets

i found an island in your arms
a country in your eyes
arms that chain us
eyes that lied
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side

made the scene from week to week
day to day, hour to hour
the gate is straight
deep and wide
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through to the other side
break on through, break on through
break on through, break on through
yeah, yeah, yeah,
yeah, yeah, yeah...
break on through - the doors

fade and remain

and if i'd the spell to claim your existence
your clandestine thoughts; your soul's soft persistence
i'd follow the mirror aglow with your image
your water-grave eyes, and your lingering fragrance

but unknown by you; lost in the shadows
i fade and remain
love incarnate; mere irreligion
i fade and remain

my kind can dwell with infinite patience
my reverie thoughts can travel great distance
yet deign i embrace you, with meek adoration
your fragile humanity rised with contrition

love incarnate; lost in perfection
you fade and remain
youthful; timeless; deification
you fade and remain
fade and remain - faith and the muse

cantando, a toda altura

hear me
and if I close my mind in fear
please pry it open
see me
and if my face becomes sincere
beware
hold me
and when i start to come undone
stitch me together
save me
and when you see me strut, remind me of what left this outlaw torn...
eu sou uma peça rara. o problema é que eu andei levando alguns tombos, então tem algumas rachaduras.

eu já não valho muito, mas ainda posso ter valor sentimental.


(sorriso)
ele diz para ela, depois de algum tempo em silêncio:

- gosto de conversar com vc quando vc não tenta tão fortemente esconder coisas. mesmo quando vc não conta tudo de verdade, é bom saber que vc ao menos tentou...

ela o abraça, não querendo ir embora.

duas grandes verdades

girls just wanna have fun...

and

boys will be boys...

16.10.05

palavras não ditas

ele se deita na cama e diversas imagens do dia passam por sua cabeça...

flashes de tudo o que foi e não foi dito.

ele se lembra do momento de ir embora... não queria descer do metrô... e teria ficado, se as palavras certas tivessem sido ditas, mas elas não foram.

ao invés disso, ouviu-se apenas uma despedida tímida. uma troca de olhares que diziam muito, sem dizer nada foi a última coisa que ele se lembra.

não virou as costas ao ir embora... não queria descobrir se ela olhava em outra direção, enquanto ele se afastava.

na cama, ele se vira, imaginando novas cenas. imagina se algum dia tudo o que ficou guardado será dito...

marcas na pele

rito de passagem marcado na pele.

eu tenho o mundo inteiro pra salvar e pensar em você é kriptonita.

homenagem à menina das borboletas. essa frase é perfeita!

13.10.05

prove do meu gosto,
sua boca na minha,
meu corpo no seu.

sinta a textura da minha pele
queimando no calor da sua língua
se derretendo ao toque dos seus lábios.

entregue seu corpo,
seus encantos, seus segredos
aos meus desejos de explorador.

vamos dançar a dança mais antiga,
nos entregar à música das almas,
ao ritmo de nossos corpos.

arranha a minha pele,
marca minha carne,
me faz em sacrifício aos deuses pagãos.

aqui, somos um só,
e somos o mundo.

manhã

ele olha para a persiana entreaberta que deixa filetes de sol atravessarem a barreira do mundo exterior e entrar em seu quarto... ele acompanha os raios de luz que iluminam o edredon que está jogado ao seu lado.

a cama de casal parece grande, quando ele está sozinho... ele se pergunta como alguém tão carente assim pode ficar tanto tempo simplesmente sozinho. uma incongruência só...

paradoxos da alma.

ele se dá conta de que precisa levantar. mas não sente a menor vontade de ir trabalhar hoje. mas ele sabe que não vai aguentar ficar deitado, mesmo.

jogando o edredon para o lado, ele salta da cama (nunca foi desses que demora para acordar) e caminha em direção ao banheiro.

a água desce pelo seu corpo lavando os pensamentos normalmente estranhos que o despertar sempre trazem para ele. gosta da água fria, desde criança.

escova os dentes se olhando no espelho, tentando decidir se faz ou não a barba hoje. odeia esse ritual matutino... acha isso extremamente chato.

troca de roupa e come alguma coisa... pensamentos sempre em outro lugar ou em outra pessoa...

olha para o celular (quem sabe uma mensagem?), mas a tela está em branco.

ele decide que até o final do dia, coisas vão mudar... precisam mudar...

ele sai em direção à luz do sol, olha para o céu, por um instante e coloca os óculos escuros...

por trás das lentes, um olhar que deseja ser desvendado observa o mundo...

sem palavras

ok... não tenho palavras pra dizer o que estou sentindo.

tem vezes que um ombro é tudo o que vc quer... e é nessas horas que vc percebe que não tem nenhum por perto.

mesmo cercado de pessoas...

12.10.05

loverman

there's a devil waiting outside your door (how much longer?)
there's a devil waiting outside your door (how much longer?)
and he's bucking and braying and pawing at the floor (how much longer?)
and he's howling with pain, crawling up the walls (how much longer?)
there's a devil waiting outside your door (how much longer?)
and he's weak with evil and broken by the world (how much longer?)
and he's shouting your name and asking for more (how much longer?)
there's a devil waiting outside your door (how much longer?)

loverman! since the world began
forever, amen, till the end of time, yeah
take off that dress, oh
i'm coming down, yeah
i'm your loverman, yeah
'cause i am what i am what i am what i am what i am

l is for love, baby
o is for only you that i do
v is for loving virtually everything that you are
e is for loving almost everything that you do
r is for rape me
m is for murder me
a is for answering all of my prayers
n is for knowing your loverman's going to be the answer to all of yours

loverman! till the bitter end
while the empires burn down
forever and ever and ever, ever, amen
i'm your loverman
so help me, baby
so help me, baby
'cause i am what i am what i am what i am what i am
i'm your loverman

there's a devil crawling along your floor (how much longer?)
there's a devil crawling along your floor (how much longer?)
with a trembling heart, he's coming through your door (how much longer?)
with his straining sex in his jumping paw (how much longer?)
ooh, there's a devil crawling along your floor (how much longer?)
and he's old and he's stupid and he's hungry and he's sore
and he's blind and he's lame and he's dirty and he's poor
gimme more, gimme more, gimme more, gimme more, gimme more, gimme more (how much longer?)
there's a devil crawling along your floor

loverman! haha! and here i stand
forever, amen
'cause i am what i am what i am what i am, hey
forgive me, baby
my hands are tied
and i got no choice, no, no, no, no
i got no choice, no choice at all

i'll say it again:
l is for love, baby
o is for oh yes i do
v is for virtue, so i ain't gonna hurt you
e is for even if you want me to
r is for render unto me, baby
m is for that which is mine
a is for any old how, darling and
n is for any old time

loverman! yeah, yeah, yeah! i got a masterplan, yeah
to take off your dress, yeah
and be your man, be your man, yeah
seize the throne, haha
seize the mantle
seize that crown, yeah
'cause i am what i am what i am what i am, plus i am
i'm your loverman

there's a devil laying by your side (how much longer?)
there's a devil laying by your side (how much longer?)
you might think he's asleep, but take a look at his eyes (how much longer?)
and he wants you, darling, to be his bride (how much longer?)
yeah, there's a devil laying by your side (how much longer?)

loverman! loverman! loverman!
i'll be your loverman!
till the end of the time!
till the empires burn down!
forever, amen
i'll be your loverman
i'll be your loverman
i'm your loverman
i'm your loverman
yeah, i'm your loverman
i'm your loverman
loverman
i'm your loverman
i'm your loverman
i'm your loverman
yeah, i'm your loverman
yes, i'm your loverman
loverman
loverman
loverman
forever, amen
loverman
(how much longer?)

loverman - metallica (cover version)

são paulo - noite



11.10.05

000.001.010.011.100.101.110.111




password:


a palavra mágica brilhava em um tom de esmeralda no monitor dele, enquanto o rapaz sentia um arrepio de excitação percorrer seu corpo. estava fazendo algo muito errado.

e se sentia bem demais com isso...

foram meses, utilizando os mais novos programas de vigilância (alguns reescritos por ele) para descobrir uma falha crucial em um dos servidores do website de uma administradora de cartões de crédito de taiwan.

a falha permitiu que um port scanner encontrasse uma porta aberta em um servidor windows que ainda não havia tido todos os patches aplicados.

precisou ter paciência, até encontrar o script correto para fazer com que o servidor entendesse o seu pedido de acesso como se fosse um terminal interno.

com toda a tecnologia nova sendo lançada no mercado, é praticamente impossível garantir segurança total em um sistema que permite acesso externo.

os dedos tremiam um pouco. era a primeira vez que ele ia fazer isso.

ele entrou com a password que foi negociada com outros amigos da rede.

mais algumas sequências de comando e ele inicia um programa para capturar toda a atividade de rede do servidor. com alguma sorte ele conseguirá alguns números de cartão de crédito.

estava mesmo precisando renovar a coleção de cds. talvez compre aquele mp3 player novo que saiu no mercado ou então...

"filho, sai logo da internet. vc vai chegar tarde na escola!"

a voz veio da porta do quarto. o rapaz olha rapidamente para trás, fazendo uma careta e diz para o homem que estava ali:

"já vou, pai! tô só terminando um trabalho, aqui!"

"tá bem. mas vai logo."

o rapaz termina a captura e rapidamente encobre os rastros do ataque, deletando todos os registros dos acessos que terminou de fazer. copia o resultado da captura para um memory key e desliga o computador.

pega os cadernos e vai correndo pelos corredores do prédio, com um sorriso no canto da boca.

são paulo

eu gosto de são paulo.

não é exatamente pelo frenesi das ruas ou por todas as tribos que se pode encontrar por lá, ou por que a cidade ser a coisa mais cosmopolita que eu conheço.

é porque são paulo abraça aqueles que querem esquecer de si por algum tempo... vc se torna mais uma figura nas ruas.

uma sombra no meio de sombras.

e por algum tempo, esse esquecimento pode ser acolhedor, porque vc deixa tudo de ruim que se passa com vc para trás.

na estrada

ele olha para as colinas que passam pela janela do ônibus e pensa em como seria estar nelas...

os vales abaixo da estrada são cortados por rios e o homem pensa no rio de sua própria vida, que parece sempre seguir por caminhos não mapeados. ele observa as correntezas e pensa no passado e no que ainda pode acontecer.

as curvas da estrada trazem paisagens conhecidas da estrada que segue de volta para a casa dele. algumas poltronas à frente um casal se abraça e riem juntos de alguma coisa da qual só os amantes acham graça.

o rapaz olha para a vaga na poltrona ao seu lado, ocupada por algumas bolsas e outros objetos dele e ele pensa em como essa situação poderia ser uma metáfora perfeita da sua vida.

ele sempre viajou sozinho... mesmo quando alguém se oferecia para sentar no lugar ao lado dele, ele olhava para o lugar e dizia que estava ocupado com as suas bolsas e que nada poderia fazer.

ele tem pensado demais, nisso...

e, num gesto bobo, ele pega as bolsas e coloca-as no compartimento de carga, acima de sua cabeça.

o lugar ao lado dele agora está vazio.

e ele sente que uma nova viagem apenas começou.

marcio, o estranho

eu não consigo dizer as coisas certas pra ninguém. é impressionante, isso.

pedir para que eu explique algo que estou sentindo é uma tarefa que não vale muito a pena, porque eu nunca consigo dizer as coisas da maneira como realmente sinto.

e pior... normalmente ainda estrago tudo.

quando é pela web, então, é quase impossível que eu me expresse direito.

tá aí. de agora em diante, só falo o que sinto para as pessoas se for cara a cara... no máximo por telefone!

mais um template...

mais um template de teste... vamos ver como esse se comporta...

7.10.05

novo.template

criei um novo template... está mais a minha cara, por agora... vamos ver quanto tempo esse durará... (sorriso)

6.10.05

ele observa as crianças brincando na praça... sente algo estranho no peito... pensa que um dia gostaria de ter um filho... mas ele tenta esquecer isso, por enquanto.

o final da tarde mostra um céu com diversas cores, como se os deuses estivessem brincando com as palhetas do universo. ele gosta do pôr-do-sol. é um daqueles momentos que é muito melhor aproveitado quando não se está sozinho.

mas ele não quer pensar muito em solidão... as cores do céu se refletem na superfície do lago, onde dois patos nadam, alheios ao mundo em volta.

sempre tentou definir o que sentia... melancolia, saudade, amor, paixão... acreditou um dia que todos os sentimentos poderiam ser reduzidos à partícula fundamental que definiria cada um deles... mas aprendeu que em se tratando de sentimentos, pouca coisa poderia ser definida e definitiva... como conseguiria explicar nesse momento o que se passava em sua cabeça, sua alma e em seu coração?

"você escreve melhor quando está sozinho, né?"

ouvira essa frase de um amigo, uns anos atrás... pensou que era verdade, naquela época... mas era só porque os textos que ele escrevia falavam sobre solidão e tristeza. não gostava muito de lembrar dessa época, embora as coisas que sentia pareciam ser mais simples...

tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo... quando tentava pensar em si, só conseguia ver um turbilhão de coisas...

ele voltou os olhos para as crianças, vendo-as brincar na praça... tentou imaginar o futuro, mesmo que naquele momento ele lhe parecesse distante...

5.10.05

i would do anything for love

and i would do anything for love, i’d run right into hell and back
i would do anything for love, i’ll never lie to you and that’s a fact
but i’ll never forget the way you feel right now, oh no, no way
and i would do anything for love, but i won’t do that, i won’t do that
anything for love, oh i would do anything for love
i would do anything for love, but i won’t do that, oh i won’t do that

some days it don’t come easy, and some days it don’t come hard
some days it don’t come at all, and these are the days that never end
some nights you’re breathing fire, and some nights you’re carved in ice
some nights you’re like nothing i’ve ever seen before or will again
maybe i’m crazy, but it’s crazy and it’s true
i know you can save me, no one else can save me now but you

as long as the planets are turning, as long as the stars are burning
as long as your dreams are coming true, you better believe it
that i would do anything for love, and i’ll be there til the final act
i would do anything for love, and i’ll take a vow and seal a pact
but i’ll never forgive myself if we don’t go all the way tonight
and i would do anything for love, oh i would do anything for love
oh i would do anything for love, but i won’t do that, no i won’t do that

i would do anything for love, anything you’ve been dreaming of
but i just won’t do that

some days i pray for silence, and somedays i pray for soul
some days i just pray to the god of sex and drums and rock ’n roll
some nights i lose the feeling, and some nights i lose control
some nights i just lose it all when i watch you dance and the thunder rolls
maybe i’m lonely and that’s all i’m qualified to be
there’s just one and only, the one and only promise i can keep

as long as the wheels are turning, as long as the fires are burning
as long as your prayers are coming true, you better believe it
that i would do anything for love, and you know it’s true and that’s a fact
i would do anything for love, and there’ll never be no turning back
but i’ll never do it better than i do it with you, so long, so long
and i would do anything for love, oh i would do anything for love
i would do anything for love, but i won’t do that, no no no i won’t do that
i would do anything for love, anything you’ve been dreaming of
but i just won’t do that

but i’ll never stop dreaming of you every night of my life, no way
and i would do anything for love, oh i would do anything for love
i would do anything for love
but i won’t do that
no i won’t do that

girl:
will you raise me up, will you help me down?
will you get me right out of this godforsaken town?
will you make it all a little less cold?

boy:
i can do that! i can do that!

girl:
will you hold me sacred? will you hold me tight?
can you colorize my life, i’m so sick of black and white?
can you make it all a little less old?

boy:
i can do that! oh oh, now i can do that!

girl:
will you make me some magic, with your own two hands?
can you build an emerald city with these grains of sand?
can you give me something i can take home?

boy:
i can do that! oh oh now, i can do that!

girl:
will you cater to every fantasy i got?
will ya hose me down with holy water, if i get too hot?
will you take me places i’ve never known?

boy:
i can do that! oh oh now, i can do that!

girl:
after a while you’ll forget everything
it was a brief interlude and a midsummer night’s fling
and you’ll see that it’s time to move on

boy:
i won’t do that! no i won’t do that!

girl:
i know the territory, i’ve been around
it’ll all turn to dust and we’ll all fall down
and sooner or later, you’ll be screwing around

boy:
i won’t do that! no i won’t do that!
anything for love, oh i would do anything for love
i would do anything for love, but i won’t do that, no i won’t do that

i would do anything for love (but i won't do that) - meat loaf

30.9.05

mantenha os olhos no caminho...

um dia na ilha

enquanto a barca se afastava da costa, ele olhava a paisagem que tanto conhecia com os olhos do viajante. adorava o rio de janeiro em dias nublados. não sabia bem o porquê, mas o vento e o céu cinza sempre o faziam ficar instrospectivo.

colocou o discman para tocar um dos últimos cds que comprara, puxou da mochila a câmera que havia emprestado e começou a colocar a sua impressão do mundo nas fotos.

depois de algum tempo, resolveu prestar atenção nas pessoas que estavam a sua volta. tirou algumas fotos delas, sem que vissem... apesar de se considerar muito antisocial, era um apaixonado por ficar observando as pessoas em seus mundinhos pessoais. gostava de imaginar o que pensavam.

não conseguia fugir da idéia de que sempre que se afastava de casa, sentia-se melhor. achava que os momentos em que ele é um estranho entre estranhos o faziam ficar assim... curioso pela vida.

quando a barca chegou na ilha, prestou atenção nas pessoas que esperavam amigos e parentes e achou aquilo divertido.

tirou fotos dos barcos dos pescadores, de casas e de lugares, distraiu-se por horas, descobrindo detalhes nos quais os moradores não deviam mais prestar atenção.

passou horas naquele local novo, até que no final da tarde, resolveu sentar-se num pequeno parque que ficava à beira d'água. procurou um banco e sentou-se, olhando o mar.

a água sempre o deixava calmo. o barulho das ondas e o movimento cíclico das marés eram coisas que o faziam pensar em coisas antigas. "o mar é sábio", pensou.

olhou para a costa, ao longe, o sol descendo dos céus, visível somente pelos raios que teimavam em atravessar as nuvens.

a vida poucas vezes parecia tão bela...

apesar de gostar muito de ficar sozinho, pensou que certos momentos deveriam ser divididos.

sorriu sozinho, olhando o mar e voltou para sua caminhada, pensando em tudo ao mesmo tempo.

28.9.05

made of steel

i can be anything that you want me to be
a punching bag, a piece of string, oh
that reminds you not to think

i found the note down in your car
and it’s not your fault it gets this hard
gets this hard

hold your head high
don’t look down
i’m by your side
won’t back down
you wanted a hero tonight

well i’m not made of steel
i’m not made of steel
but your secrets safe with me

i can be anything that you want me to be
a holy cross, some sympathy, oh
that reminds you not to bleed

i found the note down in your car
and you climbed up here to fall apart
fall apart

hold your head high
don’t look down
i’m by your side
won’t back down
you wanted a hero tonight

well i’m not made of steel
i’m not made of steel
but your secrets safe with me

no...
your secrets safe with me

they knock you down
i’ll pick you up...
they laugh at you
i’ll shut them up

but i’m not made of steel
but i’m not made of steel
but i’m not made of steel
but your secrets safe with me
yeah
your secrets safe with me
but yeah

hold your head high
don’t look down
i’m by your side
won’t back down
you wanted a hero tonight
made of steel - our lady peace

triskele fire
orbe protector
dias de introspecção.
desligou o telefone contra a própria vontade, querendo falar mais e mais. é incrível como algumas coisas só podem ser percebidas à distância: quando se está no olho do furacão, tudo parece calmo.

sentado no chão do quarto, ele avaliava sua nova vida. as novas metas, os novos destinos.

mas continuava sentindo que muito havia a ser dito e que a roda precisava rodar muito ainda, até a chegada do destino.

estava sozinho, no escuro, olhando para o nada, mas não se sentia desamparado.

queria carinho, mas não iria implorar por mais nada. não era uma vítima. pela primeira vez ele se sentia dono de seus caminhos.

sentia a falta de um colo onde descansar. mas a jornada ainda seria longa e ele tinha que ser forte.

deitou-se e ficou com os olhos abertos para o teto do quarto. imaginou se algum dia as coisas ficariam bem, mas tentou não pensar muito nisso.

precisava dormir. dias longos de jornada o esperavam.
o blogger continua comendo meus textos... espero que ele tenha uma indigestão, uma hora dessas!

27.9.05

iris

and i'd give up forever to touch you

cause i know that you feel me somehow

you're the closest to heaven that i'll ever be

and i don't want to go home right now

and all i can taste is this moment

and all i can breathe is your life

cause sooner or later it's over

i just don't want to miss you tonight

and i don't want the world to see me

cause i don't think that they'd understand

when everything's made to be broken

i just want you to know who i am

and you can't fight the tears that ain't coming

or the moment of truth in your lies

when everything seems like the movies

yeah you bleed just to know your alive

and i don't want the world to see me

cause i don't think that they'd understand

when everything's made to be broken

i just want you to know who i am

i don't want the world to see me

cause i don't think that they'd understand

when everything's made to be broken

i just want you to know who i am

i just want you to know who i am

i just want you to know who i am

i just want you to know who i am

i just want you to know who i am

iris - goo goo dolls

25.9.05

olho sempre para os céus, quando preciso pensar.

sei que as respostas para mim podem não estar lá... mas é um ótimo lugar, para se começar a procurar.
ok. alguém pode me explicar de onde vem essa ansiosidade que ando sentindo??? o que isso quer dizer???

the irony of living

sentiu coragem para dizer a ela o que sentia. não foi tão difícil quanto ele imaginava. achou que tudo já estava formulado, em seus pensamentos.

mas o surpreendente foi ter dito isso. sempre fora uma pessoa de guardar os sentimentos para si. porque não achava que a opinião dele fosse influenciar de verdade outra pessoa.

mas as palavras acabaram por sair, embora o resultado não fosse exatamente o que ele desejava, acreditou na resposta que ela deu. sempre fora sincera com ele, antes. não havia razão para estar mentindo.

a pequena dor que sobreveio da resposta dela não foi tão forte quanto ele poderia imaginar. é verdade que sentia-se um pouco anestesiado, agora, mas achou que a dor não seria grande, mesmo mais tarde.

despediu-se dela logo depois, indo caminhar entre pessoas... precisava ver rostos, ficar sozinho não era uma opção. foi a uma loja de cds e pediu ao dono para escutar um dos álbuns que estava em exposição. gostou da música e pensou em ligar para ela para falar do cd, mas desistiu da idéia. tinha que aprender muito, agora... precisava do seu próprio espaço. ele era um sozinho, novamente.

voltou para casa depois de uma hora de caminhada. enquanto o ônibus percorria a estrada, os olhos dele fitavam a paisagem que passava rápido.

ele sentia uma estranha vontade de rir das ironias da vida. estava cansado de tanta coisa, mas sentia-se com uma energia diferente dentro de si.

sentia vontade de começar algo. sentia-se com uma chama, por dentro.

sentia-se mais adulto...

curiosidade

eu sou o dono do gato que morreu por causa da curiosidade.

23.9.05

sob a luz da lua...

a pele dela é fina. ele gosta de passar os dedos, sentindo a textura devagar...
ele gosta da cor pálida dela. ele gosta de ficar observando o corpo dela, quando a luz da lua ilumina os dois no escuro. ele pensa que parece que a luz emana dela mesmo.

eles estão abraçados e quietos. a respiração dela agora é baixa e calma, constrastando com alguns momentos atrás, quando os dois faziam amor.

ele sente o coração dela desacelerando lentamente e de repente, uma calma toma conta dele.

as incertezas no coração dele vão todas embora

ele fecha os olhos e começa a dormir e sonhar...

coisas que fazem a vida valer a pena

sorriso de criança...
sentir a chuva no rosto...
sentar em frente ao fogo de uma fogueira, sentindo o calor e ouvindo o crepitar da madeira...
conversa interessante por toda a madrugada, até o nascer do sol ou até desmaiar de sono...
acordar ao lado de alguém que você ama...
os campos verdes da irlanda...
o rio de janeiro em dias nublados...
dormir embaixo de um edredon, enquanto tá frio...
ler um bom livro...
escutar música boa...
sair com os amigos...
carinho nos cabelos...
ser reconhecido pelo que você faz e não pelo que vc parece ser...
ganhar bons presentes...
saber que você influencia a vida de alguém...
caminhar no meio do mato...
fotografar. é demais, poder captar o mundo em imagens...
boas piadas...
um bom vinho...
encontrar alguém especial e ficar horas e horas jogando conversa fora, só pelo prazer da companhia...
o café colonial do ccbb...
viajar...
quadrinhos...
cinema...
olhar o céu, a qualquer hora do dia ou noite (se tiver sol, melhor ainda com óculos escuros)...
a lua...
estrelas...
o som de água...
o som do vento nas folhas das árvores...
o ronrronar dos gatos, quando vc os afaga nos braços...
usar a imaginação pra criar mundos só seus...

22.9.05

páginas

sentada nos degraus da escada no saguão do ccbb, ela olha para as pessoas, com um olhar distante, que parece atravessar tudo.

no seu peito, um sentimento estranho, toma conta de tudo. uma mistura de coisas que ela não consegue definir.

ela lembra da conversa que teve no início da semana. palavras trocadas de maneira vacilante... olhares silenciosos e tristes, que diziam muito mais a quem prestasse atenção aos dois. no bar, pessoas conversavam de maneira alegre, ignorando o casal na mesa escondida.

ela lembra dos primeiros encontros, do sentimento que fazia seu corpo tremer de calor e frio. dos assuntos intermináveis. da cumplicidade que só um casal apaixonado pode ter. de todos os novos sonhos que se formavam num coração já acostumado com coisas ruins.

onde fora tudo aquilo?

ela lembra das brigas, da falta de entendimento. lembra-se de passar noites em claro, perguntando o porquê de tudo parecer fora de sincronia.

as pessoas certas, no momento errado.

então ela lembra da apatia. da falta de perspectiva no futuro.

ela precisava dar um jeito. não queria terminar tudo como se fossem inimigos.

sentada na escada ela olha além, tentando definir o sentimento que toma seu peito.

no caderno em suas mãos ela escreve e escreve. as páginas sabem mais dela do que quase todos os que a conhecem.

de repente, ela olha uma página em branco, onde uma lágrima fez uma pequena mancha, que desaparece aos poucos.

e a página em branco diz para ela que de alguma forma, a vida precisa continuar.

ela pensa em tudo o que já fez na vida. nos caminhos que percorreu.

pensa na chama que queima o espírito.

sentada naquela escada ela olha para a página em branco e percebe que não existe um fim, até que o livro seja fechado.

ela olha para as pessoas, vendo os rostos, imaginando seus pensamentos.

e, para aqueles que prestarem atenção, um pequeno sorriso se formaria no rosto dela.

21.9.05

irish angel

three paths engraved

19.9.05

um conto de tempos antigos

o vento forte anunciava a chegada do inverno. toda a tribo se preparava para os festivais que anunciavam o sono dos deuses do verão, quando eles se retiravam do mundo para dentro das colinas.

era época de armazenar alimentos... época de se sentar em frente ao fogo e pedir aos deuses do mundo que existe abaixo para que o inverno não seja rigoroso e que todos possam sobreviver.

naquela tarde, os homens estavam caçando. havia muitos indícios de que a primeira neve cairia logo e era preciso ter pressa.

a caçada fora boa para todos; especialmente para teannáil macath, que havia apanhado 3 coelhos e um javali fêmea. tinha esse nome por causa de seus cabelos da cor de fogo e por ser o homem mais alto da tribo. teannáil era o líder da tribo há 3 anos, desde que seu pai fora morto em uma batalha contra os pictos. desde então, os deuses pareciam sorrir para a tribo, pois as colheitas foram boas e os pictos e os homens que vinham do mar não mais atacaram.

enquanto caminhava, teannáil ouviu o barulho de galhos quebrando. ele continuou caminhando através da neblina, o mais silenciosamente possível, até chegar à uma clareira que não se parecia com nenhum lugar que ele já tivesse visitado.

no centro da clareira, uma corsa de chifres escuros pastava calmamente, alheia ao caçador que se aproximava. teannáil abaixou-se, preparando para lançar a corsa. de repente, o animal olhou para ele, como se sentindo a presença do caçador.

e os olhos do animal encontraram os olhos do homem. e teannáil e a corsa ficaram em silêncio absoluto, paralisados pelo momento. e, não sabendo exatamente porque, o caçador levantou-se lentamente e abaixou a lança. a corsa continuava olhando para ele, sem mexer um músculo.

teannáil estava enfeitiçado pela beleza do animal. pela primeira vez na sua vida encontrara um animal que não queria caçar. ele se aproximou da corsa, até poder tocá-la com a ponta dos dedos. sentiu a respiração, o peito que subia e descia de forma rápida.

fechou os olhos, enquanto acariciava o pêlo do animal e quando os abriu, percebeu que estava tocando os cabelos negros de uma mulher.

ele ficou assustado com aquilo, mas a beleza da mulher era tamanha que teannáil não pôde exclamar nada.

a mulher o olhou, com os olhos da corsa e o tocou no rosto, beijando-o em seguida.

e teannáil tomou a mulher para sí na clareira e ela o aceitou e entregou-se sem falar nenhuma palavra.

e o caçador dormiu...

enquanto dormia, ele sonhou com a mulher...

ela estava agora coberta por um manto tão escuro quanto o seu cabelo e atrás dela ele percebeu que haviam outros, observando.

ela disse a ele que era uma deusa daquela floresta e que estava grávida da semente de teannáil. ele não veria a criança até o momento de maior necessidade da tribo. mas a visão do filho dos dois seria a morte para ele.

e teannáil acordou na clareira... a noite havia caído e os outros caçadores haviam saído em busca do líder.

e naquela noite, teannáil não conseguiu dormir mais...

three fires

fire in the head - inspiration

fire in the heart - courage

fire in the body - passion

celtic inspiration

celtic dragon triskele


celtic snake triskele

18.9.05

where the river goes

i wanna be as big as a mountain
i wanna fly as high as the sun
i wanna know what the rent’s like in heaven
i wanna know where the river goes

12.9.05

photo

ela se sentia um pouco desconfortável... não tanto pela nudez do corpo, mas por se sentir nua da alma. o jovem estava olhando para ela ali há vários segundos e ele parecia estar vendo através do corpo dela... o olhar dele penetrava em seu interior e a desvendava de uma maneira que a assustava e excitava ao mesmo tempo.

prometeu a ele que se deixaria fotografar. pensou em fazer poses como as das meninas góticas que ela via em fotos e mais fotos pela internet e achou divertido se imaginar desse jeito. quando ela chegou, encontrou-o descontraído, escrevendo algo no computador. ele sorriu para ela, pediu que ela sentasse e perguntou o que ela queria que ele fotografasse.

"não sei. você é o fotógrafo. está pensando em algo?"

"não. eu nunca penso muito sobre o que vou fotografar. eu simplesmente olho para alguma coisa que ache interessante e sinto essa necessidade de guardar aquilo de alguma maneira."

"bom, ela sorriu... eu não tenho certeza do que fazer..."

"relaxa! olha, tenta se descontrair."

e eles conversaram e tomaram vinho... ele fez algumas fotos, pra ver a luz, testar a cor da pele dela, coisas assim. ela não conseguia afastar o olhar dos olhos dele, que pareciam sempre inquietos, procurando algo, o tempo todo.

"é complicado posar, né?", ele disse com um sorriso largo. "eu me odeio em fotos!"

ela se levantou... estava um pouco inquieta com aquilo, caminhou para a janela, tentando respirar o ar da rua.

"fica assim."

"o quê?"

"fica nessa posição. tá lindo!"

achou bobo aquilo. não estava fazendo nada demais. mas ele gostou e estava abaixado, a alguns metros, fotografando.

ela caminhou alguns passos e sentou-se na cama ainda desarrumada, dele. ele rodeava ela e ela se lembrou dos documentários da televisão. o olhar dele parecia o dos predadores, esperando o momento certo para o ataque.

estava respirando rápido com o toque de excitação que esse último pensamento trouxe à mente dela. ela olhou para o chão e ele se abaixou a centímetros ela, para fotografar o rosto dela.

"posso..." falou, quase num sussurro. "posso tirar a minha roupa, se quiser..."

ele a olhou, a câmera na mão, ainda apontando para o rosto dela que acabara de ficar avermelhado.

"só se você quiser."

e ela começou a retirar a camiseta, devagar, pois tremia um pouco com tudo aquilo. nunca fez isso. nem mesmo se imaginou tirando fotos assim.

ele a olhava. ainda o mesmo olhar.

ela se deitou na cama e ele ficou parado por alguns instantes. e então voltou a fotografar, pequenos detalhes de pele. o rosto dela encostado no colchão, as curvas do quadril, a sombra dos seios sobre o lençol...

um calor percorria o corpo da jovem, queimando por baixo da pele, em ondas que subiam pelo abdômen, a partir da púbis. nudez absoluta... sentiu-se nua de verdade pela primeira vez, na frente de alguém.

dias depois eles se reencontraram para tomar um café. ele trazia as fotos em um envelope que entregou a ela, depois que sentou-se.

ela olhou para ele e se viu refletida nos óculos escuros que agora escondiam aqueles olhos.

"você está perfeita nelas."

"bobo!"

"ah! nem se pode falar a verdade!!!" falou, sorrindo.

a jovem passou vários minutos olhando e comentado cada foto. após um tempo, ela não aguentou e perguntou a ele:

"eu quis você comigo naquela cama aquele dia, sabia?"

"eu sei. eu vi nos seus olhos."

"e não fez nada."

"não..."

"por quê?"

"ah... eu ia estragar as fotos!" ele sorriu.

11.9.05

larger than life!

espólios de uma ddk ótima... estou me sentindo MUUUUUUUUUUUITO bem, hoje!!!!
candelária no sábado, 21:00. com a lua ao fundocinelândia no sábado, 21:30.largo da carioca no domingo, 05:30
av. rio branco no domingo, 05:40. já passearam pelo centro à essa hora??? é espetacular.
rua s. josé no domingo, 05:45. adorei a perspectiva!

9.9.05

a perfect day

uma tarde perfeita, no centro do rio, captada pelo celular... por que os dias não são sempre assim???

7.9.05

voltando para casa, ele caminha sentindo o ar frio da noite... as nuvens cobrem o céu, tornando-o cor de chumbo...

o vento agita as folhas das árvores, fazendo um barulho bom que leva os pensamentos do jovem para longe...

ele se sente feliz em noites assim... é como se lá, no meio das nuvens, os velhos deuses estivessem de olho no que os homens fazem aqui na terra...

é como se o vento a sua volta fosse o abraço de antigos espíritos, caminhando ao lado dele... sussurrando segredos antigos nos seus ouvidos...

ele gosta de noites assim... ele não se sente sozinho.

6.9.05

he shoots... he scores!!!






ganhamos um prêmio, hoje no trabalho!!!!!

um projeto nosso - foto em tempo real - foi premiado como a melhor idéia, do prêmio "idéias que fazem diferença", da infoglobo...

e eu fui receber o prêmio, do pessoal da diretoria!!!!!

ok, ok... sou blasé... mas é sempre muito bom ser reconhecido pelo que vc faz!!!!

hoje foi um dia bom... gosto de dias bons...

sistemas de produção rules!!!! (sorriso)

4.9.05

movimento

ele olha por um segundo a placa na beira da estrada, sem dar muita importância para o que está escrito em branco.

os carros passam ao seu lado rapidamente... ele gosta da ventania causada pelos veículos... gosta do movimento que os seus cabelos fazem... gosta de sentir o movimento.

a música toca alto nos fones de ouvido... ele ouve as guitarras e sorri, cantando baixinho o refrão de uma das suas músicas preferidas...

a estrada a sua frente parece longa... ele sente um pouco de medo, por não conhecer o destino... mas apaga o sentimento com uma olhada para as nuvens que se movem lentamente, o tempo todo...

ele queria ser uma nuvem...

um carro passa ao seu lado, levando consigo os pensamentos antigos que ainda acompanhavam o rapaz...

o vento bagunça o cabelo dele...

ele se sente vivo...

3.9.05


the reality within
o fogo queima dentro dele... um fogo que foi abafado por tempo demais...

um fogo que dança de forma sensual e mortal...

consumindo... transformando...

fogo de uma vida mantida em animação suspensa por tempo demais...

e que grita, se debate e procura por ar...

vida e fogo... desejo e nascimento...

todos se misturam hoje, no meu peito...

queimando...

consumindo... transformando
saudades dos sussuros trocados entre carícias, horas e horas, deitados, pedindo calado para o tempo não passar...

inveja da noite que te tem nesse momento, em outros braços, em outra cama, em outros sonhos...

desprezo por tudo o que foi dito com raiva...

raiva por ter tido medo...

a raiva traz uma clareza dura...

eu vejo o medo, vejo a dor... tudo o que me afastou... tudo o que foi errado...

e eu quero mudar, mas é tarde para mudar...

eu quero sonhar novamente...

um jardim de sonho... uma noite calma...

sussuros...

mas é tarde agora...

não... não é...

nunca é...

só a morte é inevitável...

e eu estou vivo...

o coração ainda bate... o sangue pulsa... o desejo consome...

eu estou vivo...

e ainda não é tarde.

25.8.05

sweet dream

o rapaz senta-se na cama, olhando para o rostinho que dorme encostado no travesseiro. os olhos dele brilham, enquanto observa a respiração sossegada da menina de cabelos castanhos e olhos grandes e indagadores.

algumas vezes, ele se pega pensando que nunca iria imaginar que amaria tanto um ser, assim... mas no momento em que ele viu o médico segurando aquele serzinho rosa, ele se apaixonou completamente...

3 anos já se passaram e o amor apenas cresceu... como somente os amores crescem de uma quantidade infinita para algo ainda maior.

muitas noites ele perdeu preocupado, com medo... observava o berço de 10 em 10 minutos... "será que ela está bem?"

mas ele não se arrepende... faria tudo de novo...

porque há 3 anos atrás, a vida dele começou a fazer sentido...

e ele sorri, ao lado da cama...
queria que o telefone tocasse...


só por um "boa noite".

blood moon

a lua estava vermelha, quando saí do trabalho, hoje...

presságios, presságios...

quotes

pela centésima vez eu abro uma página com frases retiradas da série sandman, do neil gaiman e me maravilho com o que ele escreve...

como alguém pode ser tão simples e falar tanta coisa que toca no fundo da alma, como se, de alguma maneira, essa pessoa soubesse de um segredo que mais ninguém sabe?

é... não estou falando nada interessante, hoje...

não consigo me concentrar... só tenho essa sensação que estou novamente em um ponto da minha vida que eu não deveria estar... e tudo por minha própria causa...

cadê a simplicidade da qual eu vivo falando que quero?

será que fujo dela, justamente porque tenho medo de que a simplicidade não seja o que eu queira??? (com o jeito complicado que eu tenho, provavelmente não é mesmo o que eu quero)

(sorriso)

às vezes sinto que o teclado deveria ter certo tipo de censura às coisas que escrevo... porque eu sempre volto ao mesmo assunto... sei que o tudo funciona desse jeito... sempre dando voltas... mas eu exagero!

eu queria conseguir dar alívio nessa confusão nisso que eu chamo de alma.

well... life goes on...

21.8.05

eu sou o fogo que consome a matéria, destruindo enquanto se alimenta, deixando para trás um rastro de cinzas...

eu sou o abismo que tenta o suicida, calmo quieto e mortal...

eu sou o silêncio das noites passadas na solidão dos quartos escuros...

eu sou a dor que se alimenta de si mesma...

eu sou a entropia... o fim de tudo...

e eu sou apenas humano.

20.8.05

a poesia da noite se foi... procuro nos céus uma estrela que não brilha pra mim, hoje...

e me encontro novamente aqui, encarando a minha vida, sem saber o que fazer com ela...

tão cansado de mim mesmo...

por que não deu certo? por que todos os erros?
o artista é o xamã do mundo moderno.

visita de um perpétuo

ela sempre me visita, quando estou assim...
o olhar vazio naquele rosto pálido me lembra de todos os erros, todos os fracassos e frustrações...
a voz dela, um sussuro que me lembra de tudo o que já deixei escapar por entre meus dedos.
o gancho de metal que ela carrega no dedo corta o meu rosto no exato ponto onde uma lágrima escorria, há pouco.

ela sempre sorri para mim, por detrás dos espelhos nos quais encaro meus medos.

lembrando e relembrando o quanto é difícil deixar os seus braços...

desespero.
sem sono, ele observa a noite passar por ele, trilhando um caminho invisível pelos céus e ele ouve uma música que toca baixo, permeando todas as coisas que existem e reverberando no véu do universo.

18.8.05

mad world
tears for fears

all around me are familiar faces
worn out places, worn out faces
bright and early for their daily races
going nowhere, going nowhere
and their tears are filling up their glasses
no expression, no expression
hide my head i want to drown my sorrow
no tomorrow, no tomorrow
and i find it kind of funny
i find it kind of sad
the dreams in which i'm dying
are the best i've ever had
i find it hard to tell you
'cos i find it hard to take
when people run in circles
it's a very, very
mad world
children waiting for the day they feel good
happy birthday, happy birthday
made to feel the way that every child should
sit and listen, sit and listen
went to school and i was very nervous
no one knew me, no one knew me
hello teacher tell me what's my lesson
look right through me, look right through me

14.8.05

esperei ao lado do telefone o dia inteiro...

nenhum som...

mas eu continuo olhando para ele, de 2 em 2 minutos...

...

10.8.05

eternal cycle

"sometimes in, but sometimes out
never stand and still...
new horizons, that's the mysterous wheel.
cycles, roundings, time, birth, death
chances to try again
that's the secret - everything is turning."

the wheel - tuatha de danann